
Várias noticias já davam conta que a Aer Lingus UK poderia estar prestes a pôr fim a todos os seus voos de longo curso a partir do Aeroporto de Manchester.
Hoje a companhia indicou que “Para minimizar a perturbação dos clientes no caso de um eventual encerramento da base de Manchester, que opera voos transatlânticos de Manchester para Nova Iorque, Orlando e Barbados, a Aer Lingus deixou de vender voos transatlânticos de/para Manchester para viagens a partir de 31 de março de 2026. Não há qualquer impacto nos voos da Aer Lingus ou da Aer Lingus Regional entre Manchester e a Irlanda.”
A 17 de novembro de 2025, a administração da companhia aérea tinha iniciado um processo formal de consulta de 45 dias para avaliar o encerramento completo da sua base transatlântica no Reino Unido. Esta estrutura, inaugurada em 2021, opera atualmente voos com Airbus A330 para Nova Iorque (JFK), Orlando e Barbados.
De acordo com fontes internas, a operação tem registado prejuízos anuais desde o lançamento. A situação agravou-se recentemente devido a tensões laborais: os tripulantes de cabine baseados no Reino Unido recebem cerca de 30% menos do que os colegas irlandeses, situação que levou a greves nos meses de outubro e novembro de 2025. Além disso, a empresa considera que os seus aviões de longo curso seriam significativamente mais rentáveis a operar a partir de Dublin.
Se o encerramento for confirmado, mais de 200 postos de trabalho no Reino Unido estarão em risco e as rotas para os Estados Unidos e Caraíbas serão canceladas “da noite para o dia”. Os voos de curta distância para Dublin e Belfast, operados por aeronaves de menor dimensão, não serão afetados.
O salientar que o Aeroporto de Manchester tem enfrentado dificuldades na recuperação das suas ligações norte-americanas desde a pandemia de Covid-19. A saída de companhias como a Thomas Cook contribuiu para reduzir ainda mais a oferta para cidades dos EUA, tornando a presença da Aer Lingus particularmente relevante.

























