
A Qantas anunciou que pretende acelerar ao phase-out da sua restante frota de modelos Airbus A380. A companhia aérea planeia começar a retirar os seus 10 A380 restantes a partir de 2028, com a retirada total da frota prevista para aproximadamente 2030 — cerca de quatro anos antes do inicialmente previsto.
A decisão representa uma mudança estratégica, afastando a companhia dos aviões de muito grande capacidade em favor de aeronaves de nova geração mais pequenas, versáteis e eficientes em termos de consumo de combustível.
A diretora-executiva da Qantas, Vanessa Hudson, apontou o aumento dos custos e dos riscos operacionais associados à manutenção de uma frota envelhecida e já fora de produção como os principais motivos para esta decisão.
“À medida que os A380 continuam a envelhecer, os custos de manutenção e o risco de perturbações operacionais aumentam”, afirmou Hudson, sublinhando a necessidade de uma frota que ofereça maior fiabilidade e melhores níveis de desempenho ambiental.
Em vez de procurar uma substituição direta, com capacidade semelhante, para os superjumbos de 485 lugares, a Qantas está a reorganizar a sua rede de longo curso em torno da eficiência das ligações ponto a ponto e de uma oferta premium distribuída por diferentes tipos de aeronaves:
Boeing 787-9 Dreamliner: A entrada destas aeronaves na frota terá início no final de 2027, trazendo consigo uma versão atualizada e renovada da cabine de Classe Executiva.
Airbus A321XLR: A partir de 2028, a Qantas irá operar 16 destas aeronaves de fuselagem estreita de muito longo alcance, configuradas com uma forte aposta no segmento premium, permitindo abrir novas rotas de longo curso.
Airbus A350-1000ULR: Estas aeronaves serão destinadas ao projeto de referência “Project Sunrise”, que prevê voos diretos de ultra longo curso entre a costa leste da Austrália e Londres e Nova Iorque.
Para apoiar esta transição, a Qantas está a avaliar a conversão de cerca de 20 opções existentes junto da Airbus e da Boeing em encomendas firmes de aeronaves A350 e 787 adicionais.
A retirada dos A380 da frota reflete uma tendência mais abrangente na indústria da aviação, com as companhias aéreas a privilegiarem a eficiência dos aviões bimotor e a flexibilidade operacional das rotas em detrimento da enorme capacidade dos aviões quadrimotores.
























