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Falta de autorização obriga a 9 horas de voo sem “ir a lado nenhum”


No dia 22 de junho, o voo SN515 da Brussels Airlines entre Bruxelas e Washington Dulles estava programado para ser operado com o A330-200, matrícula O3-SFZ de acordo com o planeamento da companhia. 

No entanto o equipamento afecto ao voo SN515 foi alterado para o A330-300, recentemente transferido da frota da Lufthansa e pintado com a cores da Eurowings.

A partir da alteração do equipamento o voo não seria o mesmo e mais tarde tonou-se mesmo numa má decisão.

Como acontece nestas situações de alteração de equipamento à última da hora, houve um consequente atraso. O avião em vez de descolar às 10h15 (hora local), como previsto, apenas descolou às 12h30 (hora local). O voo prosseguiu normalmente e suavemente acima do Reino Unido e da Irlanda, primeiro no FL360 e depois no FL380 sobre o Oceano Atlântico, onde ficou fora do alcance dos radares. Surpreendentemente, ele não reapareceu na costa canadense, mas perto da Irlanda novamente, a voar na FL410 em direcção a Bruxelas, onde aterrou às 21:15 (hora local), quase 9 horas após a descolagem.

O que aconteceu, é a grande questão?

De acordo com as informações disponíveis, faltava a documentação necessária para que o A330-300 pudesse aterrar nos Estados Unidos. A mudança de equipamento fez com que a Brussels Airlines voasse para os EUA com um avião que ainda não tinha as devidas permissões da FAA.

Para evitar que a Brussels Airlines fosse multada, o departamento de coordenação de voos ordenou que a aeronave regressasse ao aeroporto de partida.

Até ao momento, o único comentário oficial da companhia foi feito através do Twitter como:

“Razão Operacional”.

Os passageiros receberam vouchers de hotel e refeição para passar a noite em Bruxelas e foram reacomodados em voos alternativos. Eles também tiveram direito a uma compensação EU261 / 2004 de 600 euros. Obviamente, o voo de regresso SN516 também foi cancelado e os seus passageiros também têm direito a uma compensação similar de EUR626 euros.

Em declarações à CNN uma fonte da empresa indicou:

“Nós realmente confirmamos que o nosso mais novo avião de maior porte não tinha ainda as documentações requeridas pela FAA para sobrevoar o espaço aéreo americano. Devido a um erro humano, este avião foi erradamente colocado a operar esse voo. Infelizmente, a situações só foi detectada quando o avião já estava a quatro horas de distância de Bruxelas.

Ressaltamos que as comunicações a bordo foram transparentes e que todos os passageiros foram cuidadosamente tratados e encaminhados.”

Toda esta situação está avaliada entre cerca de 600 mil  a 800 mil euros.