
A Air France-KLM anunciou os resultado do primeiro trimestre, apresentando um resultado negativo de 287 milhões de euros, um valor ligeiramente inferior aos 292 milhões do mesmo período de 2025.
O grupo divulgou um resultado operacional corrente negativo de 27 milhões de euros, o que significa uma redução face ao mesmo trimestre do ano passado.
Para isso contribuiu o aumento de 4,4% do volume de negócios para 7.479 milhões de euros, enquanto os custos operacionais se mantiveram em 7.506 milhões, em particular devido a uma descida de 15% na fatura do combustível para os aviões, na qual ainda não se fez sentir o impacto da guerra no Médio Oriente.
No plano operacional, a Air France-KLM transportou 22,3 milhões de passageiros, um aumento de 2,3%, com a taxa de ocupação dos voos a atingir os 86,3%. Estes indicadores confirmam a resiliência da procura, mesmo num contexto económico incerto.
Com os preços do combustível para a aviação a disparar devido à guerra no Médio Oriente, e em particular ao encerramento do estreito de Ormuz, a Air France-KLM teve de rever significativamente em alta as projeções relativas à despesa com combustível que terá de suportar em 2026, que agora estima ser cerca de 9.300 milhões de dólares, mais 2.400 milhões do que o calculado anteriormente.
Assim, os planos neste momento são aumentar as capacidades de 2% a 4% em relação a 2025 (e não de 3% a 5%) e reduzir o programa de investimentos para menos de 3.000 milhões de euros (até agora previa cerca de 3.000 milhões).
O presidente executivo (CEO), Benjamin Smith, alertou que, embora o aumento do preço do combustível ainda não se tenha feito sentir nos resultados do primeiro trimestre, irá certamente pesar “nos próximos trimestres” e, por isso, foram tomadas medidas de “gestão rigorosa dos custos”.
De qualquer forma, apesar da “incerteza” da situação, Smith afirmou que a empresa está “plenamente empenhada na execução da (sua) estratégia”.
Face a este cenário, a companhia decidiu rever em baixa as suas previsões de crescimento da capacidade, apontando agora para um aumento entre 2% e 4%, abaixo das estimativas anteriores.
Em suma, o primeiro trimestre mostra sinais encorajadores de recuperação para a Air France-KLM, mas evidencia também os riscos que poderão marcar o desempenho do grupo ao longo do ano, num setor fortemente dependente da evolução dos custos energéticos e do contexto internacional.
























