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Juiz suspende processos de retomada de aviões da Avianca Brasil


O juiz que avaliou o pedido de recuperação judicial da Avianca Brasil decidiu esta terça-feira suspender os processos de retomada de pelo menos 14 aviões da companhia, ou seja, 30% da frota da empresa, segundo dados da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A Avianca fez pedido de recuperação judicial na segunda-feira.

Na decisão de terça-feira, o juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi determinou ainda a manutenção das concessões e autorizações detidas pela empresa junto à ANAC (Brasil), bem como a permissão da continuidade de comercialização de bilhetes, “esta última imprescindível para a manutenção da actividade empresarial e não agravamento da situação económico-financeira” da empresa.

Limongi decidiu também dar uma garantia para que aeroportos em que a Avianca Brasil opera mantenham “permissão de acesso e uso da infraestrutura e serviços aeroportuários necessários à prestação do serviço público de transporte aéreo”.

No pedido de recuperação, a Avianca afirmou que a retomada dos aviões iria impedir viagens de cerca de 77 mil passageiros que compraram passagens entre os 10 e 31 de dezembro.

Mais cedo, analistas do Itaú BBA consideraram que os maiores beneficiários da recuperação judicial da Avianca Brasil seriam as rivais Gol e Latam, que possuem alto nível de sobreposição de rotas com a empresa.

Esta terça-feira, as ações da Gol dispararam 13%, as da Azul apresentavam uma oscilação positiva de 0,58% e as da Latam, em Santiago, um crescimento de 0,84%.