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Começou o Campeonato de Espanha de Voo Acrobático com três pilotos portugueses


 

O Campeonato de Espanha de Voo Acrobático (CEVA) 2026 e o seu Open Internacional reunirão, começou hoje, 25 de junho, e decorre até ao próximo sábado, 27 de junho.

Em competição estarão 30 pilotos de 9 nacionalidades no aeródromo do La Caminera Club de Campo, em Torrenueva (Ciudad Real).

Nesta edição de 2026, haverá 80 voos de competição e uma dezena de aviões acrobáticos (dois Sukhoi, quatro Extra, um RV8, um Cap, um Edge e um Super Decathlon), além de aeronaves de apoio e transporte. Em terra, o dispositivo desportivo mobilizará membros e organizadores da competição.

Organizado pelo Club Acrobático Central (CAC) e pela Real Federação Aeronáutica Espanhola (RFAE), o campeonato reunirá pilotos de Espanha, que disputarão o CEVA, enquanto no Open Internacional haverá representantes de Portugal, Alemanha, Eslováquia, Egito, Suíça, Índia, Estados Unidos e Argentina. A competição incluirá as modalidades Clássica (nas categorias Ilimitada, Avançada, Intermédia, Desportiva e Elementar) e culminará no sábado com as finais de Freestyle (Ilimitada), a modalidade mais espetacular e exigente da acrobacia aérea.

Esta quinta-feira, dia 25, realizam-se os voos de segurança. A competição terá início na sexta-feira, dia 26, prolongando-se até sábado, dia 27, com voos desde as primeiras horas da manhã e acompanhamento em direto através da transmissão online do campeonato.

O sábado, dia 27, será o dia central para o público, com acesso ao recinto habilitado no La Caminera Club de Campo e acompanhamento online em direto. A programação concentrará as finais, o Freestyle, uma exibição do campeão de Espanha de radiocontrolo e a entrega de prémios, num dia pensado para viver a tensão competitiva tanto a partir da pista como do cockpit, graças às câmaras a bordo e às imagens aéreas da transmissão.

Para além da competição oficial, o evento acolherá os treinos da Equipa Nacional de Voo Acrobático (ENVA) com vista ao Mundial de 2026 desta modalidade desportiva, que terá lugar em agosto em Mason City, Iowa (EUA).

«O CEVA não é um airshow, é competição. Temos apenas alguns minutos para mostrar aquilo que treinamos ao longo da época, sob pressão e com muito pouca margem para erro. Um único erro num programa é suficiente para perder um lugar no pódio. No final, a diferença está em quem consegue voar com menos erros e lidar melhor com o stress.»destaca Jorge, que representa Portugal tanto no Open de Espanha como também no Mundial que se vai celebrar nos Estados Unidos da América em Agosto.

«Queremos que esta edição permita ver o voo acrobático como aquilo que é: um desporto de máxima exigência técnica e física. O público verá voos ao limite, mas por trás de cada voo há muitas horas de treino, segurança e trabalho de equipa. O Freestyle será o momento mais espetacular, mas todo o campeonato tem um enorme valor desportivo», assinala Irene Pasini, diretora de competição.

O campeonato contará ainda com um júri de reconhecido prestígio internacional, liderado por Steve Green e composto por Guy Auger, Nikolai Nikityuk, Brian McCartney, Luca Andragetti, Eladi Lozano e Gonzalo Rodríguez, entre outros, figuras de referência nas principais competições internacionais de voo acrobático.

Acrobacia aérea, ao vivo e a partir do interior

O CEVA 2026 permitirá acompanhar a competição a partir de uma dupla perspetiva: junto à pista e a partir do interior do cockpit. Os participantes poderão assistir às provas a partir das zonas habilitadas no La Caminera Club de Campo, enquanto a transmissão em direto através de www.ceva.aero e do canal Gear Up no YouTube, oferecerá imagens a bordo, filmagens aéreas, classificações em tempo real e entrevistas com os pilotos.

Esta cobertura tornou-se uma das marcas distintivas do campeonato: todos os anos proporciona algumas das imagens mais impressionantes do voo acrobático e permite apreciar com especial clareza a tensão, a concentração e a precisão que cada manobra exige. Não se trata apenas de mostrar o espetáculo a partir do exterior, mas de aproximar o público e os meios de comunicação das exigências reais de uma disciplina em que cada manobra, cada eixo e cada segundo contam.

«Continuamos a apostar em ser sede desta competição, que coloca Ciudad Real no calendário de uma disciplina muito singular, que combina competição, espetáculo e precisão. É uma oportunidade para aproximar o público de um desporto pouco comum, mas com uma enorme capacidade de emocionar quando vivido ao vivo», afirma Juan José Martínezdiretor do La Caminera Club de Campo.

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