
Portugal vai enviar nas próximas horas uma missão de ajuda humanitária para Caracas, na Venezuela, numa operação coordenada pelo Governo português e transportada pela Força Aérea Portuguesa.
A missão contará com uma equipa composta por 27 elementos da GNR, 15 do regimento sapadores bombeiros de Lisboa, 10 elementos do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
O transporte será assegurado por uma aeronave Embraer KC-390, operada pela Esquadra 506 – “Rinocerontes”, destacando a capacidade logística da Força Aérea para responder rapidamente a situações de crise internacional. Um segundo aparelho poderá ser mobilizado caso seja necessário reforçar a operação.
Segundo fontes governamentais, o objetivo é prestar apoio imediato às autoridades venezuelanas e à comunidade portuguesa residente no país, garantindo assistência humanitária, cuidados médicos e apoio logístico nas zonas mais afetadas.
A partida da missão está prevista a partir da Base Aérea de Beja, sendo esperada a chegada a Caracas nas horas seguintes, dependendo das condições operacionais e autorizações de voo.
O Governo português manifestou ainda solidariedade para com as vítimas e reafirmou o compromisso de colaborar nos esforços internacionais de resposta à emergência.
De referir que Comissão Europeia afirmou esta sexta-feira que oito Estados-membros, entre os quais Portugal, vão enviar para a Venezuela um total de 520 operacionais, uma equipa médica e equipamento de telecomunicações e de fornecimento de energia.
Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e República Checa disponibilizaram-se para prestar assistência ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A Venezuela foi abalada, na quarta-feira à noite, por dois sismos, um com 7,2 e outro com 7,5 de magnitude na escala de Richter, o que já provocou pelo menos 589 mortos, dos quais nove são portugueses ou lusodescendentes, e 2.980 feridos.
























