
O presidente executivo da United Airlines, Scott Kirby, admitiu recentemente a possibilidade de uma fusão com a American Airlines, numa ideia ainda preliminar que poderá vir a agitar o setor da aviação comercial nos Estados Unidos.
De acordo com informações avançadas pela imprensa internacional, Kirby terá levantado o tema em contactos informais com responsáveis governamentais norte-americanos, incluindo numa reunião na Casa Branca. No entanto, não existem, para já, negociações formais entre as duas companhias.
A eventual fusão, a concretizar-se, daria origem a um dos maiores grupos de aviação do mundo, consolidando duas das principais companhias norte-americanas. A indústria aérea dos EUA passaria, assim, a ter menos um grande operador, reduzindo o atual grupo das chamadas “quatro grandes” companhias.
Apesar do potencial impacto estratégico, o cenário enfrenta obstáculos significativos. As autoridades de concorrência dos Estados Unidos deverão analisar com rigor qualquer tentativa de fusão, tendo em conta o risco de concentração excessiva de mercado, aumento de preços e diminuição da oferta para os consumidores.
Especialistas do setor consideram, por isso, que a probabilidade de avanço desta operação é, nesta fase, reduzida. Ainda assim, o simples facto de a hipótese ter sido colocada em cima da mesa já está a gerar debate sobre o futuro da aviação comercial e o grau de consolidação do setor.
Para já, tanto a United Airlines como a American Airlines optaram por não comentar oficialmente o assunto.
























