
A Riyadh Air recebeu esta sexta-feira, 5 de junho, os seus dois primeiros Boeing 787-9 Dreamliner, assinalando um marco importante na expansão da frota da nova companhia aérea nacional da Arábia Saudita, enquanto esta se prepara para alargar as suas operações comerciais a partir do Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade (RUH).
As duas aeronaves chegaram a Riade como os primeiros aviões de passageiros da encomenda da Riyadh Air, que poderá atingir um total de 72 Boeing 787 Dreamliner. A Boeing afirmou que a companhia iniciará as operações com o modelo 787-9 em rotas regionais e de longo curso, incluindo ligações iniciais para Londres, Cairo e Jeddah.
De referir que estas entregas representam a passagem da Riyadh Air da fase inicial de preparação operacional para a entrada em serviço dos seus próprios aviões de produção. A companhia já tinha utilizado um Boeing 787-9 de reserva técnica para operações limitadas, mas as aeronaves agora entregues são os primeiros Dreamliner destinados a suportar a sua programação comercial alargada.
A Riyadh Air pretende utilizar o Boeing 787-9 como a espinha dorsal da sua rede inicial de voos de longo curso. Segundo a Boeing, estas aeronaves apoiarão o objetivo da companhia de ligar a Arábia Saudita a mercados na Europa, Ásia, África e América do Norte.
Este marco está diretamente ligado à estratégia mais ampla da Arábia Saudita para os setores da aviação e do turismo. O Reino pretende atrair 150 milhões de visitantes e servir 330 milhões de passageiros por ano até 2030, sendo esperado que a Riyadh Air desempenhe um papel central nesse crescimento.
A Riyadh Air já anunciou a intenção de operar para mais de 100 destinos até 2030, posicionando o aeroporto de Riade (RUH) como um novo centro de ligação premium na região do Golfo. Isto coloca a companhia num mercado altamente competitivo, já dominado por companhias como a Emirates, Qatar Airways, Etihad Airways, Saudia e Turkish Airlines.
O próximo teste será operacional: avaliar a rapidez com que a Riyadh Air consegue integrar estas aeronaves na sua frota, estabilizar a sua programação e expandir-se para além das primeiras rotas — como Londres Heathrow (LHR), Cairo (CAI) e Jeddah (JED) — rumo à rede global que prometeu desenvolver até 2030.























