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Acidente com avião Canadair CL215


 

Um dos pilotos do avião ‘Canadair’ que caiu hoje na zona do Lindoso, Ponte da Barca, quando combatia um incêndio no Gerês, morreu, enquanto o segundo piloto se encontra “em estado grave”.

De acordo com as informações, o piloto, de nacionalidade portuguesa, de 65 anos, morreu no local, apesar das tentativas realizadas pelos elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), enquanto o segundo piloto, de nacionalidade espanhola e de 39 anos, foi assistido no local e transportado em “estado grave” para o Hospital de Viana do Castelo.

O avião despenhou-se, cerca das 11:20, numa área do território espanhol, “a cerca de um, dois quilómetros da fronteira com Portugal”.

Numa nota de imprensa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmou que se trata de um avião anfíbio pesado (Canadair CL215), do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, do Centro de Meios Aéreos de Castelo Branco, que participava nas operações de combate a um incêndio que lavra no Parque Nacional da Peneda Gerês, freguesia e concelho do Lindoso, distrito de Viana do Castelo.

O avião despenhou-se num acidente junto à Barragem do Alto do Lindoso, na sequência de uma operação de ‘scooping’ (reabastecimento de depósito de água), acrescentou.

O GPIAAF – Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários indicou à Lusa já ter sido notificado do acidente e que está a enviar para o local uma equipa para dar início às diligências.

Investigação ao avião ‘Canadair’ é responsabilidade das autoridades espanholas

 

A investigação ao acidente com o ‘Canadair’ que se despenhou hoje durante o combate ao incêndio no Parque Nacional da Peneda Gerês, causando um morto e um ferido grave, é da responsabilidade de Espanha, disse à Lusa fonte da investigação.

Devido ao facto de o acidente ter acontecido em território de Espanha, fonte do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) explicou à agência Lusa que são as autoridades espanholas que têm a responsabilidade e a competência para desenvolver a investigação.

Inicialmente pensava-se que a aeronave tinha caído em território nacional, mas a Autoridade Nacional e Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicou que o acidente “ocorreu em território espanhol, a cerca de um a dois quilómetros da fronteira portuguesa”.

O GPIAAF explicou que deslocou uma equipa para o local porque, quando recebeu a notificação do acidente, ainda não se sabia que o mesmo tinha acontecido em território espanhol, acrescentando este organismo que está a colaborar com a sua congénere espanhola.