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“Cachalote” deverá regressar aos céus como “cargueiro”


 

Depois de muito tempo sem ser visto voltou à ribalta, nos último dias, o para sempre cachalote.

Esta terça feira a aeronave esteve a realizar testes de motores:

Com a foto partilhada, hoje, é possível ver que o cachalote se mantém na fuselagem da aeronave, tendo sido apenas tapado “Azores Airlines” e a cauda estar em branco.

A aeronave que voou pela Azores Airlines e depois como HiFly ao serviço da Azores Airlines, neste momento pertence à Aircraft Engine Lease Finance, Inc, uma companhia norte americana de leasing de aeronaves e irá voar como 9H-CFS.

A frota da companhia é composta por 10 aeronaves, estando 4 em serviço numa configuração de Preighter.

De recordar que a aeronave está desde o dia 10 de junho de 2020 no aeroporto de Nápoles, tendo passado por trabalhos de manutenção “pesada” denominada de Check C

No final do verão IATA de 2018 a companhia acabou por estacionar a aeronave alegando custos operacionais.

No dia 5 de junho de 2020, o CS-TRY regressou a Lisboa depois de ter estado armazenado em Tarbes, para concluir o período do contrato da Azores Airlines. Antes de retomar aos “céus”, o A330 recebeu trabalhos manutenção para substituição do trem de aterragem e por forma a repor a sua aeronavegabilidade.

 

O “Cachalote” foi considerado uma das 10 pinturas mais bonitas do mundo.

O Dinheiro Vivo noticiava em julho de 2019, que o A330 custou oito milhões de euros à companhia aérea, a operar em 2018. Agora, parada, o valor cai para metade.

“O resultado de exploração do A330 em 2018 (com o avião a voar e dotado de tripulações suficientes) cifrou-se num resultado negativo de oito milhões de euros. O Airbus A330 parado, nas circunstâncias em que se encontra hoje, resulta em metade dos prejuízos anuais acumulados no ano anterior”, mostra uma nota enviada pelo conselho de administração aos trabalhadores da SATA no final de junho, a que o DN/Dinheiro Vivo teve acesso.

Referindo-se a uma “polémica em torno da decisão de parar o A330”, a SATA, liderada por António Teixeira, acrescenta ainda que “o racional, em maior detalhe”, foi explicado a todos os colaboradores da empresa.

No relatório e contas de 2018, a administração já referia a “procura ativa de opções que permitam rentabilizar a referida aeronave”, depois de este avião ter feito disparar a rubrica de despesas de manutenção, que ascendeu a 14,8 milhões, em 2018. No mesmo documento, a empresa justificava ainda uma redução verificada em rubricas de gastos operacionais diretos como é o caso dos combustíveis, da assistência a aeronaves, das taxas aeroportuárias e reservas de manutenção (horas de voo) com “a utilização das novas aeronaves A321, em substituição dos menos eficientes A310 e A330”.