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Cathay Pacific encerra operações da Cathay Dragon e adia entrega dos B777-9


 

Devido à atual situação que está a afetar o sector aéreo, a companhia aérea de Hong Kong, Cathay Pacific, anunciou que vai avançar com uma reestruturação que inclui a eliminação de 8.500 postos de trabalho e o encerramento da sua subsidiária Cathay Dragon.

A Cathay Dragon encerrou ontem, 21 de outubro, as suas operações. A companhia operava voos regionais.

“Aproximadamente 8.500 postos de trabalho em todo o Grupo Cathay Pacific (incluindo a Cathay Dragon) serão eliminados, o que representa cerca de 24% do Grupo, que tem cerca de 35 mil funcionários, pode ler-se no comunicado enviado à bolsa de valores de Hong Kong.

“Destes 8.500 postos de trabalho, cerca de 5.300 funcionários em Hong Kong serão despedidos nas próximas semanas, com aproximadamente 600 funcionários fora de Hong Kong a serem possivelmente afetados”, informou a empresa.

Os restantes 2.600 postos de trabalho a serem eliminados não estão atualmente preenchidos, devido à redução de custos nos últimos meses promovida pela companhia aérea, que incluíram o congelamento de contratações e o encerramento de certas bases no exterior, segundo a mesma nota.

Da reestruturação também faz parte um possível adiamento para a entrega dos modelos Boeing 777X, por parte da Boeing. A Cathay deveria receber os primeiros 777-9 em 2021, mas devido aos atrasos no desenvolvimento da aeronave, todos os planos ficaram alterados. Neste momento a companhia pretende receber os seus modelos a partir de 2025.

Os clientes do lançamento da aeronave, a Emirates e a Lufthansa, esperam receber as primeiras unidades para 2022.

O grupo avançou também que a reestruturação vai custar cerca de 2,2 milhões de dólares de Hong Kong (240 milhões de euros).