
Depois de várias ameaças de intervenção, o presidente dos Estados Unidos ordenou este sábado um ataque militar na Venezuela e foi o próprio a anunciar a captura do presidente Nicolás Maduro e da mulher.
Vários helicópteros e forças militares dos EUA atacaram diversos alvos militares e edifícios governamentais na cidade de Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira e de Arágua.
Segundo as últimas informações, vários aviões militares norte-americanos continuam a voar sobre território venezuelano, sem qualquer oposição militar dos venezuelanos e as principais bases aéreas e militares, em La Guaira (onde também se encontra o maior porto comercial do país), Miranda e Arágua, estão em poder dos EUA.
Major U.S. special operations raid in Venezuela’s capital, Caracas, tonight.
A large stream of MH-60s and MH-47s were spotted over the city, supported by numerous airstrikes. pic.twitter.com/rPQu5eVF4p
— OSINTtechnical (@Osinttechnical) January 3, 2026
“Os Estados Unidos da América levaram a cabo com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o Presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e retirado do país por via aérea”, escreveu Donald Trump na rede social Truth Social.
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, disse num vídeo divulgado na madrugada de sábado, que a o país “resistirá à presença de tropas estrangeiras“. Pouco tempo depois, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez afirmou num áudio à TV estatal que o Governo não sabe o paradeiro de Maduro e da sua esposa.
A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades portuguesas na diáspora, sendo a segunda maior na América Latina, depois do Brasil.
O Governo português está “a acompanhar a situação na Venezuela ao minuto”, disse à Lusa uma fonte do Executivo. De acordo com a mesma fonte, as autoridades portuguesas estão em contacto com a embaixada em Caracas e com vários governos europeus.
O Governo disse que não há, até ao momento, indicações de que cidadãos portugueses tenham sido afetados pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra a Venezuela. “Até ao momento não temos indicação de que a comunidade portuguesa esteja a ser afetada”, indicou fonte oficial, citada pela Lusa.
A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelaram hoje à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter “tranquila e em casa”, após os Estados Unidos terem realizado ataques aéreos, nomeadamente na capital.

























