
O Farnborough International Airshow 2026 abre portas esta segunda-feira, 20 de julho, reunindo mais de 1.500 expositores de cerca de 100 países naquele que é considerado um dos mais importantes eventos mundiais da indústria aeroespacial e da defesa.
A edição deste ano decorre num contexto marcado pelo reforço dos investimentos militares a nível global, impulsionado pelos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente. Por esse motivo, os especialistas antecipam que a defesa, os sistemas autónomos, a inteligência artificial e as tecnologias espaciais assumam um papel de destaque, relegando para segundo plano os tradicionais anúncios de grandes encomendas de aeronaves comerciais.
Apesar de estarem previstas apresentações de novos modelos e demonstrações em voo de aviões civis e militares, analistas do setor consideram que tanto a Airbus como a Boeing deverão anunciar menos contratos do que em edições anteriores. A explicação prende-se com os constrangimentos persistentes nas cadeias de abastecimento e com as elevadas carteiras de encomendas que ambos os fabricantes já possuem.
O salão servirá igualmente de palco para a apresentação de soluções ligadas à aviação sustentável, combustíveis alternativos, mobilidade aérea avançada e digitalização da indústria, refletindo a transformação tecnológica que o setor atravessa.
Entre os momentos mais aguardados contam-se também os anúncios de novas parcerias internacionais na área da defesa, incluindo projetos de desenvolvimento de sistemas de combate que combinam aeronaves tripuladas e não tripuladas.
Realizado de dois em dois anos, alternadamente com o Paris Air Show, o Farnborough International Airshow continua a afirmar-se como uma plataforma estratégica para fabricantes, fornecedores, governos e investidores, definindo tendências e promovendo negócios que poderão marcar o futuro da indústria aeroespacial mundial.























