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Virgin Atlantic declara falência e pede protecção de credores nos EUA


 

A Virgin Atlantic apresentou esta terça-feira, 4 de agosto, um pedido de protecção ao abrigo do Capítulo 15, do Código de Falências dos EUA num tribunal de Nova Iorque.

De referir que a Delta, que detém 49% da companhia, não pode salvá-la, devido às leis de propriedade estrangeira do Reino Unido impediriam o aumento da participação.

“O mundo das companhias aéreas não havia mudado muito. Passagens caras, com pouca ênfase nas necessidades dos clientes. Era uma experiência cinzenta e chata. Até que chegou a hora de alguém entrar e agitar as coisas.” Esse alguém era a companhia aérea Virgin Atlantic, fundada pelo bilionário Richard Branson. A descrição até então no site da companhia.

O capítulo 15 é uma forma de falência projectada para casos que envolvem vários países. Este é um mecanismo para empresas estrangeiras em processo de falência no seu próprio país para aceder ao sistema judicial dos Estados Unidos. Protege efectivamente os activos da Virgin nos Estados Unidos dos credores, enquanto um tribunal do Reino Unido supervisiona as reivindicações.

Fundada em 1984 em Londres, a Virgin Atlantic opera exclusivamente rotas internacionais. Suspendeu todas as operações em abril, quando a pandemia de coronavírus provocou um colapso na procura de viagens, e retomou os voos em julho.

Chegou a anunciar um pacote de resgate privado de 1,2 bilhão de libras (1,57 bilhão de dólares), mas não finalizou o acordo. A companhia aérea chegou a pedir anteriormente, sem sucesso, um resgate do governo britânico. Branson também ofereceu a sua ilha particular como garantia para um resgate ou empréstimo.

A entrada da Virgin neste processo não significa que a companhia aérea deixe de voar. Nós próximos dias a companhia deverá apresentar um plano de recuperação financeira que viabilize a companhia.