
O Grupo Lufthansa apresentou os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026, registando receitas trimestrais recorde de 11,1 mil milhões de euros, impulsionadas pela forte procura de viagens aéreas durante o período. No entanto, o aumento significativo dos custos com combustível e as perturbações operacionais penalizaram a rentabilidade, levando a companhia alemã a rever em baixa as previsões para o conjunto do ano.
Entre abril e junho, o grupo registou um EBIT ajustado de 383 milhões de euros, um valor inferior ao alcançado no mesmo período de 2025 e abaixo das expectativas dos analistas. Apesar de as receitas terem aumentado cerca de 8% face ao ano anterior, o crescimento dos custos operacionais acabou por limitar os resultados.
Um dos principais fatores que afetou os resultados foi o forte aumento da fatura com combustível. A Lufthansa revelou ter suportado cerca de 750 milhões de euros em custos adicionais durante o trimestre, consequência da subida dos preços do petróleo, influenciada pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente.
Para o conjunto de 2026, o grupo estima que os custos com combustível atinjam 8,66 mil milhões de euros, embora cerca de 86% das necessidades anuais estejam protegidas através de operações de cobertura financeira (hedging), reduzindo parcialmente o impacto da volatilidade dos mercados energéticos.
Apesar da pressão sobre os custos, a procura por viagens aéreas manteve-se elevada. O Grupo beneficiou do forte desempenho das rotas de longo curso, particularmente para a Ásia, bem como da crescente procura por lugares nas classes premium.
A companhia destacou ainda os bons resultados da Eurowings, que continuou a beneficiar da elevada procura por viagens de lazer dentro da Europa.
Face ao aumento dos custos e à incerteza económica, o Grupo Lufthansa reviu em baixa as perspetivas para o exercício de 2026.
A transportadora passou a prever um EBIT ajustado entre 1,7 e 2,2 mil milhões de euros, um intervalo inferior ao anteriormente esperado, refletindo o impacto dos preços elevados do combustível e dos desafios operacionais enfrentados ao longo do ano.
Para melhorar a eficiência operacional e reduzir os custos, a Lufthansa mantém o plano de renovação da frota, acelerando a retirada de aeronaves mais antigas e menos eficientes.
Entre as medidas anunciadas está a retirada antecipada de alguns Airbus A340-600 e a redução da utilização de parte da frota de Boeing 747-400, enquanto continua a receber novos aviões mais eficientes em termos de consumo de combustível, como o Airbus A350, Boeing 787 Dreamliner e, futuramente, o Boeing 777-9.
Apesar dos desafios atuais, o Grupo reafirma o objetivo estratégico de alcançar uma margem operacional entre 8% e 10% até ao final da década, sustentada pela modernização da frota, ganhos de eficiência e pela integração das várias companhias que compõem o Grupo Lufthansa.
























