
A Lufthansa apresentou os resultados do primeiro trimestre de 2026, revelando uma redução do prejuízo operacional e um desempenho acima das expectativas dos analistas, apesar de continuar no vermelho num período tradicionalmente mais fraco para o setor da aviação.
Nos primeiros três meses do ano, o grupo registou um prejuízo operacional (EBIT ajustado) de 612 milhões de euros, melhorando face às perdas de 722 milhões de euros registadas no mesmo período de 2025. As receitas cresceram cerca de 8% em termos homólogos, atingindo aproximadamente 8,7 mil milhões de euros, impulsionadas pela procura sólida por viagens aéreas.
Ainda assim, a companhia enfrenta vários desafios. O aumento dos custos com combustível continua a pressionar as margens, num contexto de volatilidade nos mercados energéticos. A isto somam-se impactos de greves recentes e incertezas geopolíticas, nomeadamente no Médio Oriente, que têm condicionado operações e custos.
Apesar destes fatores, a Lufthansa mantém as previsões para o conjunto de 2026, apontando para um resultado operacional superior ao registado em 2025. A estratégia passa por ajustar preços, otimizar custos e capitalizar a procura elevada por viagens, sobretudo durante a época alta.
Recorde-se que, em 2025, o grupo alcançou receitas recorde, embora com uma ligeira redução no lucro líquido, refletindo precisamente o aumento dos custos operacionais.
Com um arranque de ano mais positivo do que o esperado, a Lufthansa reforça a confiança na recuperação sustentada do setor, ainda que sob um enquadramento económico e geopolítico exigente.
























