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South African Airways prepara-se para retomar as suas operações

A SAA –  South African Airways anunciou que deu mais um passo significativo para retomar as operações depois de receber uma licença de operação renovada pelo regulador, a Autoridade de Aviação Civil da África do Sul, sob a supervisão do Comandante Sakhile Reiling, Executivo Provisório da SAA: Operações.

O CEO interino da SAA, Thomas Kgokolo, disse: “Este é um desenvolvimento importante, pois a SAA prepara-se para voltar aos céus em apenas algumas semanas. Na nossa sede no Airways Park, em hangares e terminais em todo o país, a nossa equipa trabalha arduamente para concluir as fases preparatórias finais antes de fazermos um anúncio oficial sobre a data exata do início das nossas operações. “Embora reconheça que há frustração com o atraso na confirmação desta data, todos nós da SAA precisamos ter certeza de que os componentes vitais num processo muito complicado e multifacetado estão a funcionar perfeitamente antes de começarmos. Estou confiante de que seremos capazes de fazer esse anúncio em breve. ”

À medida que a SAA acelera a sua prontidão, a Kgokolo também confirmou que todos os pilotos de gestão e especialistas já foram nomeados e que os pilotos que formarão o núcleo do cockpit da frota foram identificados e os processos para os trazer a bordo serão concluídos nas próximas duass semanas.

Problemas obrigam Qatar a suspender operações de 13 Airbus A350, e prepara-se para reactivar A330

Em junho, a Qatar Airways suspendeu as entregas dos seus novos Airbus A350, alegando uma falha em que as superfícies abaixo da pintura estão a degradar-se “a um ritmo acelerado”.

Hoje, num comunicado divulgado pela companhia aérea, a Qatar Airways indicou que está a seguir as instruções explícitas do seu regulador, que obrigam à paragem de treze aeronaves Airbus A350.

A companhia sublinha que estas aeronaves estarão inoperacionais até que a causa raiz possa ser estabelecida e um solução satisfatória disponibilizada para corrigir permanentemente a condição subjacente.

Das 13 aeronaves retiradas de serviço fazem parte 2 unidades A350-1000 e 11 A350-900.

A segurança dos passageiros continua a ser a principal preocupação da Qatar Airways. A companhia aérea fará todo o possível para garantir que os seus passageiros não sejam incomodados pela retirada obrigatória destas aeronaves de serviço e irá esforçar-se para encontrar soluções alternativas para oferecer o alto padrão de serviço habitual a todos.

O CEO do Qatar Airways Group, Akbar Al Baker, disse: “Com este mais recente caso, esperamos sinceramente que a Airbus trate este assunto com a devida atenção que ele requer. A Qatar Airways não aceitará nada além de aeronaves que continuem a oferecer aos seus clientes o mais alto padrão possível de segurança e a melhor experiência de viagem que eles merecem. A Qatar Airways espera que a Airbus tenha estabelecido a causa raiz e corrigido permanentemente a condição subjacente para a satisfação de nossos padrões e dos requisitos de nosso regulador, antes de recebermos qualquer outra aeronave A350”.

A Qatar Airways já tomou medidas para reactivar a sua frota de A330, por forma a compensar a paragem dos A350, e está a procuraroutras soluções através de empresas de leasing.

Groundforce diz que TAP lhe deve 2,5 ME por voos noturnos mas companhia discorda

 

A Groundforce diz que a TAP lhe deve cerca de 2,5 milhões de euros, relativos a faturas de 2018, 2019, 2020 e 2021, por voos reagendados para o horário noturno, uma dívida que a companhia aérea não reconhece.

De acordo com a sentença do processo de insolvência da Groundforce, pedido pela TAP, na qualidade de credora, proferida pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa e a que a Lusa teve acesso, a “Requerida [Groundforce] reclama a existência de um crédito sobre a Requerente [TAP] no valor de 2.471.362,24 euros, relativos a faturas emitidas, pela requerida em 2018, 2019, 2020 e 2021, no âmbito do contrato de prestação de serviços de handling, por voos reagendados para o horário noturno (entre as 00:00 e as 06:00) – o chamado ‘Night curfew’”.

De acordo com o documento, aquelas faturas “não foram pagas pela requerente até à presente data, por não reconhecer a dívida”.

Entre julho de 2017 e dezembro de 2018, a Groundforce diz ter faturado à TAP o valor total de 1.446.706,29 euros, pelas assistências de voos que não estavam previstos em horário de ‘night curfew’ e que acabaram por ser assistidos naquele período.

Já em 2019, ao abrigo da introdução de uma clausula de adicional de preço no acordo celebrado entre as duas empresas, a Groundforce faturou à TAP a quantia de 960.347.37 euros, em 2020 faturou 50.249.75 euros e em 2021 foram 14.058.83 euros.

No entanto, segundo a informação prestada ao tribunal, a TAP entende que a Groundforce está a “faturar indevidamente os serviços”, por considerar que o adicional de preço previsto no acordo entre as duas empresas “apenas abrange os voos reprogramados, com alteração de ‘slot’ e que caíssem em ‘night curfew’”.

Por sua vez, a empresa de ‘handling’ (assistência em aeroportos) “entende que a razão de ser da introdução da cláusula sob apreço estava diretamente relacionada com o facto de a alteração da hora de chegada ou de partida de voos para horários de ‘night curfew’ implicar o aumento dos custos do ‘handler’, que se vê forçado a alterar o planeamento (de recursos humanos e materiais) que havia feito, para assistir um voo num horário em que o número de voos é limitado”.

Adicionalmente, a Groundforce alega que ficou acordado com a TAP que sempre que faturasse à companhia aérea mais de 80,6 milhões de euros por ano, haveria uma partilha de ganhos entre ambas, pela diferença do valor faturado, na percentagem de 16,6%.

Em 2018 e 2019, a Groundforce faturou à TAP cerca de 97,1 e 101,6 milhões de euros, respetivamente, “incluindo a faturação relativa a 150% do preço do ‘turnaround’ cobrado por reagendamento de voos para o período de ‘night curfew’”, tendo pagado cerca de 2,8 e 3,5 milhões de euros, a título de ganhos de escala.

A Groundforce sublinha que os voos reagendados para ‘Night Curfew’ em 2018/2019 representaram aproximadamente 400.000 euros do total do crédito emitido à TAP.

“Apesar de a requerente [TAP] dizer que não aceita a faturação do ‘Night Curfew’, a verdade é que a requerente aceitou os referidos ganhos de escala, e nunca devolveu o montante do crédito correspondente aos ganhos de escala deduzidos da faturação do ‘night curfew’”, lê-se no documento.

Outra questão levantada pela Groundforce prende-se com o fundo de pensões, que a empresa tentou utilizar para levantar um excedente de três milhões de euros para pagar subsídios de férias aos trabalhadores, no final de junho, mas não chegou a acordo com os trabalhadores nesse sentido.

Quando a Groundforce deixou de fazer parte da TAP, num processo de cisão concluído em setembro de 2003, a empresa de ‘handling’ assumiu o compromisso de assegurar o pagamento aos trabalhadores admitidos na TAP S.A. até 31 de maio de 1993 de uma pensão complementar de reforma.

Segundo a Groundforce, “esse fundo de pensões abrange, em teoria, apenas 469 trabalhadores”.

“Em relatório produzido pela entidade gestora do fundo, concluiu-se que há excesso de financiamento do Fundo de Pensões, ou seja, o dinheiro que a empresa todos os meses canalizou para o referido fundo ao longo dos anos, excede as responsabilidades presentes e eventuais futuras pelas quais o fundo possa vir a responder relativamente a estes 469 trabalhadores”, argumenta.

Um tribunal em Lisboa decretou na quarta-feira a insolvência da Groundforce, depois de um requerimento da TAP nesse sentido, no culminar de mais de um ano de problemas entre a empresa, os trabalhadores, o Governo e a companhia aérea.

SATA foi a única concorrente às rotas interilhas nos Açores

O concurso público em que a SATA foi a única concorrente a apresentar uma proposta prevê um contrato de cinco anos, “pelo valor máximo de 140.000.000 de euros”.

A SATA foi a única empresa a concorrer ao contrato de concessão do serviço público de transporte aéreo regular interilhas nos Açores, anunciou esta quinta-feira o Governo Regional.

A SATA, segundo uma nota de imprensa do executivo açoriano, apresentou uma proposta de 139.999.590,00 euros para os cinco anos do contrato.

“Decorrido o prazo para apresentação das propostas, que terminou quarta-feira às 23:59 [hora de Lisboa], apenas a SATA Air Açores – Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos, S.A., apresentou proposta, apesar de cinco empresas se terem mostrado interessadas no procedimento”, é referido na nota.

Após esta fase, caberá ao júri analisar a proposta apresentada pela SATA e submeter ao secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia, Mário Mota Borges, um “relatório fundamentado para efeitos de adjudicação”.

Em 02 de junho de 2021, foi publicada no Jornal Oficial uma resolução do Conselho do Governo sobre o contrato de concessão celebrado entre a região e a SATA em 01 de outubro de 2020, após o termo do contrato anterior.

Segundo a resolução, com o surgimento da pandemia de Covid-19 e face ao “enorme impacto no setor aeronáutico e no mundo em geral, e a impossibilidade de antever a totalidade das consequências desse impacto”, foi celebrado em 01 de outubro de 2020 entre a região e a SATA Air Açores, mediante ajuste direto, um contrato de concessão do serviço público aéreo regular interilhas, por um período de seis meses.

O ajuste direto foi fundamentado com a “situação de urgência resultante da necessidade de assegurar a continuidade da existência de serviços aéreos regulares interilhas, mantendo-se os moldes em que a prestação de serviços vinha sendo prestada”

Posteriormente, devido à continuação da pandemia e também à realização das eleições regionais, foi celebrado um segundo ajuste direto, por seis meses, com início em 01 de abril de 2021.

O concurso público em que a SATA foi a única concorrente a apresentar uma proposta prevê um contrato de cinco anos, “pelo valor máximo de 140.000.000 de euros”.

Tribunal decretou insolvência da Groundforce

 

O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa decretou hoje a insolvência da SPdH (Groundforce), anunciou a TAP, que tinha feito um requerimento nesse sentido, no dia 10 de maio, de acordo com um comunicado.

“A declaração de insolvência da SPdH – Serviços Portugueses de Handling, S.A. (Groundforce), hoje proferida pelos Juízos de Comércio de Lisboa do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, é, para a TAP, a solução transitória que melhor permite restaurar a confiança na gestão da Groundforce”, disse a empresa, na mesma nota.

“A companhia sublinha que esta decisão do Tribunal não determina, por si, a cessação automática dos contratos de trabalho dos trabalhadores da SPdH nem a suspensão dos contratos de prestação duradoura de serviços por parte da Groundforce, incluindo os serviços de assistência em escala à TAP”, garantiu.

“Esta decisão resulta do pedido feito em 10 de maio, pela TAP, S.A., na qualidade de credora, com o objetivo de procurar salvaguardar a viabilidade e a sustentabilidade da empresa de ‘handling’, assegurando a sua atividade operacional nos aeroportos portugueses”, referiu a companhia aérea.

Numa outra nota, publicada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a TAP diz que, “caso tal se mostre viável, a possibilidade de continuidade da atividade da SPdH pode ser apreciada no quadro do processo de insolvência, sendo que os credores podem decidir pela aprovação de um plano de recuperação desta empresa”.

“Sem prejuízo da possibilidade de impugnação da sentença nos termos previstos na lei, seguir-se-á a tramitação própria do processo de insolvência”, indicou ainda a transportadora.

 “A TAP, ao mesmo tempo que continuará a zelar pela defesa dos seus melhores interesses, permanece empenhada em trabalhar em soluções que permitam assegurar a capacidade de resposta operacional e a sustentabilidade financeira da Groundforce”, concluiu na mesma nota.

BAA Training to Open a New Training Centre for Transavia France

 

BAA Training, a part of Avia Solutions Group, and Transavia Airlines, a part of Air France-KLM Group, have signed a term sheet contract that sets out the conditions based on which BAA Training will open a new training centre dedicated to Transavia’s pilot training needs. The new aviation training centre situated near Paris Orly Airport (ORY) in France and containing 6 simulator bays will be operated by BAA Training itself as enforced by an exclusive partnership agreement the parties will conclude shortly.

Egle Vaitkeviciute, CEO at BAA Training, says: „The fact that BAA Training has reached an agreement with Transavia France in regards to establishing a new training centre in France and entering a long-term partnership is yet another evidence we have the necessary know-how to work in tandem with world-class airlines. Today, we begin a new BAA Training France story as we become a reliable long-term partner ready to work hard and adapt to fit Transavia France’s varied needs.“

Air France and Transavia are known for setting exceptionally high competency and safety standards and paying close attention to choosing and training their employees – pilots, instructors, engineers, etc. For us, earning their trust meant creating a training environment complying with high-quality industry standards, installing state-of-the-art equipment and providing professional pilot training services.

Hervé Boury, Chief Operations Officer at Transavia France says: “Transavia places flight safety at the heart of our concerns. By investing in a partnership with BAA Training France, Transavia France will rely on a new training center for our pilots. This center will meet our requirements by implementing tailor-made and specific programs. The up to 4 simulator bays dedicated to Transavia will be a key asset to support the growth of our company.”

The new training centre BAA Training France accommodating 6 simulator bays will be ready to accept the first state-of-the-art simulator in Q4 2022.

The brand-new training facility will incorporate 4 simulators dedicated to Transavia France’s purposes. It is planned to install the following types of full flight simulators: Boeing 737NG, Boeing 737 MAX and Airbus A320neo. Additionally, a Door and Overwing exit trainer, 2 FTD Level 2 devices and other training equipment are being considered.

Other BAA Training’s already implemented global projects

BAA Training is confident about its capabilities to execute such an extensive and costly project as BAA Training France since it has already opened a few simulator centres worldwide, meeting tight deadlines and the highest quality requirements.

A modern training centre in Zhengzhou city, established on a franchise basis, marked the first BAA Training name’s appearance in China in June 2020, despite the Covid-19 crisis. It was designed to provide the capacity of 40,000 flight hours per year and train approximately 4,000 pilots.

The recently opened simulator training centre in Barcelona – BAA Training Spain – today is fully functional. Its Airbus A320 full flight simulator’s hours are being actively booked, and the second full flight simulator – Boeing 737 MAX – has just arrived at the training facility. Last but not least, one more Boeing 737NG FFS and two fixed base FTD Level 2 devices will also join the mix of equipment at BAA Training Spain and offer cost-trimming opportunities for corporate and individual clients.

British Airways estendeu contrato com a Lufthansa Technik para Serviços de Manutenção de Base para os seus Airbus A380

O grupo Lufthansa anunciou que a British Airways estendeu o seu contrato com a Lufthansa Technik para Serviços de Manutenção de Base para as suas aeronaves Airbus A380. O contrato será executado a partir de agosto de 2022 por mais de cinco anos e inclui serviços para os 12 A380 da companhia aérea a serem executados nas instalações da Lufthansa Technik Filipinas, em Manila.

Durante os últimos cinco anos, a British Airways e a Lufthansa Technik trabalharam juntas nos serviços de manutenção de base do A380 e com ambas as partes alinhadas aos mesmos altos padrões de segurança e profissionalismo.

As competências organizacionais, experiência, conhecimento técnico e flexibilidade de ambas as empresas levaram à prorrogação deste contrato, que inclui 12 anos de cheques para aeronaves A380.

Dave Exon, Diretor Técnico da British Airways, afirma: “A segurança está no centro de tudo o que fazemos e estamos muito satisfeitos em estender o nosso contrato de manutenção de base do A380 existente com a Lufthansa Technik como resultado do excelente padrão contínuo de serviço fornecido pela Lufthansa Technik Filipinas. Este acordo garante que as nossas aeronaves A380 tenham slots garantidos no futuro previsível. ”

Elmar Lutter, CEO da Lufthansa Technik Filipinas, diz: “Estamos orgulhosos em continuar o nosso bom relacionamento com a British Airways, estendendo o contrato de manutenção de base do Airbus A380 por mais cinco anos.  Na Lufthansa Technik Filipinas, continuamos comprometidos com a manutenção das aeronaves A380 num futuro previsível. ”

A Lufthansa Technik Filipinas acompanhar a aeronave por meio do AVIATAR, o pacote de operações digitais da Lufthansa Technik, a fim de rastrear, coordenar e relatar as verificações. A plataforma digital fornece acesso a informações multiusuário em tempo real sobre o status do cheque, incluindo itens em aberto, próximas etapas, nível de conclusão e muitas outras funções, garantindo uma camada adicional de segurança de todas as operações.

Ryanair transporta 9,3 milhões de passageiros em julho mais do dobro de igual mês de 2020

 

A Ryanair anunciou hoje que transportou 9,3 milhões de passageiros em julho, mais do dobro do que no mesmo mês do ano passado.

Em comunicado, a companhia afirmou que a retoma do tráfego coincide com a entrada em vigor do certificado covid da União Europeia (UE), que permitiu flexibilizar as restrições de viagens durante a pandemia.

Durante os meses mais difíceis desta crise sanitária, a Ryanair cancelou mais de 90% dos voos previstos, com breves períodos de reabertura, como em julho de 2020, quando transportou 4,4 milhões de passageiros, muito abaixo dos 9,3 milhões do mês passado, indica o comunicado.

A empresa também melhorou a taxa de ocupação, que mede o número de assentos ocupados em cada voo, para 80% em julho, contra 72% em junho, quando transportou 5,3 milhões de passageiros.

O grupo Ryanair, composto pelas companhias aéreas Laudamotion, Buzz, Malta Air e Ryanair UK, afirmou hoje que efetuou mais de 61.000 voos na sua rede de rotas europeias em julho.

Na semana passada, o CEO (Chief Executive Officer) da transportadora, Michael O’Leary, avisou que ainda existe “grande incerteza” no setor, mas previu que se a pandemia não causar “mais contratempos” e o atual ritmo de reservas for mantido, a companhia aérea poderá transportar até 10 milhões de passageiros em agosto.

O executivo fez estas declarações ao apresentar os resultados financeiros do grupo para o primeiro trimestre fiscal, entre abril e junho, no qual perdeu 272,6 milhões de euros, mais 47% do que no mesmo período do ano anterior.

DHL Express encomenda 12 aviões Alice eCargo totalmente elétricos da Eviation

DHL Express e a Eviation, fabricante global de aeronaves totalmente eléctricas com sede na área de Seattle, anunciaram que a DHL é a primeira companhia a encomendar 12 aviões Alice eCargo totalmente eléctricos.

Alice eCargo da Eviation é uma aeronave totalmente eléctrica líder mundial, o que permite que as companhias aéreas – tanto de carga quanto de passageiros – operem uma frota com zero emissões. A Eviation espera entregar a aeronave eléctrica Alice à DHL Express em 2024.

Com este compromisso, a DHL pretende estabelecer uma rede elétrica Express incomparável e dar um passo pioneiro num futuro de aviação sustentável. Alice pode ser pilotada por um único piloto e pode transportar até 2.600 lbs (1.250 kg).

O carregamento exigirá 30 minutos ou menos por hora de voo e terá um alcance máximo de até 440 milhas náuticas (815 quilómetros). Alice irá operar em todos os ambientes actualmente servidos por aeronaves a pistão e turbina. Os motores eléctricos avançados de Alice têm menos peças móveis para aumentar a confiabilidade e reduzir os custos de manutenção.

O software operacional monitora constantemente o desempenho do voo para garantir a eficiência ideal.

Esta é a aeronave é ideal para rotas alimentadoras de carga aérea e requer menos investimento em infraestrutura. O Alice pode ser carregado durante as operações de carga e descarga, garantindo tempos de resposta rápidos que mantêm os horários apertados da DHL Express. A empresa de logística planeia construir várias redes de alimentação Alice com emissão zero nos EUA, provavelmente começando na Califórnia.

“Acreditamos firmemente num futuro com logística de emissão zero”, disse John Pearson, CEO da DHL Express. “Por isso, os nossos investimentos sempre seguem o objetivo de melhorar a nossa pegada de carbono. No nosso caminho para operações logísticas limpas, a electrificação de cada modo de transporte desempenha um papel crucial e contribuirá significativamente para a nossa meta geral de sustentabilidade de zero emissões. Fundada em 1969, a DHL Express é conhecida como pioneira na indústria da aviação há décadas. Encontramos o parceiro perfeito com a Eviation, pois eles partilham o nosso propósito e, juntos, descolaremos para uma nova era de aviação sustentável. ”

Bruxelas reconhece importância de salvar a TAP e Governo reafirma “total empenho” para trabalhar na reestruturação

 

A Comissão Europeia reconhece a importância de o Estado português salvar a TAP, mas receia que o auxílio de 3.200 milhões à reestruturação viole as regras de concorrência e duvida que o mesmo garanta de vez a viabilidade da companhia.

O Governo reafirmou  “que continua com total empenho e disponibilidade” para trabalhar com a Comissão Europeia (CE) para concluir a aprovação do plano de reestruturação da TAP, depois de divulgada uma carta enviada por Bruxelas a Portugal.

Oos ministérios das Finanças e das Infraestruturas e Habitação disseram que o Governo “reafirmou e reafirma que continua com total empenho e disponibilidade a trabalhar com a CE para concluir a aprovação do plano de reestruturação da TAP”.

As observações e inquietações de Bruxelas constam de uma carta enviada pela comissária da Concorrência, Margrethe Vestager, às autoridades portuguesas, datada de 16 de julho passado, data em que a Comissão Europeia anunciou uma investigação ao auxílio estatal de 3.200 milhões à reestruturação da TAP, e entretanto publicada na ‘site’ do executivo comunitário, após eliminada a informação considerada confidencial.

Ao longo de 25 páginas, os serviços da Comissão recordam todo o histórico do processo e as dificuldades da transportadora área nacional, que levaram o Estado português a decidir um auxílio de 3.200 milhões de euros com o objetivo de financiar um plano de reestruturação do grupo através da TAP Air Portugal, notificado a Bruxelas em 10 de junho de 2021, mas sobre o qual a Comissão Europeia quer ainda mais clarificações para poder dar a sua indispensável ‘luz verde’.

No documento tornado público no sítio de Internet da Comissão, são omitidos diversos detalhes do plano de reestruturação, com os valores exatos de redução de aviões da frota, das rotas e do número de trabalhadores, por exemplo, a serem substituídos por reticências entre parêntesis retos, conforme previsto nos Tratados da UE para informação coberta por sigilo profissional, o mesmo sucedendo com a tabela com todas as projeções financeiras para o período de reestruturação, até 2025.

Apontando que o objetivo da ajuda à reestruturação “é evitar que a TAP SGPS e, como consequência, a TAP Air Portugal, se extinga devido às dificuldades que tem vindo a sentir e que foram substancialmente agravadas pela crise da covid-19”, a Comissão reconhece que, “com base nas informações fornecidas pelas autoridades portuguesas”, existe efetivamente “um risco concreto de incumprimento imediato”, por parte da empresa, das suas obrigações de pagamento, o que pode levar a “uma interrupção da atividade de transporte aéreo em curso da TAP Air Portugal”.

É então que Bruxelas assume a importância da companhia área nacional, apontando que “a TAP Air Portugal é um importante fornecedor de conectividade para passageiros da diáspora lusófona”, desempenhando em particular “um papel crucial para a conectividade de Portugal e de toda a Europa com o Brasil, Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe”.

“Embora os serviços da TAP Air Portugal pudessem teoricamente ser substituídos por vários operadores dentro do período de tempo do plano de reestruturação, tal substituição só poderia ser parcial e implicaria um agravamento de vulto dos serviços, em particular para clientes localizados em Portugal”, que muito provavelmente deixariam de beneficiar de voos diretos para destinos no estrangeiro a partir de Lisboa, observa o documento da Comissão.

Por outro lado, Bruxelas reconhece que a TAP “está estreitamente associada ao setor do turismo em Portugal, que tem sido de grande importância para a economia do país e para a recuperação após a crise de 2008”, sendo um dos maiores empregadores do país, responsável por mais de 110.000 postos de trabalho indiretos, números que “demonstram que uma possível insolvência que a TAP SGPS enfrentaria na ausência da ajuda à reestruturação teria um efeito de arrastamento negativo significativo em toda a economia portuguesa”.

Contudo, a Comissão sublinha também que, para autorizar o auxílio estatal, precisa de avaliar melhor a conformidade do plano de reestruturação proposto e dos auxílios conexos com as condições previstas nas orientações relativas aos auxílios de emergência e à reestruturação, razão pela qual decidiu lançar uma investigação, no mesmo dia em que, numa decisão separada, ‘confirmou’ a validade do empréstimo de emergência de 1.200 milhões de euros concedido à TAP em 2020, e entretanto contestado pela companhia Ryanair com recurso ao Tribunal da UE.

Uma das grandes inquietações de Bruxelas é a possível violação das regras de concorrência no mercado único, até porque, recorda a Comissão, “o setor do transporte aéreo de passageiros e dos serviços de carga em que o beneficiário está ativo está aberto à concorrência e ao comércio entre os Estados-membros” e “outras companhias aéreas licenciadas na União Europeia prestam serviços de transporte aéreo ligando os aeroportos portugueses, em particular Lisboa, a outras cidades da União”.

Notando que os apoios à TAP “são suscetíveis de afetar o comércio entre os Estados-membros”, o executivo comunitário aponta que o financiamento público da companhia poderá melhorar a posição da mesma “em relação a empresas concorrentes reais ou potenciais, que não têm acesso ao apoio semelhante do Estado português ou que têm de financiar operações em condições de mercado”.

“O aumento de capital e a garantia dos empréstimos, consequentemente, distorcem ou ameaçam distorcer a concorrência”, alerta a Comissão, que manifesta dúvidas de que as medidas contempladas no plano de reestruturação com vista a limitar as distorções da concorrência “sejam suficientes para atenuar o efeito de distorção do apoio substancial do Estado previsto para ser concedido à TAP SGPS”.

Um dos exemplos dados pela Comissão é o da “posição forte” detida pela TAP nos ‘slots’ (faixas horárias) no aeroporto de Lisboa, “altamente congestionado”.

Por fim, Bruxelas pretende também ter mais garantias de que o plano de reestruturação garantirá efetivamente a viabilidade da TAP a longo prazo “sem necessidade de apoio estatal continuado”, e aponta que as projeções incluídas no plano português “estão repletas de várias incertezas, sendo a mais significativa delas a evolução da procura até ao final de 2025 em cenários de muito stresse, que exigiriam mais ajuda”.

“Como resultado, o plano precisa de ser verificado quanto à sua solidez, às hipóteses e aos seus vários elementos em tais cenários. Além disso, a duração de um regresso à viabilidade a longo prazo baseia-se num plano de reestruturação com uma duração superior a cinco anos e que, além disso, levanta dúvidas quanto à proporcionalidade do auxílio à reestruturação e às medidas de limitação das distorções da concorrência, que a Comissão considera insuficientes nesta fase”, lê-se na missiva dirigida por Vestager ao Governo.

Na missiva é indicado o prazo de um mês, a partir da data de receção da carta, para as autoridades portuguesas se pronunciarem, através de comentários e providenciando toda a informação útil que ajude a esclarecer que efetivamente a legislação comunitária está a ser cumprida, o que significa que a resposta de Lisboa deve chegar a Bruxelas até 16 de agosto.

Outras partes interessadas, designadamente companhias áreas concorrentes – com Ryanair e Easyjet à cabeça –, podem igualmente enviar comentários e observações a Bruxelas.

LATAM anuncia 4 novos destinos e contratará mil funcionários para aeroportos no Brasil até dezembro

 

Artigo escrito em português do Brasil:

A LATAM, que já retomou 75% da sua oferta doméstica de assentos no Brasil e encerrará 2021 com mais destinos no País do que antes da pandemia, vai contratar 1 mil funcionários de aeroportos em todo o território nacional até dezembro deste ano. As contratações estão abertas para a posição de Agente de Aeroporto em todas as bases brasileiras da companhia, principalmente em Fortaleza, Brasília, Congonhas e Guarulhos. O volume representa 25% do total de Agentes de Aeroportos da empresa atualmente.

Esta é terceira vez que a LATAM anuncia contratações em função do seu processo de retomada. Em maio, divulgou o início de 750 contratações de pilotos e comissários e, em junho, mais 180 profissionais para seu centro de manutenção de aeronaves em São Carlos.

Estamos confiantes na retomada das viagens aéreas na medida em que avança o processo de vacinação contra a Covid-19 e, consequentemente, os turistas e viajantes corporativos retomam os seus planos de viagens. É sempre motivo de alegria abrir as portas para que mais pessoas possam fazer parte do nosso time, especialmente num momento como esse”, afirma Mauro Peneda, diretor de Aeroportos da LATAM Airlines Brasil.

Para as primeiras contratações, já em curso, a companhia priorizou cerca de 130 funcionários que haviam sido desligados em 2020 devido à pandemia de Covid-19 e que já retornam à empresa agora em agosto. No próximo mês, espera-se que os  primeiros 200 profissionais selecionados no Banco de Talentos da LATAM iniciem as suas atividades.

A seleção está aberta para pessoas de múltiplas origens, etnias, gêneros, nacionalidades, culturas, habilidades e pontos de vista, e a LATAM incentiva que pessoas com deficiência também participem do processo. Interessados devem cadastrar os seus currículos no Banco de Talentos da LATAM até o dia 31 de agosto. Os requisitos para a vaga são: ensino médio completo, conhecimento básico do pacote Office, experiência em atendimento ao cliente, habilidades em relacionamento interpessoal, flexibilidade, criatividade, empatia e adaptabilidade.

Como Agente de Aeroporto, o profissional deverá desempenhar as atividades operacionais relacionadas ao atendimento de cliente no check-in, loja de passagens, check-out, embarque, desembarque e manuseio de bagagens, obedecendo a padrões estabelecidos, visando garantir a segurança e excelência no atendimento ao cliente, garantindo o alto padrão e entrega dos resultados esperados pela LATAM.

A LATAM anunciou também a venda de passagens aéreas para 4 novos destinos no Nordeste do Brasil: Jericoacoara e Juazeiro do Norte (CE), Petrolina (PE) e Vitória da Conquista (BA). Com o aumento de voos e a abertura das novas bases, já em novembro deste ano a LATAM conseguirá retomar no País 87% da sua oferta doméstica de assentos (medida em ASK – Assentos por Quilômetros Ofertados), na comparação com mesmo mês de 2019 (período antes da pandemia de Covid-19).

Todos os investimentos reforçam a presença da LATAM no Nordeste e a sua estratégia de voltar a competir de forma agressiva no Brasil. Com as novas bases que serão inauguradas a partir de novembro, além de Comandatuba (BA) que já será inaugurada em setembro, a LATAM encerrará 2021 com 49 destinos no Brasil, superando os 44 aeroportos atendidos no País antes da pandemia.

Seguimos confiantes na medida em que avança o processo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil e as pessoas retomam os seus planos de viagem. Vamos superar o número de aeroportos que já operávamos em todo o País antes desta pandemia e seguiremos atentos a todas as oportunidades de ampliar a nossa operação para atender a todos que pretendem voar a lazer ou a trabalho”, afirma Diogo Elias, diretor de Vendas e Marketing da LATAM Brasil. 

Ceará e Distrito Federal respondem por grande parte do forte crescimento doméstico da LATAM, atenta às oportunidades geradas pela demanda de viajantes a lazer (turismo) e também pelo retorno do chamado viajante corporativo. A partir de novembro deste ano, no comparativo com a operação atual de agosto, a LATAM vai aumentar em 66% o seu número de decolagens diárias no Ceará e aumentar em 24% o número de decolagens diárias no Distrito Federal.

JERICOACOARA
Será inaugurado em 1º/12 com 1 voo por dia na rota Guarulhos-Jericoacoara, com Airbus A319 que acomoda 132 passageiros em classe Economy e 8 em Premium Economy. Decolará de Guarulhos às 8h30 e pousará em Jericoacoara às 11h55. Decolará de Jericoacoara às 12h40 e pousará em Guarulhos às 16h05. As passagens estarão disponíveis com preços a partir de R$ 806,59 (ida e volta com taxas inclusas)* ou 19.600 pontos (ida e volta, mais taxas)**.

JUAZEIRO DO NORTE
Será inaugurado em 4/11 com 1 voo por dia na rota Guarulhos-Juazeiro do Norte, com Airbus A320 que acomoda 162 passageiros em classe Economy e 8 em Premium Economy. Decolará de Guarulhos às 8h10 e pousará em Juazeiro do Norte às 11h10. E decolará de Juazeiro do Norte às 11h45 e pousará em Guarulhos às 14h45. As passagens estarão disponíveis com preços a partir de R$ 567,21 (ida e volta com taxas inclusas)* ou 19.200 pontos (ida e volta, mais taxas)**.

VITÓRIA DA CONQUISTA
Será inaugurado em 6/12 com 5 voos por semana na rota Guarulhos-Vitória da Conquista, com Airbus A320 que acomoda 162 passageiros em classe Economy e 8 em Premium Economy. Decolará de Guarulhos às 8h e pousará em Vitória da Conquista às 10h05. Decolará de Vitória da Conquista às 10h40 e pousará em Guarulhos às 12h40. As passagens estarão disponíveis com preços a partir de R$ 592,4 (ida e volta com taxas inclusas)* ou 17.400 pontos (ida e volta, mais taxas)**.

PETROLINA
Será inaugurado em 8/11 com 5 voos semanais na rota Guarulhos-Petrolina, com Airbus A320 que acomoda 162 passageiros em classe Economy e 8 em Premium Economy. Decolará de Guarulhos às 8h35 e pousará em Petrolina às 11h15. E decolará de Petrolina às 12h45 e pousará em Guarulhos às 15h25. As passagens estarão disponíveis com preços a partir de R$ 623,65 (ida e volta com taxas inclusas)* ou 19.400 pontos (ida e volta, mais taxas)**.

Força Aérea Portuguesa realiza transporte de órgãos para transplante

 

A Força Aérea Portuguesa realizou, durante a tarde de ontem, dia 2 de agosto, um transporte de órgãos para transplante em território nacional.

Na missão, que terminou pelas 17H55, esteve empenhada uma aeronave C-295M, da Esquadra 502 – “Elefantes”, de alerta na Base Aérea N.º 6, no Montijo.

A missão teve a duração de uma hora e quarenta minutos de voo.

A título de curiosidade, a origem da Esquadra 502 remonta ao ano de 1937, altura em que foi capacitada com os aviões JUNKER JU52 que realizavam um vasto leque de missões desde transporte aéreo-geral a bombardeamento noturno. Com a criação da Força Aérea Portuguesa como ramo independente das Forças Armadas surgiu a Esquadra 32. No ano de 1971 recebe os primeiros Nord “Noratlas”, continuando os Junkers a voar até 1972. Com o desenvolvimento do conflito nos territórios ultramarinos, a Esquadra 32 desempenhou um importante papel no apoio à missão da Força Aérea.

Em 1974, com a chegada dos C-212 Aviocar em substituição dos Noratlas, a Esquadra 32 sediada na Base Aérea n.º 3 (Tancos) passa então a ter a designação de Esquadra 502. Com o fim da guerra em África, a Esquadra 502, conhecida como “Elefantes”, passou a operar em destacamento permanente na ilha de Porto Santo em missões de apoio à população local. Em 1988 inicia-se o destacamento aéreo de São Tomé e Príncipe que operou durante 20 anos, efetuando um total de 5500 horas de voo e o transporte de 50 mil passageiros.

Com a reestruturação da Força Aérea, a Esquadra 502 transita para a Base Aérea n.º 1 (Sintra). Em 2007, a Esquadra 711, na Base Aérea n.º 4 (ilha Terceira, Lajes) cessa a atividade com o Aviocar, tendo então os “Elefantes” iniciado o Destacamento Aéreo dos Açores.

No início de 2007, uma nova página abre-se na história da Esquadra 502, aquando da assinatura de doze aeronaves EADS C-295M, para substituírem o C-212 Aviocar. Sete destas aeronaves estão configuradas para Transporte Aéreo Tático e as restantes cinco para Vigilância Marítima. Em 2009 dá-se a transferência da esquadra para a Base Aérea n.º 6 (Montijo), onde em fevereiro aterra o primeiro C-295M.

A Esquadra 502 na atualidade realiza missões de Transporte Aéreo-geral, Transporte Aéreo-tático, Apoio Logístico, Vigilância Marítima, Busca e Salvamento, Evacuações Aero-médicas, Lançamentos de Tropas Aerotransportadas, lançamento de carga aérea e Transporte de Altas Entidades.

Europa deverá ter falta de 790 pilotos já em 2022

 

A Europa deverá confrontar-se com falta de pilotos já em 2022, de acordo com um estudo da consultora Oliver Wyman que aponta para a existência de menos 790 pilotos do que o necessário, segundo um comunicado.

“Em 2022 devem faltar mais de 790 pilotos em companhias aéreas europeias e em 2023 vão estar em falta perto de 2.300 destes profissionais. O estudo da Oliver Wyman estima que o problema se adense de ano para ano, chegando a 2029 com a necessidade de 3.900 pilotos apenas na aviação europeia”, lê-se na mesma nota.

Ainda assim, destacou a consultora, “a Europa é a terceira região do mundo menos afetada pela falta de pilotos de aviação civil”, adiantando que a situação é residual em África e na América do Sul e que “no final da década haverá uma carência de 22.670 pilotos na região da Ásia/Pacífico, 20.600 na América do Norte, e 12.400 no Médio Oriente”.

De acordo com a Oliver Wyman no total, “estima-se que faltem cerca de 60 mil pilotos da aviação civil em todo o mundo”.

A consultora indicou ainda que “a covid-19 afetou fortemente a necessidade de pilotos, com o corte abrupto de viagens de turismo e de trabalho” e que no ano passado houve 23.376 profissionais parados, “sem oportunidade de voar, apenas na Europa”.

A Oliver Wyman acredita que a recuperação na aviação, no segmento dos passageiros, “comece no início de 2022”, mas explicou que “a procura de pilotos, no entanto, é determinada mais pelo número de partidas de aviões, não tanto pelo número de passageiros”.

A consultora revelou que, a nível global, “as frotas de aviões já recuperaram 76% dos níveis pré-covid-19”, sendo que na China, onde o vírus foi controlado mais rapidamente, “já circulam 99% dos aviões”.

A Oliver Wyman recordou ainda que, em 2019, 62% dos líderes de operações de voo que consultou “já admitia o risco de falta de pilotos qualificados, por razões diferentes”.

Assim, nos EUA, “havia demasiados profissionais a chegar à idade de reforma”, enquanto na China, “o crescimento da classe média fomentava a procura por viagens aéreas”.

“A crise pandémica expôs a natureza cíclica desta profissão, com muitos pilotos a terem sido dispensados devido à súbita diminuição de voos, e muitos outros ficado em situação de instabilidade económica, contrariando a imagem tradicional de uma carreira estável, lucrativa, e atraente”, destacou a consultora.

Além disso, a pandemia levou a que muitas companhias aéreas “interrompessem os programas de treino para novos pilotos, em muitos casos devido aos bancos terem cortado o financiamento para essas ações”, referiu.

“Embora se espere que muitos dos pilotos dispensados durante a pandemia voltem aos seus cargos, entre 25.000 e 35.000 atuais e futuros profissionais poderão optar por alternativas de carreira na próxima década”, alertou ainda a consultora.

Para a Oliver Wyman, neste cenário, as companhias aéreas devem “adotar soluções rápidas, que passam necessariamente pela otimização dos recursos humanos existentes; pela aposta firme na formação de novos pilotos, e pelo empenho na aplicação das ferramentas necessárias para a retenção de talentos”.

Força Aérea Portuguesa abre concurso com 500 vagas

 

A Força Aérea Portuguesa anunciou que abriu concurso com 500 vagas para admissão ao Regime de Contrato, para as categorias de Oficiais, Sargentos e Praças.

O concurso de Oficiais destina-se a jovens com licenciatura ou mestrado e que tenham até 27 anos de idade. O concurso de Sargentos destina-se a jovens com, pelo menos, o 12.º ano, e que tenham até 24 anos de idade. O concurso de Praças destina-se a jovens com o 9.º, 11.º, 12.º ano ou equivalente e que tenham até 24 anos de idade.

As candidaturas deverão ser efetuadas até ao dia 10 de setembro, de uma das seguintes formas:

– Online, em www.emfa.pt;
– Por correio, com aviso de receção;
– Presencialmente, no Centro de Recrutamento da Força Aérea, em Lisboa ou no Porto.

A Força Aérea tem implementadas todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos candidatos durante a realização de provas de seleção, que passam por provas de Avaliação da Condição Física, Provas de Avaliação Psicológica e Inspeções Médicas.

Mais informações sobre o concurso disponíveis em www.crfa.emfa.pt.

Primeiro A319neo comercial realiza voo de testes

 

A China Southern prepara-se para receber o modelo mais pequeno da família A320neo, o A319neo.

O primeiro A319neo para uma companhia aérea de voos comerciais realizou hoje o seu primeiro voo de testes. O primeiro voo teve uma duração de 2h34.

Com a incorporação do A319neo, com o número de serie 10239, a China Southern passa a ser a primeira companhia aérea a operar o modelo, uma vez que apenas foram construídos três, sendo um protótipo de testes e dois modelos executivos.

Fontes do sector indicam que a China Southern vai utilizar uma combinação do A321neo e do A319neo para preencher as lacunas no seu cronograma devido à proibição de voos do B737 MAX, na China.

A título de curiosidade, o A319 vendeu 1486 unidades ao contrário do A319neo que vendeu até agora 84 unidades, sendo que na sua maioria será numa versão executiva.

A Spirit Airlines  irá operar 47 unidades, duas unidades irão para a Costa do Marfim e 30 unidades não têm os cliente revelados.

Ryanair vai prolongar ligações entre Faro e Newcastle durante o inverno

 

A Ryanair anunciou que vai manter durante o inverno a sua operação entre Faro, no Algarve, e Newcastle, em Inglaterra, com dois voos por semana.

Jason McGuinness, diretor comercial da Ryanair disse que: “À medida que os programas de vacinação continuam nos próximos meses e as viagens internacionais da Europa se recuperam, temos o prazer de anunciar a extensão da rota de verão de Faro a Newcastle durante a temporada de inverno”.

“Os consumidores e visitantes portugueses podem agora reservar uma escapadela de inverno, voando com as tarifas mais baixas e com a opção de aproveitar a taxa de alteração zero da Ryanair caso os planos mudem”, destaca ainda a Ryanair.

Rede da KLM nas Caraíbas e América do Sul recupera a força de 2019 com 17 destinos este verão

 

A KLM anunciou que a sua rede nas Caraíbas e na América do Sul recuperou a força de 2019 e está a oferecer 17 destinos este Verão. Os novos destinos, Port of Spain (Trinidad e Tobago) e Bridgetown (Barbados), vão ser adicionados ao programa de verão de 2021. Estes destinos e região podem ser alcançados a partir de Lisboa, Porto ou Faro via hub da companhia em Amesterdão-Schiphol.

Atualmente, apenas são permitidas viagens essenciais para muitos países das Caraíbas e da América do Sul; permanecem em vigor restrições de viagem consideráveis. A quarentena obrigatória também é exigida para os viajantes que chegam de alguns países. Uma vez que as regras das viagens podem mudar a qualquer momento, a KLM está a aconselhar os viajantes a manterem-se atualizados sobre as regras mais recentes, visitando klm.traveldoc.aero.

A rede global de destinos da KLM está no centro da sua estratégia para emergir mais forte e competitiva da crise da Covid-19. A KLM tem mantido essa rede o máximo possível desde o início da pandemia da Covid-19, possibilitando aos clientes efetuar viagens (essenciais) e permitindo a continuidade do transporte de carga, como material médico. Essa estratégia vai permitir à KLM ampliar as frequências e a capacidade à medida que novas regras vão sendo distendidas.

Mudanças mais significativas na rede face a 2019:

» A rede da KLM no verão de 2021 para as Caraíbas e América do Sul compreende 17 destinos, o mesmo número do verão de 2019.

» Os novos destinos de Port of Spain (Trinidad e Tobago) e Bridgetown (Barbados) vão ser oferecidos a partir do inverno de 2021.

» São José (Costa Rica) e Libéria (Costa Rica) foram adicionados ao programa de verão de 2021. Antes, esses destinos eram oferecidos apenas durante o inverno. Os serviços para Havana (Cuba) e Fortaleza (Brasil) estão temporariamente suspensos devido à pandemia da Covid-19.

» Durante o pico da estação, 24 voos semanais partem para Aruba, Bonaire e Curaçao. Isso é substancialmente mais do que em 2019, quando havia 17 voos semanais para as ilhas.

Wright International and Flair Airlines announce maintenance partnership

 

Wright International, a subsidiary of FL Technics, and Flair Airlines announce the start of a partnership, covering line maintenance services for the fleet of 13 Boeing B737 MAX 8 aircraft at Toronto Pearson Airport and the Region of Waterloo International Airport. The services will include transit and overnight services as well as A checks in dedicated hangar space.

This is an important milestone for both companies, securing long-term partnership in a strategic expansion plan and ensuring rapid development of operations in North America. The contract represents the mutual approach and values of both companies, with a focus on efficiency and quality.

Flair currently operates in 20 Canadian cities and is expanding to the US market this fall. Such ambitious growth requires dependable and efficient line maintenance support and Wright International, the FL Technics subsidiary, is leveraging necessary own as well as group’s expertise in servicing airline carriers worldwide.

“I believe that the success of Flair Airlines is embedded in the expertise and know-how of the management team. Their decisions led to unprecedented growth and I am glad that now our team has been chosen to maintain Flair Airlines operations. I am confident that our experience and resources in the largest independent line maintenance network will grant efficient and precise services in Toronto and Kitchener-Waterloo airports. Furthermore, FL Technics, being part of Avia Solutions Group, creates a whole new range of opportunities to support Flair Airlines in their growth with extensive knowledge within interconnected aviation industry, from ground handling services, to financing and fleet management,” states Zilvinas Lapinskas, CEO of FL Technics, member of the Board of Directors of Avia Solutions Group.

While being an important achievement to Wright International, this contract also marks the successful stage of development of Flair Airlines business plan in North America.

“Toronto and Kitchener are very important cities for Flair, and we look forward to a high level of maintenance support from Wright International and FL Technics teams.“ says Guy Borowski, VP Maintenance of Flair Airlines.

Mario Sturino, President and Director of Maintenance at Wright International, emphasises the contract as the outcome of synergies and new capacity, after a merger with FL Technics in late 2020. “What we see now is the result of decisive business development for both companies. I am glad that the recent merger into the global group of FL Technics brought new opportunities and capabilities for Wright International to deliver extended scope of services to new clients, expanding the current pool of leading operators and carriers that Wright International provide services to in Canada. Our team and myself are glad to see and support the successful development of our clients in the region,“ says Mario Sturino.

The deal symbolises the gradual recovery of the industry in North America and worldwide as Wright International, part of FL Technics, and Flair Airlines have established the grounds for strategic long-term operations, and found new ways to operate and partner under uncertain circumstances with COVID-19 related restrictions still in place.

LATAM está a operar com 74% da sua frota e retoma voo para Paris após 15 meses de suspensão

 

A LATAM retomou a sua operação entre  São Paulo e Paris com 3 voos semanais, com descolagens do aeroporto de Guarulhos. A companhia não operava a rota desde abril de 2020 em virtude dos impactos da pandemia de Covid-19.

De referir que antes da pandemia, a rota era operada diariamente pela LATAM.

A companhia refere que os voos internacionais a partir do Brasil, a LATAM já retomou 20% da sua oferta de assentos (medida em ASK) na comparação com julho de 2019 (período anterior à pandemia). Atualmente, a companhia está a operar voos do Brasil para os seguintes destinos no exterior: Santiago, Madrid, Frankfurt, Lisboa, Assunção, Montevidéu, Cidade do México, Miami, Nova Iorque, Cancún, Paris e Bogotá.

Com a crescente e constante retomada das operações da LATAM no Brasil – que hoje já está com 75% da oferta de assentos da operação doméstica recuperada, a companhia também tem retomado a sua capacidade de frota, com o regresso gradual de aeronaves que tiveram que ficar em preservação à espera de procura.

Actualmente a companhia está a operar com 110 aeronaves, equivalente a 74% da atual frota da companhia no Brasil. A expectativa é fechar 2021 com 85% do total, com 127 aeronaves a voar diariamente, quando se espera a retomada de quase 100% da oferta de assentos pré-pandemia.

A LATAM possui 149 aeronaves na frota brasileira com média de 10 anos de uso.

Sevenair aprovada pela Agência de Aviação Civil de Cabo Verde como organização de formação de manutenção

 

O Grupo Sevenair anunciou hoje que a AAC – Agência de Aviação Civil de Cabo Verde, aprovou a Sevenair Academy como organização de formação, permitindo conduzir formações e exames para técnicos de manutenção de aeronaves, de acordo com as várias especificações da formação.

Desta forma, a Sevenair Academy torna-se na primeira organização de formação aprovada para formação de técnicos de manutenção de aeronaves em Cabo Verde.

Esta aprovação permite que qualquer aluno do curso de técnico de manutenção de aeronaves, que tenha a sua formação e exames na Sevenair Academy, tenha apenas de efectuar um exame prático para obtenção do reconhecimento por parte da AAC, e posterior emissão de licença de TMA em Cabo Verde, para além da licença EASA (europeia).

A Sevenair Academy já se tinha tornado na primeira organização de formação aprovada por aquela autoridade, para formação de pilotos, em 2019, e amplia agora o seu âmbito naquele país.

Desde 2019 que a Sevenair Academy, divisão de formação do grupo Sevenair, um dos principais grupos de aviação geral da lusofonia, tem vindo a manifestar o seu interesse no desenvolvimento do sector da aviação em Cabo Verde, tendo assinado protocolo de cooperação com a UNICV – Universidade de Cabo Verde, e encetado diversas acções nesse sentido.

A Sevenair Academy conta hoje com mais de 20 alunos activos, oriundos de Cabo Verde, nos cursos de piloto e de técnico de manutenção de aeronaves, e pretende ampliar esse número, de forma a que cada vez mais cabo-verdianos sejam capacitados para eles próprios desenvolverem o sector da aviação no seu país.

Os interessados na formação de técnico de manutenção de aeronaves ou de piloto devem contactar a Sevenair Academy para que lhes seja passada toda a informação referente ao curso e à sua conversão de licença para Cabo Verde, através do  HYPERLINK “mailto:info@sevenair.com” info@sevenair.com ou 932 956 511 (whatsapp)

Airbus com lucros de 2,2 mil milhões de euros e A350F em 2025

 

A Airbus apresentou lucros de 2,2 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2021, valor que compara com as perdas de 1,9 mil milhões de euros apresentadas em igual período de 2020, quando a empresa foi fortemente atingida pelo impacto da crise da COVID-19.

De acordo com o comunicado, o bom desempenho entre janeiro e junho de 2021 deveu-se às entregas de aviões comerciais, que ascenderam a 297 no primeiro semestre do ano, foco na contenção de custos e bom desempenho das divisões de Helicópteros e Defesa e Espaço.

“Embora a pandemia da COVID-19 continue, as várias ações levadas a cabo pelas nossas equipas proporcionaram um forte desempenho no primeiro semestre. Isso permite-nos  elevar as nossas previsões para 2021, embora continuemos a enfrentar um ambiente imprevisível”, afirma o CEO da Airbus, Guillaume Faury.

A Airbus revela ainda que, na primeira metade do ano, a receita consolidada aumentou 30%, para 24,6 mil milhões de euros, enquanto o EBIT ajustado e relacionado com os aviões comerciais somou 2.291 milhões, quando no primeiro semestre de 2020 era de -1.307 milhões de euros, enquanto o total somou 2,703 milhões de euros, o que compara com os -945 milhões apurados em igual período do ano passado.

A melhoria dos resultados já levou a Airbus a rever as suas previsões para o que falta de 2021 e estima agora chegar à entrega de 600 aeronaves comerciais, a um EBIT ajustado de quatro mil milhões de euro e a um fluxo de caixa antes de impostos de dois mil milhões de euros.

Também durante a divulgação dos resultado foram apresentados os planos para combater frontalmente o domínio da Boeing no mercado de cargas, com o futuro lançamento da versão cargueira do A350.

A Airbus disse que o seu conselho apoiou a versão cargueira do A350 para entrar em serviço em 2025, mas sem divulgar os clientes. A atitude da Airbus é vista como uma resposta da fabricante ao domínio da Boeing no mercado de carga com os seus aviões widebody 767F, 777F e 747-8F.

A divulgação é feita após o CEO da Boeing, Dave Calhoun ter dito que estaria nos planos o desenvolvimento de uma versão cargueiro do 777X a curto prazo, mas tendo em conta que o modelo está com problemas no projeto, que fizeram com que a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) adiasse a sua certificação, o que irá atrasar o lançamento em, pelo menos, dois anos.

“Acreditamos que temos uma aeronave muito promissora”, disse o presidente-executivo Guillaume Faury, O desenvolvimento do A350F pode custar cerca de 2 a 3 bilhões de dólares.

O A350F pode concorrer facilmente com a versão do 777-300ER convertida para cargueiro, um projeto que ainda está a decorrer, ao mesmo tempo é uma opção maior em relação ao 777F, baseado no 777-200LR.

O A350F poderá transportar até 700 m³ a bordo, enquanto o 777-200LR tem capacidade para transportar 650 m³. Em questão de carga útil, o A350-1000 consegue suportar algumas toneladas a mais de carga a bordo.

O A350F visa também substituir o A330F, que não teve boa aceitação no mercado para concorrer diretamente com o Boeing 767F.

Ryanair vai recrutar Tripulantes para as suas bases em Portugal

 

A Ryanair anunciou hoje uma grande campanha de recrutamento para tripulantes de cabine para as suas bases portuguesas que vai decorrer “à medida que a companhia se recupera da pandemia da COVID-19”.

“A tripulação será recrutada pela Cabin Crew International, empresa parceira da Ryanair em Portugal, e a formação terá lugar em centros de formação de última geração na Europa”, acrescenta a companhia, no comunicado divulgado esta quinta-feira.

O recrutamento de  tripulantes de cabine para as bases portuguesas de Lisboa, Porto, Ponta Delgada e Faro deve-se também à aquisição de novos aviões por parte da Ryanair, que já começou a receber as primeiras entregas das novas aeronaves Boeing 737-8200 “Gamechanger”, que se destacam pela eficiência e ecologia, e que vêm também criar “novas oportunidades de trabalho para tripulantes de cabine”.

Além das bases portuguesas, o recrutamento também engloba bases da Ryanair no Reino Unido e na Europa.

Segundo Mark Duffy, Deputy Director HR- Head of Talent de Ryanair, esta é uma oportunidade fantástica que oferece aos candidatos a possibilidade de garantir as melhores posições no setor da aviação.

“A nossa tripulação de cabine usufrui de formação gratuita, remuneração elevada, os melhores rosters da indústria, além de excelentes oportunidades de desenvolvimento de carreira. Os candidatos devem apresentar excelentes habilidades de atenção ao cliente e gosto por viajar”, acrescentou o responsável.

Poderá obeter mais informações através do site: careers.ryanair.com

Força Aérea Portuguesa transporta dez doentes em 30 horas

 

A Força Aérea Portuguesa realizou, entre o dia 27 e a manhã de 29 de julho, seis transportes de urgência, três entre ilhas do Arquipélago da Madeira, duas entre os Açores e o Continente e uma entre ilhas do Arquipélago dos Açores.

Estas seis missões, em pouco mais de 30 horas, traduzem-se no transporte de dez pacientes que necessitavam de assistência médica urgente.

Neste período, destaca-se o transporte de duas crianças politraumatizadas, realizado pelo C-130H, da Esquadra 501 – “Bisontes”, entre Ponta Delgada e o Continente.

De salientar ainda, o transporte no âmbito do combate à COVID-19, de uma mulher, de 46 anos, entre os Açores e o Continente. Esta missão, executada pelo Falcon 50 da Esquadra 504 – “Linces”, foi efetuada em conjunto com uma equipa de Cuidados Intensivos ECMO do Hospital de São João e contou ainda com um enfermeiro do Núcleo de Evacuações Aeromédicas da Força Aérea, por forma a garantir a interface entre as particularidades da situação clínica e da aeronave empenhada.

As seis missões totalizaram 12H10 de voo.

Loftleidir Cabo Verde emite comunicado onde contesta a nacionalização da Cabo Verde Airlines

 

A Loftleidir Cabo Verde emitiu, esta tarde, um comunicado onde contesta a decisão do Governo de Cabo Verde de nacionalizar as suas ações na Cabo Verde Airlines (CVA), na sequência da publicação no Boletim Oficial n.º 66 de 06 de julho de 2021 que aprovou o decreto-lei n.º 50/2021. O grupo de investidores está, atualmente, a analisar a questão e a preparar a respetiva reação.

A Loftleidir Cabo Verde reitera que cumpriu todas as suas obrigações desde o momento da aquisição das ações em 2019 e, com a nova administração, obteve um crescimento significativo da companhia aérea de mais de 130%, com a criação de um hub internacional no Sal, ligando a Europa e América do Sul e posteriormente África Ocidental e América do Norte.

Desde a aquisição da maioria das ações, o desempenho financeiro da companhia aérea melhorou consideravelmente, alcançando receitas de CVE 6.755.905.000 (61.250.000 euros) em 2019.

Em março de 2021, após um longo período de constrangimentos causados pela pandemia e a consequente proibição de voos imposta pelo governo de Cabo Verde em março de 2020, os dois principais acionistas da Cabo Verde Airlines, a Loftleider Cabo Verde e o Estado cabo-verdiano, chegaram a um Acordo de Resolução para a reorganização financeira da companhia, com vista ao relançamento das suas operações. O acordo de resolução entre o Estado e a companhia aérea incluiu a nomeação de um representante do Estado na companhia aérea na função de Vice Presidente responsável pela Tesouraria, com o objetivo de acompanhar a aplicação de fundos e o pagamento de dívidas. Como parte deste acordo, a Loftleidir Cabo Verde conseguiu um desconto significativo no saldo em dívida da companhia aérea, perante a concessão de uma garantia de empréstimo pelo Estado cabo-verdiano.

O Acordo de Resolução não foi cumprido por parte do Estado cabo-verdiano, tendo o seu representante na companhia bloqueado e impedido a execução de vários pagamentos previstos, nomeadamente as contribuições obrigatórias de impostos e de segurança social, bem como pagamentos a outras entidades estatais e prestadores de serviços, apesar dos apelos da administração e da Comissão Executivo da companhia aérea. Esta situação deu origem a uma ação judicial por parte da ASA (operador estatal do Aeroporto de Sal) e à apreensão de uma das aeronaves da companhia aérea. A aeronave não é propriedade da companhia aérea e, esta ação, que, por conseguinte, não tem base legal, foi contestada em tribunal. Esta ação ilegal do Estado cabo-verdiano prejudicou a companhia aérea e resultou numa maior deterioração da sua situação financeira.

A Loftleidir Cabo Verde e a equipa de gestão da Cabo Verde Airlines agiram sempre em total conformidade com o Acordo de Resolução, bem com todos os demais acordos e documentação contratual e foi com absoluta surpresa que tomaram conhecimento da decisão do Governo, que obviamente repudiam.

A Loftleidir Cabo Verde encontra-se a analisar quais os seus direitos e que meios legais tem à sua disposição para inverter esta nacionalização e ser ressarcida pelos prejuízos causados por esta ação do Estado cabo-verdiano.

Condor encomenda Airbus A330neo para modernização de frota

A companhia aérea alemã Condor Flugdienst GmbH escolheu o A330neo para renovar a sua frota de longa distância com planos de introduzir 16 aeronaves deste novo e mais eficiente tipo. A companhia aérea assinou um acordo com a Airbus para a compra de sete Airbus A330neo e pretende arrendar mais nove.

A Condor é a mais recente companhia aérea a encomendar aeronaves Widebody A330neo de última geração da Airbus, trazendo uma mudança radical em desempenho e economia. A companhia aérea operará o A330neo na sua rede internacional de longa distância para as Américas, África, Caraíbas e Ásia.

“A Condor destaca-se na operação lucrativa de muitas rotas que nenhuma outra operadora é capaz; estamos orgulhosos de ver uma companhia aérea exigente como a Condor a seleccionar o nosso A330neo de última tecnologia como a aeronave de escolha, construindo o futuro da sua frota widebody na busca incessante de menores custos operacionais e conforto para os passageiros ”, disse Christian Scherer, Chefe Comercial da Airbus Diretor e Chefe Internacional. “Ao operar as aeronaves A320 e A330neo lado a lado, a companhia aérea irá beneficiar de toda a economia em comum que esses dois produtos premium oferecem, com a flexibilidade incorporada para servir mercados novos e existentes com aeronaves do tamanho certo e eficiência certa.”

Christian Scherer acrescentou: “O A330neo venceu uma competição exaustiva mais uma vez, como aconteceu na grande maioria das avaliações competitivas nos últimos três anos. A decisão da Condor de modernizar a sua frota de longo curso com o A330neos também estabelecerá uma nova referência na trajetória da companhia aérea em direção a voos mais sustentáveis. Agradecemos e aplaudimos a Condor por confirmar o valor competitivo do A330neo. ”

O CEO da Condor, Ralf Teckentrup, disse: “Estamos orgulhosos de ser o cliente lançador alemão do A330neo. Graças à tecnologia de ponta e à eficiência máxima da aeronave, descolaremos com o nosso novo avião a partir do outono de 2022 com consumo de combustível de apenas 2,1 litros por passageiro por 100 quilómetros. Com este valor, somos os favoritos na Alemanha e, como a companhia aérea de lazer mais popular, continuaremos a entrelaçar de forma consistente os temas sustentabilidade e férias ”. Ralf Teckentrup acrescentou: “A bordo, os nossos clientes podem esperar os mais altos níveis de conforto numa nova Classe Executiva, Classe Económica Premium e Classe Económica. Estamos ansiosos pelas nossas novas aeronaves e pela cooperação de sucesso com a Airbus como um forte parceiro ao nosso lado. ”

O Airbus A330neo é uma verdadeira aeronave da próxima geração, incorporando as tecnologias mais recentes do A350, com lucratividade do A330 e semelhança com o Airbus. Equipado com a impressionante cabine Airspace, o A330neo oferece uma experiência única ao passageiro, repleta de conectividade e sistemas de entretenimento a bordo de última geração.

O A330neo está equipado com motores Rolls-Royce Trent 7000 e apresenta uma nova asa com envergadura aumentada e winglets inspirados no A350. A aeronave também oferece um nível de eficiência sem precedentes, com consumo de combustível e emissões de CO2 25% menores por assento do que os concorrentes da geração anterior. Graças à sua capacidade de médio porte sob medida e excelente versatilidade de alcance, o A330neo é considerado a aeronave ideal para apoiar os operadores na sua recuperação pós-COVID-19.

Aviator extends partnership agreement with FedEx

 

Aviator Airport Services, a full-range provider of aviation services at 15 airports across the Nordics and a family member of one the largest aerospace service groups Avia Solutions Group, extended a partnership agreement with delivery services company FedEx for ground handling services.

With over 600 aircraft, FedEx is the world’s largest cargo airline, providing global delivery services for more than 50 years. Aviator and FedEx have been in a successful partnership for over 20 years.

The current contract was renewed for a 3-year period and will go into effect on 1st of September 2021. Aviator will provide FedEx with ground handling services, including de-icing at Malmö Airport in Sweden. Companies also have an ongoing cooperation contract at Stockholm Arlanda Airport.


Jo Alex Tanem, CEO of Aviator Airport Services, commented: “We feel extremely proud to be able to continue calling FedEx, one of the largest players in the delivery services market, partners. We have been in a close cooperation for over 20 years and have always seen eye-to-eye about service quality. We are excited to continue our cooperation and delighted to see that with each extended contract the relationship is growing stronger and more successful.”

Aviator provides high-quality ground handling services: from passenger and baggage handling, to de-icing, cargo and full-freight handling, to station services, including airport security and the Nordic Dino aircraft washing robot.

AviaAM Leasing adds first 737-800 Boeing Converted Freighter (BCF) to its fleet

 

AviaAM Leasing, a global aviation holding company engaged in tailored aircraft leasing and trading services, has welcomed its first 737-800 Boeing Converted Freighter to the fleet.

The Passenger-to-Freighter (P2F) conversion project was the first of its kind for the company. Having acquired the aircraft in March 2021, AviaAM Leasing used the opportunity to begin strengthening its position in the freighter aircraft market. With a commitment to having ten 737-800 Converted Freighters by mid-2022, the completed conversion on the company’s first Boeing 737-800 aircraft is a major step forward for the aircraft lessor.

The 737-800 Boeing Converted Freighter (BCF) underwent the P2F conversion works at the Taikoo (Shandong) Aircraft Engineering Company Limited (STAECO) facility in Jinan (TNA), China.

The converted freighter has already been ferried to Kaunas, Lithuania, where a C Check is being performed, with further aim of repainting the airframe into the future lessee’s paint scheme. Following final touch-ups the aircraft will be ready for a delivery in mid-August, 2021.

AviaAM Leasing also reports that the second 737-800BCF has already begun undergoing P2F conversion work at GAMECO, Guangzhou Aircraft Maintenance Engineering, and after successful completion of the conversion process will be delivered to its ultimate tenant in the later stages of 2021.

Força Aérea Portuguesa transporta duas crianças de urgência dos Açores para o Continente

 

Uma aeronave C-130H, da Força Aérea Portuguesa , que se encontrava em trânsito para a ilha Terceira, foi ativada ontem ao final da tarde, dia 27 de julho, para realizar o transporte de duas crianças, que necessitavam de assistência médica urgente, de Ponta Delgada para o Continente.

As crianças foram acompanhadas a bordo da aeronave por uma equipa médica civil, por forma a assegurar todos os cuidados de saúde durante a viagem.

A aeronave aterrou no Aeródromo de Trânsito N.º 1, Figo Maduro, às 00H00, do dia 28 de julho, tendo as crianças sido de imediato transportadas de ambulância para uma Unidade Hospitalar.

A missão contou com cerca de 03H50 de voo.

HiFly apresenta o interior do seu novo Airbus A330-300

 

A HiFly apresentou hoje, através das suas redes sociais, o interior do seu novo A330-300, recebido no passado dia 21 de julho.

Trata-se do 9H-HFA, com matrícula de Malta, e que voou anteriormente com as cores da South African Airways, tendo a companhia recebido directamente da Airbus em março de 2017.

O A330-300 oferece, na sua configuração de passageiros, interiores confortáveis, cores quentes e um ambiente descontraído. A aeronave pode transportar até 249 passageiros numa configuração de duas classes (46 poltronas de alto conforto da classe executiva com camas planas e 203 poltronas económicas).

A HiFly indica ainda que a aeronave também estará à disposição dos clientes na versão cargueiro, com capacidade de volume de 250m3 e capacidade máxima de carga de 53.500kg, com autonomia máxima de 11.400km e Etops 180 min.

Vereador da CM Porto defende que a SATA podia assegurar rotas consideradas estratégicas para o país que a TAP não opera

 

O presidente da Câmara do Porto disse hoje preferir que a TAP não voe para o Aeroporto Sá Carneiro, insistindo na entrega de uma parcela idêntica ou proporcional ao investido para suprir falhas do mercado e atrair operadores privados.

“Até seria melhor que a TAP deixasse mesmo de cá vir. Porque quando cá vem, vem apenas tentar drenar o aeroporto e quando não consegue drenar através do Aeroporto do Porto, oferece voos para Vigo”, afirmou Rui Moreira na reunião do executivo de hoje.

O autarca independente que lidera a maioria municipal apresentou hoje uma moção – aprovada com os votos contra de PS e CDU – onde insta os deputados eleitos pelo círculo do Porto a tomarem uma posição sobre a relevância estratégica da TAP para a região e onde reivindica para a região uma parcela idêntica ou proporcional à que o Estado vai investir na TAP.

“Nós preferimos que a TAP não venha cá e faça contas connosco (…) e nos deixe instrumentos para nós gerirmos o Aeroporto Francisco Sá Carneiro e para atrair companhias aéreas, até por concurso público, e depois a TAP se quiser que venha a jogo”, disse.

Moreira sublinha que o Porto, ao contrário de Lisboa, não precisa de pagar quatro mil milhões de euros a uma companhia para viabilizar o seu turismo, precisa apenas de recursos que permitam atrair linhas ponto a ponto.

“A TAP é uma empresa que tem uma visão colonial do país. É a última empresa colonial e, portanto, trata o resto do país como uma colónia. E sempre foi assim [na gestão privada como na pública]. É assim em Faro, é assim nos Açores, na Madeira e no Porto. Não é contra o Porto. A TAP não é contra o Porto. (…) A TAP acha que Lisboa é que é importante”, declarou, sublinhando que, sendo uma empresa pública, em causa está uma opção política do Governo.

Salientando estar contra a ideia de uma discriminação contra o Porto, o vereador socialista Manuel Pizarro considera, contudo, que a argumentação expressa na carta a ser enviada aos deputados tem “muitas fragilidades”, passando mesmo a ideia de que a TAP é “dispensável”.

“Se o tema é: o Governo português tem de justificar bem o que está a fazer pela TAP e o que pretende fazer depois, nós estamos de acordo. Se o tema é: tem haver financiamento não havendo serviço adequado para o Porto, eu estou de acordo. Com a ideia de que o país pode prescindir da TAP e gerar 15 a 20 mil perdas de postos de trabalho no imediato, e mais o que virá a seguir, eu, isso, não estou de acordo”, disse, justificando o voto contra do PS.

Já o vereador do PSD e deputado eleito pelo círculo do Porto, Álvaro Almeida, considerou que se para Lisboa é muito importante manter o ‘hub’, como propõe o plano de reestruturação da companhia aérea de bandeira nacional, então deviam ser os municípios daquela área a manter a TAP.

Por outro lado, o social-democrata, que votou a favor da moção da maioria municipal, entende que havendo dinheiro do Orçamento do Estado a ser canalizado para a TAP, por uma questão de equidade, tem de haver apoio para todos os aeroportos do país.

Álvaro Almeida defendeu ainda que, no seu entender, a TAP não vale quatro milhões de euros e que seria possível, com a SATA, que voa para a região autónoma dos Açores, e por uma fração de menos de 10%, assegurar ligações e rotas consideradas estratégicas para o país.

Pela CDU, Ilda Figueiredo salientou que é entendimento da coligação que a TAP deve cobrir integralmente o Porto, respondendo às suas necessidades, em discordância com uma gestão que não tem em conta o todo nacional.

Já o vereador do Pelouro da Economia, Ricardo Valente, disse que não quer o fim da TAP, mas considera importante que a empresa não seja um entrave ao desenvolvimento que se estava a assistir.

A moção, aprovada hoje, resulta de uma reunião que juntou em 30 de junho 37 conselheiros do Conselho Municipal de Economia e o Conselho Municipal do Turismo e na qual Rui Moreira defendeu que a região deve reivindicar a entrega de uma parcela idêntica ou proporcional ao que é investido na TAP, para suprir as falhas do mercado e atrair operadores privados.

No documento discutido hoje, a autarquia sublinha que, importa tornar claro qual o papel da TAP para este território, onde o desinvestimento da TAP tem sido “claro”, como “se comprova pela evolução da quota de mercado da empresa que em 2007 a quota era de 55,49% em termos de passageiros; em 2010 de 32,57%; em 2014 de 25,45%; em 2017 de 17,67% e em 2020 de 14,44%.

Entre outros argumentos, na missiva a enviar aos deputados, a maioria municipal insiste na questão da contrapartida, exigindo que, por questão de equidade, seja inscrita no orçamento de Estado uma verba equivalente para que Porto, Faro, Açores e Madeira possam atrair operadores alternativos, que proporcionem ganhos equivalentes às respetivas regiões, e a sustentabilidade do seu tecido económico.

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