A Boeing cancelou o acordo para a compra da Embraer. Pelo acordo, as empresas pretendiam fazer uma fusão na área de aviação comercial da companhia brasileira e criar uma segunda joint venture por forma a desenvolver o mercado para o avião militar C-390 Millenium.
De acordo com o comunicado oficial da Boeing, as duas partes poderiam cancelar o contrato até ao dia 24 de abril. Como a Embraer não resposndeu a todas as condições necessárias para o acordo, a Boeing exerceu seu direito.
“A Boeing trabalhou arduamente por mais de dois anos para finalizar o acordo com a Embraer. Nos últimos meses, tivemos negociações produtivas, mas sem sucesso para responder às condições do contrato. Todos pretendíamos resolver todas os problemas até à data determinada para rescisão, mas não o fizemos. É profundamente decepcionante. Mas chegamos a um ponto em que a negociação continuada no âmbito do contrato não irá resolver os problemas pendentes”, afirmou em comunicado Marc Allen, presidente da Boeing para a parceria com a Embraer.
Horas mais tarde, depois do comunicado da Boeing, chega a vez da Embraer, indicando que a Boeing fabricou sistematicamente informações falsas para não honrar o acordo.
“A Embraer acredita firmemente que a Boeing rescindiu indevidamente o MTA, que fabricou alegações falsas como pretexto para tentar evitar seus compromissos de fechar a transação e pagar à Embraer o preço de compra de US$ 4,2 bilhões. Acreditamos que a Boeing se envolveu em um padrão sistemático de atraso e violações repetidas do MTA, devido à sua falta de vontade de concluir a transação à luz de sua própria condição financeira e do 737 MAX e outros problemas comerciais e de reputação”.
“Hoje, a Embraer continua sendo uma empresa bem-sucedida, eficiente, diversificada e verticalmente integrada, com um histórico de atendimento a clientes com produtos e serviços de alto sucesso, construídos sobre uma base sólida de recursos industriais e de engenharia. A Embraer é uma exportadora e desenvolvedora de tecnologia, com presença e defesa global, negócios executivos e comerciais. Nossos funcionários continuarão orgulhosamente oferecendo aos nossos clientes produtos e serviços de alta qualidade dos quais dependem da Embraer todos os dias”, disse a fabricante.
“Nossa história de mais de 50 anos está alinhada com muitas vitórias, mas também com alguns momentos difíceis. Todos eles foram superados. E é exatamente isso que vamos fazer novamente. Superemos esses desafios com força e determinação”, concluiu.
A Embraer indica que está em total conformidade com as suas obrigações previstas no MTA e que cumpriu todas as condições necessárias para o acordo ser cumprido até ao dia 24 de abril de 2020.
A empresa deixa o aviso que irá procurar todas as soluções contra a Boeing pelos danos sofridos como resultado do cancelamento indevido e da violação do MTA.

























