A Wizz Air está a reduzir significativamente a utilização dos seus Airbus A321XLR, com seis das dez aeronaves deste tipo atualmente fora de operação ou sem utilização comercial regular, numa altura em que a companhia aérea abandonou praticamente os planos para utilizar o modelo em voos de longo curso.
O A321XLR foi inicialmente visto pela Wizz Air como uma oportunidade para expandir a sua rede para destinos muito mais distantes, aproveitando o alcance adicional da aeronave. No entanto, a estratégia da companhia mudou após o encerramento das operações da Wizz Air Abu Dhabi, em setembro de 2025.
A subsidiária dos Emirados Árabes Unidos era considerada uma das principais plataformas para explorar as capacidades de longo alcance do A321XLR. Sem essa operação, a Wizz Air entende agora que o modelo deixou de se enquadrar no seu actual modelo de negócio.
Encomenda reduzida de 47 para 11 aeronaves:
De recordar que a Wizz Air tinha originalmente uma encomenda de 47 Airbus A321XLR, mas reduziu posteriormente para apenas 11 aeronaves.
A companhia tentou encontrar outros operadores interessados em assumir parte das entregas que deixaram de ser necessárias, mas não conseguiu colocar todas as aeronaves.
Dos A321XLR que chegaram a ser entregues, seis encontram-se actualmente fora de operação ou sem utilização comercial regular.
Três destas aeronaves, com as matrículas 9H-XLA, 9H-XLB e 9H-XLC, encontram-se armazenadas em Bydgoszcz, na Polónia.
Em duas destas aeronaves, os motores foram removidos e utilizados noutros Airbus A321neo da Wizz Air, numa tentativa de reduzir o impacto dos problemas relacionados com os motores Pratt & Whitney, que continuam a afectar uma parte significativa da frota da companhia.
A321XLR deixa de ser utilizado como avião de longo curso:
Apesar de o A321XLR oferecer um alcance de aproximadamente 8.700 quilómetros, a Wizz Air não pretende explorar regularmente essa capacidade.
O director comercial do grupo, Ian Malin, explicou que, após o encerramento da operação em Abu Dhabi, o A321XLR deixou de apresentar um modelo de negócio suficientemente atractivo para a companhia.
A Wizz Air considera que a abertura de rotas de longo curso, incluindo ligações transatlânticas ou para destinos na África Ocidental, introduziria um nível de complexidade incompatível com o seu actual modelo de baixo custo.
Em consequência, os A321XLR que continuam activos estão a ser utilizados sobretudo em rotas de curto e médio curso, desempenhando uma função muito semelhante à dos A321neo convencionais.
Entre as operações estão ligações a partir de Milão-Malpensa e Londres-Gatwick, incluindo destinos como Madrid, Barcelona e Istambul.
Motores dos XLR utilizados noutros A321neo:
A situação dos A321XLR está também relacionada com os problemas dos motores Pratt & Whitney que afectam a frota da Wizz Air.
Com várias aeronaves A321neo imobilizadas devido a intervenções nos motores, a companhia decidiu retirar motores de alguns dos A321XLR armazenados para os instalar noutras aeronaves.
A estratégia permite recuperar capacidade operacional sem esperar pela disponibilidade de motores novos ou pela conclusão de determinados trabalhos de manutenção.
























