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United começou a transportar vacinas contra a covid-19


 

O The Wall Street Journal indicou que a United Airlines começou esta sexta-feira, 27 de novembro, a operar voos fretados para transportar doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer e da BioNTech para uma distribuição rápida, assim que os reguladores consigam aprovar o fármaco.

De acordo com a publicação norte-americana, a terceira maior companhia aérea dos Estados Unidos “começou na sexta-feira a operar voos fretados para posicionar doses da vacina covid-19 da Pfizer para distribuição rápida, se as injeções foram aprovadas pelos reguladores” do país, nomeadamente, a Food and Drug Administration (FDA).

A intenção da United Airlines é fazer voos entre Bruxelas, na Bélgica, e Chicago, nos Estados Unidos da América (EUA), para apoiar a distribuição deste fármaco, que está a ser produzida, em particular, em Kalamazoo, no Michigan, e na cidade belga de Puurs.

A farmacêutica norte-americana e a parceira alemã BioNTech solicitaram na última semana a autorização de emergência do regulador norte-americano, para poder começar a distribuição da vacina. Esta autorização de emergência permite ‘saltar’ vários passos no processo de aprovação, tendo em conta a pandemia mundial, que está a assolar, em particular, a população dos EUA.

De acordo com a Federação Internacional da Indústria Farmacêutica (IFPMA), a previsão é de que sejam produzidas entre 12 e 15 mil milhões de doses em todo o mundo.

Como será organizado o transporte aéreo?

“Será sempre necessário algum tipo de transporte aéreo”, disse o responsável pela frota da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), afirmando que o transporte de uma única dose para cada habitante do planeta encheria o equivalente a 8.000 aviões de carga de grande porte.

Fazendo as contas para a frota da Air France, por exemplo, os 99 aviões de passageiros de longo curso podem transportar, cada um, mais de 400 mil doses no porão e cada um dos dois Boeing 777 leva mais de um milhão de doses.

“Os voos de passageiros com capacidade de porão devem ser aumentados”, defende o diretor-executivo da IATA, Alexandre de Juniac, para quem “as fronteiras devem ser abertas para permitir a distribuição”.

A queda do tráfego aéreo internacional, devido à pandemia da covid-19, limitou a oferta, uma vez que 60% da carga é transportada nos porões dos aviões de passageiros e, por isso, a capacidade atual da frota aérea é insuficiente para responder à procura.