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Delta Air Lines apresentou os resultados do 1º trimestre de 2026: aumenta receitas mas volta aos prejuízos


A Delta Air Lines divulgou hoje os resultados financeiros relativos ao trimestre de março e apresentou as suas perspetivas para o trimestre de junho.

“Os resultados da Delta evidenciam a força da nossa marca e a solidez da nossa base financeira. Apresentámos lucros mais de 40% superiores aos do ano passado, mesmo com um aumento significativo dos custos com combustível e perturbações operacionais em todo o setor”, afirmou Ed Bastian, diretor executivo da empresa. “Os nossos resultados são impulsionados pelas pessoas da Delta, que continuarão sempre a ser a nossa maior vantagem competitiva. Em fevereiro, celebrámos o pagamento de 1,3 mil milhões de dólares em participação nos lucros, um valor semelhante ao do ano passado e superior ao do resto da indústria combinada.”

“A procura mantém-se forte e estamos a tomar medidas para proteger as nossas margens e fluxos de caixa. Isto inclui uma redução significativa do crescimento da capacidade, com uma tendência de descida até que o contexto do combustível melhore, e uma ação rápida para compensar o aumento dos custos com combustível. A Delta está bem posicionada para enfrentar este contexto, com uma marca de referência, uma base financeira sólida e o benefício da sua refinaria. No trimestre de junho, esperamos liderar o setor com 1.000 milhões de dólares de lucro. E embora o recente aumento do preço do combustível esteja atualmente a afetar os resultados, estou confiante de que este contexto acabará por reforçar a liderança da Delta e acelerar a sua capacidade de gerar lucros a longo prazo.”

A companhia apresentou um crescimento sólido das receitas, mas também um regresso aos prejuízos devido ao aumento significativo dos custos operacionais, em particular com combustível.

A transportadora norte-americana registou receitas na ordem dos 15,8 mil milhões de dólares entre janeiro e março, o que representa um crescimento de cerca de 13% face ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, a empresa terminou o trimestre com um prejuízo líquido próximo dos 289 milhões de dólares.

Apesar do resultado negativo, o desempenho operacional superou as expectativas dos analistas. O lucro por ação ajustado fixou-se nos 0,64 dólares, beneficiando de uma forte procura por viagens, sobretudo nos segmentos premium e corporativo.

O principal fator por detrás do prejuízo foi a subida acentuada dos preços do combustível, agravada por tensões geopolíticas que têm afetado o mercado energético. Só no mês de março, o impacto adicional nos custos foi de várias centenas de milhões de dólares.

Para mitigar este efeito, a companhia tem vindo a reforçar receitas através do aumento de tarifas e taxas acessórias, como as de bagagem, e aposta na sua refinaria própria como forma de reduzir a exposição ao preço do petróleo.

A procura por viagens aéreas continua elevada, tanto no lazer como no segmento empresarial, o que tem sustentado o crescimento das receitas. Programas de fidelização e serviços premium continuam a ser áreas-chave para a rentabilidade da empresa.

A Delta Air Lines antecipa um segundo trimestre mais positivo, prevendo lucros antes de impostos na ordem dos mil milhões de dólares e crescimento moderado das receitas.

Ainda assim, a empresa alerta que os custos com combustível poderão continuar a subir ao longo do ano, o que poderá traduzir-se em preços mais elevados para os passageiros.

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