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Reservas e custos previstos levam TAP a prever que o orçamento de 2024 será cumprido


 

O presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, afirmou hoje no parlamento que “à data de hoje” tem “todas as condições para acreditar” que vai ser possível concretizar o orçamento da companhia aérea para 2024.

“À data de hoje não temos nenhuma indicação de que não vamos cumprir o orçamento que temos estipulado para a TAP para este ano”, disse Luís Rodrigues que está hoje a ser ouvido na Comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação sobre a situação da companhia, nomeadamente, sobre os prejuízos registados no quarto trimestre de 2023 e no primeiro trimestre de 2024.

Luís Rodrigues salientou, contudo, que esta confiança não significa que não seja necessário estar vigilante, tendo em conta até as características do mercado em que a TAP opera, mas sublinhou que “à data de hoje” tem “todas as condições para acreditar” que vai ser possível concretizar o orçamento para 2024.

“Não há neste momento nenhuma indicação que a TAP não consiga cumprir o orçamento a que se propôs em 2024”, voltou a dizer em resposta a questões colocadas por deputados dos vários partidos, sublinhando também que o objetivo da TAP, enquanto empresa pública, não é “maximizar lucros mas ser sustentadamente rentável”.

Luís Rodrigues, revelou também que as reservas para os próximos seis meses e os custos previstos permitem perspetivar que a companhia aérea alcançará bons resultados este ano, melhores que o previsto.

O CEO da TAP sustentou a sua previsão com as reservas já efectuadas para os próximos seis meses e com a visibilidade sobre os custos, designadamente de combustível, “sobre o qual estamos protegidos significativamente”, além de “custos com pessoal, taxas aeroportuárias e afins”.

Luís Rodrigues frisou que a TAP “é hoje a companhia aérea mais pontual do Aeroporto de Lisboa”, está a ter bons desempenhos no tratamento de bagagens e no tratamento de passageiros em transferência, “que são coisas fundamentais”, e terá “os resultados disso num futuro próximo”.

O CEO da companhia aérea garantiu ainda que a paz social alcançada “está a permitir trabalhar na eficiência da operação”, apesar de existirem situações pontuais para resolver com os trabalhadores.

“Neste momento temos a paz social estabelecida e todos acreditamos que se vai manter e que nos permitirá trabalhar na eficiência da operação para, no futuro, de 2026 para a frente, conseguir renegociar novamente os Acordos de Empresa”, sublinhou Luís Rodrigues. “Atravessaremos essa ponte quando lá chegarmos”.

Questionado sobre as ambições da companhia, o CEO da TAP recordou que se trata de uma empresa pública e que, enquanto tal, “o seu objectivo não é maximizar o lucro, é ser sustentadamente rentável”.

“Não estou à procura de recordes ano após ano. Estou a procura de estabelecer a TAP como uma empresa sustentadamente rentável que pague muito bem aos seus funcionários, accionistas e clientes”, enfatizou o CEO da companhia aérea, reconhecendo que “este desafio não é fácil, não é rápido, não é linear e não é isento de erros e de críticas”.

A TAP comunicou prejuízos de 71,9 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, um agravamento face ao resultado líquido negativo de 57,4 milhões registados no mesmo período do ano passado.

Em 2023, a companhia aérea registou um lucro ‘recorde’ de 177,3 milhões de euros, com um prejuízo de 26,2 milhões no último trimestre daquele ano.

Luís Rodrigues disse ainda que os resultados do primeiro trimestre deste ano não são comparáveis com o trimestre homólogo de 2023 pelo facto de no ano passado a empresa viver uma situação de custos mais baixos, mas que não era a normal, antes refletia uma “enorme falta de investimento na companhia nos cinco, seis anos anteriores” e em que a massa salarial ainda refletia os cortes salariais de 20% a 40%.

A empresa negociou novos acordos de empresa com todos os sindicatos representativos dos trabalhadores da companhia, após os antigos terem sido denunciados para que pudessem entrar em vigor os acordos temporários de emergência, que permitiram a aplicação de cortes salariais, no âmbito do auxílio de Estado e do plano de reestruturação, no seguimento das dificuldades causadas pela pandemia de covid-19.