
A companhia aérea indiana IndiGo anunciou que irá suspender as suas operações de longo curso com aeronaves de fuselagem larga (wide-body) a partir de 25 de outubro de 2026, uma decisão justificada pelo atual contexto geopolítico e pelos desafios operacionais que têm afetado a rentabilidade destas ligações.
A companhia confirmou igualmente que irá terminar o contrato de damp lease com a Norse Atlantic Airways a 31 de outubro de 2026, colocando assim um ponto final na utilização dos seis Boeing 787-9 que permitiram à companhia iniciar voos intercontinentais enquanto aguardava a chegada da sua futura frota de Airbus A350-900.
Segundo a IndiGo, as atuais tensões geopolíticas provocaram um ambiente operacional particularmente exigente, marcado por restrições ao espaço aéreo em diversas regiões, aumento dos custos com combustível, tempos de voo mais longos devido aos desvios obrigatórios e uma maior pressão sobre os custos operacionais.
Estes fatores acabaram por comprometer a viabilidade económica das operações de longo curso realizadas com os Boeing 787-9 alugados à Norse Atlantic Airways.
Apesar da retirada dos Boeing 787, a companhia irá manter a ligação entre Mumbai e Amesterdão. A partir de 25 de outubro, esta rota passará a ser operada com o novo Airbus A321XLR, aeronave concebida para voos de longo alcance com menor capacidade, mas significativamente mais eficiente em termos de consumo de combustível e custos operacionais.
A decisão terá impacto na operação para o Aeroporto de Londres Heathrow, cujos voos serão temporariamente suspensos.
A companhia garante, contudo, que pretende regressar ao mercado britânico assim que começar a receber os seus Airbus A350-900, aeronaves que irão constituir a base da futura expansão intercontinental da companhia.
Apesar deste recuo, a IndiGo sublinha que a estratégia de crescimento internacional permanece inalterada. A suspensão das operações com os Boeing 787 é considerada uma medida temporária, destinada a proteger a sustentabilidade financeira da empresa até à entrada em serviço dos novos Airbus A350-900.
A companhia continua assim empenhada em desenvolver a sua rede de longo curso, apostando numa combinação entre os futuros A350-900 e a crescente frota de Airbus A321XLR para expandir a sua presença em mercados internacionais.
























