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Powerbank incendeia-se a bordo de Boeing 777 da KLM obriga a regresso a Amesterdão


 

Um Boeing 777-300ER da KLM, com a matrícula PH-BVP, foi obrigado a regressar ao Aeroporto de Amesterdão-Schiphol depois de uma powerbank se ter incendiado a bordo durante o voo para Curaçau.

O incidente ocorreu no voo KL735, entre Amesterdão e Willemstad, quando a aeronave se encontrava sobre o Atlântico, cerca de cinco horas e meia após a descolagem.

Segundo os relatos divulgados por meios de comunicação neerlandeses, uma powerbank terá começado a arder na cabine, na classe executiva. A tripulação conseguiu extinguir rapidamente o incêndio e, perante a situação, a tripulação de voo decidiu interromper a viagem e regressar a Schiphol.

O Boeing 777 aterrou novamente em Amesterdão por volta das 20h40, onde os passageiros foram desembarcados. Relatos posteriores indicam que uma pessoa sofreu ferimentos ligeiros durante o incidente.

A imprensa neerlandesa avançou ainda que a powerbank pertenceria a Camiel Eurlings, antigo CEO da KLM. A companhia aérea não confirmou a identidade do proprietário do dispositivo, invocando questões de privacidade.

O incidente volta a destacar os riscos associados às baterias de iões de lítio, nomeadamente quando apresentam falhas e entram em fuga térmica, podendo provocar incêndios difíceis de controlar a bordo de uma aeronave.

A KLM já proíbe a utilização e o carregamento de power banks durante o voo. A companhia permite o transporte destes dispositivos na bagagem de mão, dentro dos limites estabelecidos, mas estes devem permanecer na cabine e não podem ser colocados no compartimento superior.

O voo KL735 transportava 322 passageiros, que tiveram de ser acomodados e posteriormente encaminhados para Curaçau através de uma operação alternativa.

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