
De acordo com a Reuters, a Airbus está a procurar obter indemnizações por parte da fabricante norte-americana de motores Pratt & Whitney devido a atrasos nas entregas que estão a prejudicar a produção.
Esta iniciativa surge após uma série de declarações públicas de representantes da Airbus que revelaram uma frustração crescente com a Pratt & Whitney e a sua empresa-mãe RTX.
De acordo com a Reuters, a notícia de que a Airbus pretende exigir indemnizações foi avançada por fontes familiarizadas com a situação.
O problema resulta da convicção da Airbus de que a Pratt & Whitney está a dar prioridade à manutenção e reparação dos motores GTF da família A320 já em serviço, em detrimento da entrega de novos motores.
Em fevereiro de 2026, o CEO da Airbus, Guillaume Faury, afirmou que a empresa estava pronta para “fazer cumprir os direitos contratuais” no âmbito desta disputa.
Segundo a Reuters, a Pratt & Whitney afirmou estar a trabalhar para criar um equilíbrio, numa altura em que muitas companhias aéreas foram forçadas a manter aviões em terra devido a problemas com motores.
No início deste ano, a Airbus anunciou que pretendia alcançar “cerca de 870” entregas de aeronaves comerciais em 2026.
Apesar desta previsão recorde, a Airbus indicou que o número está a ser negativamente afetado pela Pratt & Whitney.
“Na família A320, a incapacidade da Pratt & Whitney de se comprometer com o número de motores encomendados pela Airbus está a impactar negativamente as perspetivas para este ano e a trajetória de aumento de produção. Como consequência, a empresa espera agora atingir um ritmo entre 70 e 75 aeronaves por mês até ao final de 2027, estabilizando posteriormente nas 75”, afirmou a Airbus em comunicado.
























