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Vasco Cordeiro admite situação financeira “muito delicada” na SATA


 

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, admitiu que a SATA se encontra a viver uma situação financeira “muito delicada”, apesar de acreditar que a companhia vai ser capaz de continuar a oferecer o “melhor serviço” às comunidades açorianas.

De acordo com a Lusa, Vasco Cordeiro falou sobre a SATA durante uma visita oficial à Califórnia, EUA, onde deu uma aula sobre os Açores do século XXI, na qual foi questionado, durante o período de perguntas e respostas, sobre as rotas da SATA para aquele estado norte-americano e as dificuldades de açorianos e lusodescendentes chegarem aos Açores.

“Há uma diferença entre as possibilidades, a disponibilidade e o que pode ser feito. Não vou entrar em detalhes, mas acredite que se a questão fosse política, a SATA voaria de Fresno, Tulare” e de outras localidades californianas, asseverou o presidente do Governo Regional dos Açores.

Vasco Cordeiro explicou depois que a SATA tem “responsabilidades de voar para o continente” e manter outras operações, a exemplo de Boston ou Toronto, para onde a companhia internacional da SATA, a Azores Airlines, realiza operações.

O líder do executivo açoriano disse que fica “triste” quando sucedem episódios como cancelamentos que obriguem os passageiros a ficar retidos em aeroportos, mas garante que a companhia açoriana tem vindo a trabalhar para “providenciar um cada vez melhor serviço” às comunidades.

Acessibilidades aéreas aos Açores não se esgotam na SATA

 

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, lembrou que as acessibilidades aéreas à região não se esgotam na SATA, valorizando o trabalho da companhia aérea na melhoria do seu serviço.

Vasco Cordeiro falava à agência Lusa, RTP e Antena 1 no final de cinco dias de visita oficial à Califórnia, tendo a transportadora aérea açoriana sido tema recorrente nos contactos com a diáspora daquele estado norte-americano.

“A SATA mantém, é um objetivo estratégico, a ligação com a diáspora”, mas “não se pode pedir” à empresa aquilo que não se exige a mais nenhuma companhia neste mundo”, prosseguiu Vasco Cordeiro, lembrando os “desafios” da transportadora aérea e as suas “circunstâncias próprias”, desde logo a reduzida frota para voos de e para fora do arquipélago.

“O trabalho de acessibilidades à região conta com a SATA, mas não se esgota apenas na SATA”, declarou ainda o governante, lembrando a ligação aérea da Delta que existe entre Nova Iorque e Ponta Delgada.