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A300-600ST Beluga passa a integrar a coleção permanente do museu da aviação de Toulouse, Aéroscopia


Na passada quarta-feira, 24 de junho, às 9h00, o Airbus A300-600ST Beluga n.º 4, com a matrícula F-GSTD, foi rebocado das instalações industriais da Airbus, em Toulouse, até à placa norte do museu, onde ficou estacionado ao lado dos seus “companheiros” Airbus A340-600, A320 e A380.

A aeronave, cedida ao museu pela Airbus, realizou o seu primeiro voo a 9 de junho de 1998 e acumulou 6.806 horas e 43 minutos de voo, distribuídos por 4.438 missões. Efetuou o seu último voo a 17 de setembro de 2025.

Antes de ser rebocado para o museu, um Airbus Beluga ST (F-GSTB, n.º 2) e um Airbus Beluga XL (F-GXLJ, n.º 4) descolaram do Aeroporto de Toulouse-Blagnac e efetuaram um voo a baixa altitude, realizando várias passagens sobre o Beluga ST n.º 4.

Para transportar este gigante até ao museu, foi necessário reforçar a estrada entre as instalações da Airbus e o recinto do museu, de modo a suportar o peso da aeronave e evitar danos no pavimento. A operação de reboque decorreu sem incidentes, sob a supervisão das equipas da Airbus, perante a atenção dos meios de comunicação social e de numerosos entusiastas da aviação que registaram o momento em fotografias e vídeos.

 

A operação ficou concluída ao meio-dia, altura em que a aeronave foi fixada na sua posição definitiva sobre a placa.

Para os visitantes, a chegada do Beluga ST transforma a experiência do museu. Agora como peça central da exposição ao ar livre, este gigante dos céus proporciona uma verdadeira imersão na história industrial da Airbus.

A sua integração na exposição segue naturalmente o percurso museológico, surgindo imediatamente após o lendário Super Guppy — o seu antecessor — que está em exibição desde a inauguração do museu, em janeiro de 2015. Esta coexistência única permite compreender melhor a evolução das linhas de produção aeronáutica europeias, ilustrando de forma concreta a ligação entre as diferentes gerações de aeronaves.


Guillaume Manet, diretor do Museu Aeroscopia, comentou esta transferência: “A viagem e a chegada do Beluga ST n.º 4 ao Museu Aeroscopia constituem um acontecimento excecional. Esta aeronave icónica, imediatamente reconhecível entre todas as outras, marcou várias gerações graças à sua silhueta única e ao papel essencial que desempenhou na história industrial da Airbus. […] Estamos particularmente orgulhosos por podermos oferecer ao Beluga ST n.º 4 um lar permanente no Aeroscopia, onde a sua história continuará a inspirar as gerações futuras. Um enorme agradecimento à Airbus.”


Desde o início, a abordagem singular da Airbus assentou numa produção distribuída por várias unidades industriais espalhadas pela Europa. Esta organização geográfica exigiu rapidamente uma solução logística igualmente única, capaz de transportar secções de aeronaves de dimensões excecionais. Como o transporte rodoviário se revelou insuficiente para acompanhar o aumento dos ritmos de produção, a fabricante optou pelo transporte aéreo.

Assim, no início da década de 1970, entrou ao serviço o lendário Super Guppy, encarregado de transportar os grandes componentes dos Airbus A300 e A310. A partir de 1995, o Beluga assumiu essa missão, tornando-se uma das peças fundamentais da cadeia logística industrial europeia da Airbus.

A Airbus construiu apenas cinco Beluga ST, operados internamente pela Airbus Transport International (ATI), a companhia aérea de carga do grupo. Desde 2021, estes aparelhos foram sendo progressivamente retirados de serviço e substituídos por seis Beluga XL, mais modernos e com maior capacidade de carga.

A Airbus procurou dar uma nova vida a estas aeronaves, criando uma divisão de transporte de carga de grandes dimensões aberta a clientes externos, denominada Airbus Beluga Transport (AiBT). Contudo, esta subsidiária encerrou a 24 de janeiro de 2025, devido a razões económicas e de rentabilidade.

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