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Esta quinta-feira deverá ser confirmada a nacionalização da TAP


 

As negociações entre o Governo e o acionista da TAP David Neeleman, que tem 22,5% da companhia aérea, falharam.

As duas partes não chegaram a um acordo para a compra da capital do empresário na companhia aérea e, por isso, o Governo prepara-se para aprovar a nacionalização da transportadora aérea já esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

O Estado passará a deter pelo menos 95% do capital da companhia e os privados serão afastados da estrutura acionista.

O plenário governamental será de manhã e a conferência de imprensa de apresentação das conclusões está marcada para as 13h00.

A decisão governamental surge por rutura nas negociações do Governo com David Neeleman, o empresário brasileiro-americano que, a meias com o português Humberto Pedrosa, é dono da Atlantic Gateway, empresa detentora de 45% da companhia. 50% por cento da TAP já pertence ao Estado e os restantes 5% aos trabalhadores.

A razão da rutura do Governo prendem-se com o facto de Neeleman não ter aceite as condições impostas pelo Executivo para financiar a empresa em 1200 milhões de euros.

Não terá também havido até agora entendimento nas condições que Neeleman exigia para deixar a empresa.

De recordar que a TAP pertenceu ao Estado até 2015, nesse ano privatizada – um imposição do memorando da troika. A Atlantic Gateway, detida pelos empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa, ficou na posse de 61% do capital social da empresa. Os trabalhadores passaram a deter 5%. E o restante ficou do Estado. A privatização foi conduzida pelo Governo sendo Pedro Passos Coelho primeiro-ministro.

Ao chegar à chefia do Governo, ainda nesse ano, António Costa fez reverter o processo. A Atlantic Gateway passou a deter apenas 45% da empresa. O Estado subiu a sua participação para 50%. E os trabalhadores continuaram a ter os seus 5%. O controlo da gestão quotidiana manteve-se no entanto sempre nas mãos dos privados.