
A Air China anunciou que vai retomar, a partir de 30 de março, a ligação aérea entre Pequim e Pyongyang, marcando o regresso de uma rota que esteve suspensa durante seis anos.
Segundo informações divulgadas pela transportadora chinesa, os voos terão uma frequência semanal, realizando-se às segundas-feiras, com operações previstas até ao mês de outubro. A decisão surge num contexto de reabertura gradual das ligações internacionais da Coreia do Norte, após um prolongado período de isolamento.
A retoma desta rota aérea acompanha também a recente reativação das ligações ferroviárias entre a China e a Coreia do Norte, reforçando sinais de normalização progressiva das relações e da mobilidade entre os dois países.
Especialistas consideram que este passo representa uma abordagem cautelosa por parte de Pyongyang, que durante a pandemia adotou algumas das medidas de controlo fronteiriço mais restritivas a nível mundial. A limitação a um voo semanal reflete uma estratégia de abertura controlada, mantendo ainda fortes restrições à entrada de estrangeiros.
A ligação entre Pequim e Pyongyang tem sido historicamente utilizada sobretudo por diplomatas, delegações oficiais e trabalhadores ligados a projetos bilaterais, sendo o turismo internacional praticamente inexistente devido às rígidas regras impostas pelas autoridades norte-coreanas.
Apesar da retoma, permanece a incerteza quanto a uma normalização plena do tráfego aéreo, uma vez que apenas existem voos publicados até outubro, altura em que a situação deverá ser reavaliada.
























