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TAP tem estado a trabalhar para responder às necessidades de transporte de vacinas contra a Covid-19 para Portugal e eventualmente para o Brasil também


 

De acordo com o Jornal ECO a TAP, está a preparar-se para garantir uma resposta eficaz às necessidades de transporte de vacinas contra a Covid-19, numa altura em que estas estão cada vez mais perto de serem uma realidade.

Como é sabido a companhia tem duas aeronaves “convertidas” em cargueiros prontas para realizarem o transporte das vacinas para Portugal, mas também para outras geografias, como é o caso do Brasil.

De acordo com a mesma notícia, a TAP tem sentido maior procura pelo seu transporte de carga em resultado do aumento do e-commerce — com o confinamento, mais pessoas estão a comprar online –, mas continua a ser relevante o peso do transporte de produtos médicos, nomeadamente máscaras e viseiras, além de toalhetes embebidos em álcool, para a Covid-19.

Este negócio poderá, em breve, aumentar ainda mais com o transporte das tão esperadas vacinas contra o novo coronavírus, que exigem, entre outros cuidados, o cumprimento de requisitos específicos em termos do controlo de temperatura. “A TAP está a garantir que tem as parcerias e meios necessários, como sejam a contratação atempada e em quantidade adequada dos contentores de temperatura controlada e vai estar preparada para responder às necessidades de transporte de vacinas contra a Covid-19″, disse recentemente a companhia ao ECO.

Numa altura em que o trabalho de preparação logística para receber as vacinas ainda está a ser feito, a empresa quer apresentar-se como uma solução para que Portugal possa contar o mais rapidamente possível com alguma, ou algumas, das vacinas contra a Covid-19.

A ambição da companhia portuguesa é poder fazer o mesmo noutros mercados. O Brasil, país em que a TAP tem grande representação, tem estado a fazer contactos com as várias empresas de aviação no sentido de avançar com concursos para o transporte das vacinas para o país. E o ECO sabe que a empresa portuguesa está atenta a essa possibilidade. Enquanto em Portugal está em causa o fornecimento de 16 milhões de doses das vacinas, no caso do Brasil, país com mais de 200 milhões habitantes, o número será certamente muito superior.

A IATA divulgou orientações ao setor, definidas em colaboração com a Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas (IFPMA), Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), entre outras entidades.

“A orientação inclui um repositório de normas e diretrizes internacionais relacionadas com o transporte de vacinas e será atualizada regularmente à medida que a informação for sendo disponibilizada à indústria”.

As diretrizes apontam a necessidade de “os governos restabelecerem a conectividade aérea para assegurar a disponibilidade de capacidade adequada para a distribuição de vacinas” e de assegurar “instalações ultracongeladas em toda a cadeia de abastecimento”, que terão de ser geridas por “pessoal treinado para lidar com vacinas sensíveis ao tempo e à temperatura” e que “as aprovações regulamentares atempadas e o armazenamento e desalfandegamento pelas autoridades aduaneiras e sanitárias serão essenciais”, bem como a adoção de “disposições para garantir que as remessas permanecem seguras contra adulterações e roubos”.