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Qatar Airways realizou phase-out completo da sua frota Airbus A330 após 24 anos de operação


 

A Qatar Airways encerrou oficialmente a operação dos seus Airbus A330 de passageiros, colocando um ponto final numa história que começou em 2002 e que envolveu um total de 45 aeronaves deste modelo.

A frota foi composta por 29 Airbus A330-200 e 16 Airbus A330-300, tendo desempenhado um papel importante na expansão da companhia aérea do Qatar ao longo de mais de duas décadas.

O phase-out dos últimos A330 acontece num momento de forte transformação da frota da Qatar Airways, com a companhia a acelerar a substituição dos aviões mais antigos por aeronaves de nova geração, mais eficientes em termos de consumo de combustível.

De recordar que o primeiro Airbus A330 chegou à Qatar Airways em 2002. Ao longo dos anos seguintes, o modelo tornou-se uma presença habitual na frota da companhia, sendo utilizado em diversas rotas de médio e longo curso.

No seu período de maior utilização, os A330 permitiram à Qatar Airways aumentar a capacidade em várias ligações internacionais, antes de serem progressivamente substituídos por aeronaves como o Airbus A350 e o Boeing 787 Dreamliner.

Apesar do phase-out já estar previsto há algum tempo, os A330 acabaram por permanecer em operação mais tempo do que inicialmente esperado, em parte devido aos atrasos na chegada de aeronaves mais recentes.

Ainda em março de 2026, os A330 representavam cerca de 7% da frota de passageiros da Qatar Airways, que contava então com 239 aeronaves de passageiros.

Quatro A330 adicionais nunca chegaram a operar:

A Qatar Airways chegou também a contratar quatro Airbus A330 provenientes da Oman Air, com a intenção de os utilizar durante 2026.

No entanto, estas aeronaves acabaram por não entrar em serviço comercial com a companhia do Qatar. A decisão de retirar definitivamente o A330 significa, assim, que estes aviões não serão integrados na operação regular da transportadora.

Um dos A330 envolvidos nesta operação foi entretanto adquirido pela RwandAir, companhia aérea nacional do Ruanda.

Pilotos da Qatar Airways poderão voar pela RwandAir:

A retirada do A330 criou também uma situação particular para os pilotos da Qatar Airways habilitados para operar este modelo.

A companhia está a oferecer a um grupo de pilotos de A330 a possibilidade de realizar destacamentos voluntários de curta duração na RwandAir. A informação, avançada pela Reuters, aponta para pouco mais de uma dúzia de funcionários envolvidos na iniciativa.

Segundo a Qatar Airways, estes destacamentos permitem aos pilotos manter a sua experiência de voo enquanto ajudam simultaneamente a RwandAir nas suas necessidades operacionais. A companhia não revelou a duração exata dos destacamentos.

A ligação entre as duas companhias não é nova. A Qatar Airways e a RwandAir mantêm uma relação de cooperação, incluindo acordos de codeshare, o que facilita a utilização deste tipo de solução para os tripulantes.

Um A330 da antiga frota já está no Ruanda:

A ligação entre a retirada dos A330 da Qatar Airways e a RwandAir é particularmente evidente através de uma das aeronaves.

Um Airbus A330 anteriormente associado à Qatar Airways foi adquirido pela RwandAir em 2026, permitindo à companhia africana reforçar a sua capacidade de longo curso.

Combustível e eficiência aceleram retirada dos aviões mais antigos:

A decisão ocorre também num período particularmente desafiante para o setor da aviação, com os preços do combustível de aviação a terem aumentado significativamente devido à instabilidade provocada pelo conflito envolvendo o Irão.

Segundo a Reuters, o preço do combustível de aviação aproximadamente duplicou desde o início do conflito, aumentando a pressão sobre as companhias aéreas que ainda utilizam aeronaves mais antigas e menos eficientes.

Neste contexto, a operação de aeronaves como o A330, embora ainda perfeitamente capaz de realizar voos de longo curso, torna-se menos competitiva face a modelos mais recentes.

A Qatar Airways dispõe atualmente de uma frota moderna baseada, entre outros modelos, nos Airbus A350 e Boeing 787, ao mesmo tempo que continua a receber novas aeronaves.

A companhia prevê receber 138 novas aeronaves nos próximos cinco anos. Entre setembro de 2026 e o final de 2027, está previsto o abandono de seis aeronaves e a entrada de 19 novos aviões na frota.

A transportadora mantém ainda centenas de aeronaves encomendadas à Airbus e à Boeing, numa estratégia destinada a suportar o crescimento previsto para a próxima década.

A própria Qatar Airways considera a substituição de aviões mais antigos por modelos mais eficientes uma parte normal da gestão da sua frota.

 

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