
O LATAM Airlines Group apresentou os seus resultados financeiros e operacionais relativos ao segundo trimestre do ano, período em que registou um lucro líquido de 125 milhões de dólares e uma margem operacional de 5,4%.
A companhia registou receitas de 4,183 mil milhões de dólares, um aumento de 28% face ao mesmo período de 2025. Estes resultados refletem a solidez do seu modelo de negócio e uma execução disciplinada num contexto excecional marcado pela forte subida dos custos com combustíveis.
A diversificação do seu ecossistema, a flexibilidade comercial e o crescimento tanto do segmento Premium como do programa de fidelização LATAM Pass impulsionaram as receitas e reforçaram a competitividade do grupo a longo prazo.
Durante o segundo trimestre, a LATAM transportou 21,1 milhões de passageiros e aumentou a sua capacidade consolidada em 8,9%. O segmento internacional cresceu 11,8%, enquanto a capacidade doméstica da LATAM Airlines Brasil aumentou 5,7% e as operações domésticas das filiais no Chile, Colômbia, Equador e Peru cresceram 5,3%. O fator de ocupação manteve-se em níveis sólidos, atingindo os 81,8%.
Os resultados foram alcançados num trimestre particularmente desafiante devido à evolução do preço dos combustíveis. Os custos associados a esta rubrica ascenderam a 1,712 mil milhões de dólares, mais 93,1% do que no mesmo período de 2025, enquanto o preço pago, incluindo as operações de cobertura (hedging), aumentou 81,3%. Neste contexto, a LATAM registou uma margem operacional ajustada de 5,4% e um EBITDA ajustado (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 713 milhões de dólares.
«Os resultados do segundo trimestre demonstram a solidez estrutural do grupo, bem como o valor da nossa proposta para os clientes e a nossa capacidade para operar num ambiente volátil e incerto», afirmou Ricardo Bottas, diretor financeiro (CFO) do LATAM Airlines Group.
O responsável acrescentou que «o grupo mantém o seu firme compromisso com a execução disciplinada de uma estratégia de crescimento rentável. O modelo de negócio diversificado da LATAM — assente nas receitas provenientes do segmento Premium, nos negócios integrados de carga e fidelização e numa sólida posição financeira — permitiu manter a rentabilidade mesmo durante um trimestre sazonalmente mais fraco e sob pressões sem precedentes resultantes da forte subida do preço dos combustíveis».
Por sua vez, o LATAM Pass atingiu os 56 milhões de membros e continuou a reforçar a relação com os seus clientes. Sessenta e sete por cento das receitas do transporte de passageiros foram geradas por membros do programa e o número de clientes com estatuto Elite aumentou 26% em termos homólogos.
A LATAM gerou um fluxo de caixa operacional ajustado de 473 milhões de dólares durante o trimestre e terminou junho com uma posição de caixa de 2,651 mil milhões de dólares. Incluindo as linhas de crédito comprometidas e integralmente disponíveis, a liquidez total ascendeu a 4,226 mil milhões de dólares, o equivalente a 26,2% das receitas obtidas nos últimos doze meses.A alavancagem líquida ajustada situou-se em 1,5 vezes, abaixo do limite de 2,0 vezes estabelecido na política financeira do grupo.
Recentemente, os acionistas aprovaram um novo programa de recompra de ações correspondente a até 5% do capital em circulação, que poderá ser executado ao longo de um período máximo de cinco anos. O Conselho de Administração decidirá o momento do seu lançamento, bem como o mecanismo e as condições de execução, em conformidade com a legislação chilena aplicável.
Durante o segundo trimestre, a LATAM recebeu nove aeronaves, entre as quais dois aviões de fuselagem larga, e terminou o período com uma frota de 383 aeronaves. Além disso, a LATAM Airlines Brasil anunciou a primeira fase da entrada em operação da sua frota de aeronaves Embraer E195-E2, um marco que reflete a estratégia do grupo de continuar a investir no país com uma visão de longo prazo.
Entre novembro de 2026 e março de 2027, serão incorporadas até 14 aeronaves, que irão operar 42 rotas e acrescentar quatro novos destinos: Cabo Frio (Rio de Janeiro), Ji-Paraná (Rondónia), Macaé (Rio de Janeiro) e Rondonópolis (Mato Grosso). Como resultado, a LATAM Airlines Brasil passará a servir 67 destinos domésticos, face aos 44 que operava em 2019, constituindo a rede doméstica mais extensa da sua história. Este investimento reforça a conectividade, melhora a experiência dos clientes e torna a operação mais eficiente e sustentável.
Além disso, a companhia está já a avaliar a incorporação de até 18 novos destinos numa segunda fase de expansão prevista para 2027, à medida que a Embraer proceda à entrega de novas aeronaves. Esta iniciativa demonstra, uma vez mais, a confiança da LATAM no potencial do mercado brasileiro e o seu compromisso de ligar um número crescente de brasileiros ao seu país e ao resto do mundo.
A LATAM atualizou as suas perspetivas para 2026. Tendo em conta a informação recolhida durante o último trimestre e uma maior visibilidade sobre o desempenho esperado, o grupo voltou a divulgar a totalidade dos parâmetros das suas previsões, incluindo capacidade e receitas.A companhia prevê aumentar a sua capacidade entre 9% e 10% face a 2025.
Adicionalmente, estima alcançar um EBITDA ajustado entre 4,1 e 4,4 mil milhões de dólares, uma liquidez no final do exercício igual ou superior a 4,7 mil milhões de dólares e uma alavancagem líquida ajustada igual ou inferior a 1,6 vezes.A atualização destas perspetivas reflete um cenário mais favorável para o preço dos combustíveis até ao final do ano, comparativamente às previsões anteriores, e evidencia a consistência da execução da estratégia da LATAM, bem como a resiliência do seu modelo de negócio.
























