
A fabricante aeronáutica europeia Airbus anunciou esta quinta-feira os seus resultados financeiros consolidados referentes ao ano de 2025, destacando um desempenho considerado “histórico” pela administração da empresa.
Segundo o relatório anual divulgado hoje, o volume de negócios da Airbus cresceu 6%, atingindo 73,4 mil milhões de euros, impulsionado sobretudo pelo aumento nas entregas de aeronaves comerciais e pela expansão dos serviços associados.
O lucro líquido consolidado atingiu os 5,22 mil milhões de euros, um aumento de cerca de 23% face a 2024, marcando um novo recorde para o grupo. Já o resultado operacional ajustado (EBIT Adjusted) subiu cerca de 33%, para 7,13 mil milhões de euros, enquanto o EBIT reportado cresceu cerca de 15%.
No ano passado, a Airbus entregou 793 aeronaves comerciais — acima dos níveis do ano anterior — e registou uma forte dinâmica tanto na divisão de helicópteros como nos negócios de defesa e espaço.
O grupo também registou uma forte procura pelos seus produtos, com uma carteira de encomendas que ultrapassou níveis significativos, refletindo a confiança dos clientes na capacidade produtiva e no portefólio de produtos da empresa.
No que diz respeito ao retorno aos acionistas, a administração propôs um dividendo de 3,20 euros por ação, um aumento face ao ano anterior, sujeito à aprovação na assembleia geral de acionistas marcada para Abril de 2026.
A Airbus no seu comunicado refere que o aumento da produção do A220 prossegue, condicionado pela integração de pacotes de trabalho da Spirit AeroSystems e pelo equilíbrio entre oferta e procura. A empresa aponta agora para uma cadência de 13 aeronaves por mês. Na família A320, a incapacidade da Pratt & Whitney de garantir o número de motores encomendados está a afetar negativamente as previsões para este ano e o ritmo de crescimento. Assim, a Airbus prevê atingir entre 70 e 75 aeronaves por mês até ao final de 2027, estabilizando depois nas 75. Mantém-se o objetivo de cinco aeronaves mensais no A330 em 2029 e 12 no A350 em 2028.
Na Airbus Helicopters, o EBIT Ajustado aumentou para 925 milhões de euros (2024: 818 milhões). Na Airbus Defence and Space, passou para 798 milhões de euros (2024: -566 milhões), refletindo maiores volumes e melhoria de rentabilidade, no contexto do plano de transformação em curso.
No programa A400M, foi assinada no quarto trimestre de 2025 uma alteração contratual com a OCCAR para antecipar sete entregas destinadas a França e Espanha, aumentando a visibilidade da produção. A Airbus continua a avaliar o impacto de incertezas quanto ao volume de encomendas futuras.
O CEO da Airbus salientou que o ano de 2025 foi marcado por uma forte procura global e pela superação de desafios na cadeia de fornecimento, criando condições para um reforço da posição competitiva no mercado da aviação civil e militar.
Para o corrente exercício de 2026, a Airbus definiu uma orientação positiva, com o objetivo de entregar cerca de 870 aeronaves comerciais e manter um forte desempenho financeiro, mesmo num contexto económico global incerto.
























