
Depois de ter sido levantada a hipótese de este ano não operar em Portugal as duas aeronaves Canadair, o Governo voltou atrás e contratualizou, através da Força Aérea, os dois aviões que reforçam o Dispositivo Especial de Combate a Fogos Rurais (DECIR).
Os meios aéreos estão operacionais desde o dia 1 de julho, dia em que começou a fase Delta, a época considerada mais crítica dos incêndios rurais e que conta, este ano, com mais de 14 mil operacionais no terreno.
A empresa responsável pelas aeronaves, a Avincis, partilhou nas suas redes sociais a tripulação dos “Hot Dogs” que vai operar os dois Canadair CL-215 a partir da base operacional em Castelo Branco.
São eles Carlos Magaz, Luis Santos, Marco De Pedro, Juan Mari, Jesus Gutierrez e Valter Cordeiro
Cada Canadair pode transportar e dar a cada passagem num fogo 6 mil litros de água cada um. Como trabalham em parelha serão 12 mil litros.
De recordar que a Força Aérea Portuguesa assinou um contrato apara a aquisição de dois aviões bombardeiros pesados DHC-515, adquiridos com recurso a fundos comunitários, através do Programa RescEU.
A FAP refere que as duas aeronaves visam reforçar os meios próprios do Estado para a missão de combate aos incêndios rurais, estando a entrega programada previsivelmente a partir de 2029.
Em março deste ano, a Comissão Europeia, anunciou uma verba de 600 milhões de euros para a aquisição de 12 novos aviões de combate a incêndios que serão repartidos a partir de 2027 por seis Estados-membros, incluindo Portugal.
Os 12 aviões “Canadair”, muito procurados, serão totalmente financiados pela União Europeia, mas ficarão estacionados em bases, e serão legalmente propriedade, da Croácia, França, Grécia, Itália, Portugal e Espanha.
Segundo um comunicado do executivo europeu, as 12 aeronaves irão aumentar a capacidade de combate aéreo a incêndios do instrumento RescEU.
“Conseguimos, recentemente, um avanço nas negociações com um potencial fabricante dos modelos mais procurados de Canadair, no sentido de retomar a produção global”, disse o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarčič.
“Vamos poder aumentar a frota aérea de combate a incêndios da RescEU (…) para responder aos incêndios tão devastadores que se estão a tornar uma nova normalidade”, acrescentou.
As aeronaves só serão entregues a partir de 2027, prevendo-se que a atual frota de transição da RescEU se mantenha operacional até lá.
O orçamento total do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia no quadro financeiro plurianual 2021-2027 é de 3,1 mil milhões de euros.





























