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Governo quer passar toda a aviação executiva para Cascais e deslocalizar Figo Maduro


 

De acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2024 (OE2024), o Governo quer avançar com transferência de toda a operação executiva para o Aeródromo Municipal de Cascais, para aliviar o Aeroporto Humberto Delgado, e com a deslocalização da área militar de Figo Maduro.

“Estão a ser encetados procedimentos para melhorias estruturais no Aeroporto Humberto Delgado, que passam pela deslocalização da área militar de Figo Maduro (AT1) e a utilização dessa área para a operação civil”.

O documento refere ainda: “valorizando o tecido aeroportuário nacional, visa-se proceder à migração da aviação executiva do Aeroporto Humberto Delgado para o Aeródromo Municipal de Cascais, procurando a resultante melhoria do aeroporto, mas também a especialização do Aeródromo Municipal de Cascais no referido tráfego e apostar na migração do tráfego de formação, tão importante para a continuidade da aviação nacional, do Aeródromo Municipal de Cascais para os demais aeródromos nacionais espalhados pelo país, procurando a dinamização desses polos aeroportuários e reforçar a coesão territorial”.

Quando questionado sobre os trabalhos para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, o ministro das Finanças, Fernando Medina, disse que em “Figo Maduro estão a ser feitos os trabalhos relativamente à realização dessas obras, que são por conta do concessionário [ANA/Vinci] no regime que esta definido”.