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El Al suspendeu voos para Moscovo


 

A El Al anunciou a suspensão dos seus voos para Moscovo após a queda do Embraer E190 da Azerbaijan Airlines no Cazaquistão.

A companhia aérea alega preocupações de segurança no espaço aéreo russo e indica que irá reavaliar a sua decisão na próxima semana, garantindo que a segurança dos passageiros e tripulação está em primeiro lugar. 

De recordar que, esta quinta-feira 26 de dezembro, fontes governamentais do Azerbaijão confirmaram em exclusivo à Euronews que um míssil terra-ar russo provocou a queda do avião da Azerbaijan Airlines em Aktau, na quarta-feira.

Segundo as mesmas fontes, o míssil foi disparado contra o voo 8432 durante uma atividade aérea de drones sobre Grozny, e os estilhaços atingiram os passageiros e a tripulação de cabine, tendo explodido junto ao avião em pleno voo.

O avião danificado não foi autorizado a aterrar em nenhum aeroporto russo, apesar dos pedidos dos pilotos para uma aterragem de emergência, e foi- lhes ordenado que atravessassem o Mar Cáspio em direção a Aktau, no Cazaquistão.

De acordo com os dados, os sistemas de navegação GPS do avião ficaram bloqueados durante toda a trajetória de voo sobre o mar.

O míssil foi disparado de um sistema de defesa aérea Pantsir-S, informou a agência internacional AnewZ, com sede em Baku, citando fontes governamentais do Azerbaijão.

De acordo com fontes russas, no momento em que o voo da Azerbaijan Airlines passava sobre o território da Chechénia, as forças de defesa aérea russas estavam a tentar ativamente abater UAV ucranianos.

O chefe do Conselho de Segurança da República da Chechénia, Khamzat Kadyrov, confirmou que um ataque de drones a Grozny teve lugar na manhã de quarta-feira, referindo que não houve vítimas ou danos.

Se estes dados preliminares se confirmarem, esta será a segunda vez numa década que as forças russas destroem um avião comercial, depois do acidente do MH17 na Ucrânia. Desta vez, os próprios cidadãos russos, bem como os de países vizinhos, estão entre as vítimas.

Espera-se que uma investigação mais aprofundada sobre o acidente de quarta-feira revele as circunstâncias que rodearam o disparo do míssil, a não autorização para aterrar num aeroporto próximo na Rússia e a instrução para atravessar o mar com um avião danificado.

 

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