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Airbus A310 voou pela primeira vez há 44 anos


 

A 3 de abril de 1982, o primeiro protótipo do Airbus A310 realizou o seu primeiro voo, tendo recebedido a certificação de tipo a 11 de março de 1983.

O Airbus A310 é uma aeronave de fuselagem larga concebida e fabricada pela Airbus Industrie, um consórcio de fabricantes aeroespaciais europeus da época. Antes da nova década, a Airbus necessitava de um avião mais pequeno do que o A300, o primeiro wide-body bimotor do mundo.

O memorando de entendimento (MoU) assinado a 26 de setembro de 1967 pelos governos do Reino Unido, França e Alemanha Ocidental abriu caminho à criação do Airbus A300, o primeiro avião do consórcio, com capacidade para cerca de 300 passageiros. No entanto, no contexto da redução de custos de produção, a Airbus explorou vários estudos iniciais realizados durante o programa A300.

Deste processo, e com o contributo de outros intervenientes da indústria, surgiu uma ideia estratégica: desenvolver uma família de aeronaves adaptadas a diferentes necessidades de mercado, mas com mais elementos em comum do que diferenças.

Devido ao crescente interesse neste novo modelo, a Airbus lançou a produção do A300B10, posteriormente designado A310, a 7 de julho de 1978.

No Farnborough Air Show de 1978, o Secretário de Estado da Indústria britânico, Eric Varley, anunciou que a British Aerospace (BAe) voltaria a integrar a Airbus Industrie como parceira de pleno direito a partir de 1 de janeiro de 1979.

Nos termos do acordo, a BAe ficaria com uma participação de 20% na Airbus Industrie e desempenharia um papel completo no desenvolvimento e produção do A310.

Jean Roeder, engenheiro-chefe da Deutsche Airbus, afirmou: “Mostrámos ao mundo que não éramos um sucesso passageiro e que pretendíamos concretizar uma família de aviões… conquistámos clientes que de outra forma não teríamos conquistado… passámos a ter dois aviões com grande comunalidade ao nível dos sistemas e dos cockpits.”

O Airbus A310 era um avião comercial bimotor de fuselagem larga, destinado a voos de média e longa distância. Tratava-se de uma versão reduzida do modelo anterior, embora com diferenças significativas.

A fuselagem mantinha a mesma secção transversal do A300, mas, sendo mais curta, tinha capacidade para cerca de 200 passageiros. Para otimizar a capacidade, a parte traseira foi profundamente redesenhada, com alterações no afilamento e uma modificação estrutural que viria também a ser aplicada em versões posteriores do A300.

Inicialmente, a Airbus planeou duas versões distintas: o A310-100, de âmbito regional, e o A310-200, de alcance transcontinental. O A310-100 teria um alcance de cerca de 2.000 milhas náuticas (3.700 km) com 200 passageiros, enquanto o A310-200 apresentava um peso máximo à descolagem superior e maior capacidade de combustível, permitindo voar mais 1.000 milhas náuticas.

Entre os principais motores disponíveis estavam o General Electric CF6-45B2 e o Pratt & Whitney JT9D-7R4. A Rolls-Royce chegou a considerar fornecer o motor RB.207, mas acabou por optar por desenvolver um projeto mais pequeno, o RB.211.

A Swissair e a Lufthansa foram as primeiras companhias a encomendar o A310 (então designado A300B10), a 7 de julho de 1978. A aeronave entrou ao serviço comercial com a Swissair em abril de 1983, competindo diretamente com o Boeing 767-200, lançado seis meses antes.

Graças ao seu maior alcance e certificação ETOPS, o A310 podia realizar voos transatlânticos. No total, foram entregues 255 unidades, até à última em junho de 1998, altura em que foi substituído pelo Airbus A330-200.

Entre os principais operadores do A310 destacam-se a Mahan Air, Iran Air, Royal Jordanian, Ariana Afghan Airlines e Air Transat.

No caso português, o Airbus A310 teve um papel significativo na história da TAP Air Portugal, sendo utilizado principalmente para rotas de longo curso entre os anos 80 e 2000.

De recordar um dos momentos mais lembrados foi a passagem baixa (low pass) e a curva acentuada realizada por um A310 da TAP durante o Portugal Airshow em Évora, em 2007. Esta manobra, embora considerada arriscada por alguns, foi realizada por pilotos experientes.

Em 1999, chegam à frota da SATA Internacional os Airbus A310, destinados às rotas de médio e longo curso. Inicialmente, a companhia recebeu dois equipamentos, cuja entrada ao serviço decorreu a partir de 16 de junho de 1999 (CS-TGU) e de 16 de fevereiro de 2000 (CS-TGV), já após a concessão do serviço público de transporte regular de e para os Açores.

A estas duas primeiras unidades foram atribuídos, respetivamente, os nomes das ilhas açorianas da Terceira (MSN 571) e de São Miguel (MSN 651).

A frota de A310-300 estabilizou em quatro unidades após a receção do CS-TKN (Macaronésia; MSN 624), em 8 de março de 2007 (batizado a 15 de junho, dia do 60.º aniversário da empresa), e, anteriormente, do CS-TKM (Autonomia; MSN 661), em 7 de maio de 2005, ambos destinados a reforçar as rotas de médio e longo curso. Antes deste último, esteve temporariamente ao serviço da SATA Internacional (entre 15/05/2003 e 07/05/2005) outro avião do mesmo tipo (CS-TKI). Esta aeronave (MSN 448) operou na SATA com o mesmo nome de batismo atribuído, posteriormente, ao TKM.

 

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