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Emirates alarga operação na China, retomando os voos para Xangai e Pequim

 

A Emirates anunciou a expansão das suas operações na China em resposta à forte procura de viagens, aumentando assim as suas ligações. À medida que o país alivia as suas restrições de entrada relacionadas com a COVID, a companhia aérea retoma voos para destinos como Xangai, Guangzhou e Pequim.

Xangai: desde 20 de janeiro com dois voos por semana, aumentando gradualmente para serviço diário a partir de 1 de Março

A Emirates retomou os voos para Xangai desde o dia 20 de janeiro de 2023, com dois voos semanais efetuados pelo Airbus A380. O EK302 que irá partir do Dubai com destino a Xangai não fará nenhuma escala. O EK303 irá fazer uma breve paragem em Bangkok. A operação aumentará para quatro voos semanais a partir de 2 de fevereiro de 2023, realizados pelo Boeing 777-300ER com três classes.

Durante este período, o voo EK302 da Emirates partirá do Dubai às 03h45, com chegada a Xangai às 15h40. O voo de regresso partirá às 17h40 e chegará a Bangkok às 21h45,  descolando da capital tailandesa às 23h20 e chegando ao Dubai às 03h20 do dia seguinte.* A Emirates vai reforçar a sua rota Dubai-Xangai a partir do dia 1 de Março de 2023, com um serviço diário sem escalas. O EK304 partirá do Dubai às 09h15 e chegará a Xangai às 21h05. O regresso será operado pelo EK303, que sairá de Xangai às 23h00 e chegará ao Dubai às 05h20 do dia seguinte.*

Guangzhou: regressam os voos diários a partir de 1 de Fevereiro de 2023

Atualmente, a Emirates opera um voo direto do Dubai para Guangzhou com o EK362, e de regresso, com escala em Bangkok com o EK363, quatro vezes por semana. A partir de 1 de Fevereiro de 2023, a companhia aérea aumentará os voos entre o Dubai e Guangzhou com os voos EK362/EK363, operando com voos diários sem escalas, com o emblemático A380.

O voo da Emirates EK362 irá partir do Dubai às 10h45 e chegará a Guangzhou às 21h45. O voo de regresso EK363 partirá de Guangzhou às 00h15 e chegará ao Dubai às 05h15.

Pequim: ligação diária retoma a partir de 15 de Março de 2023

O regresso à capital chinesa, a partir de 15 de Março de 2023, será realizado por um avião Boeing 777-300ER com três classes, com um serviço diário sem escalas a partir do Dubai. O EK308 partirá do Dubai às 10h50 e chegará a Pequim às 22h20. O voo de regresso, efetuado pelo EK307, irá partir de Pequim às 00h40, chegando ao Dubai às 05h00.*

Greve dos Tripulantes de Cabine da TAP foi desconvocada

 

Os tripulantes de cabine decidiram hoje aceitar a proposta da TAP e desconvocar a greve marcada para o período entre 25 e 31 de janeiro, indicou fonte oficial do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

A proposta apresentada pela TAP foi aprovada com 654 votos a favor, 301 votos contra e 20 abstenções.

Na quinta-feira, os tripulantes, reunidos em assembleia-geral, tinham rejeitado, pela segunda vez, uma proposta da TAP, que ia ao encontro de 12 das 14 reivindicações do SNPVAC, na tentativa de evitar uma nova greve.

A greve iria decorrer entre 25 e 31 de janeiro e poderia cancelar mais de 1.300 voos. Teria ainda um prejuízo direto de 48 milhões de euros, o valor exato que a companhia diz ter destinado para atenuar os cortes salariais de todos os trabalhadores.

Em relação à sessão de quinta-feira, destaca-se a cedência da TAP quanto à anulação do corte de 25% em ajudas de custo complementares.

Emirates retoma o serviço diário sem escalas entre o Dubai e Hong Kong

 

A Emirates anunciou que vai aumentar as frequências para Hong Kong com um serviço diário sem escalas a partir do seu hub, o Dubai. A partir de 29 de Março de 2023, a Emirates passará a operar 14 voos semanais para Hong Kong, complementando o seu atual voo diário via Bangkok.

A retoma do serviço oferecerá mais capacidade, escolha e flexibilidade aos passageiros, uma vez que a companhia aérea continua a expandir as suas operações globais de acordo com a procura sustentada de viagens internacionais.

Operado por um Airbus A380, o voo EK380 da Emirates partirá do Dubai às 10h45 e chegará a Hong Kong às 22h. O voo de regresso EK381 partirá de Hong Kong às 00h35 e chegará ao Dubai às 05h. Todos os horários são locais.

A companhia sublinha que ao retomar o voo Dubai-Hong Kong EK380/EK381, a Emirates está a responder à crescente procura da rota e a oferecer aos passageiros a opção de voar sem paragens ou interromper as suas viagens em Bangkok.

Sendo um dos principais destinos asiáticos da Emirates, a companhia aérea reafirma o seu compromisso de apoiar a recuperação pós-pandémica de Hong Kong, aumentando a capacidade de servir os passageiros originários do Dubai ou que se conectam no Dubai, a partir de outras cidades da sua rede global. No decorrer da pandemia, a Emirates tem apoiado a comunidade local do mercado, mantendo as ligações comerciais entre Hong Kong e outros mercados estratégicos dentro da sua rede, transportando com sucesso importações e exportações através da sua divisão de carga aérea, Emirates SkyCargo.

A Emirates também fornece aos passageiros maior conectividade para destinos adicionais além de Hong Kong, através dos seus acordos com a Cathay Pacific, a HongKong Airlines, entre outros.

Air France retoma em maio os voos entre a Guiana Francesa e Belém do Pará

 

A Air France vai retomar a partir de maio os voos entre a Guiana Francesa e Belém do Pará, de acordo com a empresa, trata-se de expandir o que chama de “Rede Regional do Caribe”, que liga os territórios ultramarinos da França.

De referir que em 2022 a rota chegou a ser operada pela companhia entre julho e agosto, em regime charter em parceria com uma agência turística local.

Atualmente a companhia tem dois Airbus A320 a operarem a partir de Pointe-à-Pitre, em Guadalupe, para cidades como Caiena, Fort-de-France e Miami (Fort Laudardale).

Trata-se do A320 F-GKXS e do F-GKXT, com capacidade para transportarem 168 passageiros, 12 em executiva e 156 em económica. As aeronaves estão equipadas com Wi-Fi.

A partir de 5 de maio, Belém vai-se juntar à rede de rotas, com um voo semanal, que vai ligar o Caribe e Brasil de forma mais direta.

O voo AF602 partirá de Caiena às 15h40 às sextas-feiras, com chegada prevista a Belém às 17h15. O regresso acontece aos sábados pelas 09h35, com chegada na capital da Guiana Francesa às 11h10 (horas locais).

Além do voo para Belém, a Air France vai ajustar a sua operação de Pointe-à-Pitre a Fort Laudardale a partir de março, com dois voos semanais às quintas e sábados, com regresso às sextas e domingos.

Ryanair já inciou o retrofit das asas dos seus B737-800

 

A Ryanair já iniciou o retrofit anunciado recentemente para modernizar a sua frota de Boeing 737-800 com a instalação de novos Split Scimitar Winglet, similares aos usados no 737 MAX, que melhoram sensivelmente a economia de combustível.

O retrofit da frota de 409 aviões prevê um investimentos na ordem de US$ 200 milhões.

A expectativa é que os novos dispositivos aerodinâmicos ofereçam uma economia de combustível de até menos 1,5%, tendo a decisão de troca sido tomada, após a análise da performance do B737 MAX.

Em média, a Ryanair gasta cerca de US$ 2,18 bilhões em combustível em 6 meses e planeia economizar cerca US$ 30 milhões no mesmo período.

Os trabalhos de retrofit estão a decorrer no Aeroporto Internacional de Glasgow Prestwick e o primeiro B737-800 a receber os Split Scimitar Winglet foi o EI-DLY, com o número de série 33601 e construído em 2006.

Primeiro B777-300ER da Air France equipado com as novas cabines de longo curso já está a voar (com vídeo)

 

A Air France anunciou que o primeiro Boeing 777-300 ER equipado com as mais recentes cabines de longo curso da companhia descolou de Paris-Charles de Gaulle (CDG) rumo a Nova Iorque-JFK esta, sexta-feira, 20 de janeiro de 2023.

Batizado “Fontainebleau”, o B777-300 com a matrícula F-GZNK, vai servir os aeroportos do Rio de Janeiro (Brasil) este sábado, 21 de janeiro, e o de Dakar (Senegal) a partir deste domingo, 22.

A continuação da renovação de 12 Boeing 777-300 ER da frota de longo curso da Air France vai permitir oferecer cada vez mais voos equipados com estas novas cabines para estes três primeiros destinos ao longo deste inverno, para depois expandir esta rede ao longo do ano.

A Air France indica que todas as cabines Business no longo curso da companhia vão dispor de assentos convertíveis em camas totalmente planas até ao final de 2023, contra os atuais 90%. No mesmo prazo, toda a frota de longo curso vai estar equipada com Wi-Fi a bordo, face aos 97% agora.

Um novo standard de viagem

Na cabine Business (48 lugares), este avião dispõe de um novo assento que revisita o icónico assento macio e curvilíneo da Air France, para oferecer uma versão totalmente inédita. Recupera, assim, o conceito dos 3 “Fs”: Full Flat, reclina para se transformar numa verdadeira cama plana de quase 2 metros; Full Access, cada passageiro tem acesso direto ao corredor e Full Privacy, para uma privacidade ideal. Uma nova porta de correr permite criar um espaço totalmente privado, isolado do resto da cabine. Para uma maior privacidade das viagens a dois, os assentos no centro da cabine estão agora equipados com um painel central que pode ser descido, criando assim um espaço de convívio para desfrutar ao máximo o voo em conjunto. A cadeira também dispõe de um grande ecrã antirreflexo 4K de alta definição de 17,3 polegadas, equipado com auriculares com redução de ruído, uma nova conexão Bluetooth que permite usar os seus próprios auriculares e várias tomadas elétricas.

Ao embarcarem no avião, os clientes são recebidos por um cavalo-marinho alado retroiluminado, que incorpora o mito fundador e a rica história da companhia. O estofo do assento adiciona suavidade e uma sensação de aconchego. No interior do assento, o estofo proporciona uma sensação de macieza e intimidade. Lã, alumínio escovado, couro francês de flor integral são os materiais nobres, delicados e naturais escolhidos pela Air France para a fabricação dos seus assentos. Finalmente, cada assento tem bordado o acento vermelho, símbolo da marca da companhia.

Na cabine Premium Economy (48 lugares), a Air France introduziu o seu mais recente modelo do tipo “recliner” (assento reclinável), já oferecido no seu Airbus A350, melhorando ainda mais o seu conforto. A bordo, todos dispõem de 96 cm de espaço para esticar as pernas. As espumas dos assentos foram reformuladas e o tecido em espinha de peixe azul marinho proporciona mais suavidade. As costas da cadeira reclinam até 124 graus e foram ampliadas para oferecer mais privacidade. Uns auriculares com redução de ruído encaixam-se harmoniosamente para facilitar o seu uso a qualquer momento durante o voo. As tomadas USB A e C completam o pacote.

Na cabine Economy (273 lugares), os assentos também respondem aos mais altos padrões de conforto do mercado. Cada passageiro dispõe de um largo assento de 43 cm, uma reclinação de 119 graus e ainda de 79 cm de espaço para as pernas. As costas do assento são ergonómicas e oferecem um apoio lateral reforçado. Está também disponível uma porta USB A.

Estas duas cabines oferecem um grande ecrã de alta definição 4K de 13,3 polegadas equipada com Bluetooth, ideal para descobrir 1.500 horas de entretenimento on demand com os seus próprios auriculares.

Em todas as cabines de viagem, os clientes contam com o Air France Connect, a oferta de conectividade da companhia. Este portal oferece três passes, um dos quais totalmente gratuito que permite enviar e receber facilmente mensagens, bem como todas as informações relacionadas com o voo e as respetivas ligações.

Azores Airlines anuncia oficialmente a nova rota entre Ponta Delgada e Bilbau

 

A companhia aérea Azores Airlines anunciou hoje oficialmente que vai operar uma vez por semana, entre os meses de julho e setembro, ao sábado, uma ligação direta entre Ponta Delgada (São Miguel, Açores) e a cidade de Bilbau (País Basco, Espanha).

As partidas de Ponta Delgada serão às 08h10, e as partidas de Bilbau às 14h10. A ligação terá uma duração aproximada de três horas.

A companhia refere que esta ligação completa a rede de outros destinos que a companhia aérea já vinha operando durante os meses de verão, designadamente a ligação a Barcelona, que se mantêm, com a oferta de três frequências semanais.

Bilbau é um importante centro urbano que ganhou visibilidade, quer como local turístico de interesse, quer como relevante mercado emissor. É um ponto de confluência de tráfego aéreo, o que justifica o interesse desta operação para a companhia aérea, sem descurar a importância que assume para o Arquipélago dos Açores, que vê assim adicionada uma ligação direta ao continente europeu.

A operação de verão da Azores Airlines será realizada em parceria com um operador local, particularmente conhecedor do mercado e dedicado à captação de tráfego de todo o Nordeste de Espanha, que assume a responsabilidade de comercialização de parte significativa dos lugares disponíveis, o que é demonstrativo do interesse da ligação entre Ponta Delgada e aquele mercado, ao mesmo tempo que mitiga o risco da exploração de uma rota adicional para a companhia aérea.

CEO da Ryanair acredita que a TAP vai ser vendida ao Grupo da British Airways e Iberia

Durante uma conferência de imprensa o presidente executivo da Ryanair indicou que pensa que a TAP “vai acabar no grupo que reúne a British Airways e a Iberia”.

Michael O’Leary acredita que os movimentos de consolidação na indústria de aviação europeia vão continuar nos próximos anos. A TAP deverá ir parar ao grupo IAG, que inclui a British Airways, Iberia, Vueling e a Aer Lingus.

O CEO da Ryanair avançou com outras previsões: “Acho que a easyJet vai acabar por ser comprada pela British Airways ou pela Air France ou os dois em conjunto e a Lufthansa vai comprar a Wizz”.

De referir que o Governo pretende privatizar a TAP este ano, tendo a companhia já contratado uma consultora, a Evercore, para o efeito.

O Grupo IAG é um dos interessados na TAP, a par da Lufthansa e da Air France – KLM, embora fosse visto pelo anterior ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, como podendo ameaçar o hub de Lisboa.

O CEO da Ryanair prevê que as fusões e aquisições na aviação europeia vão continuar nas próximas semanas. Uma das operações em curso é a venda de uma parte da ITA Airways ao Grupo Lufthansa.

TAP faz comunicado sobre a Greve do SNPVAC – 25 a 31 de janeiro

 

A TAP emitiu um comunicado a lamentar profundamente a decisão tomada hoje em Assembleia Geral do SNPVAC que mantém o pré-aviso de sete dias de greve entre 25 e 31 de janeiro e as graves consequências que a mesma terá.

De acordo com a informação estavam em causa 14 pontos reivindicados pelo SNPVAC. Foram aceites 12, o que representa 85% das propostas em causa.

A TAP sublinha que depende da confiança que os Clientes depositam nos serviços que presta.

“A concorrência nesta indústria global é muito forte e a Companhia disputa o mercado com outras companhias em todas as rotas que opera. Qualquer fator que comprometa esta confiança dos Clientes na TAP põe em causa o caminho de recuperação que temos vindo a percorrer e todo o esforço e sacrifício conjunto que os trabalhadores têm feito.

A estabilidade é fundamental para a empresa. E tem de ser construída com resultados e equilíbrio nas situações que impliquem alterações do caminho percorrido para reconhecer o esforço dos trabalhadores e acomodar as necessidades de manter a competitividade da empresa.

É esse sentido de compromisso, de bom senso, que temos procurado alcançar, através do diálogo permanente com os sindicatos. “

Esta foi a segunda AG do SNPVAC realizada num curto espaço de tempo e vem na sequência de uma recente greve de dois dias, com impactos negativos na operação, nas expetativas dos passageiros, e de 8 milhões nas contas da Empresa.

Houve, entretanto, um considerável avanço nas conversações entre a TAP e o SNPVAC, tendo a Companhia aceitado grande parte das reivindicações apresentadas, como já referimos. Por exemplo, no que respeita a destacar um Tripulante de Cabina adicional nos aviões de médio curso Airbus A321LR, no sentido de melhorar o serviço e a carga laboral destes profissionais.

Excluídas, ficaram apenas duas medidas com maior peso e com o seguinte racional:

Reconhecimento dos níveis de entrada e respetivos pagamentos (processo CAB0 – CAB1); não aceite, devido a este tema estar atualmente a ser tratado em tribunal, havendo alguns casos já decididos a favor da TAP.

Adicionar um Chefe de Cabina nos aviões de longa distância (Airbus A330); não aceite, uma vez que a retirada deste Tripulante foi devidamente aprovada pelo Sindicato e seus Associados, sendo incorporado no Acordo de Emergência, não tendo ao dia de hoje qualquer falha ou dúvida de interpretação adjacente. A cedência desta medida significaria vários milhões de euros, acrescidos ao esforço que já representam todos os pontos aceites, além de colocarem a TAP em desvantagem competitiva com os seus pares europeus que têm hoje menos um elemento também.

Em paralelo, e como já referido pela CEO, estava a ser analisada uma recompensa a todos os trabalhadores da TAP, na sequência dos resultados obtidos, e que, brevemente, seria anunciada e que fica agora posta em causa. Com esta nova paralisação serão cancelados 1316 voos e afetados 156 mil passageiros, o que representa um custo total direto estimado de 48 milhões de euros (29,3 milhões em receitas perdidas e 18,7 milhões em indemnizações aos passageiros). Prevêem-se também perdas de 20 milhões adicionais devido ao impacto potencial nas vendas para outros dias e à sub-optimização de outros voos, com passageiros reacomodados.

A companhia diz que a decisão de avançar com uma greve de 25 a 31 de janeiro deita por terra todo o trabalho de aproximação entre as partes, deixando milhares de clientes da TAP com os seus planos defraudados e afetando seriamente os resultados da Companhia. Num ano especialmente relevante para a concretização do Plano de Restruturação e que conta com desafios acrescidos, como a escalada da inflação, do preço dos combustíveis e a incerteza da procura, a decisão tomada pela Assembleia Geral do SNPVAC é infelizmente um obstáculo no caminho que temos traçado.

Teria sido do mais elementar bom senso e de justiça para todos, Tripulantes de Cabina e demais trabalhadores da TAP, seus clientes, parceiros e acionistas, que somos todos nós, ter evitado deitar a perder todo o esforço coletivo que tem sido feito até agora e que tão bem encaminhado estava para chegar a bom porto.

Para tentar mitigar os efeitos desta greve nos nossos passageiros, a TAP está a construir um plano de contingência que permita minimizar os transtornos causados, designadamente, através do ajuste da operação, bem como através da flexibilização de alteração do agendamento das viagens e dos reembolsos de bilhetes.

Tripulantes da TAP mantêm greve entre 25 e 31 de janeiro

 

Os associados do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil rejeitaram hoje, em assembleia-geral, a proposta da TAP e decidiram manter o pré-aviso de greve entre os dias 25 e 31 de janeiro, segundo fonte oficial.

Os tripulantes, reunidos em assembleia-geral desde cerca das 10:00 num hotel, em Lisboa, rejeitaram, pela segunda vez, uma proposta da TAP, que ia ao encontro de 12 das 14 reivindicações do SNPVAC, na tentativa de evitar uma nova greve de sete dias, depois de uma paralisação de dois dias, em dezembro, ter tido um impacto de cerca de oito milhões de euros na companhia aérea.

Segundo a mesma fonte, 857 associados votaram contra a proposta da TAP, 29 a favor e nove abstiveram-se.

À entrada para a reunião, o presidente do sindicato tinha dito que era “muito provável” que os tripulantes decidissem manter o pré-aviso de greve.

Ricardo Penarróias falava aos jornalistas presentes num hotel em Lisboa, em declarações transmitidas pela SIC e RTP, realçando o sentimento de insatisfação dos tripulantes de cabine com a gestão da TAP.

Antes, o dirigente sindical tinha tido uma reunião com o ministro das Infraestruturas, João Galamba, que, em nota enviada pelo gabinete, manifestou-se “convicto” de que a assembleia-geral do SNPVAC daria “um passo decisivo para a melhoria da situação dos trabalhadores e da companhia aérea, permitindo evitar uma greve de sete dias que causaria um grave dano à empresa”.

“Iremos discutir o documento, ouvir as opiniões de todos os associados e, no final, são os associados que irão tomar a decisão”, sublinhou Ricardo Penarróias.

Segundo o sindicalista, na reunião com o Governo, João Galamba “reforçou a sua confiança e o apoio à proposta da TAP”.

“Foi uma conversa construtiva, informal, sensibilizando para a importância do momento, a importância que uma greve poderá ter para a saúde financeira da empresa. Nós somos sempre sensíveis a isso”, disse o presidente do SNPVAC.

Questionado sobre as diferenças entre a proposta hoje discutida e a anterior, Penarróias disse que se trata de “questões muito técnicas”, como, por exemplo, o regresso de mais um tripulante aos voos transatlânticos, com mais de seis horas, que estavam a ser realizados com quatro elementos.

Para o sindicato, a ausência de mais um tripulante naqueles voos é “questionável” em termos de segurança e “miserável” em termos de condições de trabalho.

Ricardo Penarróias apontou ainda que o caso da indemnização de 500.000 euros à antiga vogal do Conselho de Administração Alexandra Reis também contribuiu para agudizar o sentimento de insatisfação dos tripulantes e restantes trabalhadores da TAP, o que poderia influenciar o resultado da assembleia-geral de hoje.

A TAP tem estado em negociações com os sindicatos, para novos acordos de empresa, enquanto está a ser alvo de um plano de reestruturação que implica cortes salariais.

Reclamações dos passageiros obriga a Condor a trocar o ACMI da Smart Lynx pela Air Belgium e Wamos Air

Devido ao crescente número de reclamações dos passageiros a Condor viu-se obrigada a trocar o contrato de ACMI que tinha realizado com a Smart Lynx pela Air Belgium e Wamos Air.

Como a Condor está a converter a sua frota de longo curso de Boeing 767 para Airbus A330neo, a companhia realizou um contrato de ACMI com a Smart Lynx, por forma a assegurar a sua operação normalmente.

O contrato teve inicio a partir de julho de 2022, com um Airbus A330-300 para a realização de voos para Nova Iorque e Toronto. Em dezembro, outro A330-300 foi incorporado para voos para Punta Cana. Foi precisamente nos voos para Punta Cana que começaram as reclamações.

Os passageiros reclamaram de atrasos, assentos danificados e imóveis, bem como falta de conhecimento do inglês e problemas de comunicação entre a tripulação de cabine.

“Sou passageiro frequente há 35 anos e conheço muitas companhias aéreas”, disse um passageiro da classe executiva. Com o voo Smart Lynx da Condor, ele ficou horrorizado “que tais padrões ainda existam”.

Por forma a dar um melhor serviço aos seus passageiros, a Condor colocou fim ao contrato que tinha com a Smart Lynx e contratou a Air Belgium e Wamos Air.

Com esta alteração os voos para Punta Cana serão operados com um Airbus A330neo da Air Belgium e os voos de Nova Iorque e Toronto serão operados com um A330-300 da Wamos Air.

O A330neo da Air Belgium tem 30 assentos na Business Class, 21 na Premium Economy e 235 na Economy Class, já o A330-300 da Wamos pode transportar até 285 passageiros, 30 em classe Executiva e 255 na classe Económica.

“Isto encerra a nossa cooperação com o Smart Lynx em rotas de longa distância”, confirma uma porta-voz da Condor. É assim que reage “também aos comentários dos nossos passageiros e tripulações sobre o produto de longo curso do anterior parceiro”. Com a Air Belgium e a Wamos, oferece mais uma vez “um padrão de produto comparável ao da Condor”.

Companhias aéreas do Grupo SATA registaram novos máximos de passageiros em 2022

 

O Grupo SATA informou que as suas companhias, SATA Air Açores e Azores Airlines, registaram novos valores máximos de tráfego de passageiros em 2022.

No total das duas companhias, o número de passageiros transportados ascendeu a um novo valor máximo de 1.920.451, o que representou um crescimento de 49,9% em relação ao ano anterior de 2021 e de 12,1% em relação ao ano em 2019, o melhor ano de sempre até à data.

A SATA Air Açores, operador afeto ao serviço público inter-ilhas, transportou um total de 837.236 passageiros, mais 32,2% em relação ao ano anterior e mais 9,2% em relação ao ano pré-pandémico de 2019.

A Azores Airlines, transportou um total de 1.083.215 passageiros, mais 67,1% em relação ao ano anterior e mais 14,5%, em relação a 2019.

O Grupo sublinha que estes resultados de tráfego foram alcançados em 2022, ano ainda bastante marcado pela crise Covid-19 no primeiro trimestre do ano, a que se sobrepuseram os impactos da guerra na Ucrânia e, ainda, as disrupções operacionais sentidas em vários aeroportos no continente Europeu e Norte Americano, destinos que fazem parte da rede da Azores Airlines. Em consequência, as mais recentes estimativas indicam que o número de passageiros em 2022 tenha globalmente estado entre 10% a 15% abaixo de 2019, o que destaca a vitalidade das companhias aéreas do Grupo SATA.

Em 2022, a disponibilidade e fiabilidade das frotas esteve a um nível elevado o que permitiu cumprir com a globalidade do programa operacional. Na SATA Air Açores verificou-se ainda a adição de uma 7ª aeronave no verão para responder à mobilidade na Região Autónoma dos Açores (RAA). Mesmo com um aumento significativo da oferta, o crescimento da procura permitiu o aumento do load-factor médio anual (aproximação ao rácio entre o número de lugares disponibilizados e o número de lugares utilizados) em 5ppts na SATA Air Açores para 72% e em 9ppts na Azores Airlines para 75%, comparativamente com o ano transato.

Em 2023, apesar da extrema volatilidade dos mercados ser o principal desafio, o Grupo SATA antecipa um ligeiro reforço dos números de tráfego, relativamente ao ano anterior.

CEO da TAP explica saída de Alexandra Reis e considera ter condições para se manter no cargo

 

A presidente executiva da TAP considerou hoje ter condições para se manter no cargo e revelou que a companhia aérea já foi contactada pela Inspeção-Geral de Finanças e pela CMVM sobre o processo de indemnização de Alexandra Reis.

“Tenho condições para ser CEO da TAP porque temos agido de boa-fé, completamente de boa-fé ao contratarmos aconselhamento jurídico [externo] e pedirmos a autorização [para a indemnização]”, declarou Christine Ourmières-Widener no parlamento.

A presidente executiva da TAP falava na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, numa audição requerida pelo Chega, para prestar esclarecimentos sobre a indemnização de 500.000 euros à antiga administradora Alexandra Reis, que foi também presidente da NAV e secretária de Estado do Tesouro.

A CEO da TAP explicou que a saída de Alexandra Reis da administração da companhia aérea de bandeira nacional se deveu a “divergências na implementação do plano de reestruturação”.

De acordo com a responsável, estas divergências foram mesmo o único motivo que levou à saída de Alexandra Reis da companhia aérea, com Christine Ourmières-Widener a defender que, num equipa executiva, “é crucial haver um alinhamento relativamente à implementação do plano”.

“Essa foi a única razão para a saída de Alexandra Reis da companhia aérea”, acrescentou a CEO da TAP, em resposta ao deputado André Ventura.

Christine Ourmières-Widener revelou também que todo o processo de saída de Alexandra Reis da TAP foi acompanhado pelo acionista Estado, que é atualmente o único acionista da TAP, e disse ter provas de cada passo dado.

“Nada fiz sem o conhecimento do acionista. Tenho registos escritos sobre o processo e a aprovação definitiva”, afirmou a responsável, acrescentando que a “saída de um membro do conselho de administração deve ser seguida pelos acionistas”.

De acordo com a CEO da TAP, o processo foi acompanhado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, que terá dado “a sua aprovação” à saída de Alexandra Reis nos termos que são conhecidos.

“Presumi que o acordo feito pelo secretário de Estado das Infraestruturas era do conhecimento das Finanças”, explicou a CEO da TAP, admitindo que julgou que o processo seria já do conhecimento do Ministério das Finanças, com o qual nunca falou sobre este processo.

Depois de ter sido questionada pelo deputado do PSD Hugo Carneiro, Christine Ourmières-Widener confirmou que a TAP já foi contactada pela Inspeção-Geral das Finanças (IGF) e pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sobre o processo de indemnização de Alexandra Reis.

“Iremos entregar toda a informação de forma transparente. Fomos contactados por todas as entidades. O processo está em curso e as nossas equipas estão a assegurar-se de que fornecemos informação transparente”, referiu.

A presidente executiva da TAP sublinhou que aquelas entidades têm “feito perguntas”, já tendo havido uma “segunda ronda de questões”, e a TAP está “a trabalhar” e irá “fazer tudo ao seu alcance” para dar “informação à medida” que é solicitada.

Christine Ourmières-Widener reiterou que a TAP irá esperar pelos resultados da investigação da IGF para retirar ilações, mas não descartou uma eventual devolução da indemnização de Alexandra Reis.

“Se algum dinheiro tiver de ser devolvido, vamos fazer o que for necessário, e fá-lo-emos de maneira diligente”, garantiu.

Nesta audição, Ourmières-Widener assegurou ainda que não foi informada da nomeação de Alexandra Reis para a NAV: “Só soube da sua nomeação para a NAV ao ler os jornais. Essa é a realidade”, frisou.

Christine Ourmières-Widener disse ainda que seguiu “sempre o conselho do consultor externo”, que foi o escritório de advogados SRS, e explicou que a informação que foi transmitida à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) estava acordada com Alexandra Reis e o consultor externo.

Interrogada pelo deputado do PS Carlos Pereira se o ‘chairman’ da TAP, Manuel Beja, estava a par e acompanhou o processo de indemnização de Alexandra Reis, Ourmières-Widener respondeu que foi informado da “primeira” e da “última” proposta de indemnização.

“Também teve contacto direto com o secretário de Estado da Infraestrutura. (…) Eu fui quem esteve em contacto direto com o advogado. Não tive discussão direta com Alexandra Reis, foi feito de advogado para advogado”, sublinhou.

Delta encomenda mais 12 Airbus A220-300 totalizando 119 unidades do modelo

A Delta Air Lines firmou um pedido para mais 12 unidades do modelo Airbus A220-300, elevando o total de pedidos firmes da companhia aérea para A220s para 119 aeronaves – 45 A220-100s e 74 A220-300s.

Ao longo dos anos, a Delta reordenou o A220 quatro vezes e é hoje o maior cliente e operador do A220. “Estas 12 aeronaves A220 adicionais irão a ajudar a aumentar a nossa frota cada vez mais simplificada, além de proporcionar aos nossos clientes a experiência de voo elevada que eles esperam da Delta”, disse Kristen Bojko, vice-presidente de frota da Delta Air Lines.

“A Delta Air Lines foi o cliente de lançamento do A220 nos EUA e este quarto novo pedido em apenas quatro anos por uma transportadora líder como a Delta é um endosso muito gratificante”, disse Christian Scherer, diretor comercial e chefe internacional da Airbus.

A Delta está a operar atualmente com o Airbus A220 em mais de 100 rotas e com 25% menos combustível e emissões de CO2. 

A companhia recebeu o seu primeiro Airbus A220 em outubro de 2018 e foi a primeira transportadora dos EUA a operar esse tipo de aeronave. Atualmente, a Delta possui uma frota de 415 aeronaves Airbus, incluindo 59 aeronaves A220, 266 aeronaves da família A320, 62 aeronaves A330 e 28 aeronaves A350-900.

O A220 é a única aeronave construída especificamente para o mercado de 100 a 150 assentos, reunindo aerodinâmica de ponta, materiais avançados e os motores GTF™ de última geração da Pratt & Whitney. 

Azores Airlines aumenta as suas opções de tarifário

 

A Azores Airlines anunciou que aumentou as suas opções de tarifário, segundo a qual, para oferecer mais liberdade de escolha aos passageiros.

A companhia criou assim 6 famílias tarifárias distintas, distribuídas em duas classes de serviço – Classe Económica e Classe Conforto (comumente apelidada de Classe Executiva) -, apresentando-se, abaixo, de forma concisa os principais atributos. As tarifas permitem a compra adicional de serviços extra e os seus atributos são cumulativos face à família tarifária da mesma classe de serviço de nível inferior. A saber:

Na Classe Económica, apresentam-se quatro possibilidades:
Economy Simple
Mais adequada a quem quer viajar apenas com bagagem de mão.
Não se encontra disponível em todas as ligações.

Economy Basic
Mais adequada a quem quer levar a sua bagagem de porão ou equipamento desportivo.

Economy Flex
Mais adequada para quem valoriza a flexibilidade para alterar datas e a possibilidade de escolher o lugar a bordo.

Economy Top
Mais adequada a quem valoriza a possibilidade de alterações ou reembolso, prioridade no check-in e na bagagem, e uma bagagem extra de porão.

Na Classe Conforto (Executiva) apresentam-se duas possibilidades:
Comfort Light
Mais adequada a quem prioriza o conforto da cabine e o serviço superior da Classe Conforto, a um valor mais económico, com algumas restrições na flexibilidade.

Comfort Plus
Mais adequada a quem deseja usufruir de uma experiência de viagem completa, com mais bagagem de cabine e de porão, e outros benefícios da Classe Conforto.

Cada família tarifária contém atributos e serviços diferentes, que estarão disponíveis até ao último lugar da família existente na respetiva cabine. As classes tarifárias são geridas de forma dinâmica e de acordo com a procura. Esta nova circunstância permite maior dinâmica na oferta e a possibilidade de surgirem boas ocasiões para os passageiros.
Passará a ser mais importante estar atento às promoções relâmpago, pois permitirão beneficiar de boas oportunidades.

A Azores Airlines sublinha que os benefícios oferecidos habitualmente pela Azores Airlines nas tarifas económicas de Residente e Estudante mantêm-se inalteradas. Ou seja, os passageiros (residentes, estudantes) poderão continuar a viajar nas rotas domésticas com acesso às mesmas condições que existiam antes da implementação do novo modelo.
A atual tarifa normal de Residente e Estudante, nas rotas ao abrigo das Obrigações de Serviço Público, continuará a usufruir dos mesmos tetos máximos. No caso das rotas domésticas a tarifa mais baixa do anterior modelo corresponde à tarifa mais baixa oferecida no novo modelo.

Lufthansa apresenta oferta para aquisição de participação na ITA Airways

Depois de muitos rumores, o Grupo Lufthansa apresentou, esta quarta-feira 18 de janeiro, uma oferta para a aquisição de uma participação na ITA Airways.

De acordo com as informações, a empresa apresentou uma oferta ao Ministério da Economia e Finanças italiano para concluir um Memorando de Entendimento (MoU) a esse respeito.

O plano é acordar a aquisição inicial de uma participação minoritária, bem como opções de compra das ações remanescentes numa data posterior.

A Itália já é o mercado mais importante para a Lufthansa depois da Alemanha e Estados Unidos, principalmente em função da sua “forte economia orientada à exportação e por ser um dos lugares turisticamente mais atrativos da Europa”.

TAP: Indemnização a Alexandra Reis obriga a explicações da CEO no parlamento

 

A presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, vai ao parlamento na quarta-feira, para dar explicações sobre a indemnização de 500.000 euros à antiga administradora Alexandra Reis, que foi também presidente da NAV e secretária de Estado.

A audição da responsável da companhia aérea acontece na sequência do requerimento potestativo do Chega, depois de o grupo parlamentar do PS ter rejeitado a proposta de audição num primeiro momento.

O caso da indemnização de meio milhão de euros paga à antiga secretária de Estado Alexandra Reis, pela saída antecipada da administração da TAP, levou à demissão do ex-ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e a uma remodelação no Governo.

Eis alguns pontos essenciais sobre o caso:

Polémica ‘estala’ na véspera de Natal

Em 24 de dezembro, o Correio da Manhã noticiou que a nova secretária de Estado do Tesouro, Alexandra Reis, escolhida pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, e que tinha tomado posse no início de dezembro, recebeu uma indemnização no valor de 500.000 euros por sair antecipadamente do cargo de administradora executiva da TAP, quando ainda tinha de cumprir funções durante dois anos.

Alexandra Reis ingressou na TAP em setembro de 2017 e três anos depois foi nomeada administradora da companhia aérea, por indicação do acionista privado.

A antiga secretária de Estado tinha deixado a administração da TAP em fevereiro e, em junho, foi nomeada pelo Governo para a presidência da NAV Portugal – Navegação Aérea.

Esta questão motivou críticas de vários partidos da oposição.

A saída da TAP

Em fevereiro, a companhia aérea enviou um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a dar conta de que Alexandra Reis tinha renunciado ao cargo na administração.

“Tendo sido nomeada pelos anteriores acionistas, e na sequência da alteração da estrutura societária da TAP, Alexandra Reis, vogal e membro do Conselho de Administração e Comissão Executiva da TAP, apresentou hoje renúncia ao cargo, decidindo encerrar este capítulo da sua vida profissional e abraçando agora novos desafios”, lia-se no comunicado enviado na altura.

Governo pede explicações à TAP

Depois da notícia sobre a indemnização, os ministros das Finanças e Infraestrutura e Habitação emitiram, em 26 de dezembro, um despacho onde pediram à administração da TAP “informações sobre o enquadramento jurídico do acordo” celebrado com Alexandra Reis, incluindo acerca da indemnização paga.

Os esclarecimentos da TAP

Na resposta ao pedido de explicações do Governo, que foi posteriormente remetida à Inspeção-Geral de Finanças (IGF) e à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a TAP disse que Alexandra Reis tinha pedido, inicialmente, 1,4 milhões de euros de indemnização, no âmbito do acordo para cessar funções na companhia.

Segundo a TAP, dos 500.000 euros acordados, 56.500 “correspondem especificamente à compensação pela cessação do contrato de trabalho de trabalho sem termo de AR [Alexandra Reis] como diretora da empresa”.

Por outro lado, “como contrapartida pela cessação antecipada dos contratos de mandato referentes às funções de administração, foi acordada uma compensação global agregada ilíquida de 443.500 euros”, sendo que, subjacente a esta “se consideram (embora de forma não discriminada) duas rubricas em negociação”.

Estas rubricas são 107.500 euros de “remunerações vencidas reclamadas, correspondentes a férias não gozadas” e 336.000 euros “de remunerações vincendas, correspondentes a cerca de 1 ano de retribuição base, considerando a retribuição ilíquida sem reduções decorrentes dos acordos de emergência ou outras deduções”.

A explicação de Alexandra Reis

Numa declaração escrita enviada à Lusa, Alexandra Reis disse que o acordo de cessação de funções “como administradora das empresas do universo TAP” e a revogação do seu “contrato de trabalho com a TAP S.A., ambas solicitadas pela TAP, bem como a sua comunicação pública, foi acordado entre as equipas jurídicas de ambas as partes, mandatadas para garantirem a adoção das melhores práticas e o estrito cumprimento de todos os preceitos legais”.

Esta versão contraria a informação enviada pela TAP à CMVM, em fevereiro, de que tinha sido Alexandra Reis a renunciar ao cargo.

“Nunca aceitei – e devolveria de imediato caso já me tivesse sido paga – qualquer quantia em relação à qual não estivesse convicta de estar ancorada no estrito cumprimento da lei”, sublinhou Alexandra Reis, garantindo que “esse princípio se aplica também aos termos” da sua “cessação de funções na TAP”.

Novo esclarecimento da TAP 

Num esclarecimento à CMVM em 28 de dezembro, a companhia aérea referiu que a renúncia apresentada por Alexandra Reis “ocorreu na sequência de um processo negocial de iniciativa da TAP, no sentido de ser consensualizada por acordo a cessação de todos os vínculos contratuais existentes entre Alexandra Reis e a TAP”.

Demissões no Governo 

Em 27 de dezembro, Alexandra Reis apresentou o pedido de demissão das funções de secretária de Estado do Tesouro, solicitado pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, depois dos esclarecimentos à TAP e de o próprio primeiro-ministro, António Costa, ter admitido que desconhecia os antecedentes de Alexandra Reis.

Em comunicado, Fernando Medina explicou que tomou a decisão para “preservar a autoridade política do Ministério das Finanças num momento particularmente sensível na vida de milhões de portugueses”.

Já na madrugada de 29 de dezembro, demitiram-se o então ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes.

Em comunicado divulgado pelo gabinete do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos explicou que “face à perceção pública e ao sentimento coletivo gerados em torno” do caso da TAP, decidiu “assumir a responsabilidade política e apresentar a sua demissão”, aceite pelo primeiro-ministro, António Costa.

“No seguimento das explicações dadas pela TAP, que levaram o ministro das Infraestruturas e da Habitação e o ministro das Finanças a enviar o processo à consideração da CMVM e da IGF, o secretário de Estado das Infraestruturas [Hugo Santos Mendes] entendeu, face às circunstâncias, apresentar a sua demissão”, esclareceu também o ministério.

Partidos querem ouvir responsáveis no parlamento

O Bloco de Esquerda anunciou, em 03 de janeiro, que ia avançar com uma proposta de comissão de inquérito parlamentar sobre o controlo público e político da gestão da TAP, que o PS disse, entretanto, que vai viabilizar.

No dia seguinte, o grupo parlamentar do PS ‘chumbou’ os requerimentos do PSD, PCP, BE e Chega para chamar a audições na Assembleia da República Pedro Nuno Santos, Fernando Medina, Alexandra Reis, o presidente do Conselho de Administração da TAP, Manuel Beja, e a presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener.

Consequentemente, o PSD apresentou um requerimento potestativo, para forçar a audição de Fernando Medina, que aconteceu logo no dia 06 de janeiro.

Na audição, o ministro das Finanças garantiu que Alexandra Reis não faz parte do seu grupo de amigos, depois de notícias que davam conta de uma alegada relação pessoal com a mulher de Fernando Medina, que foi diretora jurídica da TAP.

Adicionalmente, o governante disse que não foi “encontrado registo” no seu ministério sobre a indemnização recebida por Alexandra Reis, justificando a sua escolha para o Governo por ter um “currículo bem firmado na gestão pública portuguesa”.

Por sua vez, o Chega apresentou um requerimento potestativo para audição da presidente executiva da TAP.

Sucessão de polémicas na TAP 

Além da indemnização a Alexandra Reis, a TAP tem feito manchetes nos jornais por outros motivos, entre os quais a contratação de uma amiga pessoal de Christine Ourmières-Widener para assumir a direção do departamento de melhoria contínua e sustentabilidade, ou a intenção de substituir a frota de carros da empresa para administradores e diretores.

O negócio não andou para a frente e a companhia decidiu, então, atribuir 450 euros aos diretores que não chegaram a receber carro, para usar numa plataforma eletrónica de transporte.

No que diz respeito a questões laborais, a TAP está em negociações com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), para evitar uma nova greve de tripulantes no final do mês, depois de uma paralisação de dois dias, no início de dezembro, que teve um impacto de cerca de oito milhões de euros na empresa.

O que diz o primeiro-ministro

Em 02 de janeiro, António Costa salientou, em conferência de imprensa, que a administração da TAP vai manter-se em funções.

“A TAP aí está a voar e brevemente vão dar boas notícias quando apresentar os resultados de 2022. Quanto à administração, está em funções e em funções se mantém”, respondeu o líder do executivo, antes de se referir ao caso da indemnização.

Na semana seguinte, no debate sobre política geral, na Assembleia da República, o primeiro-ministro admitiu que a alienação do capital da TAP pode ser parcial ou total, um processo ainda em curso, mostrando-se seguro de que a bandeira portuguesa continuará a decorar os aviões da companhia aérea.

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro considerou que Alexandra Reis violou o estatuto do gestor público quando foi nomeada para a NAV e não devolveu parte da indemnização que tinha recebido da TAP.

À espera do relatório 

Enquanto se aguarda pelo relatório da IGF, o Correio da Manhã avançou, em 14 de janeiro, que a Parpública e a Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) não foram informadas, nem autorizaram o pagamento da indemnização a Alexandra Reis.

LATAM cresce no Brasil e começa 2023 com oferta de assentos 45% maior no aeroporto de Congonhas

 

Artigo escrito em português do Brasil:

A LATAM anunciou que programou um aumento de 45% na sua oferta de assentos (ASK*) no aeroporto de Congonhas (São Paulo) em janeiro de 2023 na comparação com o mesmo mês de 2022. Ao todo, a companhia opera mais de 6 mil voos domésticos neste mês no aeroporto central de São Paulo, superando os 4.160 voos operados em janeiro de 2022. O crescimento reforça o compromisso da LATAM com o País e como a empresa tem retomado e ampliado de forma sustentável as suas operações graças à eficiência alcançada após a saída do seu processo de Capítulo 11.

Mais eficiente após a saída do seu processo de Capítulo 11, a LATAM tem retomado e ampliado de forma sustentável as suas operações no Brasil. Atualmente, a companhia já voa para 54 aeroportos brasileiros, o maior número de destinos nacionais da sua história no País, e se prepara para iniciar operações em Passo Fundo (RS) em março deste ano.

Como aponta Aline Mafra, diretora de Vendas e Marketing da LATAM Brasil, Congonhas é um importante aeroporto para a conectividade entre destinos domésticos e ligação direta com a maior cidade do País. “Somos responsáveis por mais de 40% da oferta de assentos no aeroporto de Congonhas, que é a principal porta de entrada e saída para desenvolvermos as viagens de negócios e lazer em todo o País”, explica.

Nesta alta temporada (entre 1º de dezembro de 2022 e 31 de janeiro de 2023), a LATAM também opera quase 800 voos extras em Congonhas. O volume é comparado com a operação dos meses de outubro e novembro de 2022. Os principais incrementos para esta alta temporada no aeroporto de Congonhas dizem respeito às rotas de/para Rio de Janeiro/Santos Dumont (241 voos extras), Vitória (98 voos extras), Porto Seguro (65 voos extras), Navegantes (58 voos extras) e Maceió (54 voos extras).

Emirates inicia 2023 com um “Veganuary”, numa altura de grande procura de refeições veganas a bordo

 

A Emirates anunciou que iniciou 2023 com um “Veganuary”, numa altura de grande procura de refeições veganas a bordo.

A companhia registou, entre 2021 e 2022, um aumento de 154% nas refeições veganas servidas a bordo, tendo sido consumidas no último ano mais de 280.000 refeições à base de vegetais.

Desde os anos 90 que a Emirates serve refeições veganas a bordo e, atualmente, oferece mais de 180 receitas para passageiros veganos ou para aqueles que optam por uma refeição saudável a bordo. Inicialmente, as necessidades veganas centravam-se em rotas específicas, tais como Addis Abeba, onde este tipo de refeições eram indispensáveis durante certas épocas do ano, considerando os que praticavam a fé ortodoxa etíope, ou em todo o subcontinente indiano, onde múltiplas fés encorajam uma dieta à base de vegetais. Contudo, nos últimos anos, os pratos veganos têm vindo a ganhar rápida popularidade nos EUA, Austrália, em algumas rotas europeias e no Reino Unido, tendo a Emirates registado um aumento considerável do interesse em pratos veganos ao longo da última década. As rotas que mostraram recentemente um interesse crescente pelas refeições veganas incluem Beirute, Cairo e Taiwan.

As atuais refeições veganas disponíveis na Classe Económica incluem musseline de espinafres e abacate com tofu marinado, ervilhas brancas, rabanete, espargos, sementes de romã, fita de courgette e óleo de sriracha; quinoa com pêra caramelizada e puré de aipo, couve-flor assada, cenoura, couve salteada e pesto; e um risoto de cevada com cogumelos, tomate seco ao sol, castanhas amanteigadas, brócolos e sementes de abóbora tostadas.

Um novo menu gourmet vegano foi também introduzido em 2022 na Primeira Classe e na Classe Executiva, incluindo pratos com curadoria de chef como os cogumelos king oyster assados na frigideira, jackfruit biryani, kohlrabi fatiado com laranja, bolo de trufa de chocolate com avelã, pistachio e folha de ouro, e torta de uva verde com pétalas de rosa cristalizadas, creme de baunilha e compota de frutos vermelhos com pérolas de yuzu. Mais de 195.000 sobremesas veganas foram servidas em 2022 em todas as classes de viagens, incluindo opções como um bolo de creme de chocolate preto com  morangos frescos, tarte de limão levemente misturada com creme de coco e cheesecake de chocolate e tofu com compota de morango.

As opções veganas estão disponíveis para encomenda e pré-encomenda a bordo, bem como nos Lounges da Emirates. Os passageiros podem solicitar refeições veganas em todos os voos da Emirates e em todas as classes de viagem até 24 horas antes da partida. No entanto, em rotas de alta procura, as refeições à base de vegetais também são apresentadas como parte das opções do menu principal.

Investimento da Emirates na cozinha vegana

Já regularmente classificada como a melhor companhia aérea para passageiros veganos por muitas sondagens em websites, incluindo no VegNews, a Emirates investiu no desenvolvimento de um novo menu vegano para a Primeira Classe e para a Classe Executiva em 2022 para rivalizar com restaurantes aclamados.

Este menu esteve um ano em desenvolvimento na Emirates Flight Catering, uma extensa instalação baseada no aeroporto internacional do Dubai, que acolhe 11.000 empregados e serve diariamente até 225.000 refeições, sendo a maior instalação de catering de voo do mundo, com chefs de cozinha internacionais de 69 nacionalidades diferentes.

Um painel de cozinheiros altamente qualificados e experientes da Emirates Flight Catering trabalhou em estreita colaboração com nutricionistas para identificar ingredientes de pratos existentes, que podem ser adaptados a uma oferta vegana sem comprometer o sabor. Também se concentraram na fusão de sabores e ingredientes de todo o mundo para criar um menu apelativo para todos os passageiros da rede, e não apenas para os passageiros veganos.

easyjet anuncia cinco novas rotas para o verão e aumento da capacidade em 36%

 

A easyjet anunciou hoje a abertura de cinco novas rotas nos aeroportos portugueses e com destino a Glasgow, Nápoles, Palermo, Barcelona e Toulouse.

De acordo com a companhia esta rotas contribuem para um aumento de 36% da sua capacidade em Portugal para 11,2 milhões de lugares.

O anúncio foi feito pelo responsável da easyjet para Portugal, José Lopes, em conferência de imprensa, em Lisboa, onde comunicou as ligações entre Porto e Nápoles e Palermo (Itália), entre Faro e Barcelona (Espanha) e Toulouse (França) e entre Lisboa e Glasgow (Escócia) para a atividade de verão.

“Com estas cinco, fazemos um total de 25 novas rotas que vamos passar a oferecer no verão de 2023 aqui em Portugal”, disse José Lopes em declarações à comunicação social.

Estas rotas agora anunciadas juntam-se às divulgadas recentemente e eleva para 89 o número de ligações da companhia aérea em Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo, tornando 2023 “no ano mais movimentado de sempre da easyjet em Portugal”.

Com este reforço, José Lopes destacou que há também um aumento da capacidade de lugares disponíveis, estando previstos para este ano 11,2 milhões de lugares – “mais três milhões face aos 8,2 milhões do ano passado”.

De igual forma, o responsável enalteceu o crescimento “exponencial desde a pandemia até agora” dos trabalhadores da companhia, estando a decorrer a contratação de pessoal no país que vai permitir passar de 350 face a 2020 para 830 previstos.

Na conferência de imprensa em que destacou que a easyjet tem vindo a fazer “um investimento muito, muito forte” em Portugal, os aumentos previstos da operação e o aumento da quantidade de aviões baseados em Portugal (são agora 19), José Lopes afastou uma subida dos preços dos bilhetes.

Quanto aos ‘slots’ ganhas pela easyjet em Portugal, o responsável da companhia no país esclareceu que não é capacidade nova para infraestruturas e que não representam um aumento de pressão.

“Estes ‘slots’ que estamos a receber em Lisboa não é capacidade nova para infraestruturas. Estes ‘slots’ foram retirados a um player que recebeu ajudas do estado, e outros foram perdidos por outros operadores. É capacidade que já existe, não estamos a exercer mais pressão” sobre as infraestruturas, constatou.

Foram recuperadas as caixas negras do ATR 72 da Yeti Airlines que caiu no Nepal

 

As autoridades nepalesas anunciaram que um gravador de dados de voo e um gravador de voz de cabine foram recuperados do local da queda do avião no domingo em Pokhara, no Nepal, que provocou 68 mortos.

O porta-voz da Autoridade da Aviação Civil nepalesa, Jagannath Niraula, disse que as caixas foram encontradas hoje, um dia após a queda da aeronave ATR-72, que matou 68 das 72 pessoas a bordo.

O ATR 72-500, com matrícula 9N-ANC, estava a operar o voo o voo YT691 entre Kathmandu e Pokhara, com 72 pessoas a bordo – 68 passageiros e quatro membros da tripulação.

A aeronave caiu por volta das 11:00 (05:15 em Lisboa) de domingo, durante a aproximação ao aeroporto de Pokhara.

Ainda não está claro quais foram as causas do acidente, o mais mortal do país em três décadas. O tempo estava ameno e sem vento no dia da queda da aeronave, segundo as autoridades locais.

Pokhara, localizada a 200 quilómetros a oeste de Katmandu, é a porta de entrada para o circuito de Annapurna, um trilho de caminhada popular nos Himalaias.

American Airlines vai operar a rota entre Filadélfia e Lisboa em Boeing B787-900

 

A American Airlines vai retomar a sua operação sazonal entre Filadélfia e Lisboa a 27 de março.

De acordo com as informações, a companhia vai fazer upgrade de equipamento e vai passar a operar com um Boeing B787-900 em vez do B787-800.

A aeronave pode transportar até 285 passageiros, 30  em business class, 21 em Premium Economy e 234 passageiros em económica.

Os voos serão realizados diariamente entre 27 de março e 28 de outubro e caso a operação corra como previsto, os voos podem passar a anuais.

Administração da TAP diz que concentração de trabalhadores “constitui um ilícito disciplinar” (com vídeo)

 

A Comissão Executiva da TAP adiantou hoje que a concentração de trabalhadores na entrada das instalações da companhia aérea, em Lisboa, para exigir a demissão da administração, “constitui um ilícito disciplinar” e “não mais se deve repetir”.

“O direito à liberdade de expressão e o direito de manifestação fazem parte da cultura da TAP, mas devem, todavia, ser exercidos nos termos da lei e sem pôr em causa a liberdade de terceiros”, indicou a administração da TAP Air Portugal em comunicado, ao qual a Lusa teve acesso.

De acordo com a administração, tratou-se de “um ajuntamento de trabalhadores não ordenado, não solicitado e não autorizado”.

“Esse ajuntamento, que decorreu, sensivelmente, entre as 11:00 e as 17:00, dificultou e impediu a livre circulação de pessoas, viaturas e bens, tendo tido impacto no normal funcionamento da nossa atividade no Campus”, salientou.

A administração da TAP lembrou ainda que “todos têm o direito a exprimir a sua opinião e a expor livremente as suas posições e reivindicações”.

Sendo assim, referiu, a companhia “sempre colocou ao dispor de todos os trabalhadores canais de comunicação com a gestão da empresa, seja de forma direta, seja através de entidades representativas dos trabalhadores”.

“O normal funcionamento da empresa e a liberdade de circulação dos trabalhadores e colaboradores da TAP não podem ser postos em causa, pelo que, caso um acontecimento desta natureza volte a ocorrer, a TAP ver-se-á na contingência de ter de defender, nos termos da lei, a liberdade de circulação dos trabalhadores que não se manifestam”, acrescentou.

Mais de uma centena de trabalhadores da TAP estiveram hoje concentrados na entrada das instalações da companhia aérea numa manifestação silenciosa convocada por mensagem.

Na mensagem transmitida entre trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, os trabalhadores da companhia aérea foram chamados a manifestar-se de forma “pacífica e silenciosa”, durante a hora de almoço.

“Vamos exigir a sua demissão [do Conselho de Administração]”, lia-se na missiva. “Vamos de forma ordeira mostrar a est@s senhor@s que a TAP não é Versailles e que não têm o nosso apoio nem nos podem exigir sacrifícios enquanto recolhem para eles benefícios despesistas”, acrescentavam.

Mais de uma centena de trabalhadores respondeu ao apelo e encontrava-se concentrada em silêncio, por vezes interrompido por assobios, à porta das instalações da TAP, onde tentaram também impedir a saída de alguns veículos.

Os manifestantes, que deveriam pertencer a vários setores da companhia aérea, não quiseram prestar declarações aos jornalistas.

Em declarações aos jornalistas, Cristina Carrilho, da Comissão de Trabalhadores da TAP, disse estar “solidária” com a concentração espontânea, cujos motivos “têm a sua justeza”.

“Foi a indemnização de 500.000 euros dada à ex-administradora Alexandra Reis, agora são 450 euros para utilizar em Uber àqueles diretores que não tiveram carro da empresa, porque o negócio dos BMW ‘borregou’, como se diz em gíria de aviação, e também a denúncia dos AE [acordos de empresa] e as propostas que estão a ser apresentadas aos sindicatos que, por aquilo que os sindicatos têm dito, efetivamente, não são boas para os trabalhadores, cortam muitos direitos e, portanto, os trabalhadores estão descontentes”, disse a representante.

Cristina Carrilho lembrou que os trabalhadores da TAP têm os vencimentos reduzidos e considerou que “estão no seu direito de exigir a demissão da administração”, que “pôs o pezinho na poça com algumas questões”.

A TAP tem sido protagonista de vários casos na comunicação social, entre os quais a polémica indemnização de 500.000 euros a Alexandra Reis que motivou demissões no Governo.

A companhia aérea está a ser alvo de um plano de reestruturação que inclui cortes salariais aos trabalhadores e que motivou uma greve de tripulantes em dezembro, estando outra já marcada para o final deste mês.

SATA Air Açores poderá voar entre a Terceira e o Funchal

 

A SATA Air Açores poderá voar entre a Terceira e o Funchal caso avance a proposta do Governo dos Açores à Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) para a integração de uma nova rota Terceira-Funchal-Terceira, com duas frequências semanais, no contrato de obrigações de serviço público.

Na sequência de uma reunião com o conselho de administração da ANAC, a secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, defendeu ser “adequado ao serviço público que se pretende a manutenção do serviço efetivamente prestado atualmente e a criação de uma nota rota Terceira-Funchal-Terceira, com duas frequências semanais”.

Manter-se-iam as “quatro rotas atuais e respetivas frequências, passando a figurar um total de cinco rotas no contrato de obrigações de serviço público”, segundo Berta Cabral, citada em nota de imprensa do executivo açoriano.

As ligações aéreas abrangidas pelas obrigações de serviço público são Lisboa-Santa Maria-Lisboa, Lisboa-Pico-Lisboa, Lisboa-Horta-Lisboa e Funchal-Ponta Delgada-Funchal

De acordo com o comunicado, a ANAC manifestou “abertura para estudar os termos propostos e, perante a total disponibilidade do Governo dos Açores para apoiar este processo, ficaram previstas novas conversações e trabalho conjunto para os cenários apresentados”.

Recorde que a ANAC tem por missão regular e fiscalizar o setor da aviação civil e supervisionar e regulamentar as atividades desenvolvidas neste setor, em todo o território nacional.

SATA Azores Airlines vai voar entre Ponta Delgada e Bilbau

A SATA Azores Airlines vai operar no próximo verão IATA um novo destino em Espanha.

Depois de Barcelona, a companhia vai ligar Ponta Delgada a Bilbau numa operação semanal aos sábados de 1 de julho a 30 de setembro de 2023.

A rota será operada com equipamento Airbus A321neo / LR

Já é possível reservar no site da companhia o novo destino.

Ponta Delgada – Bilbau | Voo S4 504 PDL 08:10 – BIO 13:00

Bilbao – Ponta Delgada | Voo S4 505 BIO 14:10 – PDL 15:20

O Aeroporto João Paulo II passa a estar ligado a 4 destinos espanhóis: Bilbao e Barcelona com a SATA Azores Airlines, Madrid com a Iberia e Las Palmas com a Binter.

Aero Clube de Coimbra faz 47 anos

 

O Aero Clube de Coimbra celebra este Sábado, 14 de Janeiro, 47 anos de existência.

Para assinalar a data será organizado um almoço de convívio entre os sócios, entre outras atividades.

A título de curiosidade, após a extinção do Centro de Aeronáutica da Associação Académica de Coimbra (CAAAC) que por sua vez tinha sido fundado em 1954, ocorrida depois do 25 de Abril de 1974 por decisão unilateral da Associação Académica de Coimbra (AAC) derivada do “facto da prática aeronáutica não ser compatível com a nova orientação social das atividades da AAC”, foi possível retomar o processo que tinha já norteado em 16 de Julho de 1957, pela “Comissão Provisória Organizadora do ACC”.

Já nessa data, essa Comissão Provisória tinha convidado autoridades, coletividades desportivas e amigos da aviação desportiva para uma reunião, tendo até entregue na Direcção Geral da Aeronáutica Civil (DGAC) em 22 de Agosto de 1957 para aprovação, os Estatutos do futuro ACC.

Todavia, o processo terá sido longo e moroso pois existem referências a esses Estatutos em 25 de Março de 1960 e do seu reenvio à DGAC em 1 de Abril seguinte, pelo que a pretensão de se fundar o ACC foi definitivamente preterida pela implantação definitiva do CAAAC.

Entretanto, pode assim afirmar-se que o Aero Clube de Coimbra (ACC) “nasceu” da extinção do CAAAC com a constituição formal em 14 de Janeiro de 1976 de uma “Associação Cultural Desportiva e Recreativa” sendo denominada em escritura daquela data por “Aero Clube de Coimbra – ACC”, muito embora as diligências para a sua constituição tivessem tido início em Fevereiro de 1975.

Último Boeing 747 construído já recebeu a pintura final

 

O dia 6 de dezembro de 2022, ficou marcado com o início do fim de uma Era. O último Boeing 747 construído saiu da fábrica de Everett, no estado de Washington.

Este Boeing 747-8F foi o último produzido pela Boeing, 54 anos depois do primeiro, na mesma fábrica e no mesmo edifício.

Esta terça-feira, 10 de janeiro de 2023, mais um passo foi dado neste fechar de ciclo com a pintura completa da aeronave com as cores da Atlas Air.

A aeronave recebeu trabalhos de pintura no Aeroporto Internacional de Portland, conforme o Spotter Keith Miller partilhou:

 

A título de curiosidade e de acordo com a Boeing, a fábrica de montagem da empresa em Everett – é o maior edifício do mundo em volume e foi construído especificamente para o início da produção do B747 em 1967.

Os Boeing 747 estão a tornar-se cada vez mais raros nas frotas das companhias aéreas comerciais. A United e a Delta realizaram o phase-out dos seus modelos anos antes da pandemia de Covid, enquanto a Qantas e a British Airways realizaram o phase-out durante o ano de 2020.

O primeiro voo aconteceu no dia 9 de fevereiro de 1969, tendo o B747 sido certificado em dezembro daquele ano. Entrou ao serviço com as cores da Pan Am em 22 de janeiro de 1970.

Entrou ao serviço o primeiro A380 da Emirates totalmente reequipado (com vídeo)

 

O primeiro Airbus A380, que estava a ser reequipado no âmbito do  programa de renovação da companhia aérea, no valor de 2 mil milhões de dólares, começou a operar como EK003, na rota Dubai-London Heathrow, na passada sexta-feira, 6 de Janeiro.

No vídeo abaixo poderá ser visto o trabalho de remodelação realizado no A6-EVM, o primeiro dos 120 aviões da Emirates a concluir a sua remodelação.

 

A propósito deste anúncio, Sir Tim Clark, Presidente da Emirates Airline, afirma que “Os nossos passageiros irão notar a diferença assim que entrarem a bordo – o A380 terá um aspeto ainda mais surpreendente e confortável. Esta remodelação eleva a experiência de voo em todas as classes de viagem da Emirates, e permite-nos oferecer mais lugares de Premium Economy, de forma a satisfazer a procura dos passageiros. É com muito orgulho que anuncio que este projeto de remodelação foi desenvolvido e realizado nas nossas instalações no Dubai, de acordo com os mais elevados padrões de qualidade e segurança. De facto, este projeto reflete as capacidades e infraestruturas de classe mundial que existem na Emirates e nos Emirados Árabes Unidos”.

A remodelação e reequipamento do A380 apresenta os mais recentes produtos e interiores da Emirates em todas as cabines, incluindo 56 novos assentos da classe Premium Economy no andar principal e, também, uma paleta de cores nos tapetes e painéis de parede.

No andar superior, os assentos da Primeira Classe e Classe Executiva destacam-se com os mais recentes tecidos em pele, de cor creme, e um acabamento mais suave em madeira, semelhante ao produto ‘game changer’ da Emirates.

O símbolo da Emirates, a Árvore de Ghaf, destaca-se também em todo o interior, incluindo nos painéis feitos à mão no Shower Spa da Primeira Classe.

O próximo avião A380 da Emirates a ser remodelado é o A6-EUW, e espera-se que esteja concluído até ao final deste mês.

Com o avançar do programa de reequipamento,  os engenheiros da Emirates vão passar a trabalhar simultaneamente em dois aviões. Isto significa que um avião da frota será retirado do serviço a cada oito dias e transferido para as instalações de engenharia da Emirates, no Dubai.

Até 2024, todos os 67 aviões A380 destacados para remodelação estarão completamente reequipados e a operar.

A Emirates irá também começar a reequipar os seus 53 Boeing 777 definidos para este projeto. A companhia aérea espera completar o programa em 2025.

Com o intuito de executar o maior programa de renovação de aviões na história da aviação, a Emirates recrutou 190 novos colaboradores para o projeto, em cooperação com 48 grandes parceiros e fornecedores que também contrataram centenas de profissionais qualificados para alocar a este projeto. As equipas de engenheiros e técnicos trabalham 24 horas por dia, desmontando todo o interior do A380 e reequipando cuidadosamente, como planeado e testado.

Sindicato diz que gestão da TAP não quer “compreender revolta e indignação” dos tripulantes

 

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), que convocou uma greve na TAP entre 25 e 31 de janeiro, disse que a administração da transportadora não quer “compreender revolta e indignação” dos tripulantes de cabine.

Numa nota aos associados, a direção do sindicato garantiu que, apesar dos seus “inúmeros esforços” em encontrar uma solução consensual para o diferendo que a opõe à TAP, “a verdade é que a atual administração continua a não querer compreender a revolta e a indignação dos tripulantes de cabine”.

“Sempre privilegiámos o diálogo”, garantiu o SNPVAC. “No entanto, uma vez que a empresa continua a não satisfazer todas as nossas exigências apresentadas na assembleia-geral de 3 de novembro, entendeu a direção do SNPVAC avançar para um pré-aviso de greve de 7 dias, de 25 a 31 de janeiro, cumprindo assim o que tinha sido mandatado pelos associados na assembleia do dia 6 de dezembro”, explicou.

A direção deixa ainda um recado para quem a possa acusar de ser “irresponsável” ou os seus associados de “radicais”. “Recordamos que a empresa não pode vangloriar-se de alcançar lucros em 2022, sem que haja um verdadeiro e significativo reconhecimento dos esforços dos tripulantes de cabine”, destacou.

“Foram estes esforços, assim como os múltiplos e penosos sacrifícios pessoais e profissionais da nossa classe, que contribuíram para os resultados apresentados pela empresa”, garantiu o SNPVAC.

A direção do sindicato, dirigindo-se aos associados, assegurou que está ciente da “magnitude” da greve e do “impacto que tal decisão irá ter na operação, nos passageiros e no próprio rendimento” dos tripulantes de cabine. “É, por isso, uma decisão tomada de forma séria, baseada numa estratégia fundamentada e avessa a pressões ou impulsividades”, referiu.

“Cabe então à administração demonstrar aquilo que tanto apregoa, mas que, na verdade, nunca tentou de forma séria: solucionar este diferendo e satisfazer as nossas reivindicações justas e legítimas, percebendo que a paz social tem um valor inigualável”, realçou o sindicato, acrescentando que da sua parte “haverá sempre disponibilidade para o diálogo”, mas assegurando “a defesa e os interesses” dos associados.

“A nossa luta é legítima e, dado a importância do momento, temos de ter consciência que as nossas atuais ações terão repercussões no futuro da nossa classe”, referiu ainda o SNPVAC.

O sindicato alertou, por fim, os associados, tendo em conta o momento atual, de que “as próximas semanas serão de muita tensão, ansiedade e contrainformação”.

A TAP disse esta segunda-feira que respeita e lamenta a decisão do SNPVAC em avançar com uma greve este mês e assegurou que está a fazer tudo para um acordo.

“Respeitamos e lamentamos a decisão do SNPVAC e continuamos a fazer todos os possíveis para chegar a um acordo que sirva os melhores interesses do país, dos nossos clientes, dos tripulantes de cabina e da TAP”, disse fonte oficial da transportadora aérea.

A assembleia-geral do SNPVAC reprovou em 29 de dezembro a proposta da TAP, mantendo a intenção de realizar cinco dias de greve até 31 de janeiro, adiantou, na altura, fonte sindical à Lusa.

Assim, a proposta da administração da companhia foi chumbada, com 615 votos contra, seis a favor e uma abstenção, mantendo-se a possibilidade de avançar com uma greve cinco dias até 31 de janeiro, como tinha ficado decidido na última assembleia do SNPVAC.

Recorde-se que este sindicato realizou uma greve de tripulantes da TAP nos dias 08 e 09 de dezembro, que levou a companhia aérea a cancelar previamente 360 voos e teve um impacto estimado total de oito milhões de euros.

Falha obriga autoridade da aviação dos EUA a suspender / atrasar temporariamente os voos

 

Uma falha que afetou os sistemas da agência de aviação norte-americana obrigou a que fossem suspensas temporariamente, todas as partidas de voos domésticos nos EUA.

“A FAA ordenou que as companhias aéreas suspendessem todas as partidas domésticas até às 09:00 EST [14:00 GMT], de modo a permitir que a agência confirme a integridade das informações de voo e segurança”, avançou, em comunicado.

A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, disse, através de uma publicação na rede social Twitter, que, neste momento, não há “qualquer sinal” de que a suspensão esteja ligada a um ciberataque.

“O Presidente foi informado pelo Departamento de Transporte sobre a interrupção que afeta os sistemas da FAA. Não há indicação de um ciberataque neste momento, mas o Presidente instruiu o Departamento de Transporte a conduzir uma investigação”, sublinhou.

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