
A Força Aérea Portuguesa anunciou que um dos seus helicóptero UH-60 Black Hawk esteve em missão de treino de reconhecimento de heliportos hospitalares.
A nova missão contemplou novamente o heliporto do Hospital de São João, no Porto, o dos Hospitais da Universidade de Coimbra e o do Hospital de São Teotónio, em Viseu.
A FAP refere que este treino torna-se fundamental para garantir uma resposta rápida e segura.
De recordar que recentemente o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, defendeu a compra de quatro helicópteros Black Hawk pela Força Aérea para missões de emergência médica, sublinhando que a medida representa um avanço significativo na capacidade de salvar vidas.
“Assim que o problema está identificado, temos uma de duas possibilidades: ou não fazemos nada, ou tentamos ajudar. E Ministro da Defesa defende aquisição de helicópteros Black Hawk para emergência médica: “A Força Aérea dá um passo em frente”, porque não quer que fique tudo na mesma. Porque quer prestar o seu auxílio. Sabemos que há muito também quem queira que fique tudo na mesma. Mas nós, na Defesa Nacional, estamos neste passo do lado certo da História”, defendeu Nuno Melo.
O ministro da Defesa Nacional garantiu que os helicópteros Black Hawk que serão adquiridos pela Força Aérea podem ser utilizados para emergência médica, detalhando que, este ano, estes equipamentos já aterraram em 25 heliportos do país:
A ANAC diz que o comprimento do Black Hawk impede-o de aterrar em seis dos setes heliportos autorizados a receber helicópteros de emergência médica — , Nuno Melo explicou que quem tem competência para certificar estes helicópteros é a Autoridade Aeronáutica Nacional, e que os equipamento militares estão excluídos da dimensão civil, sobre a qual atua a ANAC.
O governante garantiu também que “a Autoridade Aeronáutica Nacional já certificou estes helicópteros para aterrarem nestes locais todos”, detalhando que é este organismo que regula também quais são os espaços onde os helicópteros militares podem aterrar, se for necessário.
“Eu tenho imenso respeito pela ANAC, é uma entidade absolutamente fundamental, está certíssima na dimensão civil. Acontece que neste caso, quem certifica é a Autoridade Aeronáutica Nacional e a Convenção sobre Aviação Civil Internacional exclui as aeronaves militares no seu artigo 3º. Portanto, compete à Autoridade Aeronáutica Nacional determinar os locais onde estes helicópteros militares podem aterrar”, considerou.
Nuno Melo explicou que estes helicópteros são considerados “os mais versáteis e polivalentes do mundo” e que o INEM já os considerou como uma “excelente escolha para operações de evacuação médica devido às capacidades excecionais e versatilidade”, acrescentando que “cumprem tudo aquilo que é esperado deles ou superam as expectativas”.

























