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Bombardeiro B-52 que testava novo radar despenhou-se logo após a descolagem


Um bombardeiro Boeing B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) despenhou-se pouco depois da descolagem na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, esta segunda-feira, 15 de junho, provocando a morte das oito pessoas que seguiam a bordo.

Trata-se do acidente mais mortal envolvendo um bombardeiro B-52 desde 1982.

Segundo a Reuters, o bombardeiro encontrava-se numa missão de ensaio quando caiu instantes após levantar voo. A tripulação era composta por militares, funcionários civis do governo e prestadores de serviços contratados. A Boeing confirmou posteriormente que dois dos seus colaboradores estavam entre as vítimas.

A aeronave envolvida era o B-52H com a matrícula 60-0061, pertencente à 412th Test Wing, sediada em Edwards. Ao contrário da maioria dos B-52 operacionais, que estão baseados na Luisiana e no Dakota do Norte, este bombardeiro tinha sido transferido para o centro de ensaios de voo da Califórnia em 8 de dezembro de 2025 para apoiar a avaliação de um novo radar AESA (Active Electronically Scanned Array) de última geração. Este novo equipamento permitirá melhorar significativamente as capacidades de navegação, vigilância, mapeamento do terreno e operação em condições meteorológicas adversas.

De referir que o B-52 é um dos aviões mais antigos da Força Aérea, tendo entrado ao serviço em 1955. Este bombardeiro pesado de longo alcance, que normalmente transporta uma tripulação de cinco pessoas, pode transportar até 70 mil libras de bombas e outras munições.

A versão atualmente em operação, o B-52H, continua a desempenhar um papel importante no arsenal da Força Aérea, que possuía 76 destas aeronaves antes do acidente. Foi utilizado em missões de bombardeamento durante o atual conflito entre os Estados Unidos e o Irão. O B-52H pode também transportar bombas nucleares e mísseis de cruzeiro com capacidade nuclear.

O bombardeiro fabricado pela Boeing deixou de ser produzido em 1962, embora vários programas de prolongamento da sua vida útil tenham modernizado a estrutura da aeronave e permitido que continue em operação. A Força Aérea lançou recentemente uma nova iniciativa de modernização do B-52 centrada no desenvolvimento de novos motores.

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