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Governo holandês aprova ajuda à KLM depois de pilotos aceitarem reduzir salários

 

O governo holandês aprovou na terça-feira um plano de salvação da transportadora aérea KLM, na ordem de vários milhares de milhões de euros, depois de os pilotos terem aceitado uma redução de salários durante cinco anos.

O ministro das Finanças, Wopke Hoekstra, tinha congelado a ajuda, sob a forma de empréstimos, ao ramo holandês da Air France-KLM, perante a recusa do sindicato dos pilotos VNV em aceitar a redução salarial.

Mas a KLM anunciou entretanto que o sindicato tinha cedido, o que levou o governo a dizer que estava pronto para emprestar 3,4 mil milhões de euros, revela a agência de notícias France-Presse (AFP).

A KLM prevê reduzir despesas em 15% e suprimir cinco mil postos de trabalho.

Cerca de três mil pilotos devem ser particularmente afetados por este plano, com baixas salariais que podem ir até 20%, segundo os meios do país.

A Air France-KLM perdeu 1,6 mil milhões de euros no terceiro trimestre, o que compara com um lucro de 363 milhões no mesmo trimestre do ano passado.

Governo Cabo-verdiano autoriza à Cabo Verde Airlines empréstimo de emergência de 100 milhões de escudos

 

A Inforpress noticiou que o Governo de Cabo Verde autorizou, através da Direcção-Geral do Tesouro, a Cabo Verde Airlines a contrair um empréstimo junto da Caixa Económica de Cabo Verde no valor de 100 milhões de escudos, segundo uma resolução publicada esta terça-feira no Boletim Oficial.

Conforme o documento, o aval tem data de vencimento de 12 meses, em conformidade com o período de utilização e o prazo de amortização do empréstimo nos termos aprovados.

No Boletim Oficial, o Estado reconhece o manifesto interesse nacional em criar as condições necessárias para apoiar a empresa a enfrentar as consequências impostas pelo actual contexto de pandemia.

Segundo o Governo, esta medida serve também para apoiar a Cabo Verde Airlines a pagar o salário dos trabalhadores, uma vez que há já algum tempo que não opera e precisa honrar tais compromissos.

Em março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde) por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da CVA) e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

O Governo concluiu este ano a venda de 10% das acções da CVA a trabalhadores e emigrantes, mas os 39% restantes, que deveriam ser alienados em bolsa, a investidores privados, vão para já ficar no domínio do Estado, decisão anunciada pelo executivo devido aos efeitos da pandemia.

TAP fez 85 voos que permitiram regresso de 12 mil portugueses e residentes em Portugal

 

A TAP organizou até agora 85 voos de repatriamento e humanitários para países com o espaço aéreo encerrado a voos comerciais, permitindo o regresso de cerca de 12 mil portugueses e residentes em Portugal, informou o Governo.

“A TAP, em particular, apesar de ter sido forçada a cancelar inúmeros voos programados de e para países terceiros, envidou todos os esforços para, dentro dos constrangimentos legais e regulamentares, e apesar das numerosas dificuldades de ordem prática, manter o mais possível as ligações para os países com maior presença de emigrantes portugueses e lusodescendentes”, assegurou o Governo.

Estas ligações ocorreram “sobretudo para os países de língua oficial portuguesa e para os Estados Unidos da América”, acrescentou o executivo português numa resposta a uma pergunta dos deputados socialistas da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades, a que a Lusa teve hoje acesso.

No documento, o Governo, através do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, explicou que, além das ligações regulares, “a TAP organizou ainda 85 voos de repatriamento e humanitários para países com o espaço aéreo encerrado a voos comerciais, o que permitiu o regresso a casa a cerca de 12 mil portugueses e residentes em Portugal”.

Sublinhando as restrições impostas pela pandemia de covid-19, e os impactos tráfego aéreo, “sobretudo de e para países fora da União Europeia e do espaço Schengen”, o Governo lembrou que as empresas têm de acautelar o cumprimento das várias medidas impostas pelos mercados onde operam.

Neste cenário, companhias aéreas que, tal como a TAP, operam voos de longo curso, foram “as principais afetadas” e viram-se obrigadas a ajustar a sua operação, “nomeadamente através do cancelamento de grande parte dos voos programados”.

Por outro lado, a procura de passageiros de lazer e negócios continua “extremamente baixa, devido não só a questões de saúde – quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) assinala ritmos de contágio alarmantes na Europa -, mas também pela instabilidade e “multiplicidade das restrições impostas pelos vários países”, sublinha o documento.

Quanto às projeções para os próximos meses, o gabinete do ministro adianta que “são bastante pessimistas”, referindo-se às previsões de várias entidades internacionais do setor.

O Governo referiu que, quanto a voos oriundos de aeroportos da Europa, particularmente de França, Luxemburgo, Suíça ou Alemanha, “a TAP foi compelida a cancelar alguns voos para países europeus por força da assinalável quebra da procura”.

Em setembro, a operação da companhia aérea foi reduzida a 33% da que realizou no mesmo mês de 2019 e, em outubro, “a TAP estima concretizar 35% do realizado no mesmo mês do ano anterior e, em novembro, 40%”, apontou o ministério de Pedro Nuno Santos.

No entanto, o executivo alertou que a “concretização da reposição da operação, nos termos referidos, poderá vir a ser afetada pelas limitações que os Estados-membros venham a impor à movimentação das populações e ao seu impacto económico-social, nomeadamente sobre a procura”.

Quanto à política de reparação para os clientes prejudicados com cancelamento ou anulação dos voos, o documento realça que a companhia aérea “observa integralmente as regras previstas” nos regulamentos da União Europeia.

A companhia aérea adotou procedimentos automáticos para o processamento de pedidos de reembolso através de ‘voucher’ e organizou uma equipa especializada para o processamento de reembolsos na forma de pagamento dos bilhetes.

Por isso, antes do final de agosto, a TAP tinha conseguido processar o reembolso de 844.684 de pedidos, recebidos entre 01 de março e 31 de julho de 2020, correspondentes ao valor total de 271,81 milhões de euros (a TAP recebeu neste mesmo período 1.058.461 pedidos de reembolso, correspondentes a 331,31 milhões de euros), adianta o documento.

Em 30 de setembro, a administração da TAP assegurou, numa reunião com deputados socialistas da comissão parlamentar, que iria melhorar “rapidamente” o serviço de apoio aos clientes e retomar ligações com a África do Sul.

No entanto, os deputados saíram do encontro sem respostas concretas às questões colocadas num requerimento de 21 de julho, reafirmadas em setembro, a pedir esclarecimentos ao Governo e à TAP sobre a anulação de voos que estavam a gerar “muitas queixas” de emigrantes portugueses já com viagens marcadas para passarem as habituais férias de verão em Portugal.

HiFly convida todos a partilhar histórias em que o seu A380 o tocou de alguma forma

A HiFly lançou um desafio, o dia que anunciou o phase-out do seu modelo A380. “Se o nosso A380 o tocou como nos tocou, por todo o trabalho e sensibilização em todo o mundo… Se o viu, se fez parte da sua história de alguma forma, mostre-nos o seu amor.

Pode enviar a sua mensagem de homenagem para a380tribute@hifly.aero e compartilhe as suas memórias do 9H-MIP com histórias, fotos, colagem, arte, atc … o céu é literalmente o limite! Todas as mensagens ficarão expostas no mural do A380 (na Sede da companhia em Lisboa) até ao último dia deste icónico avião ao serviço da Hi Fly, depois serão colocadas numa caixa e voarão a bordo do 9H-MIP na sua última viagem.

Como referimos acima, a Hi Fly anunciou hoje que vai realizar o phase-out do seu A380 no final do prazo de locação que acontece ainda este ano de 2020.

A companhia recordar que foram quase três anos de operações bem-sucedidas em todo o mundo.

A decisão de não estender o período inicial de arrendamento acordado veio como consequência da pandemia covid-19, que reduziu drasticamente a procura por aeronaves muito grandes.

Hi Fly pertence ao clube muito exclusivo de apenas 15 companhias aéreas que já operaram o A380, a maior e mais avançada aeronave de todos os tempos.

Esta aeronave foi um testemunho de quão longe o ser humano pode ir no desenvolvimento de algo tão extraordinário. Acima de tudo, o icónico 9H-MIP “Salve os Recifes de Coral” foi inspirador e levou essa mensagem responsável a centenas de milhões de pessoas nos quatro cantos do mundo.

O Airbus A380 será substituído na frota Hi Fly por Airbus A330 adicionais, uma aeronave menor e mais adequada para as actuais condições de mercado.

A HiFly transformou recentemente, por forma a dar resposta a maior procura por capacidade de transporte de carga, o seu A380 em avião “cargo”, através da retirada dos assentos da classe económica da aeronave.

Com esta alteração de configuração, o A380 oferece mais de 300m3 de capacidade de volume e quase 60 toneladas de carga.

Conheça o interior deste avião:

O A380 da Hi Fly está equipado motores Rolls Royce Trent 900 e tem uma capacidade para 471 passageiros distribuídos por três classes. O piso principal tem 12 lugares de primeira classe e 311 de classe económica enquanto que o piso superior tem 60 lugares de classe executiva e 88 de económica. Numa configuração de alta densidade este avião poderá transportar até 853 passageiros.

O A380 está equipado com tecnologia e acabamentos de última geração, contando cada assento com o seu próprio sistema de entretenimento individual da Panasonic eX2, proporcionando aos passageiros variadas possibilidades de entretenimento.

Adicionalmente, a performance deste avião vai ao encontro do compromisso de sustentabilidade da Hi Fly. Produzindo apenas 75 gramas de CO2 por passageiro por quilómetro, o A380 reduz emissões de gás nocivas transportando mais pessoas com um menor impacto para a atmosfera.

Marcos:

A 1 de fevereiro, o A380 da Hifly aterrava em Wuhan para realizar a evacuação de europeus daquela cidade.

A companhia aérea portuguesa foi contratada para fazer o resgate dos cidadãos europeus em território chinês, onde eclodiu o surto do coronavírus.

Em fevereiro, a Hi Fly foi distinguida com dois prestigiantes prémios da revista inglesa Global Transport Finance pela sua campanha de reintrodução do Airbus A380 no mercado.

Os prémios foram recebidos numa cerimónia que decorreu em Londres, no Merchant Taylor’s Hall, no coração do distrito financeiro da cidade.

O diretor financeiro do Grupo, Sérgio Bagorro, esteve presente na capital britânica para marcar presença na cerimónia de entrega de prémios e receber as distinções de: The Aircraft Remarketing Deal of the Year Award e The Daedalus Award, for Returning the A380 to the Skies.

A cerimónia foi apresentada pelo chefe de redação da Global Transport Finance, Jim Smith, que disse após o evento: “Os prémios atribuídos à Hi Fly foram o grande destaque da noite. A campanha de reintrodução do A380 foi pura e simplesmente notável.”

Voltando à sede da Hi Fly, em Lisboa, após regressar da cerimónia de entrega de prémios, Sérgio Bagorro comentou: “Foi uma grande honra para mim representar a Hi Fly e receber estas duas prestigiantes distinções. O crédito não é apenas meu, mas de toda a equipa da Hi Fly que contribuiu ativamente para o sucesso do projeto do A380.”

“Quando estamos dedicados ao negócio, podemo-nos por vezes esquecer que temos o mundo inteiro a observar os nossos passos e, neste caso, penso que podemos tomar este momento para nos orgulharmos de todos os esforços desenvolvidos no sentido da inclusão do A380 na nossa frota e relançamento do A380 no mercado.”

A introdução do A380 na frota da Hi Fly foi um marco importante para a empresa e para a indústria. A Hi Fly tornou-se a 4ª companhia aérea da europa a operar o avião, a 14ª a nível mundial e a 1ª dentro do seu modelo de negócio.

O avião foi apresentado à indústria com a participação da Hi Fly no Farnborough Airshow em julho de 2018 onde atraiu milhares de visitas tornando-se numa das principais atracões do evento.

Desde a sua introdução que o avião tem voado pelo mundo apresentando uma pintura única que apoia a campanha “Salve os recifes de Coral” da Fundação Mirpuri, exibindo um lado em azul escuro, com corais destruídos, que contrasta com um lado azul claro representando um oceano imaculado com vida marinha colorida e saudável.

O A380 da Hi Fly tem vindo a inaugurar rotas e visitar aeroportos em que nunca este modelo antes havia aterrado, tendo nomeadamente transportado passageiros entre as cidades de Londres e Nova Iorque. O modelo Airbus, em serviço há onze anos, nunca tinha feito este percurso, embora seja de longe a mais movimentada rota de longo curso do mundo.

Governo espanhol injeta 475 milhões na Air Europa

 

O Governo espanhol aprovou hoje uma ajuda de 475 milhões de euros à transportadora Air Europa, considerando-a uma empresa estratégica para a economia do país, cuja viabilidade foi posta em causa pela pandemia de covid-19.

O resgate consiste num empréstimo de 240 milhões em condições muito favoráveis ligadas à evolução da empresa e num empréstimo ordinário de 235 milhões, que terão de ser reembolsado nos próximos seis anos.

Este resgate é o primeiro que o Governo espanhol canalizou através do Fundo de Apoio à Solvabilidade das Empresas Estratégicas, que é gerido pela Sociedade Estatal de Propriedade Industrial (SEPI).

Esta operação de ajuda pública clarifica incertezas face à compra da empresa pela Iberia, que tinha sido fechada há exatamente um ano por 1.000 milhões de euros em dinheiro, mas que a pandemia obrigou a suspender.

A Air Europa terá o prazo máximo de seis anos para pagar o empréstimo e o Governo poderá nomear dois directores e propor um CEO.

A porta-voz do governo justificou o empréstimo dizendo que “a Air Europa é a segunda companhia aérea em Espanha e está presente em 130 aeroportos em 60 países”, sendo “uma empresa estratégica que presta um serviço essencial” e que “perdeu 95% da sua actividade” devido à crise provocada pelo novo coronavírus.

Mas na realidade a Air Europa é apenas a terceira maior companhia espanhola, com 19,015 milhões de passageiros nos aeroportos espanhóis em 2019, depois da Vueling, com 42,716 milhões, e da Iberia, com 20,641 milhões.

A Air Europa é a primeira empresa privada a aceder ao fundo de resgate de empresas estratégicas criado pela SEPI (Sociedad Estatal de Participaciones Industriales), holding das participações estatais de Espanha.

A Iberia vai agora examinar a nova situação da Air Europa, que, para além destes 475 milhões de euros de ajuda pública, tem um empréstimo de 140 milhões de euros garantido pelo Instituto de Crédito Oficial (ICO) e 600 milhões de euros de dívida, com resultados operacionais negativos.

Os 475 milhões de euros aprovados pelo Governo espanhol são mais 75 milhões de euros do que o montante que a companhia aérea tinha inicialmente solicitado, porque o agravamento da situação criada pela epidemia, desde que a Air Europa solicitou o resgate no início de setembro, agravou ainda mais as perspetivas comerciais da empresa, devido à queda do tráfego aéreo.

Desde o início da pandemia, a Air Europa tem tido receitas mínimas, que foram mesmo nulas durante o estado de emergência, entre março e junho, e teve de suportar custos, como o aluguer dos aviões, que custam uma média mensal entre 25 e 30 milhões de euros.

Sindicato diz “Na TAP existe grande historial de “negociatas” escuras, exatamente associadas ao “outsourcing”.”

 

Como tem sido hábito,  o SITAVA -Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos emitiu mais um comunicado em relação à sua posição sobre a situação da TAP.

“Como habitualmente no fim de cada mês, o SITAVA em conjunto com outras organizações sindicais reuniu com a DRH, onde nos foram transmitidas as opções da empresa no que respeita
à redução do período normal de trabalho e do respetivo corte salarial para todos os trabalhadores da empresa. Tal como no mês anterior, foram aplicados vários níveis de redução que vão dos 5% aos 60%, aos quais correspondem também níveis salariais diferentes, compreendidos entre os 88% e os 99%.

Este “ritual” que começa a banalizar-se, acarreta em si mesmo uma insuportável carga psicológica na medida em que somos colocados perante a realidade de mais um mês de grande sofrimento para os trabalhadores, sem que nada mais possamos fazer que lamentar a desproporcionalidade das medidas. Temos consciência que nesta altura há já muitos trabalhadores a passar momentos de grande constrangimento e até de alguma privação.

Vivemos na TAP desde há algum tempo um clima de paz falsa que, tendo nós o conhecimento que temos da situação da empresa, transmite aos trabalhadores uma sensação de abandono.
Diríamos até que, não fora o Senhor Diretor Arik De ter contratado mais um assessor internacional, quando a empresa despede ou ameaça despedir tudo o que mexe, nada mais acontece de
relevante. Era muito importante saber quanto vai custar à TAP mais esta iniciativa do Senhor Diretor. Ou este novo assessor, à semelhança de outros, vem também pro bono.

A Comissão Executiva tinha todas as condições para conduzir a empresa, integrando a opinião informada dos trabalhadores, mas parece que essa não é a sua opção. Uma coisa podemos afirmar desde já, factos consumados serão sempre muito mal recebidos pelos trabalhadores.

Bem sabemos que a situação do transporte aéreo a nível mundial está em sérias dificuldades e, naturalmente, a situação da TAP também sofre com isso. Por variadíssimas vezes temos dito que
somos realistas, que temos um profundo conhecimento da empresa, e por isso também sabemos que a diminuição drástica da procura, está a fazer o ajustamento em termos de frota que a
situação impõe.

Isso é uma coisa. Outra bem diferente é aquilo que nos vão tentando impingir com recados e notícias plantadas na comunicação social de que será sobre os trabalhadores que recairão os
custos da crise. Desenganem-se aqueles que pensam dessa forma. Reafirmamos que não aceitaremos nem cortes cegos nem factos consumados. Apenas o diálogo e a negociação são as
ferramentas da democracia.

Os trabalhadores de terra da TAP já deram e estão a dar muito do seu salário, e por isso exigem que a Comissão Executiva informe o estado das negociações com os variadíssimos fornecedores, e principalmente com os “leasings” da frota. E já agora que nos informe também os custos dos parqueamentos de aviões em placas de empresas onde o Estado Português é também acionista.

E a M&E Brasil vai continuar a acumular prejuízos sem que nada se faça? Vai continuar a ser um sorvedouro de recursos, para os trabalhadores continuarem a pagar? A quem interessa a
manutenção desta situação? Será que existem outros interesses associados a este negócio? O governo brasileiro do Senhor Bolsonaro é também parte interessada? Como se vê são muitas
perguntas para as quais os trabalhadores, que pagaram e continuam a pagar este desvario, exigem respostas e sobretudo ações para terminar de vez esta desastrosa e cara aventura.

A propósito temos que denunciar aqui também a inqualificável decisão de retirar trabalho da Manutenção e Engenharia em Lisboa, que tem capacidade e espaço para o executar, para o enviar para o Brasil. Na situação atual, esta é uma decisão de muito difícil explicação. A Direção da M&E e a Comissão Executiva têm o dever de esclarecer cabalmente e justificar esta estranha decisão.
As questões que atrás relatámos colocam, por isso mesmo, maior exigência na resposta às seguintes perguntas: A manutenção da nossa frota vai continuar a ser feita fora de Portugal?

Por outras palavras, vamos continuar a contribuir com o nosso esforço e com os nossos recursos para criar postos de trabalho no estrangeiro em vez de os criarmos no nosso país? Já o dissemos antes, e reafirmamo-lo agora, é imperioso e vital que, desde já, se prepare o investimento na M&E para que, com o fim da aventura brasileira que deve acontecer no imediato, a manutenção de toda a frota seja assegurada pelos trabalhadores da TAP.

Outro grande tema que tem surgido nas últimas semanas, em todas as conversas quando se fala da TAP e da sua recuperação é o “outsourcing”. Certamente já fruto da reestruturação que parece que anda a ser elaborada pela tal consultora da “folha de Excel”, o remédio para tudo passa por esta prática. Não podemos deixar de alertar os responsáveis incluindo o Governo que representa o acionista Estado que, a verificarem-se tais práticas, elas iriam claramente contra os compromissos assumidos pelo Senhor Ministro em reunião com os sindicatos, e configuraria um autêntico crime económico contra a empresa.

A complementaridade dos serviços deve ser mantida. É uma falácia enganadora pensar-se que outros fazem melhor e mais barato o trabalho que hoje executamos no seio da nossa empresa.
Na TAP existe grande historial de “negociatas” escuras, exatamente associadas ao “outsourcing”.

Estaremos vigilantes e muito atentos, e não hesitaremos em denunciar qualquer tentativa de desmembramento da empresa.

Por fim, é bom esclarecer de novo os trabalhadores, em relação às muitas ameaças – ainda que veladas – que surgem de vários lados, nomeadamente na comunicação social, tentando
desestabilizar o nosso dia a dia. Por tudo o que atrás dizemos, fica muito claro que não existe excesso de MDO no pessoal de terra. Mais uma vez reafirmamos: as reduções de custos devem ser procuradas onde estes existem realmente em excesso.”

HiFly vai retirar ainda este ano o seu A380 da frota

A Hi Fly anunciou hoje que vai realizar o phase-out do seu A380 no final do prazo de locação que acontece ainda este ano de 2020.

A companhia recordar que foram quase três anos de operações bem-sucedidas em todo o mundo.

A decisão de não estender o período inicial de arrendamento acordado veio como consequência da pandemia covid-19, que reduziu drasticamente a procura por aeronaves muito grandes.

Hi Fly pertence ao clube muito exclusivo de apenas 15 companhias aéreas que já operaram o A380, a maior e mais avançada aeronave de todos os tempos.

Esta aeronave foi um testemunho de quão longe o ser humano pode ir no desenvolvimento de algo tão extraordinário. Acima de tudo, o icónico 9H-MIP “Salve os Recifes de Coral” foi inspirador e levou essa mensagem responsável a centenas de milhões de pessoas nos quatro cantos do mundo.

O Airbus A380 será substituído na frota Hi Fly por Airbus A330 adicionais, uma aeronave menor e mais adequada para as actuais condições de mercado.

A HiFly transformou recentemente, por forma a dar resposta a maior procura por capacidade de transporte de carga, o seu A380 em avião “cargo”, através da retirada dos assentos da classe económica da aeronave.

Com esta alteração de configuração, o A380 oferece mais de 300m3 de capacidade de volume e quase 60 toneladas de carga.

Conheça o interior deste avião:

O A380 da Hi Fly está equipado motores Rolls Royce Trent 900 e tem uma capacidade para 471 passageiros distribuídos por três classes. O piso principal tem 12 lugares de primeira classe e 311 de classe económica enquanto que o piso superior tem 60 lugares de classe executiva e 88 de económica. Numa configuração de alta densidade este avião poderá transportar até 853 passageiros.

O A380 está equipado com tecnologia e acabamentos de última geração, contando cada assento com o seu próprio sistema de entretenimento individual da Panasonic eX2, proporcionando aos passageiros variadas possibilidades de entretenimento.

Adicionalmente, a performance deste avião vai ao encontro do compromisso de sustentabilidade da Hi Fly. Produzindo apenas 75 gramas de CO2 por passageiro por quilómetro, o A380 reduz emissões de gás nocivas transportando mais pessoas com um menor impacto para a atmosfera.

Marcos:

A 1 de fevereiro, o A380 da Hifly aterrava em Wuhan para realizar a evacuação de europeus daquela cidade.

A companhia aérea portuguesa foi contratada para fazer o resgate dos cidadãos europeus em território chinês, onde eclodiu o surto do coronavírus.

Em fevereiro, a Hi Fly foi distinguida com dois prestigiantes prémios da revista inglesa Global Transport Finance pela sua campanha de reintrodução do Airbus A380 no mercado.

Os prémios foram recebidos numa cerimónia que decorreu em Londres, no Merchant Taylor’s Hall, no coração do distrito financeiro da cidade.

O diretor financeiro do Grupo, Sérgio Bagorro, esteve presente na capital britânica para marcar presença na cerimónia de entrega de prémios e receber as distinções de: The Aircraft Remarketing Deal of the Year Award e The Daedalus Award, for Returning the A380 to the Skies.

A cerimónia foi apresentada pelo chefe de redação da Global Transport Finance, Jim Smith, que disse após o evento: “Os prémios atribuídos à Hi Fly foram o grande destaque da noite. A campanha de reintrodução do A380 foi pura e simplesmente notável.”

Voltando à sede da Hi Fly, em Lisboa, após regressar da cerimónia de entrega de prémios, Sérgio Bagorro comentou: “Foi uma grande honra para mim representar a Hi Fly e receber estas duas prestigiantes distinções. O crédito não é apenas meu, mas de toda a equipa da Hi Fly que contribuiu ativamente para o sucesso do projeto do A380.”

“Quando estamos dedicados ao negócio, podemo-nos por vezes esquecer que temos o mundo inteiro a observar os nossos passos e, neste caso, penso que podemos tomar este momento para nos orgulharmos de todos os esforços desenvolvidos no sentido da inclusão do A380 na nossa frota e relançamento do A380 no mercado.”

A introdução do A380 na frota da Hi Fly foi um marco importante para a empresa e para a indústria. A Hi Fly tornou-se a 4ª companhia aérea da europa a operar o avião, a 14ª a nível mundial e a 1ª dentro do seu modelo de negócio.

O avião foi apresentado à indústria com a participação da Hi Fly no Farnborough Airshow em julho de 2018 onde atraiu milhares de visitas tornando-se numa das principais atracões do evento.

Desde a sua introdução que o avião tem voado pelo mundo apresentando uma pintura única que apoia a campanha “Salve os recifes de Coral” da Fundação Mirpuri, exibindo um lado em azul escuro, com corais destruídos, que contrasta com um lado azul claro representando um oceano imaculado com vida marinha colorida e saudável.

O A380 da Hi Fly tem vindo a inaugurar rotas e visitar aeroportos em que nunca este modelo antes havia aterrado, tendo nomeadamente transportado passageiros entre as cidades de Londres e Nova Iorque. O modelo Airbus, em serviço há onze anos, nunca tinha feito este percurso, embora seja de longe a mais movimentada rota de longo curso do mundo.

Transavia suspende ligações entre o Porto e o Funchal

 

De acordo com o Jornal de Notícias, a Transavia mudou os planos de voo por causa das restrições implementadas em França e deixou passageiros em terra, na Madeira.

Segundo a notícia, os passageiros que, na sexta-feira de manhã, aterraram no aeroporto do Funchal, vindos do Porto, pela Transavia, foram surpreendidos, horas depois, por um e-mail que inviabilizava a viagem de regresso.

“Lamentamos informar que tivemos de cancelar o seu voo. Compreendemos que o cancelamento é muito inconveniente. Irá receber a quantia total que pagou pelo voo, dentro de 30 dias.” Foi esta a mensagem enviada pela companhia de baixo custo (com sede em Holanda mas com filial francesa) aos passageiros que tinham viagem marcada para quarta-feira da próxima semana (4 de novembro). Sem explicação e sem alternativas, apenas a garantia de reembolso pela viagem que não se iria realizar.

Uma busca pelo site da Transavia permite concluir que, além de a ligação Funchal – Porto para esse dia ter sido cancelada, não há voos disponíveis para o trajeto em causa durante todo o mês de novembro – o primeiro voo surge a 2 de dezembro. A situação obrigou os passageiros afetados a alterarem os planos e marcarem viagem para outras datas e com outras companhias aéreas, com preços substancialmente mais altos. Também indisponível está a rota Porto – Funchal.

Restrições em França ditam alterações de rotas

Questionada pelo Jornal, a Transavia explicou que “devido às medidas de confinamento anunciadas pelo presidente francês na última quarta-feira, 28 de outubro, e às restrições de movimentos que têm sido postas em prática, o programa de voos da Transavia foi revisto”, começando os ajustamentos esta segunda-feira. Isto porque, embora opere em Portugal, a companhia aérea não tem base no país – equipas e aviões estão localizados em França. “Se um voo for cancelado, será proposto um reembolso aos clientes. Os clientes podem ainda adiar os seus voos até 30 de outubro de 2021, sem taxas de modificação (assumindo apenas eventuais diferenças de tarifa)”, acrescentou a empresa na nota enviada.

Azul Viagens terá 100 voos dedicados por semana para destinos de férias na alta temporada

 

Artigo escrito em português do Brasil:

Operadora de turismo da Azul terá mais de 120 mil assentos que serão ofertados nas rotas mais procuradas do Brasil durante o verão

Junto à adoção de diversos protocolos sanitários pela cadeia do turismo e a retomada gradual da economia, a Azul Viagens, operadora de turismo da Azul, ofertará 100 voos dedicados por semana ao longo de toda a alta temporada de verão, com condições exclusivas para seus parceiros e Clientes. Serão mais de 120 mil assentos comercializados entre dezembro deste ano e fevereiro de 2021 em voos operados pelas aeronaves modelo Airbus A320neo, com capacidade para 174 Clientes, e os jatos da Embraer, que contam com até 136 assentos.

Os voos exclusivos da Azul Viagens terão partidas de Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Guarulhos e Bauru, em São Paulo, além de Uberlândia e Belo Horizonte, em Minas Gerais, Cuiabá, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre e Foz do Iguaçu. Já os destinos turísticos oferecidos serão Porto Seguro, Salvador, Maceió, Natal, Porto de Galinhas, João Pessoa, Fortaleza, Navegantes, Caldas Novas, Foz do Iguaçu, Serra Gaúcha, Ilhéus e Bonito.

“Essa é uma tradição da Azul Viagens que, em parceria com hoteleiros e receptivos, busca oferecer mais comodidade e conveniência a seus Clientes no período do verão. Temos como foco atender cidades menores, como as do interior de São Paulo, com voos diretos e dedicados para o Nordeste do país. Com esse movimento, nossa operadora de turismo reforça a importância do Cliente dessas cidades para nosso negócio e, ao mesmo tempo, estimula a demanda nessas regiões com o aumento da oferta de operações e destinos de lazer”, destaca Daniel Bicudo, diretor da Azul Viagens.

Para garantir as condições especiais do aéreo é necessário que a reserva seja feita incluindo a hospedagem, para caracterizar o pacote de viagens. Em outubro, a operadora de turismo da Azul atingiu 75% do patamar de vendas em relação ao mesmo período do ano passado e a expectativa da empresa é de que até o fim do ano retome a receita alcance os mesmos percentuais de 2019.

Emirates retoma voos para Phuket

 

A Emirates tornou-se hoje, 2 de novembro, a primeira companhia aérea internacional a aterrar em Phuket desde a autorização para a operação de voos internacionais.

O voo especial da Emirates para Phuket sinaliza o reinício do turismo no popular destino tailandês.

De referir que recentemente, o ministro do Turismo e do Desporto da Tailândia, Phiphat Ratchakitprakarn, disse que o país pretende atrair turistas através de um plano “safe and sealed”, qualquer coisa como “seguro e inviolável”.

Numa primeira fase, os turistas vão ter permissão para voar para a ilha de Phuket, a maior da Tailândia, e ficam de quarentena durante 14 dias, num resort designado pelo governo. Phiphat deu o exemplo da Praia de Patong que é uma área onde esta medida pode funcionar melhor: cada turista, durante a estada, poderá usufruir da praia, desde que esteja na área designada e cumpra as regras impostas.

Os turistas também terão de realizar o teste da Covid-19 no início e o final da quarentena. Se der negativo, podem viajar pela ilha como de costume. Caso queiram viajar para outras partes da Tailândia, sem ser a ilha de Phuket, terão de ficar em quarentena mais sete dias e realizar um terceiro testes, no final dos 21 dias.

Os funcionários do hotel que trabalham nas zonas designadas não terão permissão para sair do local de trabalho sem primeiro ficar em quarentena. O governo promete que os empregados serão testados regularmente, para evitar a propagação do vírus.

KLM Cityhopper introduz treino em Realidade Virtual para os pilotos dos seus Embraer (com vídeo)

 

A KLM Cityhopper introduz, a partir de 5 de novembro próximo, o treino em Realidade Virtual (da sigla em inglês, VR) para os pilotos que voam em aviões Embraer 175 e 190. Desenvolvidos internamente, os cursos de treino de VR vão permitir aos pilotos fazer um uso mais eficaz do seu tempo de treino, proporcionando ainda uma economia de custos. A KLM Cityhopper é a primeira companhia aérea a integrar a VR no seu treino para pilotos de aviões Embraer.

A subsidiária da KLM, KLM Cityhopper, possui uma frota de Embraers para responder aos seus destinos europeus, e decidiu testar as potencialidades da VR num esforço de responder de forma mais flexível às várias necessidades associadas ao treino de pilotos.

“A realidade virtual (VR) torna o treino mais acessível. Está disponível on-demand e é independente do local – os pilotos não precisam estar numa sala de aula ou num simulador em determinado momento. Além disso, convida-os a explorar algo que podem fazer em segurança num ambiente virtual”, afirma Sebastian Gerkens, Instrutor Sénior da Embraer na KLM Cityhopper. “A VR permite aos pilotos familiarizarem-se com o cockpit antecipadamente, fazendo um uso mais eficaz do tempo do simulador.”

A nova abordagem do treino gera também economia de custos, entre outras coisas, já que reduz o número de fornecedores externos e torna mais flexível a programação pelo piloto.

Três aplicações

Os cursos em VR para os Embraer 175 e 190 foram desenvolvidos pelos próprios especialistas em VR da KLM, em cooperação com a KLM Cityhopper. O treino consiste em três aplicações, todas parte integrante do Curso de Qualificação de Tipo (Type Rating Course), em que os pilotos aprendem as características específicas do tipo de avião que vão voar.

  1. Cockpit virtual: o piloto está dentro do cockpit, perante uma imagem interativa dos painéis de controlo gerada por computador.
  2. Vídeo de instruções: o piloto assiste a vídeo POV a 360º de um voo, a partir do assento auxiliar rebatível por trás do piloto.
  3. Percurso virtual: o piloto percorre e circunda o avião, composto por fotografias estáticas a 360º.

 

“Estas são também as três formas diferentes de capturar o conteúdo usado para criar aplicativos em VR”, explica Werner Soeteman, gestor do Centro de Excelência em VR da KLM IT. “O cockpit virtual interativo foi criado totalmente pela nossa equipa de programadores em VR e de designers 3D. Para produzir o vídeo e as fotos 360º, um dos nossos engenheiros sentou-se na cabina e operou uma câmera avançada a 360º durante um voo, em estreita cooperação com os pilotos KLM Cityhopper. Os nossos programadores não têm a menor ideia de como funciona um Embraer, ainda que, certamente, tenham aprendido muito.”

Certificação EASA

A KLM interessa-se há muito pelo uso da VR no treino do seu pessoal. Por exemplo, tem já implementados cursos de treino em VR para engenheiros de manutenção e tripulantes de cabina KLM Cityhopper. Com esta iniciativa, os pilotos Embraer 175 e 190 juntam-se agora a este seleto grupo.

Os cursos em VR complementam o programa de treino existente na KLM. A KLM Cityhopper está a explorar a possibilidade de obter a certificação EASA para esses cursos, que, eventualmente, podem vir a substituir algumas das componentes-padrão de treino, como a instrução em sala de aula, o poster do cockpit e a literatura. A segurança e a qualidade do treino são – e serão sempre – as principais prioridades.

Ryanair passa de lucro a perdas de 197 ME no 1º semestre fiscal

 

A Ryanair registou uma perda líquida de 197 milhões de euros no primeiro semestre fiscal (abril-setembro), contra um lucro líquido de 1,15 mil milhões de euros no mesmo período de 2019, foi hoje anunciado.

Num comunicado enviado à Bolsa de Londres, a companhia aérea irlandesa ‘low cost’ empresa sublinha que manteve 99% das suas aeronaves em terra durante quatro meses devido à pandemia da covid-19.

A Ryanair também afirma que a crise sanitária provocou uma queda de 78% nas receitas em relação ao ano fiscal anterior, tendo atingindo um volume de negócios de 1.180 milhões de euros.

O tráfego aéreo da Ryanair diminuiu 80%, refere a transportadora, adiantando que transportou 17 milhões de passageiros entre abril e setembro.

A Ryanair indicou que está a prever um segundo semestre com ‘perdas recorde’, embora tenha advertido que não pode fazer uma previsão de resultados para o final do período fiscal devido às ‘incertezas’ geradas pela covid-19.

Como resultado, a empresa afirma estar a preparar-se para uma fase “enormemente difícil”, na qual, além da pandemia, terá de lidar com a volatilidade do ‘Brexit’, o custo do combustível, a concorrência das companhias aéreas “novas e existentes”, as restrições de mobilidade impostas pelos governos e a relutância dos clientes em viajar nas atuais circunstâncias.

A principal companhia aérea europeia de baixo custo adiantou que o tráfego de passageiros poderia atingir no conjunto do ano fiscal (abril 2020 a março 2021) 38 milhões, contra 149 milhões no anterior período anterior, embora esse número possa diminuir se os “governos da UE” continuarem a “gerir mal a política aérea” e a “impor, sem coordenação, mais restrições ou confinamentos” no inverno.

A Ryanair também criticou a “inundação” de “auxílios estatais” que as respetivas autoridades deram às suas antigas companhias aéreas nacionais “falhadas”, “como a Air France e a Lufthansa”, uma situação que “distorce a concorrência” e lhes permite vender bilhetes a preços “inferiores aos do mercado”.

O CEO (Chief Executive Officer ou presidente executivo) do Grupo Ryanair, Michael O’Leary, declarou num comunicado em vídeo que espera que as perdas no segundo semestre do ano sejam superiores às do primeiro semestre e, embora não quisesse avançar um número, os especialistas acreditam que poderiam atingir 244 milhões de euros.

O executivo recordou que a companhia aérea teve um lucro líquido de 1,15 mil milhões de euros entre abril e setembro de 2019 e que, nos últimos 30 anos de história, a Ryanair apenas registou prejuízos em 2009, embora nesse ano tenha tido um pequeno lucro durante a época de verão.

Apesar da crise, a Ryanair congratulou-se com a “força do seu balanço”, uma vez que, no final de setembro, tinha economias de 4,5 mil milhões de euros e o valor da sua frota de aeronaves era de cerca de sete mil milhões de euros.

A este respeito, o diretor financeiro, Neil Sorahan, explicou que ainda estão em conversações com a Boeing para receber uma compensação do fabricante norte-americano pelo atraso da entrega do novo avião 737 MAX.

No entanto, está confiante que a Ryanair receberá uma encomenda de pelo menos 30 aparelhos “a tempo” para o início da próxima temporada de verão.

Sorahan disse que a Ryanair também está em contacto com o fabricante aeronáutico europeu Airbus, mas confirmou que as conversações com a Boeing americana estão “mais avançadas”.

Até lá, a companhia aérea enfrentará um horário reduzido devido ao impacto do novo coronavírus, depois de anunciar no mês passado que irá operar 40% do horário de voo programado este Inverno, em comparação com 60% no ano anterior, ao mesmo tempo que encerra algumas bases.

easyJet vai voar entre Amesterdão e Faro este inverno

 

A easyJet anunciou que vai voar entre Amesterdão e Faro uma vez por semana entre 19 de dezembro e 27 de março de 2021.

A companhia indica que a operação será reforçada com dois voos semanais durante a época do Natal, de 22 a 29 de dezembro.

“Esta nova rota pretende alavancar um mercado dos proprietários, com casa de férias em Portugal, que tem de ser estimulado com oferta”, indica o comunicado da low cost.

A nova rota responde “a uma procura crescente dos nossos clientes, que querem destinos com boas temperaturas onde podem desligar no Inverno”, comentou José Lopes, director da easyJet em Portugal.

Delta despediu-se da frota B777

Este sábado, 31 de outubro, o voo 8777 marcou o fim da era dos 777 na frota da Delta, num período sem precedentes para a indústria aérea.

O voo de cinco horas e meia entre Nova Iorque – JFK e Los Angeles incluiu anúncios especiais e mimos a bordo para os passageiros e entusiastas da aviação.

Alguns passageiros reservaram este voo final apenas para ter uma experiência única e fazer parte da história.

Devido ao Covid-19 muitas companhias decidiram antecipar o phase-out de muitas das suas aeronaves e a Delta não foi excepção.

A saída dos Boeings 777-200 da companhia faz parte do programa de redução de custos, sendo substituídos por aeronaves mais modernas, como os A330neo e os A350-900.

No total, a Delta teve na sua frota 18 unidade do B777 em 21 anos, tendo desempenhado um importante papel em voos para a Ásia e América do Sul.

 

O primeiro Boeing 777 da Delta aterrou no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson em Atlanta no dia 23 de março de 1999, sendo uma das 13 aeronaves encomendadas., num negócio com a Boeing foi avaliado em mais de 1,4 bilhões de dólares.

No dia 1 de maio do mesmo ano voava pela primeira vez o B777, os 277 assentos foram ocupados pela primeira vez, no seu voo inaugural entre Atlanta e Londres.

Projectado para o viajante de longa distância, o 777-232 da Delta ofereceu uma experiência líder de mercado com recursos como assentos 2-2-2 no BusinessElite, apoios para os pés ajustáveis, encostos de cabeça e apoio lombar na Classe Económica.

Com a sua combinação de potência, conforto e silêncio, o 777 estabeleceu o padrão premium para viajantes de negócios em todo o mundo.

O 777 é o terceiro modelo retirado pela Delta nos últimos meses. A companhia realizou o phase-out aos seus Boeing 737-700, após 12 anos de serviços, e aos seus MD88.

A Delta também tem programado a saída dos modelos mais antigos do Boeing 767 e dos Boeing 717.

A330 ex Avianca Brasil ganham cores da República Francesa – Armée de L’Air

 

Depois de ter recebido trabalhos de pintura e adaptações necessárias, descolou no passado dia 29 de outubro o próximo avião presidencial francês.

Os dois A330-200 que vão ostentar as cores da República Francesa – Armée de L’Air estiveram ao serviço da Avianca Brasil, tendo a companhia recebido-os directamente da Airbus.

Foto: Jean-Luc Bonnard‎

De acordo com as informações, nas próximas semanas o segundo A330, com o registo N204SA (ex-PR-OCX), deverá apresentar-se já com as novas cores e iniciar os testes de voo.

Este primeiro A330-200, enquanto esteve na frota da Avianca Brasil, teve a matrícula PR-OCG. De referir que a aeronave esteve “armazenada” em Tarbes, já que a encomenda original da Avianca previa a entrega em 2015, mas devido à crise económica no Brasil naquela época, a sua entrega foi adiada para 2017.

Após o fim das operações da empresa, em 2019, a aeronave foi enviada para Bordeaux para “armazenamento”.

A introdução destes dois novos modelos visa a substituição dos actuais Airbus A340-200 que « estão no final da sua vida útil na Armée de L’Air.

Novo aeroporto de Berlim foi inaugurado com oito anos de atraso

 

O novo aeroporto de Berlim recebeu hoje o seu primeiro voo, numa inauguração com oito anos de atraso, custos multimilionários e expetativas de baixo tráfego por causa da pandemia de covid-19.

A inauguração do aeroporto Willy Brandt (antigo chanceler alemão, 1969-1974) – ou BER como também será chamado – foi feito sem cerimónias de abertura.

Como estava inicialmente programado a inauguração do aeroporto deu-se com duas aterragens simultâneas, de um avião Lufthansa e outro da easyJet, e recebidos com o tradicional canhão de água.

Acompanhe a cerimónia a partir de 1:20:00:

A inauguração, inicialmente prevista para maio de 2012, teve de ser adiada sete vezes, o que gerou aumento de custos.

Inicialmente – quando a construção teve início em 2006 – foram calculados custos de 2.000 milhões de euros, mas, após sucessivos adiamentos, devido a várias falhas de construção, o preço final aumentou 225%, para 6.500 milhões de euros.

Agora, com a pandemia e a substancial diminuição de tráfego aéreo, a situação do novo aeroporto de Berlim fica ainda mais agravada.

A tímida inauguração foi acompanhada por protestos de pequenos grupos de pessoas que, já antes da chegada dos primeiros voos, se reuniram perto do novo aeroporto para protestar contra esta obra.

Outros críticos argumentam que os atrasos tornam o aeroporto desatualizado e incapaz de atender às necessidades de Berlim.

No entanto, o sentimento dos responsáveis é de alívio.

“O BER deixou-nos à espera, mas finalmente conseguimos”, disse o ministro dos Transportes, Andreas Scheuer.

No outro lado de Berlim, o Tegel vai agora encerrar o funcionamento, depois de ter sido um pequeno aeroporto destinado a viagens curtas, pela sua proximidade ao centro da cidade, mas os moradores da zona agradecem o fim do ruído dos seus aviões.

Qantas iniciou operações com o seu primeiro A321P2F

Elbe Flugzeugwerke (EFW), a joint venture criada pela Airbus e pela ST Engineering alcançou marcos importantes no programa de conversão de aeronaves de passageiros em cargueiro , com a entrega e entrada ao serviço do primeiro A321 (P2F) para a Qantas, no dia 2 de outubro.

Esta nova versão P2F está a ser alugada pelo gerente de ativos de aeronaves Vallair para a Qantas, para operar serviços em nome do Australia Post. No mês passado, após os seus testes de voo, a aeronave recém-concluída foi entregue pela EFW a Vallair.

Estes marcos marcam a conclusão e “nascimento” do primeiro cargueiro A321 convertido do mundo.

A EFW recebeu o Supplemental Type Certificate (STC) para o A321P2F da European Union Aviation Safety Agency (EASA) em fevereiro deste ano, e o Validation STC da US Federal Aviation Administration (FAA) em julho. Aprimoramentos específicos do operador foram posteriormente incorporados ao cargueiro e certificados antes de sua entrega da EFW para Vallair.

Andreas Hermann, VP Asset Management da Airbus e membro do comitê de acionistas da EFW disse: “Estamos muito satisfeitos em ver o programa A321P2F entrar em serviço. O Airbus A321 é a plataforma que, por design, oferecerá a melhor economia, capacidade de carga e desempenho no segmento de cargueiros de corredor único daqui para frente.

Para qualquer proprietário de ativos, isso será uma excelente oportunidade para alavancar o crescimento futuro e ondas de substituição, sustentando a já grande proposta de valor do A321 hoje.

O A321P2F é o primeiro em sua categoria de tamanho a oferecer carregamento em contêineres no convés principal (até 14 posições de contêiner completo) e no convés inferior (até 10 posições de contêiner).

Com uma ampla capacidade de carga útil que pode transportar 28 toneladas métricas por 2.300 milhas náuticas, o A321P2F é a aeronave de cargueiro de corredor único ideal para operações expressas domésticas e regionais.

A conversão apresenta uma grande porta de carga principal que é acionada hidraulicamente e eletricamente travada, um compartimento de carga do convés principal ‘Classe-E’ com barreira 9g totalmente rígida para proteção ideal entre a tripulação e a carga e um convés de vôo redefinido que inclui assentos supranumerários.

A colaboração entre ST Engineering, Airbus e EFW é a conversão suportada pelo OEM para A321P2F no mercado. Tem havido um grande interesse dos clientes na solução, que deve crescer ainda mais com a entrada da primeira unidade A321P2F no mercado. Olhando mais adiante, no próximo ano a história deve dar outro passo quando o primeiro A320P2F tomar forma.

TAP retoma voos para Belém a 18 de dezembro

 

A TAP Air Portugal indicou hoje, 30 de novembro, que vai regressar a Belém, no Brasil a 18 de dezembro, com dois voos semanais.

De acordo com a informação, os voos serão operados às segundas e sextas-feiras, com equipamento A321LR.

O voo TP047 descola de Lisboa às 15:30, com chegada prevista a Belém às 23:45 hora local). Já no regresso o voo TP046 descola de Belém às 01:15, com a chegada a Lisboa às 09:05, do dia seguinte.

Foto: Catarina Madureira

O A321LR da TAP está configurado para transportar até 171 passageiros; 16 em Executiva, 48 em Económica Premium e 107 em Económica.

Foto: Catarina Madureira

O Airbus A321 Long Range é o primeiro avião narrow body da TAP com capacidade para operar rotas transatlânticas, oferecendo o conforto premium de um avião do longo curso.

Foto: Catarina Madureira

Segundo a companhia, os dois voo semanais serão mantidos durante o mês de janeiro, do próximo ano, podendo ser alterados à medida que a procura for surgindo nos períodos seguin

Grupo Air France | KLM com prejuízo de 6.078 milhões

 

O Grupo Air France | KLM divulgou hoje os resultados do grupo no 3º trimestre do exercício de 2020.

Entre janeiro e setembro o Grupo, que engloba também a lowcost Transavia, soma um prejuízo de 6.078 milhões de euros, com quebra das receitas em 58,8%, principalmente das receitas de tráfego regular, que caíram 59,7%.

Do comunicado enviado é referido o impacto da pandemia de covid-19, bem como as restrições às viagens que os governos vão decretando de forma descoordenada.

Para este último trimestre do ano o Grupo estima apenas 45% da capacidade na KLM e 35% na Air France e com quebras de ocupação, especialmente nas rotas de longo curso, o que significa que as quebras de procura excederão as reduções de capacidade, e yields (preço médio por quilómetro voado) em baixa, que explica pela continuada ausência dos passageiros de negócios, que são os que mais optam por tarifas mais elevadas.

A Transavia teve uma queda do número de passageiros em 63,3%, para 2,014 milhões, uma descida da taxa de ocupação dos voos em 28,7 pontos, para 64,4%, a par de uma quebra da receita unitária (por lugar voado um quilómetro) em 30,2%, registando assim uma quebra das receitas de passagens em 60,6%, para 262 milhões de euros.

O Grupo Air France | KLM “antecipa um desafiante” quatro trimestre deste ano, com um EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e provisões) “substancialmente mais baixo” que no terceiro trimestre.

Azores Airlines recebeu o seu 2º Airbus A321LR

 

A Azores Airlines já recebeu o seu segundo A321LR, o CS-TSI.

O novo modelo da frota da companhia realizou o voo S49721 entre Hamburgo e Norwich, onde vai receber as novas cores da companhia, como tínhamos já referido.

A contrário dos outros modelos neo, a companhia recebeu o A321LR na versão “frigorífico”, ou seja , totalmente branco à excepção da pintura dos motores.

Além deste modelo, os A321neo CS-TSF, CS-TSG e o A321LR CS-TSH vão passar por processos de rectificação de pintura no que respeita ao logotipo da empresa, por forma a uniformizar a marca.

Da frota da companhia apenas irá existir uma aeronave com a imagem antiga o CS-TKK uma vez que deverá sair da companhia dentro de um ano.

Este é o segundo dos três aviões A321LR que a Azores Airlines vai receber em regime de leasing à Air Lease Corporation, e conta com 190 lugares distribuídos por duas classes (16 em executiva e 174 em económica).

De recordar que inicialmente estava previsto a Azores Airlines receber 4 modelos A321LR, saindo da frota os actuais A321neo; CS-TSG e CS-TSF.

O aparelho está equipado com motores CFM LEAP-1A e, segundo o fabricante aeronáutico europeu, oferece “o conforto excecional de um widebody numa cabina e com os custos de operação de um aparelho de corredor único”.

O A321LR é o modelo de longo curso da família A320neo e permite realizar voos até 7.400 quilómetros, o que, segundo a Airbus, permite chegar a mercados “que até então estavam inacessíveis aos aparelhos de corredor único”, sendo também mais eficiente, menos ruidoso e mais amigo do ambiente.

Miguel Frasquilho assume cargo de Administrador da TAP, S.A.

 

O presidente do conselho de administração da TAP assume a funções desempenhadas até aqui por José Manuel Silva Rodrigues, que passa para função de vogal.

Miguel Frasquilho foi nomeado como administrador da TAP, S.A. para o período remanescente do triénio 2018-2020, informou o Grupo TAP em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. O presidente do conselho de administração da TAP assume a funções que eram desempenhadas até aqui por José Manuel Silva Rodrigues, que passa para função de vogal neste órgão.

Com a alteração anunciada no comunicado, o conselho de administração da TAP,S.A. passa a ter a seguinte composição: Miguel Frasquilho (presidente do conselho de administração), Ramiro Sequeira (vogal do conselho de administração e presidente da comissão executiva), Raffael Quintas Alves (vogal do conselho de administração e vogal da comissão executiva), Alexandra Reis (vogal do conselho de administração e vogal da comissão executiva) e José Manuel Silva Rodrigues (vogal do conselho de administração).

Ryanair vai voar entre Lisboa e Colónia no próximo verão

 

A Ryanair anunciou que no próximo verão vai voar entre Lisboa e Colónia duas vezes por semana.

A nova rota está programada para começar a 28 de março de 2021 e terminar em outubro do mesmo ano, visto tratar-se de uma rota sazonal.

A título de curiosidade, Colónia é uma cidade com 2000 anos que se estende ao rio Reno na Alemanha ocidental, é o centro cultural da região. A Catedral de Colónia, com dois pináculos, um ponto de referência da arquitetura gótica tardia situado no centro da cidade velha reconstruída, é também conhecida pelo relicário medieval em ouro e pelas vistas deslumbrantes para o rio. O Museu Ludwig, adjacente, exibe arte do século XX, incluindo diversas obras-primas de Picasso, e o Museu Romano-Germânico alberga antiguidades romanas

 

EasyJet vende 9 aeronaves para levantar 399 milhões de dólares

A easyJet anunciou que levantou 399 milhões de dólares com a venda e leaseback de nove dos seus Airbus A320.

A companhia também anunciou que continuará a rever a sua posição de liquidez e poderá procurar mais negócios de venda e leaseback para aumentar o seu financiamento nos próximos dias.

Antes destes últimos acordos, a companhia aérea britânica já tinha levantado cerca 608 milhões de libras com a venda e realocação das suas aeronaves durante a pandemia do coronavírus. A EasyJet anunciou na terça-feira que assinou dois acordos para a venda e relocação desses 9 Airbus A320s. A companhia aérea alugará os aviões de volta findo dez anos. A EasyJet assinou um contrato com a Wilmington Trust SP Services para cinco aeronaves Airbus 320, que vai gerar US $ 191,1 milhões (147 milhões de libras).

Da mesma forma, a companhia aérea fez outro acordo com a Sky High 112 Leasing Company para quatro A320s, que irá gerar $ 207,5 milhões (159 milhões de libras) em dinheiro para a companhia aérea.

Kuwait Airways recebeu os seus primeiros dois A330-800

A Kuwait Airways, companhia aérea nacional do Kuwait, recebeu os seus primeiros dois A330neos. Estas aeronaves são as primeiras de oito A330neos encomendados pela companhia aérea.

A companhia opera actualmente uma frota de 15 aeronaves Airbus compreendendo sete A320ceos, três A320neos e cinco A330ceos.

Este evento também marca a entrega do primeiro A330-800 da Airbus. A aeronave widebody de nova geração é a mais recente adição à linha de produtos da Airbus, destacando a estratégia da empresa em continuar a oferecer aos clientes das companhias aéreas economia imbatível, maior eficiência operacional e conforto superior para os passageiros com as mais recentes plataformas de tecnologia comprovadas.

Graças à sua capacidade de médio porte sob medida e à sua excelente versatilidade de alcance, o A330neo é considerado a aeronave ideal para operar como parte da recuperação pós-COVID-19.

O presidente da Kuwait Airways, Ali Mohammad Al-Dukhan, disse: “A Kuwait Airways orgulha-se do seu relacionamento e cooperação contínuo com a Airbus nas últimas quatro décadas. A entrega dos dois primeiros A330neos é mais um marco significativo para a Kuwait Airways, à medida que avançamos em direção aos nossos objetivos e implementação da nossa estratégia de desenvolvimento de frota ”.

“A introdução do A330neos na nossa frota em expansão fortalece a posição da Kuwait Airways como uma companhia aérea de destaque no setor de aviação regional e global. Estamos continuamente a rever as nossas necessidades para oferecer um serviço de excelência, aliado ao conforto e segurança durante cada voo, a chegada do A330neos dá início a uma nova fase nos serviços que prestamos aos nossos passageiros a bordo, além de um transporte aéreo eficiente e de um confortável serviço com a Kuwait Airways ”, acrescentou Al-Dukhan.

O A330neo da Kuwait Airways pode transportar confortavelmente 235 passageiros, com 32 assentos totalmente convertidos em camas planas na Classe Executiva e 203 assentos espaçosos na Classe Económica, ao mesmo tempo em que oferece um grande porão de carga capaz de acomodar generosas bagagens de passageiros.

“O A330neo é a aeronave certa para a Kuwait Airways nestes tempos desafiadores. Este produto exclusivo está de acordo com a ambição da Kuwait Airways de expandir a sua rede da maneira mais eficiente e versátil ”, disse Christian Scherer, Diretor Comercial da Airbus.

“Com o conforto da sua melhor cabine no espaço aéreo, a aeronave rapidamente se tornará a favorita dos passageiros. Graças ao seu alto nível de semelhança e vantagens de custo, o A330neo integrará-se de maneira fácil e eficiente à frota atual de A320 e A330 da Kuwait Airways e da sua futura frota de A350 ”, acrescentou.

O A330neo é uma verdadeira aeronave de nova geração, baseada nos recursos do popular A330 e aproveitando a tecnologia desenvolvida para o A350. Equipado com os mais recentes motores Rolls-Royce Trent 7000 e apresentando uma nova asa com envergadura aumentada e Sharklets inspirados no A350 XWB, o A330neo oferece um nível de eficiência sem precedentes – com consumo de combustível 25% menor por assento do que os concorrentes da geração anterior. Equipado com cabine Airspace, o A330neo oferece uma experiência única ao passageiro com mais espaço pessoal e sistema de entretenimento e conectividade de última geração a bordo.

Airbus regista prejuízo de 2.686 milhões de euros até setembro

 

A empresa de aeronáutica Airbus anunciou hoje que registou um prejuízo de 2.686 milhões de euros entre janeiro e setembro, em comparação com os 2.186 milhões de lucros que obteve no mesmo período em 2019.

O agravamento dos resultados da empresa de aviação europeia reflete a situação difícil no setor da aviação em geral, por causa da pandemia, que tornou difícil a entrega de aeronaves, além de outras razões relacionadas com a atividade da empresa.

A Airbus explicou que cobrou 291 milhões de euros nas suas contas por uma série de instrumentos financeiros em relação à empresa Dassault Aviation e 236 milhões de euros pela modificação de contratos de empréstimos reembolsáveis recebidos de França e Espanha, depois de a Organização Mundial do Comércio (OMC) ter considerado as taxas de juro irregulares.

A empresa assumiu também um encargo de 1,2 mil milhões de euros para custos de reestruturação, que, tal como anunciado em junho, implicará uma redução da mão-de-obra em 15.000 efetivos, de um total de 130.000 trabalhadores.

No entanto, a Airbus considera por enquanto que os ajustamentos que está a fazer não exigem um grande esforço de reestruturação.

O resultado operacional líquido ajustado foi negativo em 2.185 milhões de euros e o volume de negócios caiu 35%, para 30.161 milhões de euros.

A empresa salientou que fez progressos na adaptação dos negócios ao novo contexto de mercado da covid-19, particularmente na adaptação entre a produção e as entregas.

Com as novas medidas restritivas a serem implementadas na Europa para lidar com a escalada das infeções por coronavírus, a Airbus assume que a recuperação do tráfego aéreo será mais lenta do que esperava há alguns meses.

Airbus entrega a 500ª aeronave da Família A320 construída na China

 

A Airbus assinalou hoje nas suas redes sociais a entrega da 500ª aeronave da Família A320 construída na China. A construtora europeia indica que este marco simboliza a excelente cooperação industrial entre a Airbus e a China.

De referir que a Airbus e a China Aviation Supplies Holding Company (CAS) assinaram um acordo (GTA – General Terms Agreement) que abrange a compra de 300 aviões da Airbus por companhias aéreas chinesas. O GTA consiste em 290 aviões da Família A320 e 10 aviões da Família A350 XWB, refletindo a forte procura das companhias aéreas chinesas em todos os setores do mercado, incluindo doméstico, ‘low-cost’, regional e internacional de longo curso.

Antes da pandemia e de acordo com as previsões da Airbus para o período 2018-2037, as novas entregas de aviões comerciais e de mercadorias para a China serão de mais de 7.400 aviões ao longo dos próximos 20 anos. Este valor representa mais de 19% da procura total mundial por mais de 37.400 novos aviões durante os próximos 20 anos.

As frotas de aviões da Airbus em serviço com operadores chineses ascenderam a 1730 aviões, dos quais 1455 são da Família A320, e 17 são aviões da Família A350 XWB.

“Estamos honrados por apoiar o crescimento da aviação civil na China com as nossas famílias líderes de aviões – de corredor único e widebodies,” disse Guillaume Faury, Presidente da Airbus Commercial Aircraft e futuro Presidente Executivo da Airbus. “A nossa presença crescente na China demostra a nossa confiança prolongada no mercado chines e o nosso compromisso a longo prazo com a China e os nossos parceiros.

A título de curiosidade, a Airbus inaugurou em 2019 o seu Centro de Inovação numa cerimónia em Shenzhen, China, um dos hotspots líderes do mundo.

O Centro de Inovação da Airbus na China (CIAC) iniciou a sua operação no começo de 2018 e atualmente está focado em desenhar, testar e certificar novas tecnologias relacionadas com cinco áreas: Hardware Lab, Experiência de Cabine, Conectividade, Inovação de Fabricação, e Mobilidade Aérea Urbana. Em pleno funcionamento, a CIAC dedica-se a identificar a próxima grande mudança para transformar o setor aeroespacial enquanto explora talento local, tecnologia, rede de parceiros, e irá também reforçar as capacidades de inovação da Airbus para definir o futuro da aviação.

Na cerimónia, a Airbus também assinou um Memorando de Entendimento com o Departamento de Comércio Municipal de Shenzhen para explorar soluções de Mobilidade Aérea Urbana em Shenzhen. Ambas as partes irão cooperar estreitamente para acelerar a P&D, aplicação e industrialização de Mobilidade Aérea Urbana em Shenzhen. Com mais parceiros regionais, a Airbus pretende desenvolver mais o ecossistema local de mobilidade e apoiar as soluções de Mobilidade Aérea Urbana, adaptadas às necessidades locais de transporte.

Com o primeiro centro de inovação na Ásia e segundo a nível mundial após A3 Silicon Valley, o Centro de Inovação da Airbus na China procura aproveitar as vantagens locais incluindo os talentos, empresas e ecossistema, e combinar as vantagens com o expertise da Airbus na área aeroespacial, para identificar, explorar e acelerar os avanços nas tecnologias, modelos empresariais e novas oportunidades de crescimento.

SATA Air Açores operou mais um voo de carga entre Ponta Delgada e Lisboa

 

A SATA Air Açores operou ontem, 27 de outubro, mais um voo regular de carga entre Ponta Delgada e Lisboa.

A companhia iniciou esta operação em agosto para dar resposta a uma maior procura por espaço disponível para carga.

O voo SP8 entre Ponta Delgada – Lisboa, no dia 27 de outubro, e o voo SP9 entre Lisboa -Ponta Delgada, 28 de outubro, foram operado pelo Dash Q400 CS-TRG.

Os voos tiveram uma duração respectivamente de 2h28 e 2h37.

A aeronave passou por um processo de semi-conversão para cargo e foram utilizados kits de segurança para o transporte da carga.

De salientar que estes voos de carga operados por aviões “convertidos” precisam sempre de voar com tripulações de cabine, isto porque, em caso de incêndio podem actuar com os extintores. Já se o avião fosse exclusivo de carga esse mesmo material de emergência era incorporado e podia actuar automaticamente.

Boeing com prejuízos de 2.941 ME até setembro e corta mais 7.000 empregos

 

A Boeing anunciou hoje prejuízos de 2.914 milhões de euros nos primeiros nove meses, depois de lucros de 319 milhões no mesmo período de 2019, e que vai cortar mais 7.000 empregos até ao final do ano.

A fabricante de aviões norte-americana anunciou hoje perdas acumuladas de 2.914 milhões de euros (3.453 milhões de dólares) entre janeiro e setembro e uma queda de 27% nas vendas, para 36.504 milhões de euros (42.854 milhões de dólares), devido ao impacto da pandemia de covid-19 e à paralisação dos seus aviões 737 MAX.

Assim, a empresa anunciou que vai cortar mais 7.000 postos de trabalho, ficando com 130.000 trabalhadores, face aos 160.000 trabalhadores que tinha no início deste ano.

O grupo, que não faz planos para reduzir a sua taxa de produção de aviões novamente, viu a sua faturação cair 29% no terceiro trimestre e registou um prejuízo líquido de 382 milhões de euros (449 milhões de dólares) naquele período.

O presidente e presidente executivo da Boeing, Dave Calhoun, apontou que a pandemia “continuou a pressionar” os resultados da empresa durante o terceiro trimestre, estando, por isso, “a administrar liquidez” e a transformar o seu modelo de negócios de forma “sustentável a longo prazo”.

Indústria da aviação testa solução chave para voar com mais eficiência e fluidez na Europa

 

A indústria de aviação europeia concluiu os testes finais da nova solução SESAR, de interoperabilidade terra-terra (IOP), um sistema desenhado para permitir aos 63 centros de controlo de tráfego aéreo do continente trocar informações em tempo real sobre as trajetórias de voo que controlam e assim promover uma gestão mais fluída e mais eficiente do tráfego aéreo.

Este marco é alcançado num momento de uma crise sem precedentes devido à pandemia da COVID, que está a acelerar a criação do Céu Digital Europeu para assegurar uma recuperação mais inteligente e sustentável a longo prazo.

Os prestadores de serviços de navegação aérea da Alemanha (DFS), França (DSNA), Espanha (ENAIRE), Itália (ENAV) e o Centro de Controlo do Espaço Aéreo Superior de Maastricht (MUAC) do EUROCONTROL, bem como os fornecedores de tecnologia Indra, Leonardo e Thales, colaboraram no seu desenvolvimento, no âmbito do programa de investigação e inovação da SESAR Joint Undertaking (SESAR 2020).

A solução aborda um problema recorrente no espaço aéreo europeu. Muitos voos são obrigados a ajustar a sua trajetória ou velocidade, cada vez que atravessam uma fronteira ou setor aéreo, de forma a evitar conflitos com outras aeronaves. Esta situação ocorre principalmente porque os centros de controlo de tráfego aéreo partilham e atualizam as informações de trajetória de voo de forma sequencial.

Para ultrapassar este problema, o projeto de interoperabilidade terra-terra (IOP) 4DTM da SESAR JU, coordenado pela Indra, desenvolveu uma nova solução que permite partilhar informação fiável, completa e atualizada sobre a trajetória de um voo, desde a descolagem à aterragem, que tem em conta quaisquer possíveis restrições nos diferentes espaços aéreos e setores que irá atravessar.

Os últimos ensaios com a solução ─ que se seguiram aos já realizados em abril de 2019 – realizaram-se no passado mês de junho durante duas semanas, num ambiente de simulação que reproduziu as operações normalmente geridas pelos centros de controlo de Maastricht, Reims, Karlsruhe, Genebra, Zurique, Pádua e Milão.

Graças à solução IOP, todas as ações levadas a cabo por cada centro foram imediatamente visualizadas pelos outros, eliminando a incerteza sobre as condições em que um voo entra noutro espaço aéreo e a necessidade de alterar a sua rota.

O objetivo final desta solução é assegurar um controlo do tráfego aéreo mais fluído e eficiente na Europa, que permita gerir mais voos, com maior precisão e pontualidade, reduzindo os custos para as companhias aéreas, as emissões de CO2, ao mesmo tempo que oferece um melhor serviço aos passageiros.

Esta solução também permitirá que o controlo do tráfego aéreo seja efetuado “silenciosamente”, uma vez que os controladores não terão de se coordenar por telefone com os seus homólogos nos centros adjacentes. Com este objetivo, e aplicando o conceito de “objeto de voo ou flight object como é mais conhecido”, todos os centros de controlo partilharão a mesma informação e terão a possibilidade de solicitar alterações às rotas de voo em tempo real.

Alguns casos de utilização testados nos exercícios realizados em junho consistiram em:

» Alterações na altitude de voo solicitadas pela aeronave para evitar tempestades

» Alterações de rota solicitadas pela aeronave para encurtar distâncias

» Atualizações em tempo real da informação de trajetória de voo utilizando dados de objetos de voo

» Verificar a flexibilidade do processo de transferência de procedimentos de voo entre centros de controlo

» Gestão coordenada entre centros de controlo

» Mecanismos de simulação para prever e negociar mudanças

A solução IOP reúne tecnologia e protocolos de comunicação terra-terra que permitem operações de voo eficientes entre diferentes países e regiões e suporta trajetórias de voo 4D (3-dimensões + tempo) com troca de rotas em tempo real entre as partes envolvidas.

Os resultados destes testes serão tornados públicos até ao final do ano e serão utilizados para atualizar a norma ED133 desenvolvida pela Organização Europeia para o Equipamento da Aviação Civil (EUROCAE), que irá lançar as bases para a futura industrialização e implementação deste tipo de sistema.

Este projeto foi financiado pela SESAR Joint Undertaking no âmbito do programa de investigação e inovação da União Europeia Horizonte 2020 e do acordo de subvenção número 734161

ROXY: Projeto liderado pela Airbus transforma poeira lunar em oxigénio

 

Uma equipa internacional liderada pela Airbus Defense and Space conseguiu demonstrar que é possível a produção de oxigénio e metais a partir de poeira lunar simulada (regolith) com recurso ao processo inventado pela Airbus denominado ROXY (Regolith to OXYgen and Metals Conversion). A Airbus acredita que a ROXY pode revolucionar a exploração lunar humana.

Esta descoberta aconteceu após dois anos de pesquisa, durante uma série de testes de laboratório no Fraunhofer IFAM. um pequeno passo, mas que abriu caminho à descoberta de um sistema operacional. O oxigénio é indispensável para todas as atividades humanas no espaço e este processo poderá revolucionar as atividades na superfície lunar. Jean-Marc Nasr da Airbus afirma que “esta descoberta é um grande salto – levando-nos um passo mais à frente no santo graal da sobrevivência sustentável na lua”. Diz também que “o ROXY é uma prova positiva de que a colaboração entre a indústria e os cientistas de topo pode trazer grandes benefícios tangíveis que irão quebrar barreiras em explorações futuras”.

A ROXY faz com que seja possível que uma máquina de conversão de regolith para oxigénio tenha um design compacto e com uma boa relação custo-eficiência. Ou seja, é ideal para suportar muitas das futuras missões de exploração. Visto que não necessita de materiais ou consumíveis vindo da Terra – além do reator ROXY em si – isto poderia ser o centro de uma cadeia de valor integrada usando camadas de confeção para produzir uma variada gama de produtos criados na lua. Poderiam ser produzidos metais, ligas metálicas e oxigénio. Combinado com o gelo lunar seria possível até a produção de combustível para naves a partir de pó metálico ROXY.

Na Terra, a ROXY abriria um caminho à redução de gases do efeito de estufa que resultam da produção de metais. Com as tecnologias atuais, a produção mundial de metal causa impactos severos no ambiente. A produção de metal causa cerca de 5% das emissões globais de CO2, sendo que muitos metais são obtidos através de processos que emitem doses significantes de perfluorocarbonos (PFCs) nocivos. Visto que o ROXY é essencialmente um processo com emissões zero, os impactos ambientais poderiam ser reduzidos, contribuindo para as balizas de sustentabilidade da ONU – outro exemplo de como as tecnologias espaciais podem melhorar a vida na Terra.

Este projeto integra cientistas do Fraunhofer Institute for Manufactoring Technology and Advanced Materials IFAM (Dresden, Alemanha), Boston University (Massachusetts, EUA) e Abengoa Innovación (Sevilha, Espanha)

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