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South African Airways suspende todas as operações por dificuldades financeiras


 

A companhia aérea estatal da África do Sul suspendeu todas as suas operações depois de ter falhado o plano de salvamento que envolvia um financiamento de 10 mil milhões de rands (507 milhões de euros).

A South African Airways, estatal, enfrenta alegações de corrupção e má gestão, pediu a liquidação e a proteção contra falências em dezembro do ano passado.

A equipa de resgate de empresas designada para gerir a companhia anunciou que não conseguiu reunir o dinheiro necessário para aplicar um plano de salvamento.

A suspensão das operações poderá ser levantada se o Governo apoiar a empresa através de fundos que prometeu.

Todos os voos regulares de carga e repatriamento serão efetuados, mas não serão aceites novos voos durante a suspensão, referiu fonte da empresa.

A medida afetará também pelo menos três das filiais da companhia aérea, incluindo a companhia aérea de baixo custo Mango.

A indústria do turismo da África do Sul tem sido muito afetada devido às restrições impostas no âmbito do combate à covid-19, mas os problemas financeiros da South African Airways já existiam muito antes da pandemia do novo coronavírus.

A suspensão surge no momento em que a África do Sul vai reabrir o país aos voos internacionais, na quinta-feira.

Os sindicatos dos trabalhadores advertiram que o fracasso do resgate da companhia aérea resultará em perdas significativas de emprego numa economia que se espera que caia mais de 7,2% este ano.

O desemprego subiu para 42%, de acordo com as estatísticas divulgadas esta semana.

A companhia aérea é atualmente objeto de uma investigação estatal sobre alegações de corrupção, fraude e má gestão durante o mandato do ex-Presidente Jacob Zuma.