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TAP registou no 3º trimestre do ano um resultado líquido positivo de 111,3 milhões de euros

 

A TAP anunciou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que registou no terceiro trimestre de 2022 um recorde histórico de receitas operacionais, que ascenderam aos EUR 1,1 mil milhões, excedendo os níveis pré-crise em 7,5%, o que permitiu à companhia alcançar um desempenho financeiro sem precedentes, com um EBITDA Recorrente de EUR 280,1 milhões e um EBIT Recorrente de EUR 152,7 milhões, ambos acima dos níveis pré-crise, apesar do aumento dos custos com combustível.

Com estes indicadores, a TAP teve um resultado líquido positivo de EUR 111,3 milhões, impulsionado por fortes resultados operacionais e efeitos positivos da implementação da política de cobertura cambial.

A posição de liquidez da Companhia aérea portuguesa é sólida, com EUR 775,1 milhões em Caixa e equivalentes no final do trimestre.

Para Christine Ourmières-Widener, Chief Executive Officer da TAP, “A TAP está a confirmar a solidez do seu desempenho no terceiro trimestre, com todas as métricas financeiras acima dos níveis pré-crise, apesar do aumento dos custos de combustível. A procura para T4 mantém-se bastante forte, suportando as expectativas de um bom resultado acumulado até final do ano. A visibilidade para o próximo ano é, no entanto, ainda limitada e, atendendo às incertezas da atual conjuntura, é cada vez mais crucial que mantenhamos o foco no nosso plano estratégico, o qual tem, até agora, provado ser eficaz. Os próximos passos decisivos a tomar são: levar a cabo discussões produtivas com os nossos parceiros laborais para a criação de Acordos Coletivos de Trabalho mais modernos, melhorar as nossas operações e a qualidade do nosso serviço com o envolvimento de todos os stakeholders, a constante negociação de todos os nossos contratos com terceiros e a cuidada preparação do próximo ano”.

O número de passageiros transportados no terceiro trimestre duplicou, em comparação com o mesmo período de 2021, atingindo 85% dos níveis de igual período de 2019. Adicionalmente, durante este período, a TAP operou uma vez e meia o número de voos de 2021, ou 81% das partidas de 2019.

A recuperação das operações continuou, com a capacidade (medida em ASK) a aumentar 1,7 vezes em comparação com o 3T21 e com o Load Factor a melhorar 20,3 p.p. numa base anual, atingindo 87,0%. Em comparação com 2T19, os ASK estão a 88% e o Load Factor a 105% dos níveis pré-crise.

As receitas operacionais foram 2,5 vezes superiores às do mesmo período do ano passado, aumentando de EUR 657,3 milhões para EUR 1.118,9 milhões, representando 107% das receitas operacionais do terceiro trimestre de 2019. Esta situação foi predominantemente impulsionada pelo aumento das tarifas e maior capacidade, resultando num aumento das receitas do segmento de passageiros em EUR 633,4 milhões relativamente ao 3T21, para EUR 1.001,9 milhões, e gerando um PRASK de EUR 7,51 cêntimos – uma melhoria de 61,3% em comparação com o 3T21 e de 23,2% em comparação com o mesmo trimestre em 2019.

Os segmentos de Manutenção e de Carga contribuíram para o aumento das receitas com EUR 33,9 milhões e EUR 7,2 milhões, respetivamente. O segmento de Manutenção terminou o terceiro trimestre com receitas de EUR 48,0 milhões, mais do que 200,0% face ao 3T21, impulsionada pela recuperação geral da indústria. Por sua vez, as receitas no segmento de Carga ascenderam a EUR 64,3 milhões, aumentando 12,7%, em comparação com o 3T21.

Os custos operacionais recorrentes ascenderam a EUR 966,2 milhões, aumentando 97,4% em comparação com o 3T21. Este aumento significativo reflete o maior nível de atividade, dado um aumento de ASK de 68,5% durante este período. Em comparação com o mesmo período de 2019, os custos operacionais recorrentes foram 6,0% mais altos, essencialmente em resultado do custo mais elevado com combustível, que aumentou EUR 137,7 milhões de euros no período. Excluindo a rubrica de combustível, o CASK dos custos operacionais recorrentes registou uma diminuição de 9,0% em comparação com o 3T21, para EUR 4,46 cêntimos, o que compara com EUR 4,45 cêntimos do 3T19 (i.e., +0,2%).

O custo com combustível mais do que triplicou, aumentando EUR 269,9 milhões numa base anual para EUR 371,9 milhões. Apesar de ter gerado um efeito positivo de EUR 15,9 milhões, a estratégia de cobertura apenas conseguiu reduzir de forma marginal o efeito dos preços de mercado do jet fuel mais elevados, que contribuíram com EUR 153,0 milhões para o aumento do custo com combustível.

O EBITDA Recorrente registou pelo quinto trimestre consecutivo um valor positivo desde o início da crise e alcançou um valor recorde de EUR 280,1 milhões, no 3T22. Isto representa um aumento de EUR 214,5 milhões de euros em comparação com o mesmo período em 2021. O EBIT Recorrente atingiu os EUR 152,7 milhões, um aumento de EUR 198,5 milhões face ao 3T21. Considerando os itens não recorrentes, o EBIT foi positivo em EUR 141,1 milhões (mais EUR 187,0 milhões vs. 3T21). Em comparação com o 3T19, o EBIT Recorrente e o EBIT melhoraram em EUR 22,9 milhões e EUR 12,6 milhões, respetivamente.

Os itens não recorrentes tiveram um impacto negativo de EUR 11,6 milhões relacionado com a imparidade adicional dos pagamentos de juros do empréstimo à TAP SGPS, cuja perda por imparidade já fora reconhecida em 2021.

O Resultado Líquido passou a positivo no trimestre e melhorou EUR 245,8 milhões, em comparação com o 3T21, para EUR 111,3 milhões, impulsionado pelo forte desempenho operacional e um efeito positivo da implementação de uma política de cobertura cambial mais abrangente, que também reduziu o impacto cambial dos anteriores trimestres de 2022. Esta situação está relacionada com a atual estratégia de gestão do risco financeiro da TAP, que visa reduzir a volatilidade dos impactos das variações cambiais sobre a Demonstração de Resultados. Mesmo excluindo a mencionada melhoria na política de cobertura cambial, o Resultado Líquido permanece positivo em EUR 31,8 milhões.

O Balanço apresentou uma forte posição de caixa e equivalentes de caixa de EUR 775,1 milhões a 30 de setembro de 2022, que foi cerca de 2,0 vezes superior do que à mesma data do ano anterior, refletindo um aumento de EUR 377,5 milhões. A contribuição acionista de EUR 990 milhões, aprovada pela Comissão Europeia no plano de reestruturação da TAP, está ainda pendente e espera-se que seja executada até ao final do ano.

De uma perspetiva operacional, Agadir, Marrocos (AGA), um destino que estava anteriormente suspenso, foi relançado no terceiro trimestre. A respeito da frota operacional[1], durante o trimestre, a TAP manteve o número de aeronaves ao serviço em 96, por phasing-out 1 ATR e phasing-in 1 E-Jet. A 30 de setembro de 2022, 66% da frota operacional de médio e longo curso consistia em aeronaves da família NEO (em comparação com 65% em 30 de setembro de 2021 e 33% em 30 de setembro de 2019).

Acumulado dos primeiros nove meses

No acumulado dos primeiros nove meses de 2022, as receitas operacionais atingiram EUR 2.440,1 milhões, mais 195,1% do que nos primeiros nove meses de 2021 (“9M21”). Juntamente com o maior nível de atividade (ASK aumentou em 135%), também os custos operacionais recorrentes registaram um aumento significativo de 79% para EUR 2.286,0 milhões, resultando num EBIT Recorrente positivo de EUR 154,1 milhões, um aumento de EUR 104,7 milhões, ou 3,1 vezes o montante no mesmo período de 2019, que até agora foi, para a TAP, o melhor ano em termos de desempenho financeiro.

O EBIT, incluindo itens não recorrentes de EUR 8,6 milhões, foi também positivo em EUR 145,5 milhões. O bom desempenho operacional e o menor impacto das variações cambiais, levaram a um Resultado Líquido de EUR -90,8 milhões que melhorou face aos EUR -202,1 milhões no final do primeiro semestre de 2022 e aos EUR -627,6 milhões nos primeiros nove meses de 2021.

Privatização da SATA Internacional prevista no Orçamento dos Açores de 2023

 

A privatização da maioria do capital da SATA Internacional está prevista na proposta de orçamento dos Açores para 2023, a que a Lusa teve acesso e que foi hoje entregue no parlamento regional.

A proposta de Decreto Legislativo Regional do Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2023 autoriza a “alienação da maioria da participação social indireta” da região na SATA Internacional – Azores Airlines, a companhia aérea do grupo SATA responsável pelas ligações com o exterior do arquipélago.

O “desinvestimento de uma participação de controlo (51%) na Azores Airlines” está previsto no plano de restruturação da companhia aérea açoriana aprovado em junho pela Comissão Europeia.

O Orçamento Regional para 2023 estipula que, no âmbito da alienação da SATA Internacional, deve ser “constituída uma comissão especial para acompanhamento do respetivo processo, que se extinguirá com o seu termo”, bem como a elaboração de um “plano de prevenção de riscos de corrupção”.

Através do decreto legislativo, o Governo regional fica também “autorizado a alienar as participações sociais que detém em entidades participadas, à exceção das de setores considerados estratégicos para a Região Autónoma dos Açores e de primeira necessidade para as populações”.

A Comissão Europeia aprovou em junho uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea açoriana SATA, de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais.

A verba aprovada divide-se em empréstimos diretos de 144,5 milhões de euros e assunção de dívida de 173,8 milhões de euros, num total de 318,25 milhões de euros a converter em capital próprio, e em garantias estatais de 135 milhões de euros concedidas até 2028 para financiamento facultado por bancos e outras instituições financeiras.

As dificuldades financeiras da SATA perduram desde pelo menos 2014, altura em que a companhia aérea detida na totalidade pelo Governo Regional dos Açores começou a registar prejuízos, agravados pelos efeitos da pandemia de covid-19, que teve um enorme impacto no setor da aviação.

A proposta final de Plano e Orçamento do Governo para 2023 será discutida e votada no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores agendado para entre 21 e 25 de novembro.

Qatar Airways estabelece parceria com a Gevo para aquisição de 95 milhões de litros de combustível de aviação sustentável certificado

 

A Qatar Airways anunciou que assinou um acordo offtake com a produtora de combustível de aviação sustentável (SAF) Gevo, Inc. onde a companhia aérea comprará 95 milhões de litros de SAF puro, ao longo de cinco anos, com entregas previstas para 2028 em vários aeroportos da Califórnia. A Qatar Airways irá adquirir 19 milhões de litros de SAF puro todos os anos misturá-los com o seu atual fornecimento de combustível para aviões a jato convencionais.

A companhia aérea tornou-se a primeira da região de África e do Médio Oriente a anunciar o seu compromisso para com um acordo offtake internacional de SAF.

A companhia sublinha que esta parceria faz parte do compromisso assumido anteriormente pela companhia aérea, juntamente com outros membros da aliança oneworld®, de comprar até 757 milhões de litros de SAF à Gevo. O SAF é um dos pilares da Qatar Airways e do plano da oneworld® para atingir emissões líquidas zero até 2050. Em setembro de 2020, a oneworld® tornou-se a primeira aliança global de companhias aéreas a unir-se em torno de um objetivo comum para atingir a neutralidade de carbono com emissões net zero até 2050. A aliança comprometeu-se subsequentemente a atingir um objetivo de 10% de utilização de combustível de aviação sustentável em toda a aliança até 2030.

A Qatar Airways está empenhada em aumentar a utilização de SAF a nível comercial, salientando que o SAF a ser adquirido será certificado segundo os critérios de
sustentabilidade estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). Em comparação com o combustível fóssil para jatos, o SAF resulta na redução das emissões de dióxido de carbono ao longo do seu ciclo de vida. A tecnologia atual permite que a redução das emissões de CO2 resultantes da utilização de SAF alcance os 85%, quando comparadas com o combustível convencional para aviões a jato.

O CEO do Grupo Qatar Airways, Sua Excelência o Sr. Akbar Al Baker, afirmou: “A Qatar Airways continua a dar prioridade ao nosso compromisso de voar com emissões net zero até meados deste século. A descarbonização da aviação exige uma incorporação gradual de combustíveis de aviação menos poluentes e sustentáveis, e estamos orgulhosos por colaborar neste esforço global em prol de um futuro melhor. Unindo forças com outros membros da oneworld®, estamos a apoiar a Gevo no estabelecimento das suas instalações de produção de SAF, de modo a aumentar o fornecimento de SAF e de nos aproximarmos do nosso objetivo de substituir 10% do nosso combustível convencional para aviões a jato por SAF até 2030”.

“Ao trabalhar com os agricultores em práticas agrícolas regenerativas, a Gevo pode fornecer matéria-prima sustentável para produzir combustível de aviação sustentável, enquanto aumenta a saúde do solo, capta o carbono e fornece produtos nutricionais à cadeia alimentar”, disse o Dr. Patrick R. Gruber, CEO da Gevo. “Ao incorporar a sustentabilidade em cada passo do nosso sistema empresarial, desde a matéria-prima

Emirates investe em refeições à base de vegetais e alternativas mais saudáveis

A Emirates anunciou que de forma a assinalar o Dia Mundial do Veganismo, que se assinala já no próximo dia 1 de Novembro, a companhia apresenta novas opções de menu à base de vegetais que refletem o investimento da companhia em novas opções veganas a bordo. Um menu composto por pratos veganos gourmet acaba de ser introduzido em Primeira Classe e em Classe Executiva. Já os menus da Classe Económica passam também a incluir uma deliciosa seleção de vegetais e legumes.

Para responder ao rápido crescimento da comunidade vegana a nível global e ao cada vez maior interesse em dietas à base de vegetais, a Emirates está a estabelecer novos padrões na experiência do passageiro com opções deliciosas e saudáveis para os passageiros cosmopolitas que seguem um estilo de vida vegano, ou para todos aqueles que procuram uma escolha de refeição mais leve enquanto viajam. As opções veganas estão disponíveis para encomenda e pré-encomenda a bordo, bem como nos Lounges da Emirates.

A Emirates sublinha que tem servido opções veganas a bordo desde os anos 90. Inicialmente, os requisitos veganos centraram-se em rotas específicas, onde as refeições veganas são necessárias durante certas épocas do ano por aqueles que praticam a fé ortodoxa etíope, ou em todo o subcontinente indiano, onde diferentes religiões recomenda uma dieta baseada em vegetais.

Os pratos veganos estão agora a ganhar popularidade nos EUA, Austrália, algumas rotas europeias e Reino Unido, com a Emirates a notar um aumento considerável do interesse em opções veganas ao longo da última década. As rotas que mostram um interesse crescente por refeições veganas incluem Beirute, Cairo, e Taiwan. Atualmente, a Emirates oferece mais de 180 receitas baseadas em vegetais que servem os passageiros veganos.

Airbus entrega os dois primeiros H135s ao Ministério do Interior espanhol

 

A Airbus anunciou que entregou os dois primeiros H135 à Guardia Civil e à Polícia Nacional espanhola, ao abrigo do contrato de 36 unidades assinado com a Direção-Geral de Armamento e Material (DGAM), no final de 2021, para o fornecimento do Ministério da Defesa e do Ministério do Interior. O Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, e Bruno Even, CEO da Airbus Helicopters, juntamente com Fernando Lombo, Diretor-Geral da Airbus Helicopters em Espanha, marcaram presença na cerimónia de entrega que decorreu na fábrica da Airbus em Albacete.

Os novos helicópteros vão permitir substituir os helicópteros BO105 da Polícia Nacional e da Guardia Civil num vasto leque de missões, incluindo atividades policiais, de vigilância e salvamento. No total, o Ministério do Interior receberá 18 unidades.

“Orgulhamo-nos de que os novos H135s, que se juntarão aos 31 helicópteros já operados pelo Ministério do Interior, ajudem as autoridades a continuar a proteger e a salvar vidas por todo o território espanhol”, disse Bruno Even, CEO da Airbus Helicopters. “O H135 provou ser um helicóptero altamente apreciado em Espanha, onde mais de 80 unidades já estão a realizar todo o tipo de missões essenciais há mais de 25 anos. Apenas 10 meses após a assinatura do contrato, esta entrega é mais uma prova desta história de sucesso ibérica.”

Quanto à Força Aérea e à Marinha espanhola, que receberão onze e sete H135s, respetivamente, as entregas começarão no próximo ano e serão adicionadas aos 16 helicópteros já operados pelo Exército espanhol para as missões de treino e apoio à Unidade de Emergência Militar (UME). A partir de 2023, as três forças armadas poderão beneficiar de sinergias em termos de formação, operação e manutenção.

O Airbus light twin-engine H135 está equipado com as tecnologias mais avançadas disponíveis, incluindo a suíte aviónica Helionix da Airbus Helicopters. Mais de 1.350 helicópteros H135 são conduzidoss por 300 operadores em 64 países. A frota acumulou mais de 6 milhões de horas de voo. O H135 é a frota líder no segmento do mercado de dois motores, com mais de 200 helicópteros a voar por todo o mundo para missões de aplicação da lei.

TAP abre candidaturas para Técnico de Manutenção de Aeronaves

 

A TAP Air Portugal abriu candidaturas para o recrutamento de TMA´s – Técnicos de Manutenção de Aeronaves.

De acordo com os requisitos, o Técnico de Manutenção de Aeronaves (TMA) é o técnico com conhecimentos teóricos e práticos de manutenção aeronáutica:

» Efetuar a manutenção preventiva e corretiva do avião, estrutura, sistemas, reatores e componentes;

» Proceder à deteção e correção de avarias ou anomalias bem como à operação, reparação, regulação e ensaio do avião;

» Realizar tarefas de controlo de qualidade e coordenar ou apoiar tecnicamente outros profissionais desde que qualificado e certificado para o efeito;

» Elaborar estudos com vista à análise e solução de problemas técnicos.

 

CONDIÇÕES DE ACESSO AO CONCURSO

Requisitos mínimos:

  • 12º Ano de escolaridade;
  • Formação teórica completa numa organização de formação certificada de acordo com a EASA Parte 147 (MTO – Maintenance Training Organization) para as categorias B1.1 e/ou B2 e/ou A;
  • Domínio de Inglês oral e escrito;
  • Conhecimentos de informática na ótica do utilizador;
  • Carta de condução.

 

Requisitos preferenciais:

  • Licença EASA Parte-66 (Categorias: B1.1 e/ou B2 e/ou A) e/ou Licença homologada pela autoridade aeronáutica, comprovada e reconhecida como satisfazendo os requisitos exigidos pela TAP;
  • Experiência profissional de TMA;
  • Experiência profissional em ambiente de manutenção industrial.

 

PERFIL DO CANDIDATO

  • Assertividade;
  • Autonomia;
  • Capacidade para aprender;
  • Flexibilidade;
  • Sentido de responsabilidade;
  • Trabalho em equipa.

 

A TAP sublinha que deverá submeter a sua candidatura até 19 de novembro.

Saiba mais no site oficial AQUI

OMNI vai abrir curso de Tripulantes de Cabine no Porto

 

Depois de Aveiro e Braga, o OMNI Aviation Training Center vai realizar um curso de Tripulantes de Cabine na cidade do Porto.

A realização deste curso conta com a parceria da Talenter.

O OATC indica que já formou até hoje cerca de 3000 Tripulantes de Cabine, dos quais 88% se encontram a voar ao serviço das diversas Companhias Aéreas Mundiais.

Poderá saber mais informações AQUI

Airbus A330 CS-TOP vai regressar à operação como avião de passageiros

 

A TAP anunciou que o segundo preighter (avião de passageiros transformado em cargueiro) da frota companhia já iniciou a reconversão para a versão de passageiros, planeando fazer o seu phase-in na frota operacional até ao final do ano, reforçando a capacidade de resposta da companhia à procura verificada este ano nas viagens de passageiros.

De recordar que a TAP converteu em 2020 dois A330-200 em cargueiros: o CS-TOP e o CS-TON.

A transformação intermédia de dois A330 em cargueiros foi decidida em 2020, em plena pandemia, quando a maioria dos aparelhos de passageiros estavam imobilizados e faltava capacidade de resposta para o transporte de carga (desde logo, equipamentos médicos e material sanitário).

Em relação à aeronave de carga em operação o CS-TON, transportou recentemente produtos têxteis, num total de 270 metros cúbicos e com um peso total de 37 toneladas.

Segundo o planeamento de voos deste avião para o resto do ano já prevê cerca de três ligações semanais para o transporte de carga. A CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, refere que “após um período de certificação mais demorado do que todos gostaríamos, é com grande satisfação que vemos a entrada em operação deste avião cargueiro que permite à TAP corresponder com a oferta adequada à procura registada no mercado de carga”.

A320 desativado transformado em laboratório de hidrogénio para aviação

A Lufthansa Technik anunciou que um Airbus A320 desativado está a receber uma nova vida a serviço da ciência. O Hydrogen Aviation Lab, o novo laboratório de campo de Hamburgo para testes de manutenção e processos de solo para futuras aeronaves movidas a hidrogénio, foi apresentado hoje.

O senador para Assuntos Económicos de Hamburgo, Michael Westhagemann – cujo ministério financiou o projeto conjunto entre a Lufthansa Technik, o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), o Centro ZAL de Pesquisa Aeronáutica Aplicada e o Aeroporto de Hamburgo – inspecionou hoje o Airbus A320 reaproveitado.

A apresentação do Hydrogen Aviation Lab também marca o início da instalação dos componentes de hidrogénio nos próximos meses. A indústria da aviação está a esforçar-se para se tornar neutra em relação ao clima, com a expectativa de que o hidrogénio desempenhe um papel como um futuro transportador de energia. Isso requer não apenas novas aeronaves, mas também novas infraestruturas em terra.

Hamburgo está a abrir o caminho para essa infraestrutura de hidrogénio: a Lufthansa Technik, DLR, ZAL e o Aeroporto de Hamburgo uniram forças para projetar e testar processos de manutenção para a tecnologia de hidrogénio.

O projeto é financiado pelo Ministério de Assuntos Económicos e Inovação de Hamburgo, bem como pelo banco de investimento e desenvolvimento da cidade (IFB Hamburgo).


Hoje, o projeto atingiu um novo marco. A Lufthansa Technik preparou a aeronave – que voou para o Grupo Lufthansa por 30 anos como “Halle an der Saale” – para a sua próxima etapa crucial.

Nos próximos meses, o Hydrogen Aviation Lab será equipado com um conjunto completo de sistemas de teste, bem como um tanque interno para hidrogénio líquido e uma célula de combustível a bordo, juntamente com uma infraestrutura de hidrogénio terrestre.

Apesar de este Airbus A320 não voar mais, ele pode ser rebocado para locais na base da Lufthansa Technik e no aeroporto de Hamburgo para permitir pesquisas reais de processos terrestres.

O senador Michael Westhagemann comentou: “Com o Hydrogen Aviation Lab, Hamburgo embarcou num grande projeto. Será uma contribuição valiosa para permitir o uso de hidrogénio como combustível para a aviação. O foco nos procedimentos de manutenção e reabastecimento deve fornecer-nos insights que serão importantes para o desenvolvimento da infraestrutura de hidrogénio. Este laboratório do mundo real permite-nos adicionar um alicerce crucial à estratégia de Hamburgo para tornar a aviação mais sustentável. Estamos a seguir dois objetivos estratégicos: o desenvolvimento de uma economia de hidrogénio em Hamburgo e a descarbonização do indústrias de mobilidade. Estamos muito satisfeitos em poder tornar este projeto inédito no mundo através do Fundo Especial de Aviação.

Lufthansa recupera de prejuízo homólogo e regista lucros de 484 milhões de euros até setembro

 

O grupo Lufthansa, intervencionado pelo Estado alemão, registou lucros de 484 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, contra perdas de 1.877 milhões de euros em termos homólogos.

Em comunicado citado pela Efe, o grupo aéreo alemão Lufthansa sublinhou que registou lucros no terceiro trimestre de 809 milhões de euros, contra perdas de 72 milhões de euros em igual período do ano passado.

De acordo com o documento, publicado no seu portal, o número de passageiros do grupo Lufthansa, que inclui ainda a Swiss, Austrian e Brussels Airlines, subiu para 33 milhões de passageiros entre julho e setembro deste ano, contra 20 milhões no período homólogo.

O grupo afirmou que aumentou os ganhos operacionais para 826 milhões de euros até setembro, crescendo face às perdas de 2.123 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2021, e que as receitas aumentaram para 23.893 milhões de euros (+118%).

O presidente executivo, Carsten Spohr, disse, na apresentação das contas, que o grupo “alcançou um resultado muito bom no terceiro trimestre, com um lucro operacional de mais de mil milhões de euros”.

Este sucesso foi sustentado por todos os segmentos empresariais, incluindo companhias aéreas de passageiros, logística e serviços técnicos.

“O grupo Lufthansa deixou a pandemia para trás e olha para o futuro com otimismo. Afinal de contas, o desejo de viajar e, consequentemente, a procura de voos continua sem diminuir”, acrescentou Spohr.

A Lufthansa está a investir em 200 novas aeronaves e quer reforçar a sua posição entre os cinco maiores grupos de companhias aéreas do mundo.

Segundo o grupo, as greves resultaram num prejuízo de 70 milhões de euros.

A filial de transporte de carga, a Lufthansa Cargo, registou um resultado operacional recorde de 1.300 milhões de euros até setembro, contra 943 milhões de euros em termos homólogos), estimando um resultado superior aos 1.500 milhões de euros em 2021.

Em meados de outubro, a Lufthansa reviu em alta a sua previsão de lucros para este ano, devido aos bons resultados no terceiro trimestre, às reservas realizadas e à forte procura de voos nos próximos meses e ao resultado recorde esperado para a filial de carga.

A Austrian e a Brussels Airlines deverão reembolsar, até ao final do ano, a ajuda pública recebida durante a pandemia da covid-19 para evitar a falência.

A companhia austríaca deverá reembolsar os restantes 210 milhões de euros e a belga deverá retribuir os 290 milhões de euros.

Desta forma, toda a ajuda recebida durante a pandemia do SARS-CoV-2 deverá ser reembolsada até ao final do ano, antes dos prazos previstos.

Presidente da SATA alerta para “problema” com rotas deficitárias nos Açores

 

O presidente do Conselho de Administração da SATA, Luís Rodrigues, admitiu hoje que o atraso na resolução do problema das rotas deficitárias entre os Açores e o continente, poderá gerar um “problema” em 2023.

“É uma coisa que não depende da companhia. Tem de ser resolvida entre o Governo da República, a Região e a ANAC [Autoridade Nacional de Aviação Civil], e que, por alguma circunstância que me ultrapassa, até agora não foi resolvida”, lembrou o administrador da SATA, durante uma audição parlamentar em Ponta Delgada.

O responsável alertou que, “no final de março de 2023”, a companhia vai deixar de operar rotas deficitárias, por imposição de Bruxelas, situação que considerou ser “um problema” que “alguém vai ter de resolver”.

Luís Rodrigues, que foi ouvido pelos deputados, com caráter de urgência, a pedido da bancada do PS, relativamente às contas da transportadora aérea regional do primeiro semestre de 2022, referia-se às rotas de serviço público Lisboa/Santa Maria, Lisboa/Pico, Lisboa/Horta e Funchal/Ponta Delgada, que alegadamente dão prejuízo, mas que desde 2015 deixaram de ser comparticipadas pelo Estado.

“Bruxelas escreve claramente que a companhia não se pode apresentar a rotas em ‘deficit’”, alertou o administrador da SATA.

A imposição, disse, resulta do plano de reestruturação da empresa, aprovado pela União Europeia.

O responsável admitiu que a transportadora açoriana poderá prolongar essas rotas “por mais algum tempo”, embora considera que, do ponto de vista financeiro, isso seja “o pior” cenário.

Luís Rodrigues referiu-se também ao serviço de ‘handling’, prestado pela SATA, para dizer que, provavelmente, a companhia não vai privatizar a empresa responsável pela bagagem aérea, atendendo a que mais de 80% do fluxo comercial está afeto à SATA Air Açores [responsável pelas ligações interilhas].

“Nenhuma instituição pode impedir a companhia aérea de fazer o seu próprio ‘handling’”, explicou o presidente da SATA, adiantando que não faz sentido entregar a privados a totalidade de um serviço que é prestado por uma empresa de capitais públicos: “duvido que alguém queira ficar com os restantes 15% da atividade”.

O presidente da SATA voltou a destacar os bons resultados da companhia registados este verão, que considerou serem “os melhores de sempre”, bem como a recuperação “milagrosa” da transportadora nos últimos anos, apesar do contexto negativo (pandemia, crise energética e guerra na Ucrânia), e admitiu que há vários interessados na privatização da Azores Airlines (responsável pelas ligações de e para o exterior dos Açores).

“O facto de já termos recebido manifestações de interesse de potenciais compradores, indica que sim, que o caminho está a ser trilhado e que é bem visto por aqueles que estão interessados”, sublinhou Luís Rodrigues.

Os deputados da Comissão de Economia aproveitaram a audição parlamentar para criticarem a forma como a SATA divulgou, em comunicado, os resultados operacionais relativos ao verão deste ano, considerando que a forma como os números foram apresentados induz os açorianos em erro.

Os deputados do PS, que requereram a audição do presidente da SATA e também da secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral (que tutela a companhia aérea), entendem que, apesar dos dados divulgados, “os resultados operacionais da SATA estão aquém das expetativas”.

TAP mantém operação da rota entre Lisboa e Florença no Inverno IATA

 

Davide Calicchia, Market Manager da TAP em Itália indicou que a companhia  vai manter a operação regular entre Lisboa e Florença no próximo horário de Inverno IATA.

Os voos entre as duas cidades serão operados sete vezes por semana.

De acordo com as informações, no verão, a TAP deverá aumentar a operação para oito voos semanais.

SITEMA alerta que fim do contrato com White põe em risco mais de 120 trabalhadores

 

O SITEMA – Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves lamentou, hoje em comunicado, a decisão da TAP de terminar antecipadamente o contrato com a White Airways, pondo em risco mais de 120 postos de trabalho, entre eles seis técnicos de manutenção de aeronaves.

“O SITEMA não concebe que seja vantajoso retirar trabalho a uma empresa portuguesa para atribuí-lo a uma empresa da Estónia, pondo em risco dezenas de empregos qualificados e fazendo com que a TAP tenha de desembolsar dezenas de milhões de euros adicionais pela renúncia antecipada do contrato.”

No comunicado o sindicato refere que os sucessivos problemas técnicos apontados pelo conselho de administração da TAP aos ATR operados pela White Airways para a Portugália resultam, tão-só e apenas, do desinvestimento que tem havido nos técnicos de manutenção de aeronaves (TMA) da companhia, que continuam a despedir-se e a optar por outras oportunidades, nas quais o seu trabalho é efetivamente valorizado.

Desde início do ano, a Portugália já viu sair 14 dos seus TMA de um total de 109, pondo em causa a operacionalidade da companhia. Ao todo, já saíram do grupo TAP 60 TMA desde início do ano. É urgente travar esta sangria de técnicos de manutenção e adotar medidas que façam com que a operação do grupo regresse aos níveis de excelência a que sempre habituou os seus passageiros.

O SITEMA sublinha no seu comunicado que está, como sempre esteve, disponível para fazer parte da solução para que a TAP continue a ser considerada uma companhia de excelência, mas não deixará que o bom nome dos TMA seja posto em causa e tudo fará para que se reponham as condições de trabalho que lhes são devidas.

Air Canada encomenda mais 15 A220 para um total de 60 aeronaves

A Air Canada confirmou um pedido de mais 15 A220-300, elevando o pedido firme total da transportadora de bandeira canadiana de 45 para 60 aeronaves iniciais.

A companhia aérea iniciou o seu serviço A220 em janeiro de 2020 e atualmente opera mais de 30 A220 em rotas transcontinentais no Canadá, bem como nos EUA e na América Latina.

“O A220 tornou-se um componente importante na modernização da frota da Air Canada e uma parte fundamental da nossa frota narrowbody, graças ao seu desempenho e conforto dos passageiros. Os nNossos clientes realmente desfrutam dos benefícios do A220, desde a sua cabine mais silenciosa, compartimentos superiores maiores e assentos confortáveis. O A220 é a aeronave perfeita para a nossa rede norte-americana graças à sua economia, e a sua eficiência de combustível também apoia o compromisso da Air Canada de reduzir as emissões a caminho da sua meta de zero emissões líquidas de todas as operações globais até 2050”, disse Mark Galardo, Vice-presidente sénior de planeamento de rede e gestão de receita da Air Canada.

“Estamos felizes que a Air Canada está a escolher de novo o A220. Isto demonstra o valor que a aeronave está a trazer e estamos orgulhosos de oferecer ao nosso cliente um alto nível de flexibilidade, grande economia e um apelo real aos passageiros”, disse Christian Scherer, diretor comercial e diretor internacional da Airbus.

“Com mais de 30 aeronaves em serviço com a companhia aérea, o A220 estabeleceu-se como uma aeronave capaz de abrir rotas eficientes, bem como o cavalo de batalha da linha principal, fortalecendo a rede continental das transportadoras e cumprindo as ambiciosas metas de descarbonização da Air Canada. Agradecemos à Air Canada pela sua confiança contínua na Airbus.”

A Air Canada opera uma frota de mais de 125 aeronaves Airbus, incluindo 78 aeronaves da Família A320, 16 aeronaves da Família A330 e 31 aeronaves A220-300.

A Air Canada também tem um pedido direto de 10 A321 XLRs. A companhia aérea recebeu o seu primeiro Airbus A220-300 em dezembro de 2019 e foi a primeira companhia aérea a operar esse modelo na América do Norte.

A título de curiosidade, no final de setembro de 2022, mais de 25 clientes tinham encomendado mais de 770 aeronaves A220 – confirmando a sua forte posição no mercado de corredor único pequeno.

SPAC diz que “Anomalias técnicas” podem ter potenciado incidente em voo da Portugália

 

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) alertou, num comunicado interno, para “anomalias técnicas” num voo da Portugália, que poderão ter potenciado um incidente do qual resultaram ferimentos, dizendo que se trata de uma “realidade operacional incomum”.

Na mensagem, a que a Lusa teve acesso, o SPAC alertou para duas situações, sendo a mais complicada o voo TP842 de 19 de outubro em que um “encontro com turbulência severa causa ferimentos em tripulação e passageiros, obrigando ao regresso a Lisboa”.

“A aeronave em causa, limitada por anomalias técnicas, voava numa altitude muito abaixo da sua capacidade normal de manobra, colocando a aeronave num envelope atmosférico de maior risco para o tipo de incidente que se veio a verificar”, garantiu o sindicato.

Por outro lado, no voo TP822 de 22 de outubro, disse o SPAC, houve um “regresso ao aeroporto de Lisboa, imediatamente após a descolagem, motivado por intenso cheiro a queimado na cabine de passageiros”, sendo que se tratou “do primeiro voo de uma aeronave que aguardou múltiplas semanas para, no preciso dia do seu primeiro voo, não se encontrar devidamente preparada, limpa e considerada como apta para o voo”.

Segundo o sindicato, que deu conta destas ocorrências num Comunicado da Comissão de Empresa da Portugália, “infelizmente, nos últimos meses são várias as aeronaves a operar nestas condições, causando grandes prejuízos em consumos excessivos de combustível, emissões de CO2 e redução de vida útil de componentes, para além dos danos materiais e físicos registados no voo assinalado”.

Assim, a estrutura resolveu “assinalar a repetição de mais uma dura semana ao nível operacional na Portugália, com destaque para dois eventos que colocaram à prova a resiliência e capacidade” dos pilotos “que, quando confrontados com inesperadas condições operacionais, asseguraram a manutenção dos mais elevados padrões de segurança de voo”.

“A nova normalidade de cancelamentos e atrasos que passaram a caracterizar a nossa operação desde o passado mês de abril não tem fim à vista”, criticou, referindo que “com a entrada em serviço das desgastadas aeronaves escolhidas para reforço de frota, evidenciar-se-á o agravamento destas irregularidades e das pressões operacionais resultantes”.

“Trata-se de uma realidade operacional incomum, sem paralelo na Europa, na maioria dos casos originada por aviões impedidos tecnicamente de operar ou, quando aptos a fazê-lo, que obrigam a restrições técnicas, que invariavelmente conduzem a situações como aquelas que se sucederam e que aqui se descreve”, lamentou o SPAC, garantindo que “estas irregularidades e o seu contexto têm vindo a exercer uma crescente forma de pressão operacional nas tripulações”.

“São estes pilotos as mesmas pessoas que assistem a um discurso desligado da realidade, que fala da injustificada perpetuação dos cortes nos seus salários, tendo como pano de fundo os vários atos de esbanjamento de recursos financeiros afetos à TAP pelos contribuintes”, sublinhou, afirmando ainda que “são estes mesmos pilotos a quem esse esbanjamento de recursos permitiria pagar os cortes salariais e a quem se exige aceitação sem disputa”.

A Lusa contactou a TAP e encontra-se à espera de resposta.

Summerwind é o novo GSA da TAAG em Portugal

 

A Summerwind anunciou hoje que é o novo GSA da companhia aérea angolana TAAG no mercado português.

Com a nova representação, o director-geral da Summerwind em Portugal, João Moreira Baptista, também assume as funções de country manager da TAAG em Portugal.

“Esta é uma oportunidade única e repleta de desafios”, afirmou João Moreira Baptista em comunicado. “A determinação com que abraçamos estes desafios determina o sucesso que queremos imputar aos nossos projectos”.

De referir que a empresa representa há mais de seis anos a TAAG em Espanha e agora em Portugal.

“Além de assumir a representação comercial, a Summerwind PT deverá igualmente assumir parte da gestão operativa da TAAG, nomeadamente ao nível do Balcão de Vendas no Aeroporto e do Call Center para os passageiros”, segundo um comunicado.

A Summerwind sublinha que pretende “trabalhar em articulação permanente com a administração da TAAG para imputar uma nova dinâmica ao modelo de negócio existente, apostando no seu desenvolvimento”.

O GSA acrescenta ainda que pretende “consolidar a posição da TAAG num lugar cimeiro e de referência na aviação em Portugal”.

Azores Airlines realizou o seu primeiro voo com combustível sustentável

 

No dia 24 de outubro de 2022 a Azores Airlines realizou o seu primeiro voo utilizando combustível de aviação sustentável (SAF).

De acordo com o Grupo SATA, este marco é tanto mais assinalável quando, há poucos dias, as companhias aéreas do Grupo integraram na Aliança Zero Emissões na Aviação, uma iniciativa da Comunidade Europeia, que visa, precisamente, alcançar a descarbonização do setor, até 2050.

O primeiro voo comercial da Azores Airlines abastecido com SAF fez a ligação aérea Lisboa – Ponta Delgada, com 165 passageiros, e foi operado pelo Airbus A320 “Unique”, com a matrícula CS-TKK.

A aeronave descolou do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, às 19:25 locais, e aterrou no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, pelas 21:30 (hora local)

Estiveram na preparação e acompanhamento deste primeiro voo comercial com combustível sustentável para a aviação (SAF), os parceiros de energia GALP e NESTE, e a Carlyle Aviation Partners que, em conjunto com as equipas técnicas da Azores Airlines, garantiram a viabilidade desta operação.

Desenvolvido a partir de óleos vegetais usados, resíduos ou outras biomassas, o combustível SAF para a aviação oferece uma performance similar ao jet fuel tradicional e pode ser usado nos mesmos motores que o combustível fóssil, com uma redução significativa da pegada de carbono.

O combustível SAF utilizado nesta ligação incorporou 39% de matéria de origem renovável (HEFA- (Hydroprocessed Esters and Fatty Acids / Estéres e ácidos gordos hidroprocessados) o que representou uma redução de 35% das emissões totais de CO2.

O Grupo SATA sublinha que tem como objetivo empenhar os seus esforços na consolidação da estratégia de sustentabilidade, através da concretização de metas definidas para a indústria. Não sendo esta a única ação em curso nas transportadoras açorianas, a ambição de alcançar a marca de zero emissões em 2050, consubstancia-se de muitos passos, sendo este um exemplo concreto de uma iniciativa que concorre para a construção de um futuro sustentável do setor aéreo, contribuindo, também, para a salvaguarda da sustentabilidade ambiental do Arquipélago dos Açores.

A330-200 CS-TON da TAP realizou o primeiro voo após a conversão para o transporte de carga

 

A TAP Air Portugal anunciou que o seu A330-200, com a matrícula CS-TON, com a pintura TAP Air Cargo, realizou o seu primeiro voo este domingo 23 de outubro, após a conversão para o transporte de carga.

O A330-200 descolou de Lisboa com destino a Toronto com o voo TP9501, tendo regressado no mesmo dia a Lisboa como TP9502.

De referir que só recentemente a TAP Air Portugal conseguiu resolver um impasse que já levava mais de um ano para obtever a certificação da ANAC para a conversão de aeronaves Airbus A330-200 em cargueiras.

Ainda durante a pandemia, a TAP chegou a transformar duas aeronaves Airbus A330 de passageiros em cargueiras para dar resposta à procura de carga aérea, num momento em que a maioria das suas aeronaves estavam paradas. Esses aviões, de matrículas CS-TOP e CS-TON, realizaram diversas operações pelo mundo.

Em certo momento, a empresa decidiu converter a aeronave para carga “definitivamente”, isto é, removendo os assentos e colocando equipamentos a bordo para facilitar a amarração e transporte das encomendas, mesmo sem instalar uma porta de carga na lateral do jato.

No entanto, isso fez com que se gerasse um impasse e os A330 tivessem que ficar parados, já que tal “conversão” não estava totalmente homologada nem pela agência europeia (EASA) e nem pela autoridade portuguesa (ANAC). Como resultado, as aeronaves acabaram estacionadas meses, tendo feito apenas alguns voos de testes locais, dentro do território português.

O problema começou a ser resolvido em setembro, quando a EASA validou a conversão e certificou o A330 da TAP e a 12 de outubro pela ANAC.

No entanto os planos da companhia já não são mais os mesmos de antes e apenas um cargueiro deve retomar à operação, enquanto o outro será reconvertido em aeronave de passageiros novamente.

Acidente com A330 da Korean Air

 

Na madrugada deste domingo, o Airbus A330-300, com a matrícula HL7525, da Korean Air que estava a realizar o voo KE631 ultrapassou o limite da pista do Aeroporto Internacional de Cebu Mactan.

De acordo com os registos a aeronave descolou de Seul por volta das 18h35, mas foi forçada a permanecer em holding em Cebu devido às más condições climáticas.

As primeira notícias indicam que a aeronave ultrapassou o limite da pista depois de tentar aterrar duas vezes devido à má visibilidade e chuva forte.

Felizmente não há registo de feridos tendo os ocupantes da aeronave saído através dos slides (mangas).

White Airways diz-se vítima das opções da TAP contra o emprego e a economia nacional

 

A White Airways emitiu, este domingo, um comunicado dizendo:

Face ao inusitado e insultuoso comunicado da Comissão Executiva da TAP emitido na passada quarta-feira, antes do dia 31 de outubro, importa esclarecer o seguinte:

A White Airways é uma empresa portuguesa com um histórico de serviços aeronáuticos prestados ao país, com experiência, competência, criação de emprego e milhões de euros gerados para a economia nacional.

A White, nos 16 anos após a sua aquisição, já contribuiu para o PIB de Portugal em mais de 800M€

O Grupo OMNI pegou numa White em 2006 com apenas 72 colaboradores, desenvolveu a operação, cresceu, deu lucro e aumentou o seu número de colaboradores até um máximo de 297 colaboradores, criando desta forma 225 postos de trabalho.

Além destes postos de trabalho diretos na White, este crescimento da empresa implicou o aumento de 36 postos de trabalho indiretos, ao nível da empresa de manutenção do grupo.

A White Airways, até ao deflagrar da Crise pandémica, era uma empresa com resultados positivos, exportava consistentemente serviços no valor de cerca 1/3 da sua faturação, contribuindo para o saldo positivo da Balança de Transações Correntes em cerca de 15M€ por ano.

A Comissão Executiva da TAP quer tentar justificar o injustificável, ofendendo e lesando o bom nome de uma empresa portuguesa de serviços aeronáuticos com mais de duas décadas de operação no mercado, de criação de emprego, de obtenção de resultados positivos e de contributo para a economia nacional.

A TAP foi capitalizada pelo Estado para defender a economia portuguesa.

A TAP foi capitalizada pelo Estado ao invés das companhias privadas portuguesas.

A TAP recebeu dinheiros públicos para evitar impactos negativos na economia portuguesa.

A Gestão da TAP, com dinheiros públicos, vai trocar uma empresa portuguesa por uma empresa estatal da Estónia gerando um quadro de:

. desemprego de 120 trabalhadores qualificados;

. insustentabilidade de uma empresa que se constituiu num ativo da economia nacional;

. hostilidade com uma empresa que tem de ser parte da resolução do processo da devolução das aeronaves ATR, cujo leasing foi resolvido pela atual administração, com custos superiores aos pagamentos das mensalidades em vigor no contrato.

Para tentar justificar um ato de gestão em que a TAP, altamente capitalizada com recursos públicos, troca uma empresa portuguesa, que não recebeu nenhum apoio do Estado além dos disponibilizados para toda a economia, por uma empresa da Estónia, propriedade do Estado e apoiada por este no âmbito das compensações pelos impactos da pandemia, foi emitido um comunicado lamentável, hostil e lesivo do nome da empresa no tom e no conteúdo.

A Gestão da TAP sabe ou devia saber que a fiabilidade de uma fota de turbo propulsão é sempre inferior a uma frota de jatos. Possivelmente, por isso, em agosto e setembro de 2021, a Gestão da TAP utilizou o early termination para toda a frota ATR, muito antes do período agora referido para alegar a falta de fiabilidade de operação da White Airways, numa opção que custará mais de 20 M€.

A manutenção é um dos principais, senão o principal fator da fiabilidade da operação.

O comunicado de quarta-feira omite que um dos pressupostos da operação, da construção da fiabilidade e da regularidade, é a manutenção de linha (a que permite o despacho dos aviões), que, por imposição da TAP, era da responsabilidade da Portugália, empresa do universo TAP.

Face à capacidade de resposta da manutenção, a White disponibilizou-se em diversos momentos junto da Gestão da TAP para realizar a manutenção de linha, dado o desconforto da Portugália na realização das manutenções neste tipo de frotas.

A White tinha e tem essa capacidade e competência. Por diversas vezes, a Gestão da TAP recorreu a técnicos de manutenção da White, mas a orientação sempre foi a de proteger a Portugália, apesar dos reiterados prejuízos, em contraste com os resultados positivos da nossa empresa, até à pandemia.

A verdade é que o tratamento dos temas de manutenção da frota operada pela White sempre foi deixado para uma segunda (senão última) prioridade, em benefício do tratamento de totalidade da frota da Portugália.

A prova de que existia um problema estrutural na manutenção é da contratação de um técnico de ATR, a peso de ouro, no pico do verão, pela gestão da TAP, depois de várias tentativas de paliativos através da contratação de mais mecânicos para resolver os atrasos da intervenção de Portugália.

O problema estrutural da manutenção da Portugália, que condicionou a operação da White, foi afinal o ponto central da construção de uma narrativa para a troca de uma empresa portuguesa por uma empresa não nacional, com prejuízo para o emprego, um ativo nacional e a economia nacional.

O Comunicado da Comissão Executiva sublinha a linha de premeditação da solução agora encontrada com prejuízo para uma empresa portuguesa, o emprego e a economia nacional, faltando ao acordo que existia para a não divulgação do término do contrato antes do final de 31 de outubro, por razões de segurança da operação em curso.

Premeditação quando é fundamentada a opção da TAP pela empresa da Estónia, com base na regularidade da operação determinada pela capacidade de resposta às necessidades de manutenção da responsabilidade da Portugália, que é TAP.

Premeditação quando o critério de exclusão do concurso é o da regularidade da operação em que apenas existem registo da White Airways.

Premeditação pela informalidade com que o concurso foi lançado, com um âmbito mal definido, sem qualquer regra de seleção publicada ou caderno de encargos. Afinal era mesmo “só para inglês ver”.

Depois da “early termination” dos leasings dos ATR, que custará mais de 20 M€ à empresa capitalizada pelo Estado português, a Gestão da TAP decidiu contra uma empresa portuguesa, o emprego de 120 trabalhadores qualificados e um ativo da economia nacional.

Construiu e quer construir uma narrativa em que sacode a água do capote das suas responsabilidades nos resultados e na operação, mas não deve, nem pode, hostilizar e denegrir uma empresa portuguesa que teve e tem um compromisso com o setor da aeronáutica do país e com os portugueses, que não foi capitalizada com recursos públicos.

Não pode nem deve hostilizar e denegrir uma empresa portuguesa que manteve compromisso com o serviço prestado e ainda é parte de processos que precisam de ser fechados para serem resolvidos, como acontece com os ATR.

A White Airways continuará a trabalhar para salvaguardar soluções para os 120 trabalhadores lesados pela opção da TAP e para a viabilidade de um projeto empresarial com lastro, experiência e competência em Portugal e no Mundo.

Ministro das Finanças diz que TAP não terá novas injeções além do que já está previsto e autorizado

 

O ministro das Finanças, Fernando Medina, garantiu que não estão previstas novas injeções de fundos na TAP além dos 900 milhões de euros que estão já inscritos no Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

Fernando Medina,  ouvido na Comissão do Orçamento e Finanças (COF), no parlamento, sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), respondia ao deputado do PSD Duarte Pacheco, que instou o ministro a garantir que não haverá mais injeções na transportadora área e também no Novo Banco.

Afirmando-se surpreendido com a adjetivação usada para apontar a ausência destes dois temas no OE2023, Fernando Medina afirmou que do cumprimento do plano de reestruturação da TAP (“que é público”), o Estado está autorizado à transferência até ao limite de 900 milhões de euros.

“O Estado não pode realizar injeções para além do que está previsto e inscrito”, disse, repetindo que “não há autorização para novas injeções” além do valor que está já inscrito no OE2022.

Airbus to join Amazon Air fleet with ten A330-300P2F converted freighters

Amazon Air has signed a firm agreement to lease ten A330-300P2F freighters from Altavair, taking advantage of the A330’s capacity and economics to help fulfil its one-day delivery promise to Amazon Prime customers. The aircraft will be operated for Amazon by Hawaiian Airlines, which has had A330s as a key element of its fleet since 2010. The ten airframes are being converted from passenger aircraft to freighters by Elbe Flugzeugwerke GmbH (EFW), the centre of excellence for Airbus Passenger-to-Freighter (P2F) conversions.

“We’re thrilled to welcome Airbus to our Amazon Air fleet,” said Philippe Karam, Director, Amazon Global Air Fleet & Sourcing. “These A330-300s will not only be the first of their kind in our fleet, they’ll also be the newest, largest aircraft for Amazon Air, allowing us to deliver more customer packages with each flight.”

Amazon Air transports customer packages over longer distances in shorter timeframes to deliver on its customer promise of fast, free delivery. The first of their A330-300P2F aircraft is expected to join the Amazon Air fleet in late 2023.

“The endorsement of our freighters by Amazon speaks volumes about the market value of the A330 and the position Airbus wide-bodies are gaining in the cargo market,” said Christian Scherer, Airbus Chief Commercial Officer and Head of Airbus International. “Amazon has built a reputation around delivering their goods to our doorsteps with extraordinary speed and consistency, and we’re very proud that our aircraft are trusted to become a key link in that remarkable logistics chain.”

With advanced Airbus technology that includes fly-by-wire flight controls, the A330 offers an extremely capable platform for freighter conversion. Since the A330’s service entry in 1994, more than 1,700 A330s have been ordered, with more than 1,500 delivered – providing a large source of aircraft to support P2F conversions for many years.

While both A330-200 and A330-300 aircraft are eligible for conversion, the longer-fuselage A330-300P2F is particularly suited for integrators and express carriers, due to its high volumetric payload capability with lower-density cargo.

The A330P2F conversion program, launched in 2012, is a collaboration between ST Aerospace, Airbus and their joint venture EFW.

Amazon Air vai operar dez cargueiros A330-300P2F convertidos

A Amazon Air assinou um contrato firme para alugar dez cargueiros A330-300P2F da Altavair, aproveitando a capacidade e a economia do A330 para ajudar a cumprir a sua promessa de entrega de um dia aos clientes da Amazon Prime.

A aeronave será operada para a Amazon pela Hawaiian Airlines, que tem os A330 como elemento-chave da sua frota desde 2010.

As dez unidades estão a ser convertidas de aeronaves de passageiros para cargueiros pela Elbe Flugzeugwerke GmbH (EFW), o centro de excelência da Airbus Conversões de passageiro para cargueiro (P2F).

“Estamos entusiasmados em receber a Airbus na nossa frota da Amazon Air”, disse Philippe Karam, diretor da Amazon Global Air Fleet & Sourcing. “Esses A330-300 não serão apenas os primeiros do seu tipo na nossa frota, mas também serão as aeronaves mais novas e maiores da Amazon Air, permitindo que entreguemos mais pacotes aos clientes a cada voo.”

A Amazon Air transporta pacotes de clientes por distâncias maiores em prazos mais curtos para cumprir a sua promessa de entrega rápida e gratuita. Espera-se que a primeira das suas aeronaves A330-300P2F junte-se à frota da Amazon Air no final de 2023.

“A integração dos nossos cargueiros pela Amazon fala muito sobre o valor de mercado do A330 e a posição que os widebodies da Airbus estão a conquistar no mercado de carga”, disse Christian Scherer, diretor comercial da Airbus e chefe da Airbus International. Uma reputação em entregar os seus produtos à nossa porta com velocidade e consistência extraordinárias, e estamos muito orgulhosos de que as nossas aeronaves sejam confiáveis ​​para se tornarem um elo fundamental nessa notável cadeia logística.”

Com tecnologia Airbus avançada que inclui controles de voo fly-by-wire, o A330 oferece uma plataforma extremamente capaz para conversão de cargueiros. Desde a entrada em serviço do A330 em 1994, mais de 1.700 A330 foram encomendados, com mais de 1.500 entregues – fornecendo uma grande fonte de aeronaves para suportar conversões P2F por muitos anos.

Embora as aeronaves A330-200 e A330-300 sejam elegíveis para conversão, o A330-300P2F de fuselagem mais longa é particularmente adequado para transportadoras de serviço expresso, devido à sua alta capacidade de carga útil volumétrica com carga de menor densidade.

O programa de conversão do A330P2F, lançado em 2012, é uma colaboração entre a ST Aerospace, a Airbus e sua joint venture EFW.

Trabalhadores da SATA defendem continuidade do atual conselho de administração

 

Trabalhadores do grupo SATA estão a assinar um manifesto em que defendem a “recondução imediata” do atual conselho de administração em nome do “futuro” da empresa, segundo o documento, a que a Lusa teve acesso.

No manifesto, que já reuniu cerca de 100 assinaturas, os trabalhadores manifestam a sua “inequívoca vontade de ver assegurada a estabilidade, a continuidade e o futuro da SATA” através da recondução de Luís Rodrigues, o presidente, e dos restantes membros no conselho de administração, cujo mandato termina no final do ano.

Os subscritores alegam que o grupo SATA apresentou “durante anos consecutivos resultados negativos” devido a “fatores externos da mais diversa ordem e internos”, mas “maioritariamente por via de uma gestão influenciada por terceiros que tenderam a ignorar a sua realidade económica e financeira”.

Perante as dificuldades, acrescenta o documento, o acionista da SATA (o Governo Regional) “resolveu, e bem, nomear para presidente e vogais do conselho de administração três profissionais conhecedores da indústria com provas dadas a nível nacional e internacional”.

“As dinâmicas que trouxeram à organização, sejam humanas, comerciais ou de natureza técnica permitiram não só ultrapassar uma pandemia, que teve um enorme impacto no transporte aéreo a nível mundial, como preparar a SATA para emergir mais forte e em posição concorrencial às demais companhias aéreas”, é referido.

A postura da administração, é também sublinhado, “revelou-se fundamental no ritmo de recuperação da atividade” e permitiu “recuperar uma confiança que havia sido perdida junto dos passageiros, trabalhadores do grupo e do povo açoriano”.

Por isso, é reconhecida à gestão do grupo “uma vontade e confiança inabalável” na equipa e na instituição: “Os números provam-no – mais voos, mais e melhores aviões, mais rotas, melhor eficácia, melhor reputação, melhor pontuação, maior regularidade e fiabilidade e melhores resultados financeiros.”

Os subscritores do manifesto ressalvam que, “estando a comissão de serviço deste conselho de administração a terminar, se vê com muita preocupação a falta de uma informação sobre a continuidade e, consequentemente, sobre o futuro”.

Numa altura em que já se está a trabalhar para o verão de 2023 e a “antecipar resultados do plano da Comissão Europeia, seria de esperar que a sua recondução fosse já um dado adquirido face aos resultados obtidos e que estão à vista de todos”, com “os melhores resultados de sempre a nível de receita e de passageiros transportados”, reivindicam.

“Infelizmente, tal não acontece com os rumores preocupantes de que o acionista, tendo a casa arrumada, se prepara para dispensar este conselho de administração, que já manifestou disponibilidade em continuar”, lamenta-se no documento.

Para os trabalhadores, “será um erro assumir que, após os resultados obtidos, o grandes desafios terminaram e que se está em velocidade de cruzeiro”, uma vez que “os desafios que se avizinham, impostos pela União Europeia e pela grave crise energética, sem fim à vista, e a recuperação do transporte aéreo em geral e dos concorrentes em particular, por outro lado, são superiores aos que agora se enfrenta”.

A Azores Airlines e a SATA Air Açores obtiveram um lucro de 7,2 milhões de euros no terceiro trimestre do ano, atribuindo o grupo SATA estes “resultados inéditos” aos “fortes desempenhos comercial e operacional” das duas companhias aéreas.

Num comunicado divulgado na quarta-feira, o grupo SATA avança que a Azores Airlines (que opera de e para fora do arquipélago) registou um resultado líquido de 3,3 milhões de euros de julho a setembro, enquanto a SATA Air Açores (que voa no arquipélago) registou um lucro de 3,9 milhões.

No terceiro trimestre, os resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) da Azores Airlines somaram 18,1 milhões de euros e as receitas 90,2 milhões.

Ryanair anunciou um investimento de 204 milhões de euros para inverno na Madeira

 

A Ryanair anunciou, esta quinta-feira, um investimento de 204 milhões de euros para a programação de Inverno IATA, na Madeira, que inclui o anúncio de 10 novas rotas e a base de duas aeronaves.

“A Ryanair anuncia hoje a nossa primeira programação de Inverno para a Madeira, com 10 rotas de/para muitas capitais europeias como Bruxelas, Dublin, Londres & Milão, apoiando o posicionamento da ilha como um destino turístico líder, enquanto ajudamos a melhorar a conectividade da ilha com os voos domésticos para Lisboa e Porto. A Ryanair é a única companhia aérea de escala a crescer na Europa, investindo na Madeira com duas aeronaves baseadas e com mais de 150 aeronaves a chegar nos próximos anos, temos a capacidade de crescer ainda mais na ilha”, disse o CEO da Ryanair, Eddie Wilson.

O responsável da companhia indica que estão previstos 80 voos semanais, mais de 500 postos de trabalho e 60 empregos diretos.

Eddie Wilson. ainda aproveitou para dizer: “A ANA precisa de recompensar as companhias aéreas que conduzem o tráfego de passageiros para Portugal, particularmente para destinos, onde o turismo é vital para a economia. As taxas aeroportuárias competitivas, e o aumento da capacidade de passageiros são vitais para o crescimento contínuo da Ryanair e a proposta da ANA de aumentar as taxas em 15% irá prejudicar seriamente a competitividade de Portugal, uma vez que países vizinhos como Espanha continuam a oferecer incentivos para estimular a recuperação do tráfego e do turismo”.

HiFly poderá realizar o phase-out do A330neo CS-TKY

De acordo com as informações, sem confirmação oficial, a HiFly poderá estar para realizar o phase-out do seu Airbus A330neo CS-TKY.

CS-TKY, com o número de série MSN1929, foi o segundo modelo a ser recebido pela companhia. De recordar que o primeiro modelo foi colocado ao serviço da Air Senegal.

A aeronave esteve ao serviço da Air Madagascar até ao dia 5 de julho, tendo descolado no passado dia 18 de outubro para Nápoles.

Na altura a companhia indicava que este era o segundo de 10 aviões que acabariam por renovar toda a frota da companhia no decorrer dos próximos anos.

Um investimento, que segundo a HiFly, reflectia as intenções da empresa em renovar os seus aviões no sentido de voar uma frota mais moderna, eficiente e com menor impacto ambiental.

Conheça o interior do avião:

Business Class:

Economy Class:

À data o presidente Paulo Mirpuri, “a selecção do modelo Airbus A330-900neo reflecte o compromisso da Hifly no sentido da inovação e sustentabilidade. O avião vai ao encontro da nossa prioridade primordial que é oferecer o melhor produto e serviço possível aos clientes. O A330neo é um avião significativamente mais avançado com uma redução bastante expressiva na quantidade de combustível consumido e emissões para a atmosfera. Isto são notícias excelentes para a Hifly bem como outras companhias aéreas e governos nossos clientes, seus passageiros e para o meio ambiente. Uma vitória tripla.”

O avião, equipado com motores Rolls-Royce Trent 7000, possui um alcance superior a 6.500 milhas náuticas e abarcará com um conforto único um total de 365 numa configuração a 3 classes – Classe Executiva, Classe Económica Premium e Económica Standard. A pedido do cliente a configuração poderá ser alterada para uma versão de maior densidade com 415 lugares apenas de classe Económica. Cada assento encontra-se equipado com um sistema de entretenimento de bordo individual e completo proporcionando aos passageiros uma diversidade de opções e uma agradável experiência de voo.

Até ao momento ainda não conseguimos uma declaração oficial da companhia à notícia.

easyjet no Terminal 1 e Eurowings e Vueling passam a operar no Terminal 2 do aeroporto de Lisboa

 

A ANA informou hoje que a Eurowings e a Vueling vão passar para o Terminal 2 do aeroporto de Lisboa, depois de a easyJet ter anunciado a passagem para o Terminal 1, por ter ficado com ‘slots’ da TAP.

Em comunicado, a ANA Aeroportos de Portugal informou que “a easyJet passará a operar no Terminal 1” e “a Eurowings e a Vueling passarão a operar no Terminal 2”, a partir de 30 de outubro, “devido a alterações das quotas de mercado das companhias aéreas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e com o objetivo de garantir uma utilização otimizada dos recursos aeroportuários”.

Hoje, a easyJet anunciou que vai deslocar a sua operação para o Terminal 1 do aeroporto de Lisboa, depois de ter ficado com 18 novas faixas horárias para descolar e aterrar (‘slots’) diárias na infraestrutura.

“A partir de dia 30 de outubro, a easyJet deslocará a sua operação para o Terminal 1 do Aeroporto de Lisboa, reforçando o seu papel enquanto companhia aérea número 2 na capital portuguesa”, destacou a companhia, referindo que a “decisão, solicitada pela ANA – Aeroportos de Portugal, oferece a todos os passageiros um maior conforto e torna a experiência de viagem mais fácil e melhor”.

A transportadora disse ainda que a partir de dia 30 de outubro “começará também a operar para os novos destinos revelados na sequência da atribuição dos 18 ‘slots’ diários no aeroporto de Lisboa, como Barcelona, Toulouse, Zurique e Milão Bérgamo”.

“O reforço da posição da easyJet no aeroporto de Lisboa com a passagem para o Terminal 1, assim como o alargamento crescente da sua rede, marcam o início daquela que será a temporada de inverno mais movimentada da história da companhia em Portugal, com 4,8 milhões de lugares disponíveis, um aumento de 51% em relação ao período pré-pandémico”, garantiu a empresa.

“Esta oportunidade, aliada à nossa recente expansão de operações na capital portuguesa, proporciona uma melhor experiência de viagem, sobretudo para os passageiros que viajam em trabalho e que, por isso, se deslocam com uma maior frequência entre as cidades europeias”, disse José Lopes, ‘country manager’ da easyJet Portugal, citado na mesma nota.

A Comissão Europeia atribuiu em junho à easyJet os 18 ‘slots’ diários da TAP no aeroporto de Lisboa, após imposição para aprovar o plano de reestruturação. A easyJet ficou em primeiro lugar, ultrapassando a concorrente a concurso, a Ryanair.

Em causa está o aval dado pela Comissão Europeia, em 21 de dezembro passado, ao plano de reestruturação da TAP e à ajuda estatal de 2.550 milhões de euros para permitir que o grupo regressasse à viabilidade, impondo para isso compromissos de forma a não prejudicar a concorrência europeia.

Entre os remédios impostos por Bruxelas para aprovar o plano de reestruturação estava, precisamente, a obrigação de a companhia aérea disponibilizar até 18 ‘slots’ por dia no aeroporto de Lisboa.

Turbulência severa em voo de Madrid para Buenos Aires faz 12 feridos

No dia 18 de outubro, um Airbus A330-200 da Aerolineas Argentinas, com a matrícula LV-FVH, que realizou o voo AR1133 entre Madrid, Espanha, e Buenos Aires, Argentina, quando estava a sobrevoar o Oceano Atlântico, no nível de voo 360 próximo à costa brasileira, a aeronave encontrou turbulência severa.

A aeronave transportava 273 passageiros e 13 tripulantes.

O incidente provocou 12 feridos, passageiros que não estavam com o cinto de segurança apertado, conforme solicitado pela tripulação.

Apesar do incidente, a tripulação decidiu continuar o voo para Buenos Aires, e após a aterragem 3 passageiros foram levados para o hospital. 

Ao detetar os primeiros sinais de forte turbulência, a empresa garante que a tripulação acionou os sinais indicadores de cinto de segurança e fez o anúncio correspondente.

Os passageiros que ficaram feridos não estavam usando o cinto de segurança no momento da turbulência. Verificações pós-voo revelaram que a aeronave não sofreu danos significativos em sua estrutura, a cabine da aeronave, no entanto, precisa de alguns reparos.

Força Aérea Portuguesa resgata cinco pessoas que se encontravam à deriva em alto mar (com vídeos)

 

A Força Aérea Portuguesa resgatou ontem, 19 de outubro, cinco pessoas que se encontravam à deriva em alto mar, em duas distintas embarcações.

O primeiro alerta surgiu pelas 11H00, quando o EH-101 Merlin foi chamado a resgatar quatro pessoas que se encontravam a bordo de um veleiro, de bandeira espanhola, sem motor nem energia, após deflagrar um incêndio. Com vagas de 5 a 6 metros, o EH-101 Merlin extraiu os quatro passageiros, que se encontravam bem de saúde, a cerca de 166km de Porto Santo, no Arquipélago da Madeira.

Após ter aterrado no Aeródromo de Manobra N.º 3, onde se encontra em alerta permanente, o EH-101 Merlin era novamente ativado para realizar buscas por um pescador de uma embarcação de pesca desaparecido desde a madrugada de terça-feira, dia 18 de outubro.

Três horas depois de ter descolado, o EH-101 Merlin avistou o pescador junto à linha de costa entre Porto Moniz e a Ponta de São Jorge. Ainda dentro da embarcação, que se encontrava à deriva, o pescador foi imediatamente resgatado. Já dento da aeronave, recebeu cuidados de saúde pelo enfermeiro militar que seguia a bordo. Devido ao estado de saúde em que se encontrava, o pescador foi transportado para o Funchal, de onde seguiu para a unidade hospitalar mais próxima a fim de receber cuidados médicos.

 

TAP termina contrato com a White Airways a 31 de outubro de 2022

 

A TAP anunciou ao final da tarde de hoje que o seu contrato com a White Airways vai terminar no próximo dia 31 de outubro.

A companhia indica que a White Airways tem vindo a operar uma frota de seis aviões ATR, o que tem sido um desafio constante, com múltiplos aviões ATR a ficarem em terra por avaria e a registarem uma regularidade operacional decrescente.

De acordo com o plano de reestruturação com que a TAP está comprometida, a Companhia tem uma limitação em termos de dimensão da frota, que não pode exceder as 99 aeronaves.

Esta limitação exige que a empresa potencie a oferta através da utilização de aeronaves com maior capacidade de lugares, em detrimento dos aviões da frota com menor capacidade, justamente os ATR.

Adicionalmente, a TAP tem de reforçar a fiabilidade da sua frota, para evitar que os resultados operacionais sejam penalizados pela indisponibilidade de aeronaves.

De futuro, a TAP acrescenta que apenas necessitará de dois ATR, uma vez que vai contar com seis E-jets (Embraer) adicionais na Portugalia, dois dos quais já iniciaram as operações em setembro deste ano, enquanto os quatro restantes serão faseados até janeiro de 2023.

A TAP sublinha que só durante o último ano, a White Airways teve uma média mensal de 10 eventos AOG (Aircraft on Ground) devido a razões técnicas.

Entre novembro de 2021 e setembro de 2022, razões técnicas resultaram num agregado de 342 voos cancelados, com uma média de 31 voos cancelados por mês. Só em setembro de 2022, a White teve 84 voos cancelados por razões técnicas.

Em 2022 (acumulado), a White Airways tem 1,9 AOG por 100 voos, contrastando com a relação da TAP de 0,52 AOG por 100 voos. A White Airways operou 94% dos voos planeados, enquanto na TAP esta percentagem sobe para 98,2%.

Desde janeiro de 2022, o baixo desempenho da frota ATR operada pela White teve um impacto financeiro negativo na TAP de 4,8 milhões de euros devido a cancelamentos, necessidade de troca de aviões com aumento de capacidade e indemnizações aos passageiros.

Apesar da falta de fiabilidade operacional da White, a TAP tem vindo a pagar diretamente à White as horas voo e a suportar os custos dos alugueres das aeronaves e das reservas de manutenção.

Entre 2016 e 2022, a TAP pagou 109 milhões de euros por horas de voo diretamente à White e 98 milhões de euros por alugueres de aeronaves ao serviço da White, mais 33 milhões de dólares para reservas de manutenção ao locador da aeronave.

Durante os anos pandémicos, a TAP continuou a apoiar a White, pagando 24 milhões de euros durante 2020 e 2021, o que representou uma diminuição média de apenas 20% em relação a 2019, embora em média as operações da White para a TAP tenham diminuído 42%.

O contrato da White com a TAP expira a 31 de outubro de 2022.

A TAP lançou um pedido de proposta a vários operadores de ATR, a fim de otimizar a frota a operar ao seu serviço, aumentar a fiabilidade e reduzir os custos.

Das cinco propostas recebidas, a melhor oferta para operar dois ATR está a ser negociada e vai proporcionar a necessária regularidade operacional e evitar o impacto financeiro negativo que a TAP tem sofrido até agora devido à falta de fiabilidade da White. O operador selecionado vai contratar tripulação e pessoal de manutenção português para os dois ATR.

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