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Ryanair anuncia aumento de lucros de 40% para 2.260 milhões de euros


A Ryanair anunciou, hoje, que registou um aumento de lucros de 40% para 2.260 milhões de euros, no ano que terminou em 31 de março.

A companhia atribuiu o aumento do lucro à redução de despesas e ao aumento da receita, impulsionados pelo crescimento do tráfego de passageiros e das tarifas.

Year-ended:

Mar. 2025

Mar. 2026

+/-

Passengers

200.2m

208.4m

+4%

Load Factor

94%

94%

Revenue (€)

13.95bn

15.54bn

+11%

Op. Costs (pre-except.) (€)

12.39bn

13.09bn

+6%

PAT (pre-except.) (€)*

1.61bn

2.26bn

+40%


*Pre-except. €85m Italian (AGCM) fine provision in FY26.

Nos 12 meses até abril, a Ryanair gerou 15.540 milhões de euros em receita, um aumento de 11%, e transportou 208,4 milhões de passageiros, um crescimento de 4%.

As tarifas aéreas subiram 10%, em comparação com uma queda de 7% que tinha sido registada no período homólogo.

O presidente executivo (CEO), Michael O’Leary, destacou no relatório dos resultados que as receitas acessórias, que incluem, entre outras, o embarque prioritário ou o consumo a bordo, representam quase 25% da faturação total e cresceram 6%, para 4.990 milhões de euros.

O CEO assinalou também que os custos operacionais, antes da provisão extraordinária, subiram 6%, para 13.090 milhões de euros, enquanto as receitas por passageiro aumentaram 7%.

O’Leary recordou, no entanto, que as “outras receitas” diminuíram após a empresa ter recebido da Boeing “uma compensação significativamente menor” devido a atrasos nas entregas de 210 novos aviões B-8200 durante o ano fiscal de 2026.

Relativamente ao impacto da guerra no Médio Oriente no setor, o responsável reconheceu que gerou “incerteza económica” e que “ainda não se sabe quando o estreito de Ormuz será reaberto”, mas sublinhou que a Europa continua “relativamente bem abastecida” de combustível, com volumes significativos provenientes da África Ocidental, da América e da Noruega.

Neste sentido, congratulou-se com o facto de a Ryanair ter cerca de 80% do combustível adquirido antecipadamente até março de 2027 a um preço de 67 dólares por barril.

Esta “estratégia conservadora”, afirmou, protegerá os lucros do grupo “nos atuais e muito voláteis mercados petrolíferos”, ao mesmo tempo que “aumentará a vantagem em termos de custos face aos concorrentes europeus durante o resto do ano fiscal de 2027”.

A frota do Grupo no final do exercício era composta por 647 aeronaves (incluindo todos os 210 Gamechangers), o que deverá permitir um crescimento de tráfego de 4% para aproximadamente 216 milhões de passageiros este ano (FY27). A Boeing espera certificar o MAX-10 no final do verão de 2026 e confirmou que prevê entregar os primeiros 15 MAX-10 da Ryanair na primavera de 2027 (em linha com as datas contratuais), estando previstas 300 destas aeronaves eficientes em combustível (20% menos consumo e 20% mais lugares) até março de 2034.

Em relação ao próximo exercício, antecipou que prevê um crescimento do tráfego de passageiros de 4%, para 216 milhões, embora tenha alertado que os impostos ambientais da União Europeia (UE) poderão aumentar “em mais 300 milhões de euros este ano”, até um total de aproximadamente 1.400 milhões de euros, “o que tornará a UE menos competitiva”.

“O resultado do exercício fiscal de 2027 continua fortemente exposto a fatores externos adversos, incluindo uma possível escalada dos conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, riscos de escassez no abastecimento de combustível, preços de combustível elevados durante mais tempo para os 20% não cobertos, choques macroeconómicos, greves e má gestão do controlo do tráfego aéreo europeu”, concluiu O’Leary.

No comunicado a Ryanair refere que o Conselho de Administração iniciou discussões com Michael O’Leary (“MOL”) para prolongar o seu contrato de trabalho com o Grupo (atualmente até 2028) até abril de 2032. Estas discussões estão praticamente concluídas e o contacto com os maiores investidores institucionais do Grupo começará nos próximos dias. Ao abrigo do novo contrato proposto, MOL terá uma opção de compra sobre 10 milhões de ações ao preço de mercado (antes da recente queda relacionada com a guerra no Irão), mas, tal como na atribuição de 2019, estas opções só poderão ser exercidas caso sejam alcançadas metas muito ambiciosas de crescimento do lucro líquido ou do preço das ações, criando valor substancial para todos os acionistas.

Após um período de renovação significativa do Conselho, Stan McCarty (Presidente) e Róisín Brennan (Diretora Independente Sénior) concordaram permanecer no Conselho até setembro de 2029 e 2030, respetivamente, para assegurar uma gestão experiente do Grupo, sucessão ordenada e integração de novos administradores não executivos.

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