
A companhia aérea de baixo custo Ryanair reafirmou esta terça-feira, dia 27 de janeiro, que vai abandonar a sua operação nos Açores a partir de 29 de março, confirmando uma decisão já anunciada anteriormente.
Em causa está o encerramento de todas as rotas atualmente operadas pela transportadora no arquipélago, o que implicará o cancelamento de voos de e para várias ligações nacionais e internacionais.
A Ryanair justifica a decisão com o aumento dos custos operacionais, nomeadamente as taxas aeroportuárias e de navegação aérea, que considera excessivas e penalizadoras para a operação na região.
Segundo a empresa, a falta de medidas por parte das autoridades nacionais e da entidade gestora dos aeroportos para reduzir estes encargos tornou a operação financeiramente insustentável. A companhia defende que outros aeroportos europeus têm adotado políticas de redução de taxas para atrair companhias aéreas e estimular a conectividade aérea.
Com a saída da Ryanair a TAP Air Portugal e a Azores Airlines preparam o aumento das suas operações entre o arquipélago e o continente.
Entre 29 de março e 31 de outubro, a Azores Airlines prevê operar quase 270 voos semanais de e para os Açores, numa rede de vinte rotas e com uma frota de nove aeronaves. Cerca de 75% da capacidade será dedicada ao mercado doméstico, reforçando o papel da companhia como única transportadora a ligar diretamente Lisboa, Porto e Faro aos Açores.
O aumento da procura verificado e perspetivado, justifica o reforço das rotas: o Lisboa–Ponta Delgada (+1) o Lisboa–Terceira (+2) o Ponta Delgada–Porto (+3).
Para além da sua operação entre Lisboa e os Açores, a TAP anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a Ilha Terceira.

























