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Brussels Airlines cancela encomenda de dois A330-300 e não prevê recorrer a wet-lease em 2027


 

A Brussels Airlines, companhia aérea do Grupo Lufthansa, decidiu rever os seus planos de expansão da frota de longo curso e cancelou a encomenda de dois Airbus A330-300 que estavam previstos para integrar a sua operação.

Com esta decisão, a companhia belga deverá manter a sua frota de longo curso em 11 Airbus A330, afastando, para já, os planos de crescimento que estavam previstos para os próximos anos.

A Brussels Airlines confirmou igualmente que não prevê operar aeronaves em regime de wet-lease durante a temporada de Verão de 2027. A decisão representa uma mudança face à estratégia adoptada recentemente, que levou a companhia a recorrer a capacidade de outras transportadoras para reforçar a operação.

Os quatro Airbus A220-300 operados actualmente pela Brussels Airlines através de um acordo de wet-lease com a airBaltic deverão deixar a operação da companhia no final de outubro de 2026.

Ao contrário do que aconteceu em temporadas anteriores, a Brussels Airlines não pretende substituir essa capacidade por novas aeronaves de outras companhias durante o verão de 2027.

A estratégia passa, assim, por uma maior utilização da frota própria e por um crescimento mais controlado da capacidade.

A decisão de cancelar os dois A330-300 surge num momento em que a Brussels Airlines está a adoptar uma abordagem mais cautelosa relativamente ao crescimento da operação.

Apesar da suspensão da expansão da frota de longo curso, a companhia continua a apostar na renovação da frota de médio curso, nomeadamente através do Airbus A320neo.

A Brussels Airlines pretende continuar a reforçar a eficiência da sua frota e a optimizar a utilização das aeronaves disponíveis, numa altura em que o sector da aviação europeia enfrenta custos operacionais elevados e diversos constrangimentos relacionados com a capacidade.

A decisão significa que, pelo menos durante o verão de 2027, a Brussels Airlines deverá operar sem recurso a aeronaves em wet-lease e sem o reforço dos dois A330-300 anteriormente previstos, concentrando a sua operação na frota própria.

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