
Recentemente foi noticiado que a Azul Linhas Aéreas estava a prepara-se para realizar o phase-out dos seus cinco Airbus A330-900 e receber cinco aeronaves A330-200 provenientes da ITA Airways.
Agora sabe-se que a saída dos Airbus A330neo pode não acontecer devido à intervenção da American Airlines que, no âmbito do processo de recuperação judicial da Azul, irá realizar um aporte de 300 milhões de dólares, passando a deter uma participação acionista na empresa de aproximadamente 11%.
No âmbito deste investimento da American, foi incluída uma negociação com a Avolon, proprietária dos A330-900 que seriam devolvidos, com vista à renegociação da dívida, tendo como objetivo manter as aeronaves na frota da Azul.
O aporte está previsto no plano de saída da Azul do processo judicial e deverá ser concretizado através da subscrição de novas acções, após a aprovação final do plano pelos tribunais norte-americanos. A operação insere-se num pacote mais amplo de capitalização destinado a reduzir o endividamento da empresa e reforçar a sua liquidez.
Além da American Airlines, outras companhias e credores estratégicos, incluindo a United Airlines, manifestaram disponibilidade para participar no processo de recapitalização. O plano prevê ainda uma oferta de capital que poderá atingir valores significativamente superiores, envolvendo investidores institucionais e detentores de dívida.
A entrada da American Airlines no capital da Azul reforça a parceria estratégica entre as duas transportadoras, que já cooperam em rotas e acordos comerciais, e é vista pelo mercado como um sinal de confiança na recuperação financeira da companhia brasileira.
Caso a negociação se confirme, o Grupo Abra terá de encontrar uma solução para incorporar aeronaves Airbus A330-900 na frota da GOL, uma vez que não existem aeronaves disponíveis no mercado.

























