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Força Aérea Portuguesa organiza exercício multinacional e multidisciplinar

 

A Força Aérea Portuguesa, através do Comando Aéreo, realiza o exercício multinacional e multidisciplinar Real Thaw 2022 (RT22), entre os dias 26 de junho e 8 de julho, na Base Aérea N.º 11, em Beja.

A edição deste ano conta com a participação de forças militares da Bélgica, Espanha, França, Estados Unidos, Lituânia, Países Baixos e, ainda, forças da NATO.

O RT22 permite avaliar e certificar as capacidades operacionais da Força Aérea, Marinha, Exército, e dos países participantes preparando-os para atuar em operações conjuntas e combinadas potenciando a interoperabilidade entre todos, nomeadamente para garantir a preparação das Forças Nacionais Destacadas ao serviço da ONU e da NATO.

O RT22 oferece aos participantes uma oportunidade única de planear e executar missões, com o objetivo de integrar e sincronizar diferentes domínios.

As missões do RT22 vão ter lugar em locais específicos tendo sido planeadas de modo a terem o mínimo impacto no meio ambiente e na população.

GOL e Aerolíneas Argentinas criam “ponte aérea” entre Guarulhos e Aeroparque, em Buenos Aires

 

Artigo escrito em português do Brasil:

A GOL Linhas Aéreas e as Aerolíneas Argentinas, parceiras codeshare entre Brasil e Argentina, oferecem a seus Clientes, a partir de agosto, 8 voos diretos entre Brasil e Argentina, especificamente entre o aeroporto internacional de São Paulo, GRUAiport, em Guarulhos (GRU) e o Aeroparque (AEP), o aeroporto central de Buenos Aires.

Adicionalmente, os Clientes terão a partir do último trimestre de 2022 um novo produto para facilitar as viagens de quem voa, por qualquer uma das Companhias. Trata-se de uma ponte aérea entre os dois aeroportos, que vai garantir, entre outras vantagens, a flexibilidade de mudar de voo no mesmo dia da viagem sem nenhum custo adicional.

“GOL e Aerolíneas Argentinas construíram ao longo dos últimos anos uma parceria sólida de codeshare que beneficia viajantes brasileiros e argentinos com a ampla conexão de ambas as Companhias tanto em Guarulhos como em Buenos Aires. Com este anúncio, esta parceria ganha mais força com o serviço que amplia as possibilidades e conforto dos Clientes que escolhem voar conosco. Em um momento de retomada de nossas rotas internacionais, ter uma ponte aérea entre São Paulo e a capital argentina é motivo de grande satisfação para nós”, comentou Randall Saenz Agüero, Diretor de Alianças da GOL.

“Esta ponte aérea dá um impulso extra à conectividade entre Brasil e Argentina, oferece mais e melhores possibilidades aos clientes e consolida a excelente relação que temos com a GOL. Para a Aerolíneas Argentinas, o mercado brasileiro é central na nossa estratégia comercial e, por isso, boa parte do trabalho que temos realizado está focado em contar com uma oferta variada e robusta”, comentou Fabián Lombardo, CCO da Aerolíneas Argentinas.

CanaryFly vai operar para a SATA Açores até à chegada de novo Dash Q400

 

O Grupo SATA vai reforçar a operação durante o mês de julho com um avião ATR 72-500, com capacidade para 72 lugares, através do regime ACMI (aluguer de aeronave e tripulação).

O ATR 72-500 em operação para a SATA pertence à companhia CanaryFly e visa dar resposta ao atraso da entrega de Dash Q400, “inicialmente agendada para estar disponível em meados de maio, foi adiada para meados de julho”, por “motivos alheios à companhia aérea, que se prendem com atrasos nas cadeias de abastecimento a nível global”.

Segundo a companhia aérea açoriana, o plano de exploração para o verão 2022 já previa, no final do ano passado, a “necessidade de um reforço pontual de uma aeronave, que seria alocada a determinados percursos interilhas, não só para fazer face ao crescimento estimado do tráfego, como também para atender à necessidade de reforços pontuais em alguns trajetos”.

Por isso, foi acordada a entrega de uma aeronave de substituição, por forma a “garantir o programa de voos previsto e a manutenção da regularidade do serviço aéreo”, tendo-se optado pelo avião ATR 72-500, com configuração de 72 lugares, que voará para a companhia aérea açoriana, em regime de ACMI (aluguer de aeronave e tripulação), durante o mês de julho.

A bordo da aeronove, a companhia aérea parceira “contará com a presença de elementos de cabine da SATA Air Açores, por forma manter o acolhimento e acompanhamento dos passageiros, nos moldes habituais”.

De cordo com as previsões, a SATA Açores prevê transportar cerca de 345 mil passageiros este verão, “um novo recorde por larga margem”, o que “corresponde a um incremento de cerca de 21%, quando comparado com o ano pré-pandémico de 2019”.

Na época alta de verão, a SATA tem previsto operar 432 voos interilhas por semana, chegando aos 74 voos por dia.

Ryanair diz que menos de 2% dos seus voos foram afetados pela greve de hoje

 

A companhia aérea ‘low cost’ Ryanair disse que “menos de 2% dos seus 3.000 voos previstos” para hoje foram afetados pelas greves convocadas pelos sindicatos de tripulantes, incluindo em Portugal, pelo SNPVAC.

Em comunicado, a transportadora indicou que “menos de 2% dos 3.000 voos previstos para sexta-feira (24 de junho) foram afetados pelas greves” com os efeitos “confinados a pequenas perturbações na Bélgica, onde cerca de 60% das ligações previstas de e para Charleroi e Zaventem irão realizar-se hoje”.

Além disso, indicou, “não houve perturbações em Itália, Espanha, Portugal, Reino Unido, França ou Irlanda, com a maioria das tripulações da Ryanair a trabalhar normalmente”.

Na mesma nota, a transportadora disse ainda que para o fim de semana espera apenas “perturbações mínimas” ou mesmo nenhumas aos voos que tem previstos como resultado destas paralisações “insignificantes” e com “pouco apoio”, destacou.

Ainda assim, a transportadora alertou para perturbações no fim de semana, sobretudo em França, Itália e Espanha, mas devido a uma greve de dois dias dos controladores aéreos franceses, em Marselha, que deverá “atrasar significativamente” ou ter outro tipo de impactos no espaço aéreo daquele país.

A companhia indicou que os passageiros afetados pela greve dos controladores aéreos irão ser notificados por ‘email’ ou mensagem.

“A Ryanair espera que mais de 98% dos seus 3.000 voos diários operem normalmente no sábado e domingo”, rematou.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) emitiu um pré-aviso de greve ao trabalho na Ryanair nos dias 24, 25 e 26 de junho, de acordo com uma nota interna enviada aos associados, em 14 de junho.

Segundo a mensagem, a direção do SNPVAC resolveu “apresentar um pré-aviso de greve a realizar nos dias 24, 25 e 26 de junho, sendo decretada para todos os voos da Ryanair, cujas horas de apresentação ocorram entre as 00:00 e as 23:59 desse dia (horas locais da base do tripulante), bem como para os demais serviços (assistência ou qualquer tarefa no solo, ou seja, qualquer tarefa ordenada pela empresa, nomeadamente instrução ou outro serviço em que o tripulante preste atividade, situações de deslocação, refrescamentos ou quaisquer outras ações de formação no solo, deslocações às instalações da empresa)”.

“A Ryanair, após não conseguir chegar a acordo com o SNPVAC exclusivamente por exigirmos que o Acordo de Empresa (AE) negociado deveria cumprir com as regras estabelecidas na legislação portuguesa, conseguiu negociar e aprovar um AE que integra cláusulas ilegais com outro sindicato”, indicou o SNPVAC, garantindo que a estrutura em causa, o STTAMP – Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal, “à época não tinha associados da Ryanair, nem de qualquer outra companhia de aviação”.

“Reiteramos que a Ryanair escolheu um sindicato que não possuía nenhum tripulante de cabine filiado para assinar um acordo e forçou os seus trabalhadores a filiarem-se ao mesmo, sob pena de piorarem ainda mais as suas condições”, garantiu o SNPVAC, referindo que “os direitos laborais básicos não podem ser esquecidos, muito menos no desejo de aumentar a quotização”.

O SNPVAC juntou-se a vários sindicatos europeus, que avançaram também com greves.

Primeiro voo de helicóptero exclusivamente com combustível de aviação sustentável

 

A Airbus anunciou que o Airbus H225 realizou o seu primeiro voo com  combustível de aviação 100% sustentável (SAF – sustainable aviation fuel), que alimentaram dois motores Makila 2 da Safran.

Este voo, que segue o voo de um H225 com apenas um motor Makila 3 alimentado por SAF em novembro de 2021, faz parte de uma campanha de voo, que tem por objetivo compreender o impacto do uso de SAF nos sistemas dos helicópteros. A continuidade da testagem está prevista noutros tipos de helicópteros com diferentes tipos de combustível e motores, de forma a certificar o uso de 100%SAF  até 2030.

“O voo com SAF em motores gémeos do H225 é um marco importante para a indústria dos helicópteros. É uma nova etapa na jornada para certificar o uso de 100% SAF nos nossos helicópteros, o que significaria uma redução até 90% em emissões de CO2.”, afirma Stefan Thome, Vice-President, Engineering and Chief Technical Officer, Airbus Helicopters.

A utilização de SAF das alavancas da Airbus Helicopters para a redução das emissões de CO2 nos seus helicópteros em 50% até 2030. Um dos principais benefícios da utilização deste novo combustível é que permite que a aeronave minimize a sua pegada de carbono mantendo o mesmo desempenho de voo.

De acordo com o relatório Waypoint 2050, o uso de SAF na aviação poderia representar uma  de redução de CO2 entre 50 a 70%, necessária para alcançar as emissões líquidas de carbono até 2050 no setor de transporte aéreo. Embora a produção de SAF represente atualmente apenas 0,1% da produção total de combustível de aviação, é esperado que este número aumente drasticamente nos próximos anos para atender à crescente exigência por operadores e aos próximos passos de uso de SAF.

Em junho de 2021, a Airbus Helicopters lançou o SAF User Group que tem como objetivo reunir todos os stakeholders para trabalhar em conjunto e solucionar a aceleração do uso de querosene SAF misturado, e preparar o caminho para voos com 100% SAF em futuras rotas. Aviões e helicópteros da Airbus são certificados para voar com uma mistura até 50% de SAF. O nosso objetivo é obter a certificação de 100% de SAF até 2030 para aeronaves comerciais e helicópteros Airbus.

TAP retomou os voos regulares entre Portugal e a Venezuela

 

A TAP Air Portugal retomou esta terça-feira, 21 de junho, a sua operação regular entre Lisboa e Caracas na Venezuela.

Com a retomada das operações para Caracas, a companhia passa a ter uma média diária de 15 voos para destinos na América do Sul sendo o Brasil o principal mercado.

O voo TP173 que ligou o Aeroporto Humberto Delgado ao Aeroporto Internacional Simon Bolivar, em Caracas  foi operado pelo A330neo CS-TUG.

De referir que no inicio do ano, a TAP anunciou que, a partir de 21 de junho iria retomar os voos regulares para Caracas, por forma a servir a grande comunidade portuguesa, residente neste país da América do Sul.

“A TAP retomará os voos regulares para Caracas, Venezuela, a partir de 21 de junho e programou três voos especiais entre Lisboa e a capital venezuelana até essa data, nos dias 21 de abril e 5 e 16 de maio”, referia um comunicado na altura.

Os voos vão decorrer às terças-feiras e sábados com partida às 12:10 de Lisboa e chegada a Caracas às 15:50 locais.

No sentido inverso, as ligações de Caracas iniciam-se às 18:20 e terminam no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, às 07:25 do dia seguinte.

Com a introdução do Airbus A330neo, a companhia aumenta em cerca de 15% a sua oferta de lugares em relação a operações anteriores, uma vez que, anteriormente o voo era operado em regime ACMI à euroAtlantic, com equipamento B767.

China suspende voo direto a partir de Portugal após detetar casos em passageiros

 

As autoridades chinesas anunciaram hoje a suspensão da ligação aérea entre Portugal e a China, pelo período de um mês, após detetarem dez casos de covid-19, em 12 de junho, num voo oriundo de Lisboa.

Em comunicado difundido no seu portal oficial, a Administração de Aviação Civil da China informou que o voo entre Lisboa e a cidade chinesa de Xi’an, operado pela companhia aérea Beijing Capital Airlines, passa a estar suspenso a partir de 27 de junho.

Os voos para a China estão sujeitos à política do “circuit breaker” (‘interruptor’, em português): quando são detetados cinco ou mais casos a bordo, a ligação é suspensa por duas semanas. Caso haja dez ou mais casos, a ligação é suspensa por um mês.

Ao abrigo da estratégia de ‘zero casos’ de covid-19, a China mantém as fronteiras praticamente encerradas desde março de 2020. O país autoriza apenas um voo por cidade e por companhia aérea, o que reduziu o número de ligações aéreas internacionais para o país em 98%, face ao período pré-pandemia.

A ligação aérea entre Portugal e a China foi retomada precisamente no dia 12 de junho, com a frequência de um voo por semana, após ter estado suspensa durante mais de seis meses.

As autoridades de Xi’an, a capital da província de Shaanxi, no centro da China, suspenderam a ligação com Lisboa no dia 25 de dezembro passado, numa altura em que a região enfrentava um surto de covid-19. A cidade só retomou este mês as ligações internacionais.

Quem chega à China tem que cumprir ainda uma quarentena de até três semanas, em instalações designadas pelo Governo.

Governo dos Açores diz que intervenção vai “descongestionar” aeroporto de Ponta Delgada

 

A intervenção em curso no aeroporto de Ponta Delgada vai criar mais duas portas de embarque, permitindo “descongestionar” a infraestrutura nos períodos de “maior afluência” previstos para a época alta, disse hoje o Governo dos Açores.

“O Governo Regional dos Açores tem conhecimento de que a intervenção está em curso e permitirá a criação de mais dois ‘gates’ [portas] de embarque de passageiros, o que permitirá descongestionar a atual sala de embarque em alturas de maior afluência de tráfego”, realçou a Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, em resposta a questões da agência Lusa.

Em março, a ANA Aeroportos revelou que estava a preparar uma “intervenção de caráter temporário” no aeroporto João Paulo II para “assegurar as melhores condições” aos passageiros durante o verão.

O anúncio da gestora do aeroporto surgiu depois de o governo açoriano e a transportadora aérea SATA terem alertado para possíveis constrangimentos devido ao aumento de voos no verão para São Miguel.

Hoje, na posição enviada à Lusa, a secretaria regional, tutelada por Berta Cabral, referiu que o executivo vai estar “vigilante” e “alertar para eventuais constrangimentos que possam ocorrer nas diversas infraestruturas da região”.

O Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) destacou ainda que o grupo SATA, o maior operador no aeroporto, e a direção da infraestrutura estão a realizar “alterações operacionais a diversos níveis que melhorarão a eficiência dos subsistemas aeroportuários e de transporte aéreo”.

A secretaria regional anunciou ainda que vai ter uma reunião no “principio de julho” com a administração da ANA Aeroportos e o “comité de utilizadores” do aeroporto de Ponta Delgada “para analisar os investimentos previstos e os que considera necessários para a infraestrutura”.

O executivo açoriano rejeitou que a imagem dos Açores enquanto destino turístico seja afetada devido a constrangimentos neste aeroporto.

“O destino turístico Açores não se consubstancia ao aeroporto de Ponta Delgada ou a qualquer infraestrutura individualizada, mas sim a toda uma experiência que proporcionamos a quem nos visita”, defendeu.

Segundo o governo, essa experiência “não será colocada em causa por constrangimentos pontuais que se possam fazer sentir” naquela que é a principal porta de entrada de turistas no arquipélago.

“A estação de verão IATA [sigla em inglês da Associação Internacional de Transportes Aéreos], principalmente nos meses de julho e agosto, é uma estação de grande afluência de tráfego para a maioria dos aeroportos europeus. Desagradável seria encontrarmos uma aerogare vazia, como aconteceu em 2020 e 2021”, assinalou a tutela.

Em 04 de março, o então responsável pelos Transportes do Governo dos Açores, Mota Borges, antecipou “constrangimentos” nas áreas do ‘check-in’, segurança e chegada de passageiros do aeroporto de Ponta Delgada no verão, considerando necessário relançar investimentos que “nos últimos anos ficaram no limbo”.

Em 24 de fevereiro, no parlamento dos Açores, o presidente da SATA, Luís Rodrigues, alertou que o aeroporto de Ponta Delgada “vai rebentar por todos os lados”, por falta de “capacidade para processar” todos os voos previstos para o verão.

TAP reduz em 10% corte salarial aos pilotos da companhia

 

A TAP vai reduzir em 10% o corte que os pilotos sofreram nos vencimentos e aumentar o patamar a partir do qual aplicará reduções nos salários dos restantes trabalhadores, anunciou hoje a companhia aérea.

Numa mensagem enviada aos trabalhadores e à qual a agência Lusa teve acesso, a empresa sublinha que “os atuais cortes salariais são um compromisso de todos durante a vigência do plano” de recuperação e que “não podem ser alterados simplesmente porque o volume de negócios aumenta”.

E adiantou que, “além disso, um dos principais objetivos definidos para estes cortes era poder adotar um salário mínimo garantido ao qual nenhum corte seria aplicado”.

“A aplicação desta garantia mínima significa que os cortes efetivos não são de 25%, mas variam em média entre 12 e 15%”, refere a carta.

Em resultado de um “diálogo aberto e contínuo, foi decidido atualizar o salário mínimo garantido de 1.330 euros para 1.410 euros, retroativamente a janeiro de 2022” e “isto assegurará o princípio de manter a proteção de um nível de remuneração sem cortes equivalente a dois salários mínimos nacionais”, adiantou a comissão executiva da TAP numa mensagem enviada aos trabalhadores.

De acordo com a carta, especificamente para os pilotos, a comissão executiva presidida por Christine Ourmières-Widener vai “reduzir unilateralmente o corte que sofreram em 10%”, assim como pagar o subsídio de aterragem sem cortes e com retroativos a janeiro de 2022 e suspender a aplicação do mecanismo de `clawback´ (e não planear horas extraordinárias em conformidade).

O mecanismo de ‘clawback’ está previsto na cláusula 12.ª do ATE [Acordo Temporário de Emergência] e permite a aplicação de uma penalidade à TAP se exceder as 300.000 horas de voo anuais e limita também que a TAP não possa planear horas extra aos pilotos, segundo esclarece uma nota a que a agência Lusa teve acesso.

Quanto à frota de aeronaves para os próximos anos, a empresa disse que “a decisão final da equipa executiva” aponta para uma “frota da Embraer de 19 aviões para 2022” e, para 2023, a “expectativa é fazer crescer a frota da Airbus”.

“Estamos a trabalhar em cenários e a prepará-los para aprovação pelos nossos acionistas”, indicou.

Na quarta-feira, um conjunto de sindicatos, que representa a maioria dos trabalhadores da TAP, afirmou que a comissão executiva da TAP tinha optado por romper “o processo de conversações”.

As várias estruturas sindicais salientaram que entendeu “a comissão executiva da TAP colocar-se numa atitude de confronto, rompendo o processo de conversações que se vinham realizando, assumindo a partir desse momento todas as responsabilidades que daqui em diante possam advir”.

Já no sábado, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) acusou a TAP de assumir uma “postura negocial incompreensível” ao fazer “um ultimato”, uma vez que terá dado um prazo, até terça-feira, para aceitarem a sua proposta sob pena de alterar o acordado no âmbito da reestruturação.

Num comunicado, o SPAC afirma que, “sabendo a TAP que não há qualquer possibilidade de resposta, esta missiva constitui claramente uma posição inaceitável da empresa, demonstrando uma postura negocial incompreensível”.

De acordo com o sindicato dos pilotos, caso a proposta não seja aceite, “a TAP altera unilateralmente o ATE [Acordo Temporário de Emergência], com a redução do corte adicional para 10% [em vez dos atuais 20% adicionais] até 30 de novembro do corrente ano, suspendendo por igual período o mecanismo de ‘clawback’”.

Hoje, a TAP decidiu avançar unilateralmente com as mudanças que tinha proposto ao SPAC.

Na mensagem enviada aos trabalhadores, os responsáveis da transportadora aérea alertam que o crescimento em volume e atividade “não significa que a empresa seja rentável”, sendo necessário “cumprir todas as obrigações financeiras do plano de recuperação para criar uma TAP sustentável”.

A comissão executiva adianta ainda que o caminho de recuperação da TAP tem vindo a “ganhar novo impulso nos últimos meses”, graças ao início da recuperação do mercado e à ajuda financeira do Estado, sem a qual a “companhia não teria sobrevivido”.

“Mas que não haja qualquer dúvida: a empresa ainda está em crise e a situação financeira ainda é muito frágil”, adiantam os gestores da TAP, que salientam novas dificuldades como os custos dos combustíveis e a flutuação cambial, devido à evolução económica e à guerra na Ucrânia.

“A TAP deve continuar a cumprir todos os pressupostos e objetivos estabelecidos no Plano de Reestruturação, aprovado há apenas seis meses. A Companhia está empenhada neste plano e a sua sobrevivência depende do cumprimento dos compromissos acordados”, sublinha a mensagem.

No que diz especificamente respeito aos pilotos, a comissão executiva reconhece que o acordo de emergência alcançado no âmbito do plano de recuperação é “mais exigente e difícil”, devido aos cortes adicionais, mas alega que foram acordados para proteger os postos de trabalho durante a vigência do plano.

“Felizmente, devido ao crescimento das operações para o próximo verão, já não é necessário proteger o mesmo número de postos de trabalho dos pilotos através do acordo temporário de emergência, e a gestão da TAP é sensível a este fator”, adianta a mensagem, que garante que a comissão executiva da TAP está empenhada em “manter um diálogo aberto com os sindicatos, pilotos e todos os trabalhadores”.

SATA Azores Airlines inicia hoje os voos entre a Terceira e Nova Iorque

 

A SATA Azores Airlines inicia esta segunda-feira, 20 de junho, a sua operação sazonal entre a Ilha Terceira, Açores e Nova Iorque (JFK).

Depois ter iniciado a rota entre a Terceira e Montreal, a companhia inicia uma nova rota.

Os voos serão operados entre 20 de junho e 5 de setembro de 2022, às 2ª feiras, em equipamento A321LR / A321neo.

A partir da Terceira
Partida: 15:30 | Chegada: 17:25

A partir de Nova Iorque
Partida: 22:25 | Chegada: 07:30 (+1)

Para a realização do primeiro voo S4235 está programado o A321neo CS-TSG “Wonder”

Problema num dos motores obriga A330neo da TAP a regressar a Lisboa

Esta sexta-feira, 17 de junho, o voo TAP Air Portugal TP277 com destino a Cancun teve de regressar ao aeroporto Humberto Delgado em Lisboa devido a um problema técnico num dos motores.

O problema no motor esquerdo da aeronave foi detetado já com cerca de 1 hora de voo tendo sido solicitada pela tripulação o regresso a Lisboa.

O incidente ocorreu com o A330neo coma matrícula CS-TUR.

Uma vez que se tratou de uma emergência preparada a tripulação conseguiu fazer o fuel dumping tendo a aeronave aterrado com o peso recomendado e em total segurança.

“A TAP confirma que, devido a uma questão técnica num dos motores do A330neo, o voo TP277, de Lisboa para Cancun, regressou a Lisboa, onde já aterrou em total segurança, após ter realizado tempo de voo para gastar combustível”, indicou a transportadora em comunicado.

Dois amigos vão realizar a Volta Aérea a Portugal

“Somos dois pilotos privados de França mas o nosso objetivo é descobrir Portugal por via aérea.”

É assim que Hugo, acompanhado de um amigo, inicia a conversa com o Kiosque da Aviação.

A volta aérea a Portugal terá lugar entre os dias 27 e 30 de julho em 2022 e vão usar um Cessna 152 alugado na escola profissional Sevenair.

Começou a pilotar aos 15 anos após se ter inscrito num aeroclube de Orleans para poder estar mais por dentro da aviação.

Após obter a licença de piloto privado este sonho torna-se realidade.

Com um início no Algarve em Portimão, vamos passar por quase todas as regiões de Portugal continental com paragens em aproximadamente 10 aeródromos (Évora, Ponte de Sor, Viseu, Bragança, Vilar de Luz, Coimbra, Cascais, etc.).

Os objetivos desta volta aérea são os seguintes :

– promover a aviação e favorecer os intercâmbios

– descobrir paisagens autênticas e partilhar uma experiência humana

– melhorar a nossa pilotagem num ambiente diferente

Podem seguir a nossa aventura através da nossa página Facebook : Volta aérea / Tour du Portugal 2022.

Grupo Qatar Airways anuncia um lucro recorde de 1.54 mil milhões USD no ano fiscal de 2021-2022

 

O Grupo Qatar Airways anunciou que está a celebrar o marco histórico de 25 anos de operação com o mais forte desempenho financeiro presente no seu relatório anual relativo a 2021/22, 200 por cento acima do seu maior lucro histórico anual. No período mais difícil de sempre para a indústria da aviação a nível global, a companhia aérea atribui os seus resultados positivos à sua agilidade e estratégia de sucesso que continuou a concentrar-se nas necessidades dos clientes e nas oportunidades de um mercado em evolução, bem como na eficiência e no empenho dos seus trabalhadores no mundo inteiro. Este lucro não é apenas um recorde para o Grupo Qatar Airways, mas também um recorde entre todas as outras companhias aéreas que publicaram resultados financeiros para este ano fiscal a nível mundial.

O Grupo Qatar Airways apresentou um lucro líquido recorde de 5.6 mil milhões QAR (1.54 mil milhões USD) durante o ano fiscal de 2021/22. As receitas globais aumentaram para 52.3 mil milhões QAR (14.4 mil milhões USD), mais 78 por cento em relação ao ano passado e um notável aumento de dois por cento em relação ao ano fiscal completo anterior à COVID (ou seja, 2019/20). As receitas provenientes dos passageiros aumentaram 210 por cento no último ano, devido ao crescimento da rede da Qatar Airways, aumento da quota de mercado e receitas unitárias mais elevadas, pelo segundo exercício financeiro consecutivo. A Qatar Airways transportou 18.5 milhões de passageiros, um aumento de 218 por cento em relação ao ano transato.

A Qatar Airways Cargo continuou a ser a principal operadora mundial, uma vez que as suas receitas registaram um crescimento impressionante de 25 por cento em relação ao ano passado, com o crescimento da capacidade de carga (Available Tonne Kilometres) de 25 por cento ao ano.

O Grupo gerou uma forte Margem EBITDA de 34 por cento em 17.7 mil milhões QAR (4.9 mil milhões USD).

O EBITDA foi superior ao do ano anterior em 11.8 mil milhões QAR (3.2 mil milhões USD) devido a operações racionalizadas, ágeis e adequadas a todas as áreas de negócio. Estes ganhos recorde são o resultado de decisões tomadas durante a pandemia para ampliar as redes de passageiros e de cargas da Qatar Airways, com uma previsão mais precisa da recuperação do mercado global, construindo mais fidelidade por parte dos clientes e da indústria, bem como excelência ao nível do produto combinada com um rigoroso controlo
de custos.

Apesar dos desafios da COVID-19, a transportadora nacional do Estado do Qatar ampliou a sua rede para mais de 140 destinos em 2021/22, abrindo novas rotas incluindo Abidjan, na Costa do Marfim; Lusaca, na Zâmbia; Harare, no Zimbabué; Almaty, no Cazaquistão; e Kano e Porto Harcourt, na Nigéria, para além de retomar os voos para mercados chave na Europa, África, Médio Oriente e Ásia. A companhia tem operado

SATA Azores Airlines já voa entre Montreal e a Terceira

 

A SATA Azores Airlines iniciou esta quarta-feira o seu voo semanal entre a Ilha Terceira e Montreal, a segunda maior cidade do Canadá.

De referir que esta rota sazonal da companhia era operada à partida de Ponta Delgada.

Os voos serão operados entre 15 de junho a 14 de setembro de 2022, em equipamento A321neo / A321LR, às 4ª feiras.

O primeiro voo foi operado pelo A321LR CS-TSJ “Peaceful”.

De acordo com as informações a aeronave contou com uma ocupação de 80% e foi recebida com o tradicional canhão de água à chegada.

easyJet diz que com novos ‘slots’ será companhia n.º 2 no aeroporto de Lisboa

 

A easyJet congratulou-se hoje com a decisão da Comissão Europeia de lhe atribuir os 18 ‘slots’ diários da TAP no aeroporto de Lisboa, salientando que se tornará “a companhia aérea número dois” naquele aeroporto.

“Esta decisão significa que a EasyJet poderá oferecer uma escolha mais vasta de destinos e tarifas acessíveis para as pessoas que viajam de e para a capital portuguesa. Além disso, confirma igualmente o papel fundamental da companhia aérea no mercado português que criará mais oportunidades de emprego local”, sustenta a companhia em comunicado.

Segundo adianta, a capacidade adicional permitida pelos ‘slots’ agora atribuídos “será implementada a partir do final do mês de outubro, com o início da temporada de inverno (30 de outubro de 2022)”.

“Estamos realmente satisfeitos com a decisão da Comissão Europeia de atribuir 18 ‘slots no aeroporto de Lisboa à easyJet, o que nos permite continuar a crescer significativamente num dos nossos mercados mais importantes”, afirma o diretor geral da easyJet Portugal, citado no comunicado.

“Nos últimos dois anos, Portugal provou desempenhar um papel crucial no apoio à nossa estratégia, além de ser um dos destinos preferidos dos nossos clientes em toda a nossa rede. Estamos também entusiasmados por nos tornarmos a companhia aérea número dois de Lisboa, o que é uma prova da lealdade dos nossos clientes portugueses ao longo dos anos”, acrescenta José Lopes.

A EasyJet é uma companhia aérea europeia de baixo custo começou a operar para Portugal em 1998 e abriu base em Lisboa em 2012, onde emprega “mais de 500 pessoas ao abrigo de contratos locais”.

Atualmente voa de e para cinco aeroportos em Portugal – Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo – e, nos últimos 24 anos, transportou cerca de 70 milhões de passageiros de e para Portugal e abriu três bases, tendo 16 aviões baseados localmente e mais 16 a operarem a partir de outras bases.

Até agora, em comparação com os níveis pré-pandémicos, a easyJet diz ter crescido +13,1% em Portugal: +14% em Lisboa, +50% no Porto e +63% no Funchal. Em 2021 abriu a sua última base portuguesa, em Faro.

A Comissão Europeia atribuiu hoje os 18 ‘slots’ diários da TAP no aeroporto de Lisboa, após imposição para aprovar o plano de reestruturação, à companhia aérea EasyJet, que ficou em primeiro lugar ultrapassando a concorrente a concurso, Ryanair.

“A Comissão Europeia classificou a easyJet em primeiro lugar entre as transportadoras aéreas que se candidataram à atribuição da carteira com um máximo de 18 faixas horárias diárias [para descolagem e aterragem – ‘slots’] no aeroporto de Lisboa”, anunciou o executivo comunitário em comunicado.

A instituição acrescenta que “as faixas horárias serão disponibilizadas pela TAP Air Portugal para atenuar eventuais distorções indevidas da concorrência criadas pelo auxílio à reestruturação que lhe foi concedido por Portugal, após autorização da Comissão em dezembro de 2021”, permitindo assim à EasyJet “começar a explorar novas rotas a partir de 30 de outubro de 2022”.

A outra companhia aérea que concorreu aos ‘slots’ da TAP foi a também ‘low cost’ Ryanair, que na segunda-feira disse à agência Lusa ser a candidata “mais fiável” face à EasyJet.

Entendimento diferente teve Bruxelas, que na nota à imprensa adianta que “analisou em pormenor as propostas recebidas em função dos critérios de elegibilidade, avaliação e classificação”, tendo em conta a “capacidade de lugares que as transportadoras poderiam oferecer utilizando as faixas horárias disponibilizadas pela TAP Air Portugal”, optando assim por dar o primeiro lugar à easyJet.

“A easyJet tem agora prioridade para celebrar com a TAP Air Portugal o acordo de transferência de faixas horárias que lhe permitirá expandir as operações no aeroporto de Lisboa e oferecer novos voos a partir de 30 de outubro de 2022”, adianta a Comissão Europeia.

Em causa está o aval dado pela Comissão Europeia, em 21 de dezembro passado, ao plano de reestruturação da TAP e à ajuda estatal de 2.550 milhões de euros para permitir que o grupo regressasse à viabilidade, impondo para isso compromissos de forma a não prejudicar a concorrência europeia.

Entre os remédios impostos por Bruxelas para aprovar o plano de reestruturação está, precisamente, a obrigação de a companhia aérea disponibilizar até 18 ‘slots’ por dia no aeroporto de Lisboa.

NAV lançou concurso para aquisição de sistema de detecção e alerta para fenómenos meteorológicos de turbulência e de windshear no Aeroporto da Madeira

 

Foi hoje anunciado em Diário da República o concurso público internacional para a aquisição dos equipamentos Radar de Banda X e Lidar a instalar no Aeroporto Internacional da Madeira.

A NAV indica que este equipamento visa dotar esta infraestrutura aeroportuária de um sistema de detecção e alerta para fenómenos meteorológicos de turbulência e de windshear, nas zonas de aproximação às pistas 05 e 23.

Em causa estão equipamentos meteorológicos complementares de apoio à navegação aérea que servem para recolher informação mais completa, melhorando o conhecimento dos padrões atmosféricos que afetam aquele aeroporto e, por conseguinte, modelos de previsibilidade mais amplos e abrangentes.

O Radar Banda X e o LIDAR permitem aferir os fenómenos meteorológicos, nomeadamente vento, turbulência, windshear (alteração súbita do vento em direção e velocidade) e precipitação num raio da ordem de 10 km em torno do aeroporto, e com um processamento da informação quase em tempo real (inferior a 1 minuto), permitindo ter informação detalhada das condições em toda a envolvente do aeroporto.

Na sequência de várias apresentações e reuniões com diversos fabricantes que produzem os sistemas em causa, incluindo um site survey no passado mês de maio, a
equipa do projeto identificou a solução, estimando como preço base o montante de
3,5 milhões de euros.

Este investimento encontra-se assegurado através do orçamento da NAV Portugal. O prazo de 142 dias para apresentação de propostas está agora a correr, terminando a 3 de novembro próximo, e o critério de adjudicação é o da proposta economicamente mais vantajosa assente em multifatores.

A NAV sublinha que espera-se que este conjunto de equipamentos proporcione um conhecimento efetivo das condições de vento que estão a ocorrer e, consequentemente, constitua um suporte nas tomadas de decisão sobre as condições de operação, aumentando a confiança nas operações e permitindo melhorar a gestão do tráfego aéreo, das companhias de aviação e da gestão de operações aeroportuária.

Ao instalar este sistema no Aeroporto da Madeira, a NAV Portugal espera dar um contributo muito significativo para a melhoria da operacionalidade desta infraestrutura de tão grande relevância para a Região Autónoma da Madeira.

Airbus A321XLR realizou primeiro voo de testes (com vídeos)

O primeiro A321XLR (Xtra Long Range) da Airbus realizou com sucesso o seu primeiro voo.

A aeronave, MSN 11000 com a matrícula F-WXLR, descolou do Aeroporto de Hamburgo-Finkenwerder às 11h05 CEST para um voo de teste que durou aproximadamente quatro horas e 35 minutos.

 

A tripulação da aeronave foi compotas pelos pilotos de testes Thierry Diez e Gabriel Diaz de Villegas Giron, bem como pelos engenheiros de teste Frank Hohmeister, Philippe Pupin e Mehdi Zeddoun.

Foto: SpaethFlies

A Airbus indicou que durante o voo, a tripulação testou os controles de voo, motores e sistemas principais da aeronave, incluindo as proteções do envelope de voo, tanto em alta quanto em baixa velocidade.

Philippe Mhun, EVP de Programas e Serviços da Airbus declarou: “Este é um marco importante para a Família A320 e para os seus clientes em todo o mundo. Com a entrada em serviço do A321XLR, as companhias aéreas poderão oferecer conforto de longa distância numa aeronave de corredor único, graças à sua exclusiva cabine Airspace. O A321XLR abrirá novas rotas com economia e desempenho ambiental imbatíveis.”

A entrada em serviço está prevista para o início de 2024. O A321XLR é o próximo passo evolutivo na família de aeronaves de corredor único A320neo, dando resposta aos requisitos do mercado para maior alcance e carga útil, criando mais valor para as companhias aéreas ao permitir serviços economicamente viáveis ​​em rotas mais longas do que qualquer modelo de aeronave comparável.

O A321XLR oferecerá um alcance sem precedentes de aeronaves de corredor único de até 4.700 nm (8.700 km), com consumo de combustível 30% menor por assento em comparação com as aeronaves da geração anterior, bem como emissões de NOx e ruído reduzidos.

 

Até o final de maio de 2022, a Família A320neo acumulou mais de 8.000 pedidos de mais de 130 clientes em todo o mundo. Os pedidos do A321XLR chegaram a mais de 500 de mais de 20 clientes.

SATA AIR AÇORES assinala 75 anos de voos inter-ilhas

 

A 15 de junho de 1947 descolava, da ilha de São Miguel, o primeiro voo comercial da SATA rumo à ilha de Santa Maria, numa aeronave Beechcraft UC-45B Expeditor, pilotada pelo Comandante Marciano Veiga.

As ilhas de São Miguel e Santa Maria passavam a encontrar-se a 30 minutos de voo de distância, em alternativa às seis horas de transporte marítimo que as separavam, até então.
Foi o início da atividade operacional e comercial da SATA, que trouxe para o Arquipélago o conforto e mobilidade que o transporte aéreo oferece.

Decorridas sete décadas e meia sobre este dia histórico, a SATA Air Açores assegura ligações entre as nove ilhas dos Açores, num movimento aéreo constante que, para o ano de 2022, deverá contabilizar os 17.900 voos, com uma oferta média de 432 voos por semana, o que equivalerá a cerca de 74 voos por dia, nos meses de época alta. É um vai e vem constante, que torna os aviões da SATA Air Açores indissociáveis da paisagem aérea e da vida do Arquipélago.

Para celebrar com os passageiros este dia memorável, a companhia aérea preparou algumas surpresas, por entre as quais se destacam a partilha de um bolo comemorativo aos passageiros que desembarcam na primeira ligação a Santa Maria e, ainda (desta feita destinada a todos os passageiros que viajam nesse dia), o resgatar de uma antiga tradição da companhia aérea, que marcou muitos voos e gerações, e que consistia na oferta de um rebuçado a todos os passageiros. Era um gesto de cortesia, que permitia adoçar o palato, mas que tinha a virtude de atenuar o desconforto que a pressão em altitude pode provocar no ouvido de quem viaja.

Desta vez, a oferta servida pelos tripulantes a bordo, é acompanhada de um discurso que evoca a data e a tradição, e que aproveita para dirigir um agradecimento especial aos passageiros que, afinal, fizeram e fazem parte da já longa história da companhia aérea açoriana.

Grupo SATA cresce 57,2% em 2021 e apresenta EBITDA positivo pela primeira vez em cinco anos

 

O Grupo SATA, constituído pela SATA Air Açores, SATA Azores Airlines e SATA Gestão de Aeródromos, anunciou que registou em 2021 uma Receita total consolidada de 186,2 milhões de Euros, um crescimento de 57,2% em relação ao ano anterior.

Este é um crescimento entusiasmante, quando comparado com o sector da aviação na globalidade e em face das circunstâncias, ainda bastante adversas, no ano. O ano de 2021 continuou a ser marcado pela pandemia covid-19, com particular incidência no 1º semestre, e as receitas no sector da aviação global continuaram sobre enorme pressão. Se compararmos ao ano pré-pandémico de 2019, a quebra na receita registada no grupo SATA situou-se em cerca de 47 milhões de euros.

Em 2021, o crescimento dos Custos Operacionais consolidados foi limitado a +21,5%, pressionados pelas medidas de combate à pandemia, por custos de restruturação e pela modernização de processos internos que gerarão poupanças futuras. Como consequência, mesmo perante um clima de instabilidade permanente da procura e de um ambiente de mobilidade particularmente adverso, o Grupo SATA fechou o ano com um EBITDA (Resultados Operacionais antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações) de 5,7 milhões de Euros, positivo pela primeira vez nos últimos 5 anos.

O Resultado Líquido Consolidado melhorou em mais de 30 milhões de Euros para um valor de -57,4 milhões de Euros. Apesar da melhoria substancial, os Resultados Líquidos continuam em terreno negativo, pressionados também pelos Juros da dívida histórica e a dívida contraída durante o combate à pandemia, que ascenderam, em 2021, a 29,7 milhões de Euros. O Resultado Líquido reflete ainda cerca de 5,5 milhões de Euros de diferenças de câmbio líquidas, resultantes da utilização da norma contabilística IFRS-16 e da apreciação do Dólar face ao Euro.

Nas companhias aéreas, a SATA Air Açores, apresentou um crescimento de Lugares Utilizados de 75% em relação ao ano anterior, ficando apenas cerca de 17% abaixo de 2019. Este comportamento resultou num crescimento de Receitas correntes de 18,8%, beneficiando de uma maior resiliência do tráfego doméstico, potenciado pela introdução, em junho, da Tarifa Açores.

Sindicato dos tripulantes avança com greve na Ryanair em 24, 25 e 26 de junho

 

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) emitiu um pré-aviso de greve ao trabalho na Ryanair nos dias 24, 25 e 26 de junho, de acordo com uma nota interna enviada aos associados.

Segundo a mensagem, a direção do SNPVAC resolveu “apresentar um pré-aviso de greve a realizar nos dias 24, 25 e 26 de junho, sendo decretada para todos os voos da Ryanair, cujas horas de apresentação ocorram entre as 00:00 e as 23:59 desse dia (horas locais da base do tripulante), bem como para os demais serviços (assistência ou qualquer tarefa no solo, ou seja, qualquer tarefa ordenada pela empresa, nomeadamente instrução ou outro serviço em que o tripulante preste atividade, situações de deslocação, refrescamentos ou quaisquer outras ações de formação no solo, deslocações às instalações da empresa)”.

“A Ryanair, após não conseguir chegar a acordo com o SNPVAC exclusivamente por exigirmos que o Acordo de Empresa (AE) negociado deveria cumprir com as regras estabelecidas na legislação portuguesa, conseguiu negociar e aprovar um AE que integra cláusulas ilegais com outro sindicato”, indicou o SNPVAC, garantindo que a estrutura em causa, o STTAMP – Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal, “à época não tinha associados da Ryanair, nem de qualquer outra companhia de aviação”.

“Reiteramos que a Ryanair escolheu um sindicato que não possuía nenhum tripulante de cabine filiado para assinar um acordo e forçou os seus trabalhadores a filiarem-se ao mesmo, sob pena de piorarem ainda mais as suas condições”, garantiu o SNPVAC, referindo que “os direitos laborais básicos não podem ser esquecidos, muito menos no desejo de aumentar a quotização”.

“Também sabemos que tal é prática corrente noutros países: acordos celebrados entre sindicatos que desconhecem por completo o que é ser tripulante de cabine e as respetivas condições de trabalho numa aeronave”, garantiu, destacando que a “Ryanair tem um longo historial de ilegalidades e falhas no cumprimento da lei”.

“O SNPVAC, associação de direito público, que tem como pressupostos a defesa dos seus Associados e o cumprimento da lei portuguesa, repudia veementemente não apenas as práticas abusivas e discriminatórias da Ryanair, mas também a sua normalização por sindicatos que apenas procuram crescimento e retorno financeiro, em vez da prossecução dos direitos legalmente consagrados dos trabalhadores”, criticou o SNPVAC.

 A estrutura disse depois que “todos os trabalhadores em Portugal têm o direito legalmente consagrado a receber subsídio de férias e de Natal e que esse direito é inalienável”, e que a “Ryanair continua a discriminar os trabalhadores associados no SNPVAC, nomeadamente em matérias de horário de trabalho e promoções internas”.

Além disso, indicou, as condições de trabalho têm-se deteriorado “por culpa exclusiva do comportamento persecutório da empresa”, acusando a companhia aérea ‘low cost’ de continuar “a tratar os trabalhadores sem o mínimo de dignidade e probidade inerente à posição de empregadora”.

“A Ryanair perpetrou despedimentos contra todos os representantes sindicais associados do SNPVAC”, disse ainda, assegurando que ao longo dos últimos dois anos, a direção do SNPVAC sempre se pautou por uma postura responsável e séria, procurando o diálogo junto da empresa”.

“Pela via da negociação e diálogo a empresa não demonstrou vontade de emendar condutas e cumprir com o estabelecido na lei portuguesa”, referiu o sindicato.

“Uma vez que estão assegurados os voos de ligação entre as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e o Continente através de outras operadoras (TAP, Azores Airlines e easyJet), existem meios alternativos de transporte aéreo”, disse ainda o sindicato, referindo que, por isso, não há “fundamento, no caso concreto, para a fixação de quaisquer serviços mínimos”.

O STTAMP e a Ryanair chegaram a acordo para acelerar a recuperação “de valores remuneratórios perdidos por força da crise pandémica”, indicou a estrutura, em comunicado, no dia 02 de junho.

Assim, o STTAMP, “organização sindical que representa cerca de 80% de todos os trabalhadores da Ryanair em Portugal”, informou que “chegou a acordo com a companhia aérea irlandesa” por forma a permitir “acelerar a recuperação dos valores remuneratórios perdidos por força da crise pandémica”.

Segundo o sindicato, este “acordo agora assinado permite ainda aos trabalhadores registar um acréscimo salarial significativo nos próximos dois anos”, sendo que “durante este intervalo de tempo serão ainda discutidas outras matérias relevantes para as condições de trabalho dos trabalhadores, criando um instrumento de regulação mais benéfico e adaptado às circunstâncias específicas do setor”, destacou.

Esta segunda-feira, também os sindicatos espanhóis USO e Sitcpla convocaram os tripulantes de cabine da Ryanair para seis dias de greve, com duração de 24 horas, entre junho e julho, exigindo a retoma das negociações do acordo coletivo.

A convocatória abrange os dias 16, 24, 25 e 30 de junho, bem como 01 de 02 de julho.

euroAtlantic vai receber dois B777-200ER ex Alitalia

 

A euroAtlantic  anunciou, hoje, que vai integrar na sua frota mais duas aeronaves Boeing B777-200ER.

Trata-se do futuro CS-TXW e do CS-TXS.

O CS-TSW, com o número de série 32782, voou com as cores da Alitalia como EI-DBM, já o CS-TSX, com o número de série 32784, voou como EI-DDH.

As aeronaves podem transportar até 293 passageiros, 30 em Business, 24 em Premium e 209 em Económica.

A companhia indica que a primeira aeronave chega em agosto e a segunda em setembro, deste ano.

De acordo com as informações, a euroAtlanticvai manter o CS-TFM como avião cargueiro, passando a contar com uma frota de 6 aeronaves em setembro.

Força Aérea: EH-101 Merlin resgata tripulante de um navio (com vídeo)

 

A Força Aérea Portuguesa anunciou que resgatou um homem, de 48 anos, que se encontrava a necessitar de assistência médica urgente, a bordo do navio “GURONI”, a navegar a cerca de 113 km a noroeste do Montijo, durante o dia de ontem, 12 de junho.

O resgate foi efetuado por um helicóptero EH-101 Merlin, da Esquadra 751– “Pumas”, da Força Aérea.

Após ter sido extraída em segurança da embarcação, a vítima seguiu para uma unidade hospitalar a fim de receber tratamento médico.

A título de curiosidade a Esquadra 751 – “Pumas” foi criada em 28 de abril de 1978. Após o período de descolonização, os SA-330 PUMA sofreram ligeiras modificações e foram aplicados na execução de missões de Busca e Salvamento nas áreas de responsabilidade atribuídas a Portugal no âmbito dos seus compromissos internacionais. De salientar que as regiões de responsabilidade de salvamento atribuídas a Portugal, coincidentes com a Região de Informação de Voo (FIR) de Lisboa e Sta. Maria, representam a maior área de responsabilidade da Europa. Além de Busca e Salvamento (SAR) a Esquadra 751executa outras missões, no âmbito estritamente militar, o apoio tático e outras missões de interesse público, como é o caso das missões de vigilância marítima.

Em 2005 a Esquadra 751 passou a contar com o moderno AgustaWestland EH-101 Merlin que veio substituir o consagrado SA-330 PUMA. Este foi um marco extremamente significativo pois permitiu à Esquadra ficar dotada de tecnologia de ponta e também aumentar a sua capacidade de operação. Este aumento de capacidades foi já traduzido em centenas de vidas salvas. Após a introdução do EH-101 “Merlin” existiu uma reestruturação do dispositivo SAR (busca e salvamento) nacional e assim os cerca de 100 militares que compõem a Esquadra 751 trabalham para que a mesma tenha, 24 horas por dia, 365 dias por ano, uma tripulação de alerta permanente na Base Aérea N.º 6, Montijo, uma tripulação e aeronave no AM3 Porto Santo e duas tripulações e duas aeronaves na Base Aérea N.º 4, Lajes.

A Esquadra 751, desde que foi equipada com o helicóptero EH-101 Merlin, já salvou mais de 4470 vidas, nas mais de 30 mil horas voadas (cerca de 64 mil horas no total da esquadra), continuando dia a dia a honrar o lema “Para que outros vivam”!

TAP Cargo anuncia operação em A330neo na Europa

 

A TAP Cargo anunciou que entre os dias 10 e 20 de junho, irá fazer um upgrade para Wide-Body em alguns voos de destinos intra-europeus: Frankfurt, Oslo, Zurique, Roma, Veneza, Londres.

Os voos serão operados com equipamento A330neo da TAP, uma vez que devido ao aumento da procura por viagens, a companhia está a aumentar a capacidade da sua operação.

A TAP Cargo indica que tem como Missão, diariamente e em tempo útil, prestar um serviço personalizado e de confiança na recolha, no transporte e na entrega de mercadorias nos aviões da TAP Air Portugal e aviões parceiros.

Tendo como principais Valores o foco no Cliente, nas suas necessidades e na sua total satisfação, providencia o transporte de todo o tipo de mercadoria — das mais frágeis às mais complexas, sejam bens materiais ou animais vivos —, oferecendo qualidade e segurança aos preços mais competitivos.

A TAP Cargo realiza o transporte nos nossos aviões de passageiros e nos aviões cargueiro TAP, dispondo de vários serviços personalizados que o cliente pode escolher consoante a sua preferência.

SNPVAC diz que acordo na Ryanair foi “à custa dos direitos dos trabalhadores”

 

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) criticou hoje o acordo entre a Ryanair e o STTAMP – Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal, garantindo que foi conseguido “à custa dos direitos dos trabalhadores”.

Numa nota enviada aos associados, a que a Lusa teve acesso, o SNPVAC recordou que, recentemente, o STTAMP “disse ter chegado a um acordo com a Ryanair após seis meses de negociações acerca de problemas ‘laborais’”.

“Gostaríamos de mencionar que o Acordo de Empresa assinado recentemente entre o STTAMP e a Ryanair, que contém cláusulas ilegais, não só não resolveu quaisquer problemas da tripulação, como perpetuou uma política de abuso e intimidação da empresa em relação aos trabalhadores”, referiu a direção do sindicato, na mesma mensagem.

De acordo com o SNPVAC, “assim, a Ryanair conseguiu aprovar um ‘acordo’ em que os trabalhadores não recebem subsídio de ‘férias e de Natal’, pois mais não fizeram do que dividir por 14 meses o valor da remuneração que já era auferida durante 12 meses”.

Além disso, criticou, “este ‘acordo’ retira dias de férias legalmente estabelecidos pela lei portuguesa, dando em troca (como se os direitos pudessem ser negociados) horários fixos”, acrescentando que “o mais ridículo” é que “não foi negociado pelo referido sindicato, mas pelos trabalhadores da Ryanair, o que obviamente subverte totalmente o conceito de negociação coletiva, que só um sindicato pode assegurar”.

“A ‘promoção da paz social’ reivindicada pelo STTAMP foi feita à custa dos direitos inalienáveis dos trabalhadores e pelo desejo de filiar mais tripulantes”, salientou o SNPVAC.

“Ao contrário do que o STTAMP argumentou (‘acordo sem demagogia ou opções políticas’), este acordo só beneficiou uma das partes, deixando os trabalhadores sem escolha, uma vez que os trabalhadores não filiados no STTAMP são discriminados quando se trata de construir horários e na progressão de carreira”, assegurou.

“Repudiamos totalmente os acordos que prejudicam os trabalhadores e, em última análise, a concorrência leal entre empresas”, rematou.

O STTAMP e a Ryanair chegaram a acordo para acelerar a recuperação “de valores remuneratórios perdidos por força da crise pandémica”, indicou a estrutura, em comunicado, no dia 02 de junho.

Assim, o STTAMP, “organização sindical que representa cerca de 80% de todos os trabalhadores da Ryanair em Portugal”, informou que “chegou a acordo com a companhia aérea irlandesa” por forma a permitir “acelerar a recuperação dos valores remuneratórios perdidos por força da crise pandémica”.

Segundo o sindicato, este “acordo agora assinado permite ainda aos trabalhadores registar um acréscimo salarial significativo nos próximos dois anos”, sendo que “durante este intervalo de tempo serão ainda discutidas outras matérias relevantes para as condições de trabalho dos trabalhadores, criando um instrumento de regulação mais benéfico e adaptado às circunstâncias específicas do setor”, destacou.

“As medidas alcançadas pela negociação só foram possíveis pela união demonstrada pelos trabalhadores promovendo a paz social na empresa durante os próximos anos, apesar de, neste momento, a Ryanair ainda registar resultados negativos quer em número de passageiros transportados, quer em resultados financeiros por comparação ao período pré-pandemia”, referiu o STTAMP.

De acordo com o sindicato, este foi “um processo negocial exigente e complexo que durou cerca de seis meses, mas onde o entendimento e a boa-fé negocial entre as partes foram determinantes nos objetivos agora alcançados, tendo os trabalhadores participado em todo o processo e sufragado quase unanimemente (97% de votos a favor)”, lê-se, na mesma nota.

A nova aeronave do Projeto ecoDemonstrator da Boeing

A Boeing divulgou um vídeo a mostrar a sua nona aeronave a integrar o projeto ecoDemonstrator.

Trata-se do Boeing 777-200 com a matrícula N861BC, fabricado em 2002 e com o número de série 32336.

A aeronave realizou esta madrugada o seu primeiro voo pós-pintura até ao Centro da Boeing Field.

A aeronave tem perto de 20 anos e voou com as cores da Singapore Airlines, Air New Zealand e Surinam Airways, dando agora sequência aos seguintes modelos e tecnologias desses 10 anos do projeto ecoDemonstrador.

Desde 2012, oito aviões serviram como bancos de testes voadores para o programa ecoDemonstrador  a Boeing, que tem como objetivo acelerar a inovação ao testar novas tecnologias promissoras no ar, por forma a dar resposta aos desafios do mundo real para companhias aéreas, passageiros e meio ambiente.

Posição do Bloco de Esquerda, PS e PSD sobre a privatização da Azores Airlines

 

O BE/Açores criticou “a privatização de 51% da SATA Azores Airlines” prevista no plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia, alertando para a “clara intenção de desmantelar e privatizar” a companhia aérea açoriana.

Em comunicado, o BE/Açores defende que o plano “coloca os contribuintes a pagar um plano de reestruturação que tem uma clara intenção de desmantelar e privatizar o grupo SATA, mantendo apenas e para já a SATA Air Açores [responsável pelas ligações interilhas], deixando a mobilidade dos açorianos e açorianas nas mãos do mercado e colocando também em causa os postos de trabalho”.

“A privatização da SATA Azores Airlines [responsável pelas ligações com o exterior da Região Autónoma] significa que serão os contribuintes a pagar os prejuízos acumulados para entregar uma empresa limpinha a uma companhia aérea privada, no que constitui um negócio de sonho para os privados, mas ruinoso para os contribuintes”, lamenta o BE.

Para o BE, “o plano de restruturação da SATA aprovado pelo Governo Regional da direita [PSD/CDS-PP/PPM]e pelo Governo da República do PS é um ótimo negócio para os privados e um péssimo negócio para os açorianos e açorianas”.

O BE “sempre defendeu que a recapitalização da empresa é fundamental para reduzir o peso da sua dívida e permitir o regresso à sustentabilidade da operação e a sua manutenção na esfera pública a 100%”, é referido na nota.

“No entanto, a Comissão Europeia e o Governo Regional impõem em paralelo à recapitalização, que atinge 453 milhões de euros em diversas modalidades, a privatização de 51% da SATA Azores Airlines”, criticam os bloquistas.

Para o BE, “abdicar da SATA Azores Airlines é deixar as ilhas com ‘gateways’ não liberalizadas [Pico, Faial e Santa Maria] sem garantia de manterem as acessibilidades ou, em alternativa, aumentar muito os custos para as manter”.

Por outro lado, é acrescentado, a privatização “significa também colocar em causa as ligações à diáspora, assim como renunciar a um instrumento económico importantíssimo para os Açores, ao nível do fomento e atração da atividade económica na região”.

“A separação da operação de ‘handling’ e desinvestimento anunciada pela Comissão Europeia é um sinal claro da intenção de entregar essa área de negócio a privados, tal como aconteceu no passado com a TAP, para garantir o negócio a privados”, sublinha o partido.

Tal “coloca em causa os postos de trabalho, com a agravante de acontecer num momento de crise e incerteza”, lê-se ainda no comunicado.

Também o PS/Açores alertou que “a aparente privatização negociada pelo Governo Regional”, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, no âmbito do plano de reestruturação da companhia aérea açoriana SATA, deixa os Açores numa posição “em que pagam e não mandam”.

“No processo de privatização da SATA proposto pelo PS [que liderou o Governo Regional até 2020], o objetivo era alienar 49% da empresa a privados, sem perder o controlo. Com esta decisão da Comissão Europeia, a SATA Azores Airlines – Sata Internacional [responsável pelas ligações com o exterior do arquipélago] tem de alienar 51% [do capital] até 2025 e a região perde o controlo da maioria do capital social da empresa, com todos os poderes de decisão a ficarem dependentes do novo investidor que vier a entrar”, refere o deputado do PS Carlos Silva, citado num comunicado do partido.

Para o parlamentar socialista, com a anterior versão, “os Açores mantinham o controlo sobre a sua companhia aérea” e, “agora, a confirmar-se o cenário dos 51% de alienação, os Açores pagam e não mandam”.

O deputado considera, por isso, que a comunicação de hoje da Comissão Europeia deixa “mais dúvidas do que certezas”, lamentando também a “evidente falta de transparência” do Governo Regional.

“A que nível está a cedência do controlo da região sobre a Azores Airlines, de que cortes e medidas de controlo de custos estaremos a falar? Que futuro para os trabalhadores do ‘handling’ da SATA, que rotas a empresa deixará de operar em favor da concorrência e o impacto que isso terá no turismo dos Açores, de que maneira a impossibilidade de aquisição de novos equipamentos impacta na corrente e futura operação da empresa?”, questiona Carlos Silva.

Para o deputado, “estas questões são demasiado importantes para o futuro da empresa, dos seus trabalhadores e das suas famílias e dos Açores para continuarem sem uma resposta clara, concreta e fundamentada quanto aos seus impactos imediatos e sobretudo futuros”.

“Os deputados ainda não tiveram acesso ao processo completo de restruturação, apenas ao comunicado da Comissão Europeia, que comunica uma decisão. Esta decisão foi tomada tendo por base um plano de reestruturação apresentado a essa instituição europeia, do qual pouco ou nada se conheceu e pouco ou nada se conhece”, lamenta.

Carlos Silva salienta ainda que “o que se sabe é muito pouco, não foi divulgado pelo Governo Regional e é fator de apreensão” e que as condições foram negociadas pelo executivo açoriano com a Comissão Europeia “às escondidas, nomeadamente do parlamento dos Açores, e apesar de sucessivos pedidos de informação formulados”.

O líder parlamentar do PSD/Açores, João Bruto da Costa, destacou a “garantia de que não haverá qualquer processo de despedimento coletivo no grupo SATA” no âmbito do plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia.

Segundo uma nota de imprensa do PSD/Açores, o presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, prestou hoje “esclarecimentos aos partidos com assento parlamentar sobre o plano de reestruturação da SATA”.

Citado na nota, João Bruto da Costa considera que o trabalho “persistente e cuidadoso” do Governo Regional, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, “conduziu à aprovação, pela Comissão Europeia, do plano de reestruturação da SATA, garantindo que fosse alcançada uma solução de futuro para a companhia aérea açoriana”.

“O Governo dos Açores, com a importante colaboração do conselho de administração da SATA, levou a cabo um trabalho persistente e cuidadoso, tendo em conta a gravidade da situação em que se encontrava a companhia aérea regional. Foi possível alcançar uma solução de futuro que permitirá salvar a empresa da falência socialista”, afirma João Bruto da Costa.

O parlamentar recorda que “a reestruturação da SATA era um compromisso político do presidente do Governo dos Açores” que, ainda como candidato nas eleições regionais de 2020, “tinha assumido como prioritária a salvação da companhia”.

“Foi este Governo da coligação PSD/CDS-PP/PPM que assumiu, verdadeiramente, a importância estratégica da SATA para a região e tudo fez para que a companhia tivesse futuro”, sublinha.

A Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea açoriana SATA, de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo ‘remédios’ como uma reorganização da estrutura empresarial.

A injeção financeira implica o desinvestimento de uma participação de controlo (51%) na Azores Airlines, o desdobramento da atividade de assistência em terra e uma reorganização da estrutura empresarial da SATA, com a criação de uma ‘holding’ que substitui a SATA Air Açores no controlo das suas operações subsidiárias, revelou a Comissão Europeia.

Estão ainda previstas a obrigação de a SATA ter um limite máximo na sua frota até ao final do plano de reestruturação e a proibição de, também até esse prazo, fazer qualquer aquisição de aviões.

Bruxelas diz ter verificado que “a ajuda é necessária e adequada para assegurar que a SATA, sendo uma empresa em dificuldade, irá ser viável a longo prazo sem a necessidade de apoio público contínuo”.

As dificuldades financeiras da SATA perduram desde pelo menos 2014, altura em que a companhia aérea detida na totalidade pelo Governo Regional dos Açores começou a registar prejuízos, agravados pelos efeitos da pandemia de covid-19, que teve um enorme impacto no setor da aviação.

Sevenair Academy realiza Pilot Open Day no próximo dia 25 de junho

 

A Sevenair Academy anunciou que vai realizar mais um “Pilot Open Day” no próximo dia 25 de junho, sendo o 4º Open Day realizado este ano.

Sendo uma referência no sector, estes “Open Day” realizados pela Sevenair Academy e cujo modelo tem sido replicado por outras escolas, são uma excelente oportunidade para os candidatos a piloto conhecerem as instalações da Sevenair Academy no Aeroporto de Cascais, esclarecerem todas as dúvidas que possam ter sobre a formação e a profissão e terem experiências práticas, que os possam ajudar a tomar a decisão de escolha de carreira.

A formação aeronáutica em Portugal é de reconhecida qualidade e as condições meteorológicas e morfológicas do país ajudam bastante a que seja um dos países europeus com possibilidade de efectuar mais horas de voo por ano. Além disso, o facto de Portugal estar inserido no espaço EASA, oferece aos pilotos aqui formados a licença mais reconhecida a nível mundial.

Por estes motivos, a Sevenair Academy, no mercado há mais de 33 anos, tem crescido sustentadamente, contando com alunos de 41 nacionalidades e oferecendo a maior e mais moderna frota de instrução em Portugal (22 aeronaves das quais 14 glass cockpit e 2 simuladores) que realiza mais horas em Portugal (previsão para 2022 é de 17.000h de voo).

“O nosso “Pilot Open Day” permite a todos os candidatos a piloto conhecerem a história da Sevenair Academy e do grupo aeronáutico a que pertence, e que inclui uma companhia aérea regional; a oferta formativa para o curso de Piloto – Integrado e Modular; visita aos 3 hangares do grupo no Aeroporto de Cascais; experiência em simulador ALSIM ALX e experiência de voo em aeronaves Tecnam P2008 equipadas com aviónica topo de gama Garmin G3X.”

Tal como nos outros Open Days, as vagas são limitadas e esgotam muito depressa pelo que é necessário proceder a uma inscrição, que pode ser feita através do link https://academy.sevenair.com/open-day-pilot-training/

Bruxelas dá ‘luz verde’ a ajuda estatal de 453,25 ME para reestruturação da SATA

 

A Comissão Europeia aprovou hoje uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea açoriana SATA, de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo ‘remédios’ como uma reorganização da estrutura empresarial.

“A Comissão Europeia aprovou, ao abrigo das regras da União Europeia em matéria de auxílios estatais, os planos de Portugal para conceder à transportadora aérea SATA Air Açores uma ajuda à reestruturação num montante total de 453,25 milhões de euros”, medida que visa “permitir à empresa financiar o seu plano de reestruturação e restaurar a sua viabilidade a longo prazo”, informa a instituição em comunicado.

A ‘luz verde’ hoje anunciada surge depois de, em abril de 2021, Portugal ter notificado a Comissão Europeia sobre a sua intenção de conceder uma ajuda estatal para apoiar o plano de reestruturação da SATA para o período 2021-2025.

A verba aprovada divide-se em empréstimos diretos de 144,5 milhões de euros e assunção de dívida de 173,8 milhões de euros, num total de 318,25 milhões de euros a converter em capital próprio, e em garantias estatais de 135 milhões de euros concedidas até 2028 para financiamento facultado por bancos e outras instituições financeiras.

“O plano de reestruturação estabelece um pacote de medidas destinadas a melhorar as operações e os horários da SATA, bem como a reduzir os custos”, destaca Bruxelas na informação à imprensa.

Estão em causa compromissos “para assegurar uma implementação eficaz”, como o desinvestimento de uma participação de controlo (51%) na Azores Airlines, o desdobramento da atividade de assistência em terra e uma reorganização da estrutura empresarial da SATA, com a criação de uma ‘holding’ que substitui a SATA Air Açores no controlo das suas operações subsidiárias.

Estão ainda previstas a obrigação de a SATA ter um limite máximo na sua frota até ao final do plano de reestruturação e a proibição de, também até esse prazo, fazer qualquer aquisição de aviões.

“A Comissão concluiu que a ajuda à reestruturação está em conformidade com as regras europeias em matéria de auxílios estatais”, nomeadamente as referentes a apoios de emergência e concedidos a empresas em dificuldade, adianta a instituição.

Em concreto, Bruxelas diz ter verificado que “a ajuda é necessária e adequada para assegurar que a SATA, sendo uma empresa em dificuldade, irá ser viável a longo prazo sem a necessidade de apoio público contínuo”, que “os efeitos negativos da ajuda à reestruturação no setor dos transportes aéreos são limitados” e ainda que este apoio estatal “facilita o desenvolvimento do transporte aéreo regional e atividades conexas, em particular no setor do turismo, nos Açores, e não distorce a concorrência”.

Citada pela nota, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia com a pasta da Concorrência, Margrethe Vestager, assinala que esta medida “garantirá a continuidade territorial das ilhas dos Açores com Portugal continental e a União Europeia, permitindo ao mesmo tempo o regresso à viabilidade” da SATA, realçando ainda as “salvaguardas para garantir que as possíveis distorções da concorrência sejam limitadas”.

As dificuldades financeiras da SATA perduram desde pelo menos 2014, altura em que a companhia aérea detida na totalidade pelo Governo Regional dos Açores começou a registar prejuízos, agravados pelos efeitos da pandemia de covid-19, que teve um enorme impacto no setor da aviação.

Também hoje, a Comissão Europeia anunciou ter encerrado a investigação aberta em agosto de 2020 à transportadora açoriana SATA sobre os apoios públicos de Portugal, após a empresa ter reembolsado ao Estado português as verbas facultadas para aumentos de capital.

Ryanair anuncia três novas rotas de Portugal para o próximo inverno

 

A Ryanair anunciou que vai passar a voar à partida de Portugal para Estrasburgo, Frankfurt Hahn e Maastricht a partir de Portugal no próximo inverno.

De acordo com a informação divulgada pelo grupo, a ligação a Frankfurt Hahn é a partir do aeroporto do Faro, sendo que o Porto irá contar com voos para Estrasburgo e Maastricht.

Na mesma nota, a transportadora indicou que, assim, “passa a contar com 141 rotas para o inverno 22/23 de e para Portugal, oferecendo aos clientes mais opções de viagens durante a época do inverno e contribuindo para o crescimento do turismo durante a baixa estação”.

Dara Brady, diretor de marketing da Ryanair, indicou que a transportadora anunciou “a sua programação de inverno 22/23 para Portugal, com 141 rotas para destinos populares em toda a Europa, incluindo novas rotas para/de Maastricht, Estrasburgo e Frankfurt”.

A Ryanair conta com “90 bases e mais de 2.500 rotas a operar em 36 países europeus neste inverno” e que “continua a impulsionar a recuperação do tráfego e a criar empregos em toda a Europa de forma sustentável, com uma frota crescente de novos aviões B737 ‘Gamechanger’, que queimam 16% menos combustível e emitem 40% menos emissões sonoras, ao mesmo tempo que acrescentam 4% mais lugares”, segundo a mesma nota.

Combustível mais caro e valorização do dólar dificultam plano de reestruturação da TAP

 

A presidente da comissão executiva (CEO) da TAP, Christine Ourmières-Widener, disse hoje que o custo mais elevado do combustível e a valorização do dólar americano (USD) são obstáculos que tornam mais difícil a realização do plano de reestruturação.

A CEO da companhia aérea está esta tarde a ser ouvida na Assembleia da República, na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, por requerimento do PSD e do PS.

“Os custos de combustível mais elevados e a valorização do USD são obstáculos que tornam mais difícil a realização do plano”, apontou a responsável, acrescentando que os custos estimados com combustível são cerca de 300 milhões de euros superiores ao anteriormente previsto e 200 milhões superior a 2019.

No entanto, Christine Ourmières-Widener reiterou que a sustentabilidade e sobrevivência da TAP são “absolutamente possíveis”, apesar dos desafios.

“Não podemos comprometer o futuro a longo prazo para resultados a curto prazo […] Estamos cuidadosamente otimistas”, acrescentou.

No âmbito do plano de reestruturação de que a TAP está a ser alvo, a Comissão Europeia impôs, entre outras medidas, que a companhia aérea não pode pedir apoio financeiro adicional ao Governo durante os próximos 10 anos, que a transportadora fique limitada a uma frota de 99 aviões, que liberte 18 faixas horárias (‘slots’) no aeroporto de Lisboa e que aliene ou feche ativos não essenciais.

O presidente e a presidente executiva da TAP, Manuel Beja e Christine Ourmières-Widener, são hoje ouvidos no parlamento, sobre o plano de reestruturação, a situação económico-financeira e as opções de rotas, nomeadamente no Norte do país.

Os requerimentos do PS e do PSD para audição de Manuel Beja e Christine Ourmières-Widener foram aprovados por unanimidade, em 27 de abril, na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação.

De acordo com a proposta de Orçamento Estado, o Governo mantém a previsão de injetar este ano até 990 milhões de euros na TAP.

A TAP teve um prejuízo de quase 1.600 milhões de euros no ano passado, apesar do aumento do número de passageiros transportados e das receitas relativamente ao ano anterior, segundo comunicou a empresa, esta segunda-feira.

Na informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a transportadora aérea nacional explica que registou custos não recorrentes de 1.024,9 milhões – por exemplo, com o encerramento das operações de manutenção no Brasil – que tiveram impacto nos resultados.

No primeiro trimestre deste ano, os prejuízos da TAP S.A. reduziram-se no primeiro trimestre para 121,6 milhões de euros, face ao valor negativo de 365,1 milhões de euros obtido em igual período do ano passado.

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