
A Air France realizou este sábado, 28 de março, o seu último voo a partir do aeroporto de Aeroporto de Paris-Orly, colocando um ponto final numa presença histórica de cerca de oito décadas naquela infraestrutura.
O último voo, o AF642 ligou Orly ao Aeroporto de Roland Garros, em Saint-Denis, na ilha francesa de Reunião, e foi operado pelo Boeing B777-300ER com a matrícula F-GSQO.
A decisão insere-se numa estratégia mais ampla da transportadora francesa, que passa a concentrar toda a sua operação no Aeroporto Charles de Gaulle, o principal hub da companhia. A medida visa reforçar a eficiência operacional e melhorar as ligações internacionais, numa altura em que o setor da aviação enfrenta mudanças significativas nos padrões de procura.
Nos últimos anos, a Air France tem registado uma redução acentuada na procura por voos domésticos, especialmente nas rotas de curta duração. Este fenómeno está em grande parte associado ao crescimento da rede ferroviária de alta velocidade em França, nomeadamente através do TGV, que oferece alternativas rápidas e sustentáveis para ligações internas.
Com a saída da Air France, o aeroporto de Orly continuará, no entanto, a desempenhar um papel relevante na aviação europeia. A infraestrutura deverá reforçar a presença de companhias de baixo custo, incluindo a Transavia, que tem vindo a expandir a sua operação naquele aeroporto.
Apesar do simbolismo da saída, a Air France assegura que a reorganização permitirá uma maior competitividade no mercado global, concentrando recursos num único ponto estratégico e adaptando-se às novas dinâmicas do transporte aéreo.
A mudança marca o fim de uma era para Orly, historicamente associado à aviação doméstica francesa, e reflete a transformação contínua do setor, cada vez mais orientado para a eficiência, sustentabilidade e conectividade internacional.


























